quarta-feira, 25 de maio de 2016

Chance

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Irmãos Chance


Ele é tudo o que ela não pode ter...

A busca por um sonho levara Josie Keller até Shoshone, Wyoming. Já ouvir seu coração proporcionara muitas horas de prazer com o cowboy Jack Chance. 
Ele a deixou completamente louca... Até abandoná-la. Jack não era do tipo que se amarrava. Mas não conseguia entender por que sentia tanto a falta de Josie. 
Seria algo mais do que somente sexo? Mal sabem os dois que existe um plano em andamento para uni-los. 
E não demora muito para terminarem entre os lençóis! E antes que o passado volte para atormentá-los, Jack precisa decidir se laçará Josie de vez ou se perderá essa chance para sempre!

Capítulo Um

— Josie, tem um cowboy bêbado na sua porta.
Jack Chance olhou para a silhueta de um sujeito alto à porta da casa de Josie. Sua Josie.
— Quem diabos é você?
— Não é da sua conta. Olha, Josie fechou o bar há meia hora, e, além disso, você não parece precisar de mais uma.
— É melhor você não ser o namorado dela. — Jack estava um pouquinho alcoolizado, mas sóbrio o suficiente para subir as escadas até o apartamento de Josie, acima dos Espíritos e Esporas, sem tropeçar. Ele também estava sóbrio o suficiente para entender o significado de um indivíduo atendendo à porta dela a essa hora da noite.
O intruso mudou de postura.
— E é melhor você ir embora, vaqueiro.
Foi quando Jack percebeu que o desgraçado não estava usando sapatos ou meias. O sangue de Jack ferveu. Como aquele cara sem educação se atrevia a dar em cima dasua garota? É verdade que eles tinham rompido há alguns meses. Tudo bem, há dez meses. Mas quem aquele idiota achava que era para estar descalço no apartamento de Josie, como se fosse dono do lugar?
— Alex? — A voz de Josie veio de algum lugar dos fundos do apartamento. Tipo do quarto. — Descubra quem é, está bem?
Jack cerrou o punho direito.
— O nome é Jonathan Edward Chance Jr., e Josie Keller é a minha garota. — Então ele deu um soco na boca do tal palhaço do Alex.
Triste dizer, não foi exatamente um golpe. Jack não estava tão firme quanto poderia e o sujeito se esquivou no último minuto. Fracassando em sua tentativa de acertar um soco sólido, Jack baixou os ombros e lhe deu um empurrão. Isto se provou mais eficaz. Ambos caíram. Jack perdeu seu chapéu e boa parte de sua dignidade.
Alex xingou e se esforçou para se desvencilhar, mas Jack o havia travado ao chão. Foi uma vitória oca, no entanto, porque Jack bateu a barriga e ficou sem ar.
— Em nome dos céus, o que está acontecendo?

Série Irmãos Chance
1- Atração
2- Cilada
3- Chance
Série Concluída

Aliança de Tentação

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Amor ou conveniência?

A palavra "deserção" está entalada na garganta de Isobel Blake. 
Como Constantin de Severino ousa acusá-la de abandono? O casamento pode ter sido precipitado, mas a perda de seu bebê quase a destruiu e Constantin não estava por perto para consolá-la 
Agora, Isobel sabe que precisa confrontar o marido para virar de vez essa página dolorosa de sua vida. Porém, Constantin parece determinado a reconquistá-la, e a tentação de tê-lo de volta a domina. 
Contudo, quando os verdadeiros motivos de Constantin são revelados, ela terá de decidir se ele realmente merece uma segunda chance.

Capítulo Um

— Chegamos. Grosvenor Square W1. — O taxista olhou de relance para a passageira no banco de trás, confuso, pois ela não desceu do carro. — É aqui mesmo? Deseja ir a algum outro lugar?
Nervosa, Isobel sentiu-se tentada a pedir que o taxista seguisse em frente. A residência georgiana tinha a mesma aparência da qual se lembrava: os quatro andares de janelas arqueadas brilhavam ao sol primaveril, refletindo as árvores do parque em frente. Ela amava a casa quando morou ali com Constantin, mas, agora, sua elegante grandeza parecia zombar dela.
Isobel ficou surpresa com sua reação emotiva ao voltar àquela casa, dois anos depois de sair pela porta da frente sem olhar para trás, dando as costas a seu casamento. Talvez devesse apenas assinar os papéis do divórcio, que pareciam querer furar sua bolsa, e enviá-los ao advogado de Constantin. Qual o propósito, afinal, de vê-lo de novo depois de todo esse tempo e desencavar o passado?
Ela nunca conhecera o marido a fundo. Quando se conheceram, três anos atrás, Isobel fora seduzida pelo charme e pela ardente sensualidade de Constantin. Depois do casamento, com um início apaixonado e picante, Constantin passou a agir como um estranho. Analisando as coisas em retrospecto, Isobel percebeu que nunca realmente entendeu o enigmático italiano que atendia pelo exótico título de marchese Constantin de Severino.
Isobel sentiu uma repentina onda de fúria com o motivo pelo qual Constantin pediu o divórcio: deserção. Tecnicamente ela o havia mesmo desertado, mas ele não lhe dera opção, afastando-a com sua frieza e inflexibilidade em relação à carreira dela.
Franziu o cenho ao pensar que a palavra deserção, ironicamente, continha mais emoção do que Constantin demonstrara durante um ano de casamento.
A quem ela queria enganar? Era impossível acreditar que Constantin tivesse um lado vulnerável. Emoções não eram com ele. Era mais provável que a razão dada por ele para justificar o divórcio tenha sido friamente calculada. Porém, Isobel não aceitaria toda a culpa pelo fracasso do matrimônio. Constantin precisava ver que ela não era mais a mulher ingênua com quem se casara e que não conseguiria as coisas do jeito dele.
— Aqui mesmo, obrigada — disse ela ao taxista, pisando na calçada e pagando o homem. A brisa ergueu o cabelo cor de mel dos ombros dela, e então o taxista a reconheceu.
— Você é Izzy Blake, a cantora daquela banda... 

Em nome da ambição

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Coração de diamante?

A designer de joias Ruby Seaborn fará qualquer coisa para salvar a empresa da família. 
Incluindo propor um casamento de conveniência para o magnata dos diamantes. 
Jax Maroney, o único homem capaz de restaurar a glória do império Seaborn. 
Ruby precisa do dinheiro dele, Jax visa os contatos que a socialite possui... um acordo proveitoso para ambos. E se incluírem alguns deliciosos benefícios, não tem problema. 
Ruby acredita que seu coração é tão duro quanto as pedras preciosas com as quais trabalha... Mas será que Jax conseguirá lapidá-lo?

Capítulo Um

Jax Maroney tinha trocado o céu claro do sertão australiano por isto.
O enclave exclusivo de Armidale, terra dos principais joelheiros da Austrália, estava recebendo celebridades de Melbourne esta noite, e ele fora à festa sem ser convidado.
Malditos usurpadores. Eles eram mais do que seus rivais... eram o inimigo. O inimigo que deliberadamente o ignorara esta noite; que tinha sussurrado, apontado e olhado. O inimigo que ele teria de cortejar para atingir o seu objetivo.
Isso o irritava. Ele não ligava a mínima para o que eles pensassem a seu respeito, pessoalmente, mas no fato de que precisava daquelas pessoas na arena dos negócios...
A tristeza o envolveu, temperada por uma raiva sempre presente da pessoa que o colocara nesta situação.
— Cuidado. Da próxima vez que a porta se abrir e o vento soprar, sua carranca vai aderir ao seu rosto para sempre.
Surpreso que alguém o abordara, considerando sua postura distante na festa, ele olhou para a loira de língua atrevida, ostentando diamantes suficientes para manter sua empresa de mineração nos negócios pela próxima década.
— O que você tem a ver com isso?
Ela não se abalou pelo seu mau humor, com os lábios vermelhos se curvando num sorriso provocante.
— O lançamento de uma coleção de primavera de um Seaborn merece champanhe, caviar e exuberância. — Ela apontou para a testa dele. — Sua testa franzida numa carranca não combina.
— Porque a maioria dos esnobes aqui não pode mover sua testa esticada por Botox?
O olhar irônico de Jax percorreu a multidão imaculadamente arrumada. Uma multidão que o evitava pelos pecados de seu pai.
Para sua surpresa, o sorriso dela ampliou-se.
— Você provavelmente está certo, mas deveria tentar ser agradável.
— Por quê?
— Porque a equipe de segurança à paisana não gosta de tipos bruscos que ficam apenas parados, observando. Eles pensarão que você é um ladrão.
Ela o olhou da cabeça aos pés e seu peito comprimiu-se inexplicavelmente.
Quando o olhar desafiador da mulher encontrou o seu, Jax jurou que vislumbrou um calor.
— Pensando bem, talvez não.
Contra seu melhor julgamento, ele sentiu-se compelido a entrar na competição intelectual com a loira intrigante. Não estava acostumado com pessoas desafiando-o. Nos negócios ou fora deles.
Gostava de suas mulheres transparentes e descomplicadas. A loira ousada? Qualquer coisa, menos isso.
Ele dispensou-a.
— Você não deveria estar se socializando?
— Você não deveria estar sorrindo?
Sua boca se curvou, e ela levantou um punho fechado em vitória.
— Eu sabia que você era capaz de sorrir. Não é tão difícil, uma vez que tenta.
Jax balançou a cabeça.
—Quem é você?

Uma paixão proibida

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Australianos
Paixão incontrolável, perigo... e emoção!

Taylor Maguire sabia que estava cometendo um grande erro ao ajudar Ângela Cordell a fugir de Brisbane.
Por quanto tempo uma sofisticada moça da cidade ficaria trabalhando como governanta numa isolada fazenda de gado?
Para sua maior agonia, Taylor sentia uma atração irresistível por aquela mulher! Mas ele sabia que Ângela não ficaria ali por muito tempo. E ele não queria apenas um caso passageiro. Queria um amor para toda a vida!
Capítulo Um

Fazia um calor absurdo quando Ângela Cordell saiu do táxi e foi andando pela Queen Street em direção ao Hotel Hilton. A atmosfera estava pegajosa, úmida, enervante, sufocante, bem típica do mês de janeiro em Brisbane.
"No interior deve estar ainda mais quente", refletiu Ângela. Se conseguisse o emprego, seria como pular da panela para o fogo. Mas isso não era problema. Ela estava pronta a fazer o que fosse preciso, em todos os sentidos, para tirar Brian Slater de sua vida.
Trabalhar durante um ano como governanta numa casa de fazenda era a solução perfeita para dar um tempo e deixar que a poeira assentasse. Era uma situação que não tinha volta. Queria ficar longe de Brian. Além disso, lá o clima era seco, bem diferente da verdadeira sauna que era o litoral.
Entrar no saguão do hotel foi puro deleite. Ângela ergueu os cabelos da nuca para secar o suor no ar-condicionado. Em dias assim, seus fios ficavam crespos, e prendê-los não resolveria o problema. Melhor deixá-los soltos sobre os ombros que arriscar-se a parecer desmazelada. A primeira impressão é muito importante em uma entrevista de emprego.
Olhou-se no espelho: não havia marcas de suor no vestido verde-claro, uma cor fresca e alegre que não sobressaía muito em sua pele bronzeada, mas caía-lhe bem, complementando a cabeleira castanho-escura e os olhos cor de mel. Era um traje trespassado com botões, elegante, mas não ostensivamente profissional. Tinha a sobriedade certa para alguém que se candidatava ao cargo de governanta.
Ângela retocou o batom e consultou o relógio. Faltavam cinco minutos para conhecer o homem que talvez lhe apontasse a saída para o caos em que se encontrava. Pouco se lhe dava que parecesse covardia querer fugir de tudo. Se ficasse em Brisbane, estaria muito mais vulnerável à perseguição de Brian. Por esse motivo, precisava tanto daquela colocação.
O restaurante do hotel ficava no sexto andar, e a entrevista seria no saguão que o antecedia. O elevador se aproximava, e Ângela respirava fundo para conter o nervosismo.
Não seria fácil passar uma imagem de integridade e confiabilidade tendo as emoções tão abaladas. Já tirara Brian da cabeça, bem como de seu caminho. E aquela era sua grande oportunidade. Tratou, então, de concentrar toda a energia em causar boa impressão.
A iluminação natural do Grande Salão era fornecida por imensas claraboias, e, graças a elas, vicejavam belas samambaias e plantas tropicais por todo o ambiente, mais próprio para encontros sociais do que uma entrevista de admissão.
Espreguiçadeiras e sofás dispostos com cuidado eram um convite ao descanso. Talvez houvesse outras pessoas ali esperando para serem entrevistadas. Além dela, avistou alguns casais, um grupo de senhoras e um rapaz. No momento em que Ângela deitou os olhos sobre ele, levou um susto.
Não que tivesse alguma expectativa, mas imaginava-o como um fazendeiro qualquer que precisava de uma professora para supervisionar os estudos de seus filhos. Mas dele emanava uma força impressionante. Era alguém revestido por uma aura de poder. Parecia talhado numa substância rígida, diferente do resto dos mortais. Uma presença que chegava a intimidar.

Série Australianos
1- Uma paixão proibida 
2-Amor de Aluguel
3- Noites de Paixão
4- Não me Diga Adeus
5-A Noiva Raptada
6) Male for Christmas.
7) Her Outback Man.
8- Desejo Secreto
9- Os Apostos se Atraem
10- Coração Indomável
11) Taming a Husband.
12- Simplesmente Irresistível
13- a revisar
14-  a revisar
15- Em Boa Companhia
16- Chantagens da Paixão
17- Romance Tropical
18) Fugitive Bride.
19- Descoberta da Paixão
20) Outback Baby.
21) Inherited: Twins!
22) Mistaken Mistress.
23) The Virgin Bride.
24) Outback Angel.
25) The Wedding Challenge.
26- Uma Noite Inesquecível
27- Conquistando um Milionário
28) His Convenient Proposal.
29- A Chama da Paixão
30- Passos Para o Amor
32- Noiva de Aluguel
33 O Preço Da Paixão
34)His Heiress Wife.
35) The Australian's Convenient Bride.
36) The Australian Tycoon's Proposal.
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Farsa de amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Casando com o chefe...

Com seus olhos azuis e seu físico viril, o poderoso executivo Richard Chandler era tudo o que Kate McCormick havia sonhado. 
O problema era que ele jamais tinha reparado nela como mulher... até o dia em que lhe propôs casamento!
Seduzindo a noiva...
O solteirão convicto Richard Chandler não precisava de uma esposa... e sim de uma noiva temporária, apenas para convencer uma excêntrica senhora a fechar um negócio vantajoso. 
Portanto, ele e sua adorável secretária deveriam fingir que se amavam loucamente. E assim a farsa começou...
Mas logo Richard descobriu que desejava Kate não como uma noiva de mentira, mas sim como esposa, no sentido mais amplo e belo da palavra!

Capítulo Um

— Meu falecido marido costumava dizer que sou muito sensível e perceptiva. Com apenas um simples olhar, posso perceber com que tipo de pessoa estou tratando. É como se eu pudesse ler seus pensamentos mais secretos. — A sra. Margareth Delacroix recostou-se na cadeira, diante de sua mesa de trabalho, enquanto piscava os olhos, como se quisesse exibir os cílios postiços que usava. Sorrindo para Richard Chandler, que estava sentado numa poltrona, ao lado de Kate McCormick, acrescentou: — Minha intuição a seu respeito, sr. Chandler, é bastante favorável... Entende o que quero dizer?
Kate baixou os olhos para o bloco de anotações que segurava, a fim de disfarçar o sorriso que lhe veio aos lábios. Pelo que tinha percebido até o momento, a sra. Delacroix estava praticamente flertando com Richard Chandler, apesar de ter idade suficiente para ser sua mãe.
Não que isso a surpreendesse, Kate pensou. Afinal, nos últimos oito meses, desde que começara a trabalhar como secretária de Richard Chandler, presenciara fatos impressionantes. A maioria das mulheres, mesmo as mais seguras e aparentemente invulneráveis, não conseguia resistir ao charme e encanto daquele homem.
Kate suspirou. Ela própria não se considerava exatamente imune a Richard Chandler... E, ainda por cima, havia um agravante: aquele homem alto, de porte atlético, cabelos negros e lisos, um rosto de traços perfeitos onde os olhos azuis brilhavam, fascinando quem os fitasse... Bem, aquele homem parecia jamais ter se dado conta de que ela era mulher. Desde que a contratara, tratava-a com um misto de polidez e distância, que chegava a ser ofensivo.
Kate, porém, já o conhecia razoavelmente. Sabia, por exemplo, que além de belo, inteligente, brilhante e bem-sucedido, Richard Chandler tinha preferência por mulheres altas, de corpo escultural, morenas e exuberantes... Muito diferente dela, que tinha compleição delicada, cabelos loiros e longos, sem nenhum tipo de sofisticação.
Havia também um outro detalhe: as mulheres com quem Richard Chandler costumava sair eram, em sua maioria, membros da alta sociedade de Nova Orleans. Pertencentes a famílias tradicionais e ricas, elas sempre acabavam facilitando-lhe algum negócio, abrindo-lhe portas e contatos no mundo das finanças.
Ela, porém, o que poderia oferecer àquele homem, com relação a negócios ou contatos sociais? Nada... E, além disso, ela não era o tipo preferido de Richard Chandler.
Portanto, não adiantava alimentar fantasias ou esperanças com relação àquele homem... Mesmo que o sorriso dele a fizesse derreter por dentro; mesmo que aqueles olhos azuis fizessem seu coração bater bem mais rápido do que os dedos, sobre o teclado do computador.
Mas, pensando bem, Richard Chandler tampouco era o seu tipo, Kate concluiu, mentalmente, recordando o sonho que acalentava desde a adolescência.
Desejava alguém que acreditasse em amor eterno. E não um homem que, além de descartar mulheres com a mesma facilidade com que trocava de roupas, só pensasse em negócios. Esse era exatamente o caso de Richard, Kate pensou. Ele respirava e com certeza sonhava com negócios, que certamente eram sua verdadeira razão de viver.
Aliás, Richard parecia encarar a vida como se esta fosse uma equação matemática, que pudesse ser resolvida com um misto de esforço e lógica.
Provavelmente, ele não dedicava nem sequer uma fração de milímetro do cérebro às questões sentimentais ou emocionais. E isso, para Kate, significava uma falha muito grave.
Decididamente, aquele homem não servia para ela...

Por amor a Jess

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Haveria uma nova chance de ser feliz?

Clay estava de volta. E Samantha parecia-lhe tão bela quanto no dia em que o abandonara. Mas agora havia uma diferença: ela era mãe de um garotinho.
Os mais profundos pesadelos de Samantha estavam se tornando realidade. Se Clay descobrisse a verdade, sem dúvida lutaria pela custódia do filho. E ela não perderia apenas Jess, mas também o seu amor, pela segunda vez.


Capítulo Um

A tarde de verão se estendia, amena, sobre as ruas tranquilas do bairro residencial de Cheney, bastante afastado do centro da cidade.
As casas, em sua maioria, eram antigas. Os jardins, muito bem cuidados, estavam floridos. Os gramados, verdejantes, mais pareciam macios tapetes dispostos diante das casas.
Samantha Adamson aproveitava um intervalo no trabalho para dar um passeio. Caminhando lentamente por entre as flores, ela experimentava um prazer sutil ao receber os raios de sol na pele.
Sua mente ainda estava concentrada na tela do computador, onde deixara a última linha de sua coluna semanal por terminar.
Queria um fim brilhante para a história que havia escrito... Algo que fizesse os leitores refletirem sobre temas importantes, como liberdade e direitos humanos. Mas ainda não encontrara a frase certa.
Em seus olhos azuis, pairava uma sombra de dúvida. Mas nem por isso Samantha deixava de admirar as pétalas multicoloridas das flores que pareciam entregar-se às carícias dos raios do sol, exalando um perfume tênue e insinuante.
Com a atenção dividida entre a beleza das flores e o artigo por terminar, Samantha demorou a perceber o BMW esporte, prateado, que acabava de parar bem rente à calçada.
Sentado ao volante, um homem de olhos e cabelos negros, aparentando trinta e poucos anos, trajando um terno impecável, observou o ambiente em torno com ar de aprovação. Só então desceu do veículo e caminhar em direção a Samantha.
— Boa tarde. Como tem passado, Samantha Adamson?
O homem estava parado a poucos metros de distância e a fitava com seriedade.
Os olhos azuis de Samantha, que naquele momento estavam fixos numa moita de miosótis, ergueram-se para fixar o visitante inesperado.
Por um longo momento ela o observou, impassível, sem demonstrar nenhum sinal de reconhecimento. Então seus lábios corados entreabriram-se e seus olhos se arregalaram, numa expressão de surpresa.
— Clay Ellis! — ela murmurou, numa exclamação abafada. — É você... Meu Deus!
Sem saber como interpretar aquela espécie de saudação, ele respondeu, num tom neutro:
— Eu mesmo, Samantha. Seu telefone não está na lista. Por isso não pude avisá-la de minha chegada.
— O que está fazendo aqui? O que deseja?
"Se até o presente tive dúvidas a respeito dos sentimentos de Samantha por mim, agora está tudo esclarecido", ele pensou, com pesar. "Ela me é francamente hostil."
Resignado, respirou profundamente antes de dizer:
— Gostaria de conversar com você. Poderia me conceder alguns minutos?
— Não temos nada a dizer um ao outro. E agora, se me der licença... — Voltando as costas para a visita indesejável, Samantha quis afastar-se, mas Clay segurou-a pelo braço. — Solte-me — ela reagiu, indignada. — Como ousa?
— Não faça cenas, Samantha — ele pediu, num tom severo.
— Já disse que preciso falar com você. Vai me convidar para entrar, ou prefere dar um show para os vizinhos?
Em vez de responder, ela olhou por sobre a cerca viva que separava os quintais. À esquerda, pôde ver o jardineiro da vizinha, a sra. McAde, observando-a com atenção. Do outro lado da rua, um casal de meia-idade também a olhava.
— Está bem, Clay Ellis — ela cedeu, furiosa. — Vamos entrar. — Voltando-se, ela transpôs os poucos metros que a separavam da porta frontal da casa. Abriu-a com um gesto brusco e entrou no hall.
Clay a seguia de perto. E sobressaltou-se ao vê-la virar-se rapidamente, encarando-o com agressividade.
— O que você quer de mim, Clay Ellis?
— O endereço de Vicky...

Acordo Ultrajante

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Grávida do bilionário!

Assim que Ellie Brooks conheceu o magnata Alek Sarantos, sua vida saiu dos trilhos. 
Primeiro, foi demitida. Depois, descobriu que estava grávida dele! 
Aquela era para ser apenas uma noite apaixonante. Porém, Ellie reaparece exigindo que Alek se case com ela e faça do filho um herdeiro legítimo. Mesmo chocado, Alek aceita a proposta. 
Imersa em um mundo ao qual não pertence, ao lado de um marido que não deve desejar, Ellie pensa em voltar atrás. 
Até que um chute dentro de sua barriga a lembra o motivo pelo qual fizera um pacto com um grego malicioso: seu bebê!

Capítulo Um

Ele a desejava. Tanto que era quase capaz de sentir o gosto do desejo.
Alek Sarantos sentiu a força do desejo enquanto tamborilava os dedos na toalha de linho. As velas tremeluziam sob a brisa. Um forte perfume de rosas impregnava o ar. Mudou de posição, mas não conseguiu ficar à vontade.
Estava inquieto. Mais que inquieto.
Talvez a ideia de voltar ao ritmo alucinado de sua vida em Londres tivesse aumentado seu desejo sexual, que corria em suas veias como mel grosso e doce. A garganta apertou. Ou talvez fosse simplesmente ela a responsável por tamanho desejo.
Observou quando a mulher atravessou o terreno gramado em sua direção, esbarrando nas flores que brilhavam como discos pálidos sob a luz fraca do sol vespertino. A lua cheia iluminou o corpo vestido com uma camisa branca simples por dentro de uma saia escura que parecia, no mínimo, um número menor que o dela. O avental ressaltava seus quadris. Tudo parecia macio, pensou. Pele macia. Corpo macio. O cabelo farto preso semelhante à seda descia-lhe pelas costas.
Seu tesão era insistente — seu membro duro, embora ela não fosse seu tipo. Definitivamente não. Em geral, não ficava excitado diante de garçonetes curvilíneas com sorrisos amáveis. Gostava de mulheres esbeltas e independentes, não ligeiramente arredondas. Gostava de mulheres de olhares duros que desciam as calcinhas sem questionar e com facilidade. Mulheres que aceitavam seus termos, que não deixavam margem para manobras. Termos que ajudaram a alcançar seu posto de homem influente e que lhe permitiam um estilo de vida livre de um compromisso com uma mulher ou com uma família. Porque não queria compromissos. Evitava qualquer mulher que suspeitasse ser meiga, carente ou doce. A doçura não era uma qualidade que exigisse das parceiras na cama.
Então por que babava por alguém que deslizava pela sua visão periférica a semana inteira, como uma ameixa prestes a cair da árvore? Tinha a ver com seu avental, talvez. Algum fetiche com uniforme que despertava fantasias eróticas em sua cabeça?
— Seu café, senhor.
Mesmo sua voz era macia. Lembrou-se de ter ouvido a cadência baixa e musical quando ela confortara uma criança que tinha machucado o joelho em uma das trilhas cobertas de cascalho. Alek voltava de uma partida de tênis com o professor do hotel, quando a vira ajoelhar-se ao lado do menino, exalando ternura. Ela enxugara o sangue com o lenço enquanto a babá, pálida como cera, ficara parada ao lado. Ao virar a cabeça, a jovem tinha visto Alek. Pedira-lhe que entrasse e buscasse uma caixa de primeiros socorros na voz mais calma que ele já ouvira. E ele obedecera. O homem acostumado a dar, e não a receber, ordens retornara com a caixa e sentiu um violento soco no estômago ao ver o menino lançar para ela, os olhinhos marejados de lágrimas, um olhar de total confiança.
Agora ela se curvava enquanto colocava a xícara de chá sobre a mesa, atraindo-lhe a atenção para os seios espremidos na camisa. Meu Deus, que seios! 

terça-feira, 24 de maio de 2016

Perdido de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







Uma mulher irresistível!

Alexander Stone sabia como era difícil ser amado desinteressadamente quando se era filho de uma família rica e tradicional. Mas certamente seu irmão não tinha consciência disso. 

Ele deixara-se envolver pela voz doce e pelos cabelos cor de fogo de Desiree Mason. 
Alexander sabia que o meio mais seguro de afastar o irmão daquele compromisso seria atrair a mulher de voz de mel para a sua cama. Mas "salvar" seu irmão poderia significar ficar ele mesmo perdido de amor por Desiree...

Capítulo Um

Seu irmão era um homem morto. Ou pelo menos seria, jurou Alexander Stone, assim que pusesse as mãos nele. Empurrando a porta, entrou na "Magnolia House". Enquanto entrava no vestíbulo, a leve brisa de um ventilador de teto tocou-lhe a pele como se fossem os dedos carinhosos de uma mulher e permitiu que ele esquecesse um pouco o forte calor que fazia em Louisiana.
Ainda xingando o irmão mais novo por lhe causar o transtorno de ter que viajar de Boston até a pequena cidade, Alex aproximou-se do balcão de recepção e tocou a sineta para ser atendido.
Seu mau humor ficou ainda mais acirrado quando lembrou-se das descobertas que fizera naquela manhã. Não apenas Kevin havia faltado às aulas na faculdade de Direito durante a última semana, como também não havia sido visto em seu apartamento já havia algum tempo. Saber que a correspondência do irmão estava sendo enviada para "Magnolia House", aos cuidados da srta. Desiree Mason, não tinha ajudado a melhorar seu humor e nem acalmado seu gênio intempestivo. Estava explicado por que não conseguira encontrar Kevin durante os três últimos dias, quando lhe telefonara.
As manchetes do jornal que lhe fora apresentado por uma ex-noiva do irmão, vieram a sua mente mais uma vez.
Quem é o belo jovem, filho de uma das mais tradicionais famílias de Boston, que logo se formará na faculdade de Direito e que está se unindo a ninguém menos do que uma bela artista os palcos do sul... exatamente como fez seu pai, várias vezes, dele? Querem uma dica? O meio-irmão mais velho do um dos solteiros mais cobiçados da cidade. Ainda não conseguiram adivinhar? Então mais uma dica: o nome da família significa rocha ou pedra... preciosa ou não.
Não era necessário ser um gênio, pensou Alex, para concluir quais as intenções da srta. Desiree Mason e o porquê de estar tentando seduzir seu irmão mais novo.
Era lógico que a pequena cavadora de ouro devia estar ansiosa para se casar com Kevin, depois que descobrira que ele era de família rica.
"Mas... onde estariam todos?” pensou cada vez mais furioso. Já se haviam passado cinco segundos, e ninguém aparecia para atendê-lo. Sua pouca paciência estava se esgotando. Tocou a campainha sobre o balcão, mais uma vez.
Nada. Ninguém.
— Que droga — ele resmungou. — Acharei Kevin eu mesmo.
E quando o encontrasse iria fazer seu irmão ficar, no mínimo, preocupado com as atitudes que andava tomando. Mas reconhecia que vinha cometendo erros desde que Kevin, ainda um garoto de nove anos, fora deixado sob sua responsabilidade, enquanto seus pais iam embora com outros parceiros. Nos treze anos que se passaram depois disso, Alex lutara e se recusara firmemente a enviar Kevin a uma escola militar, enfrentando até a ira do avô. Estava determinado a dar um lar a Kevin, a fazer com que ele vivesse em um ambiente familiar, a dar-lhe uma infância melhor do que ele próprio havia conhecido.
Alex rangeu os dentes. Ele deveria ter desconfiado das intenções daquela mulher logo na primeira vez em que Kevin a mencionara. Seu irmão mais novo não tinha condições de escapar ileso a uma voz melodiosa e com sotaque sulino. Bem, a srta. Desiree Mason teria de encontrar outro jovem tolo para desposar porque ele não pretendia deixar que Kevin cometesse o maior erro de sua vida.
Obrigaria o irmão a acompanhá-lo e o faria continuar os estudos em Boston, e não em New Orleans.
Com essa ideia em mente, Alex começou a procurar pelo irmão. Interrompeu-se no meio de um corredor ao ouvir uma melodia familiar. Era uma música que seus pais haviam adotado como preferida e que o fazia suar frio toda vez que a ouvia.
A Marcha Nupcial!


Nobre apaixonado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Algumas regras existem para serem quebradas...

Como poderia a bibliotecária de uma pequena cidade, sempre com o nariz enfiado nos livros — não nas colunas sociais —, saber que o homem que a seduzira havia alguns anos era um príncipe? 
Ou que a criança nascida de seu romance era herdeira de um trono real? Tudo que Allison sabia era que o encanto sedutor daquele homem a transformara de menina em mulher...
Incapaz de esquecê-la, Jacob voltara para provar, pela última vez, a doçura dos lábios de Allison. Porém, quando descobriu que tinha um filho, propôs-lhe casamento para salvar a família real de um escândalo. Jacob desconhecia que por lei não podia se casar com uma plebeia!

Capítulo Um

O tempo esgotava-se, e Jacob sabia disso. Existiam poucas coisas que seu dinheiro não pudesse adquirir no mundo todo, mas a felicidade era uma delas. Usara a fortuna dos von Austerand para satisfazer os próprios caprichos, desejos, necessidades reais e imaginárias. Agora, a diversão parecia estar chegando ao fim.
— Problemas — resmungou, amassando o bilhete e deixando-o cair no tombadilho. Um brilhante sol de setembro refulgia no céu sem nuvens, sobre a enseada onde, na noite anterior, ancorara o iate Rainha Elise.
— Más notícias, Alteza Real?
Às costas de Jacob, a voz tinha forte sotaque britânico.
— Não podiam ser piores, Thomas.
— O rei teve outro ataque?
Jacob voltou-se para encarar seu guarda-costas que também desempenhava as funções de motorista, secretário particular e, por iniciativa própria, conselheiro. Thomas era, ainda, o mais íntimo e, segundo alguns, único amigo do príncipe. A raiva fazia aumentar a dor de cabeça de Jacob por conta da ressaca que o atormentava.
— Meu pai está gozando de perfeita saúde, mais do que eu, no momento.
— Preparei um Bloody Mary, Alteza. Devo trazer?
— Pare com essa bobagem de "Alteza"! Só diz isso quando há repórteres por perto ou está aborrecido comigo.
— Como quiser, senhor — disse Thomas com um leve sorriso. — Devo trazer a bebida?
— Não. — Jacob balançou a cabeça e gemeu. — Logo passará. É melhor trazer café preto.
Quando Thomas retornou com uma caneca fumegante, Jacob bebeu e, de súbito, o mundo pareceu encaixar-se no lugar. Membros da tripulação passavam por eles, usando camisetas brancas e calças de brim. O luxuoso iate Rainha Elise fora um presente do pai a Jacob, quando fizera dezesseis anos, e era seu refúgio predileto sempre que desejava isolar-se por uns tempos. Mas, naquela manhã, parecia de pouca utilidade.
— Merece essa ressaca depois da noite de ontem — comentou Thomas com secura, enquanto fumava um charuto.
Jacob suspirou.
— Acho que sim...
Afora seu pai e Frederick, o conselheiro do rei que acompanhava a família real antes mesmo do nascimento de Jacob, Thomas era o único que não se intimidava com o dinheiro e título de nobreza dos von Austerand.
O pai de Jacob, rei de Elbia, era muito teimoso e agora exigia que seu filho único casasse no Natal. E isso só porque ele próprio, Karl von Austerand, fora forçado a desposar-se antes dos trinta anos, assim como seus ancestrais. Por mais de quinhentos anos o principado de Elbia, pequeno país europeu como Liechtenstein, seguira as leis de sucessão. Agora era a vez de Jacob que via um casamento político como uma idiotice medieval, uma armadilha que sempre esperara ludibriar. Mas o momento chegara... e parecia não haver como escapar sem prejudicar sua herança.
Jacob debruçou-se no parapeito do iate.
— O rei diz que tive muito tempo para escolher uma esposa adequada, Thomas. Aquela — fez um gesto para o bilhete que jogara no mar — era a mais recente lista de jovens candidatas à próxima rainha de Elbia.
Thomas aproximou-se do príncipe.
— Sabia que esse momento chegaria, Alteza. Não é surpresa.
— Sim, mas sempre me pareceu tão distante...

Coração Marcado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Uma noite mágica!

Na véspera de Natal, Melody James deixa o hospital para recomeçar a vida longe do carismático e poderoso marido, o magnata Zeke.
Os ferimentos que destruíram sua carreira de dançarina e seu casamento podem ter cicatrizado, mas seu coração ainda está em pedaços. Zeke sempre brigou pelo que quis, agarrando todas as oportunidades com unhas e dentes até chegar ao topo. E também irá lutar por Melody! 
Determinado a reconquistá-la, Zeke a leva para uma luxuosa cobertura em Londres... Porque tudo o que ele deseja nesse Natal é ter a esposa novamente em seus braços!

Capítulo Um

Como você pode ter desejado uma coisa com todo o seu coração, vivendo infinitos minutos, horas, dias e semanas antecipando o momento de que aquilo acontecesse, e ficar apavorada agora que acontecera?
Melody fechou os olhos com força, contorcendo o rosto enquanto dizia a si mesma para se controlar. Podia fazer isso. Tinha de fazer, na verdade. Não havia escolha. Até esta noite, sua cama de hospital poderia ser ocupada por outra pessoa, e dormir dois na mesma cama era estritamente contra as regras.
O breve momento de humor negro ajudou a restaurar seu equilíbrio. Ela lentamente abriu as mãos, que estavam fechadas em punhos em suas laterais, então abriu os olhos. O pequeno quarto... um dos quatro separados da ala principal... tinha sido seu lar por três meses desde o acidente. 
Mais cedo, uma das enfermeiras lhe contara que somente os pacientes que ficavam internados por muito tempo eram colocados em suítes particulares. Ela suspeitava que Sarah, a enfermeira em questão, estivera tentando avisá-la para não esperar milagres. O dano que Melody causara em sua coluna e pernas, quando entrara na frente de um caminhão, numa manhã, não seria desfeito rapidamente. 
Ela soubera que havia mudado sua vida para sempre quando olhara para o rosto contorcido de Zeke ao voltar da anestesia, depois da cirurgia de emergência inicial.
Basta. Não pense nele. Você precisa ser forte hoje.
Obedecendo à voz interior, Melody vestiu seu casaco grosso e quente. Apesar do aquecimento central do hospital, ela sabia que estava congelante do lado de fora. Os especialistas vinham prevendo um Natal com neve há dias, e a previsão parecia estar se confirmando. Já nevara esta manhã, e o céu estava baixo sobre os telhados além das redondezas do hospital.
Melody andou em direção à janela e olhou para a vista que veria pela última vez. O estacionamento estava movimentado, e, fora dos terrenos murados, as ruas de Londres se estendiam, repletas de casas, escritórios e pessoas. Pessoas normais. Ela mordeu o lábio. 
Garotas que não precisariam pensar duas vezes sobre usar uma saia curta no verão ou um biquíni. Melody tinha sido assim um dia. Agora, toda propaganda que via na tevê e toda revista que lia pareciam cheias de mulheres perfeitas, garotas com pernas longas e peles impecáveis.
Basta. Ela se virou da janela, detestando a autopiedade que sempre parecia atingi-la quando ela menos esperava. Tinha sorte de estar viva, e estava grata por isso. 
Os danos em sua coluna e pernas, sem mencionar a enorme quantidade de sangue que ela perdera no acidente, significavam que ela escapara por pouco, embora não soubesse muito sobre o que acontecera. Tinha vagas memórias de Zeke sentado ao lado de sua cama, segurando sua mão na Unidade de Terapia Intensiva, mas levara uma semana inteira antes que ela acordasse uma manhã e descobrisse seu cérebro funcionando normalmente de novo.
Agora tudo parecia ter acontecido muito tempo atrás.

Em busca do paraíso

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




No auge da carreira, a famosa modelo de propaganda e moda Dayse Hollister, decidiu abandonar tudo. 

Deixou Londres e foi em busca de paz numa ilha do Pacífico, de propriedade de seu amigo Charles. Mas o sossego de Dayse durou pouco. 
A magia daquelas praias paradisíacas foi logo quebrada pela presença perturbadora de Philippe Chavot, um francês fascinante e orgulhoso. Dayse queria resistir, mas ele era atraente demais... 
O coração de Philippe, porém, estava fechado para ela.
Segredos do passado de Dayse formavam uma barreira intransponível entre os dois!

Capítulo Um

Na pequena tela do televisor, apareceu uma jovem de rosto delicado, com grandes olhos verde-escuros e traços perfeitos. Seus cabelos finos e dourados caíam pelos ombros, e um vestido cor de ouro, brilhante, revelava suas curvas graciosas. Quando falou, sua voz tinha um tom sensual e agradável:
— Sou Glória Day, e este é o perfume Sonhos Dourados, de Max Lucan. — Um sorriso pairava na boca encantadora, enquanto ela indicava um pequeno frasco que trazia nas mãos. Sem pressa, removeu a tampa dourada e levou o bastão de perfume até o pescoço delicado. — Use Sonhos Dourados, minha amiga, e todos os sonhos dele serão para você.
Com um movimento impaciente, Dayse Hollister desligou o aparelho e ficou olhando para a tela escura. Bem, pelo menos não estava mais embaraçada. Agora sentia apenas uma grande irritação. Deu um pequeno suspiro resignado e se voltou para o homem confortavelmente instalado numa grande poltrona.
— Bem, Reg, esta foi a última tentativa de Glória. Satisfeito?
Se Reg Parker notou o sarcasmo na voz de Dayse, preferiu ignorá-lo.
— Esplêndido, Dayse!
Ela riu, alegre.
— No que lhe diz respeito, tudo que Glória faz é esplêndido!
Reg sorriu.
— Que posso fazer se sou louco por ela? Você tem que admitir, amoreco, que Glória é absolutamente arrebatadora.
— Ela estava usando cílios postiços.
— Mas nós dois sabemos que ela não precisa disso; é de uma beleza genuína. Além do que, irradia sensualidade suficiente para derreter um iceberg!
— Engraçado, não é? Engraçado que na verdade ela seja uma virgem fria.
Dayse se moveu com graça até a janela e ficou olhando, apática, para o beco sem saída lá embaixo.
— Ora, eu não diria isso... — O tom de Reg era alegre, zombeteiro. — Que ela é fria, quero dizer. Acho que o fogo de nossa Glória está sob cinzas. Quando aparecer o homem certo... Nossa! Vai ser um incêndio!
— Você faz tudo parecer tão maravilhoso! — Ela sorriu.
— Ouvi dizer que o amor sempre é maravilhoso. — Havia algo diferente na voz dele, que se levantou abruptamente. — Acho que precisamos de um drinque.
— Vou preparar — disse Dayse, dirigindo-se a um armário, onde havia bebidas e copos. — Que tal uísque e um pouco de soda? Aqui está, meu caro. Exatamente do jeito que você gosta. — Reg pegou o copo e o ergueu, num brinde silencioso, antes de beber. Enquanto isso observava Dayse atentamente, até que ela murmurou um protesto e virou a cabeça. Mas tornou a olhar para ele quase que imediatamente e disse: — Você pensou que eu fosse mudar de opinião depois de me olhar dessa maneira?
Reg ergueu os ombros.
— Na verdade, amoreco, eu me recuso a acreditar que você esteja realmente falando sério.
— Oh, mas estou, posso lhe assegurar. Não tenho a menor intenção de assinar o novo contrato de Lucan. Estou farta de Glória Day, farta! Simplesmente não posso continuar.
Reg franziu a testa.
— Está bem, então você está farta. Nós todos ficamos assim às vezes. Mas, Dayse, você percebe o que está fazendo? Há muito dinheiro envolvido nisso, e para o seu próprio bem...


Meu primeiro amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Eles esperaram pela noite de núpcias...

A noite que nunca chegou. Cinco anos mais tarde Sherry Boyd ainda mantinha a virgindade. Mas parecia que seu antigo noivo, Clint Graham, não.

 A "evidência" tomava uma mamadeira no conforto dos braços fortes do belo xerife.
E o irresistível Clint pedia a ela, dentre todas as pessoas, que o ajudasse a cuidar do lindo bebê que fora deixado a sua porta. Bem, o homem era ousado!
Sherry trancafiara recordações agridoces de Clint em uma caixa juntamente com o anel de noivado. E via-se prestes a encarar de novo a dor do passado. Pois lá estava à porta da casa do homem que ela um dia amara, pegando a criança de seus braços e sentindo o coração disparar conforme nos velhos tempos...

Capítulo Um

A última coisa que o xerife Clint Graham esperava encontrar ao abrir a porta de sua casa naquela manhã de abril era um bebê.
Mesmo assim, lá estava o pacotinho adormecido, enrolado em um cobertor cor-de-rosa e descansando em uma cadeira adaptável ao banco de um carro. A seu lado, uma pequena bolsa plástica.
Clint olhou ao redor. O sol acabava de nascer no horizonte, prometendo outro glorioso dia de primavera. A luz do alvorecer pintava de dourado as casas asseadas de sua rua.
Era a espécie de manhã que o fazia lembrar-se do motivo de amar tanto a cidade de Armordale, Kansas.
Observou a residência à esquerda, e então a da direita. Conhecia os vizinhos de ambos os lados e sabia que, na certa, não eram os responsáveis pela surpresa. Analisou a paisagem circundante, os arbustos e árvores, procurando pela pessoa que deixara a criança.
Ninguém. Ninguém por perto, nenhum carro estacionado na rua, nenhum estranho tentando se esconder. Nada parecia diferente, além da existência de um nenê em sua varanda!
Sem saber o que fazer, Clint, com todo o cuidado, pegou a cadeirinha e carregou o bebê até a cozinha. Colocou o assento sobre a mesa e se pôs a analisar o rosto pequenino e angelical.
Pálidas mechas de cabelo loiro adornavam o topo da cabeça. As bochechas eram redondas; os lábios rosados tremiam de leve a cada respirar. Não fazia ideia de quem era, qual sua idade ou o motivo de estar ali.
Nesse momento, notou a ponta branca de um pedaço de papel dobrado colocado no cobertor. Com cuidado, pegou-o, não querendo acordar a criança.
Abriu o bilhete e franziu a testa ao ler:
"Nunca lhe pedi nada desde que Kathryn nasceu. Nem que fosse um marido para mim ou um pai para ela, mas agora preciso de sua ajuda. Estou em perigo e devo me ausentar por uma semana ou duas. Por favor, mantenha-a segura. Quando tudo voltar ao normal, virei para buscá-la. Aí, eu e Kathryn tornaremos a desaparecer de seu caminho".
O coração de Clint disparou. A mensagem não estava assinada. Seria possível?
Por um breve instante, pensamentos absurdos lhe ocorreram.
Não, claro que não. Teria ouvido algum comentário. Alguém haveria lhe contado. De alguma maneira saberia.Olhou de novo para a carta. Fora escrita em uma simples folha de caderno. Não havia pistas de sua autora. Deixou-a de lado, com o franzir de testa mais intenso.
O bilhete dizia que havia perigo. Será que a mãe deixara o nenê ali porque ele era xerife? Antes que tivesse tempo de absorver direito a situação, houve uma batida à porta.
Apressou-se a atender, temendo que o som acordasse a menina. Abriu a porta e levou um dedo aos lábios.
— O que aconteceu? — Andy Lipkin sussurrou. Segurava duas xícaras de café fumegante.
Tornara-se uma rotina que os dois homens fossem juntos para a delegacia. Andy comprava o café pela manhã, e Clint, os refrigerantes na volta para casa.
— Siga-me e fique em silêncio. — Clint fez Andy entrar.
Andy parou ao batente e espiou o bebê no centro da mesa. Na ponta dos pés, o homem grandalhão e musculoso aproximou-se.
— O que é isso? — Pousou as duas xícaras ao lado do assento do nenê.
— A mim parece um bebê — Clint respondeu com frieza. — Foi deixada à minha soleira pouco tempo atrás.
Estendeu a Andy a mensagem que acompanhara o "pacotinho surpresa".
O policial leu a nota e devolveu-a a Clint.
— Sabe quem ela é?
— Nem imagino!


sábado, 21 de maio de 2016

O Segredo do seu Toque

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Ele sempre tem o que deseja?

Corada pelo forte sol de Milão, Caroline Rossi entra no imponente prédio empresarial de Giancarlo de Vito apenas para sentir-se inadequada e praticamente invisível! 

A ambição implacável de Giancarlo o fizera chegar ao topo, porém, jamais se esquecera dos obstáculos que tivera de superar... ou da vingança que somente Caroline poderá ajudar a executar. 
Acostumado com mulheres fazendo de tudo para satisfazê-lo, Giancarlo fica surpreso, pois Caroline se recusa a ceder. E, para conseguir o que deseja, ele precisará usar todo o seu poder de sedução...

Capítulo Um

Caroline abanou-se cansadamente com o guia de ruas que estivera segurando com força, feito um talismã, desde que desembarcara do avião no aeroporto de Malpensa, em Milão, e aproveitou para olhar ao redor. Em algum lugar, aninhado entre aqueles prédios antigos, históricos e as piazzas amplas, elegantes, estava o seu destino. Sabia que deveria rumar diretamente até lá, desviando-se de todas as tentações como uma bebida gelada e algo doce, com chocolate e um creme delicioso, mas estava com muito calor, exausta e faminta.
— Não vai demorar nada — dissera Alberto encorajador. — Um voo breve, Caroline. E um táxi... Talvez uma pequena caminhada para encontrar o escritório dele, mas que vistas poderá apreciar! O Duomo. Jamais terá visto nada tão espetacular. Palazzos. E as lojas. Bem, faz muitos, muitos anos que estive em Milão, mas ainda me lembro do esplendor da Vittorio Gallery.
Caroline o olhara com ceticismo, e o velho homem tivera a humildade de corar envergonhado, porque aquela viagem a Milão não se destinava ao turismo. Na verdade, ela teria de estar de volta dentro de quarenta e oito horas e mal podia conter a ansiedade diante das expectativas que pesavam em seus ombros.
Devia localizar Giancarlo De Vito e, após uma conversa convincente, retornar de algum modo ao Lago de Como com ele.
— Eu mesmo teria ido, minha cara — dissera Alberto — , mas a minha saúde não permite. O médico falou que tenho que descansar o máximo possível, cuidar do meu coração... Não ando muito bem, você entende...
Caroline se perguntou, não pela primeira vez, como se deixara convencer a realizar aquela missão, mas sabia que de nada adiantava remoer aquilo. Estava ali agora, cercada por um milhão de pessoas, transpirando sob a temperatura alta de julho, e era um tanto tarde para ter um súbito ataque de nervos.
A verdade era que o sucesso ou o fracasso daquela viagem não era realmente preocupação sua. Era a mensageira. Alberto, sim, seria afetado, mas ela era apenas a assistente pessoal dele que, por acaso, estava realizando uma tarefa um tanto bizarra.
Alguém lhe deu um empurrão por trás e ela consultou o guia de ruas rapidamente, começando a caminhar na direção da pequena rua que havia assinado com um marca-texto laranja.
Não se vestira de maneira adequada para a viagem, mas a temperatura estivera mais fresca junto ao lago. Ali, o calor era opressivo, e a calça creme grudava-lhe nas pernas feito adesivo. A blusa simples amarela de mangas três quartos parecera elegante quando iniciara a jornada, mas agora gostaria de ter vestido uma regata e prendido o cabelo de outra maneira. Sim, fizera uma espécie de trança comprida, mas ficava se desfazendo e grudando em torno de seu pescoço.
Concentrada em seu desconforto físico e no constrangimento do que a aguardava pela frente, mal notou a beleza da antiga catedral, com suas torres impressionantes e estátuas, pela qual passou arrastando a mala de rodinhas.

Batalha de Desejos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Homens Indomados





Um acordo com o inimigo!

Nikos Demakis tem um plano. Com a ambição focada no cargo de CEO da empresa do avô, ele finalmente deixará o passado para trás. E Lexi Nelson é a chave que abrirá portas para ele.

Mesmo que ela resista ou tente negociar, Nikos sempre consegue o que deseja. Lexi nunca conhecera alguém como ele.
O poder que Nikos exala é quase irresistível... Quase! 
Lexi irá provar que é uma adversária à altura. Mas quando o jogo de poder vira uma guerra de paixão, ela conclui que perder é a melhor saída...

Capítulo Um

— A srta. Nelson está aqui, Nikos.
Nikos Demakis olhou para seu Rolex e sorriu. Sua mentirinha tinha funcionado, não que tivesse dúvidas quanto a isso. Não fazia nem uma hora desde que sua secretária dera o telefonema.
— Diga para o segurança trazê-la até aqui em cima — disse ele, e virou as costas para seus convidados.
Outro homem poderia ter sentido uma ponta de arrependimento por ter manipulado a situação para servir tão bem ao seu propósito. Não Nikos.
Christos, ficava cada vez mais insuportável ver a irmã se rastejando atrás do namorado, Tyler, assumindo por completo o papel de amante trágica. Só que ele estava começando a ver algo além da costumeira volubilidade no olhar dela, obviamente tendo subestimado o poder que Tyler exercia sobre sua irmã. O anúncio de que eles estavam noivos chamara a atenção até mesmo de seu avô.
Exatamente como Nikos esperava, Savas dera o ultimato, uma desculpa para o velho tirano adiar a declaração de Nikos como CEO da Demakis International.
Resolva isso com Venetia e a empresa é sua, Nikos. Tire dela a conta bancária, o carro caro, as roupas caras. Mantenha-a trancada. Ela esquecerá aquele garoto assim que começar a sentir como é passar fome de novo.
O estômago de Nikos se revirava só de lembrar das palavras de Savas.
Estava mesmo na hora de tirar o charmoso e manipulador Tyler da vida de Venetia, mas ele não tinha a mínima intenção de matar a irmã de fome para tal.
Nikos faria e fez tudo para sobreviver, menos prejudicar Venetia de qualquer forma que fosse, mas era no mínimo perturbador que Savas tivesse não apenas considerado essa opção como a esfregara na cara de Nikos, esperando que ele fizesse isso.
Sua expressão deve ter refletido sua repulsa, porque Nina, a morena de pernas lindas com quem ele ficava quando estava em Nova York, fora de fininho para o outro canto do lounge.
— A srta. Nelson gostaria que você a encontrasse na cafeteria do outro lado da rua — sussurrou a assistente de Nikos ao seu ouvido.
Nikos fechou a cara.
— Não!

Série Homens Indomados
1- Um Lugar em seu mundo
2- Batalha de Desejos
Série Concluída

Sabor Inebriante

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Os Irmãos DeFiore





O sonho de Lizzie Addler de trabalhar na Itália está a um passo de se tornar realidade... 

Basta convencer o passional chef Dante DeFiore a manter a sua parte do acordo. 
Ele pode ser mais quente do que o sol de Roma, mas age com frieza em relação à Lizzie. 
Dante não dispõe de tempo para estimular as ambições culinárias dela, afinal, tem um restaurante para comandar! 
Porém, quando Lizzie prova ser uma aquisição espetacular para sua cozinha — e vida —, ele começa a pensar em uma forma de tê-la sempre ao seu lado.

Capítulo Um

— Scusa.
Dante DeFiore foi atrás de uma jovem tentando furar a fila do Ristorante Massimo. O longo cabelo loiro dela esvoaçara por sobre o ombro quando se virou para trás. Seus olhos azuis gélidos encontraram os dele. O impacto daquele olhar penetrante o desnorteou. Ele não conseguia parar de fitá-la. Um delineador negro e espesso e sombras azuis como o céu conseguiam deixar aquele olhar ainda mais extraordinário.
Dante limpou a garganta.
— Signorina, você veio encontrar alguém?
— Não.
— Mesmo? — Ele estava realmente surpreso. — Alguém tão linda como você não deveria estar sozinha.
As sobrancelhas finas dela se ergueram e um sorriso surgiu no canto daqueles lábios tentadores.
Ele sorriu de volta. Em qualquer outra ocasião, Dante ficaria feliz em chamá-la para ser sua convidada, mas não naquela noite. Por dentro, murmurou. Por que ele estava se dividindo entre as funções de maítre e chefe principal, justo quando aquela criatura estava parada diante dele?
O arrependimento lhe obstruía a garganta. Não era para ser. Naquela noite, ele não tinha tempo para flertar — nem mesmo com aquela mulher incrível, que poderia facilmente estar chamando a atenção de todos em uma passarela em Milão.
Ele desviou o olhar para limpar os pensamentos. O olhar ansioso das pessoas esperando para serem atendidas relembrou-o de seus deveres. Ele então se voltou para aqueles olhos azuis incríveis.
— Odeio dizer isso, mas a senhorita terá que entrar no fim da fila.
— Tudo bem. — Os lábios cintilantes e rosas ergueram-se em um sorriso. — Não se preocupe. Eu trabalho aqui.
— Aqui? — Impossível. Ele com certeza se lembraria dela. E, pelo sotaque, ela era americana.
— Esse é o restaurante do sr. Bianco, não é?
— Sim, é.
— Então estou no lugar certo.
De repente, a ficha caiu. A equipe dele estava pela metade por causa de uma virose pavorosa que estava assolando Roma. Ele ligara para outros restaurantes para ver se alguém poderia lhe emprestar um funcionário ou dois. Aparentemente, Luigi obtivera sucesso ao ligar para a amiga de uma das filhas dele.
Dante foi inundado pelo alívio. A ajuda finalmente chegara e, pelo visto, ela como certeza conseguiria atrair uma multidão. Até pouco tempo, eles não precisava de nada para chamar os clientes — a culinária do avô dele era renomada em toda Roma. Mas, nos últimos meses, tudo mudara.
— E eu serei o homem mais sortudo do mundo em ter tamanha beldade trabalhando aqui. Os homens farão fila até o fim da rua. Espere só um instante. — Dante virou-se e fez um sinal para o garçom.
Michael aproximou-se de Dante, franzindo a testa.
— O que o senhor precisa?
Naquele momento, a mente de Dante ficou vazia. Tudo que ele conseguia ver eram aqueles olhos hipnotizantes.


Série Os Irmãos DeFiore
1- Sabor Inebriante
2- Sorriso Cativante 

Série Concluída

Sorriso Cativante

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Os Irmãos DeFiore






Planejar o casamento da irmã na Itália apenas serviu para Jules Lane perceber o quanto estava distante de encontrar o seu príncipe encantado. 

E o pior era ter de trabalhar ao lado do deliciosamente lindo Stefano DeFiore, o padrinho. Após experimentar o poder destrutivo do amor, Stefano não acredita em relacionamentos sérios... 
Ainda que o sorriso de Jules seja cativante. E, por mais que faça Jules se sentir a mulher mais linda do mundo, Stefano não sabe se está pronto para proporcionar o final feliz com o qual ela sempre sonhou.

Capítulo Um

Sempre uma dama de honra...
Jules Lane ergueu o queixo e exibiu um largo sorriso.
Seus passos se apressaram enquanto ela passava pelos outros passageiros que estavam de partida. Ao menos ela estava na Itália, em Roma para ser exata. Ela continuou sorrindo e resistiu à vontade de se beliscar para se assegurar de que não fosse um sonho.
Por outro lado, não se tratava exatamente de umas férias. Ela estava ali para um trabalho importante... ajudar no casamento da sua irmã adotiva. Essa não seria a primeira vez de Jules no corredor. Ela fora dama de honra por mais vezes do que podia contar nas mãos.
De qualquer forma, desta vez teve o privilégio de ser dama de honra. Era um papel que ela havia esperado ansiosamente. Ela gostava de dar ordem ao caos. Jules não era muito romântica. Não sonhava em encontrar um príncipe encantado. Ela não fantasiava sobre o seu “grande dia”. Mas tinha uma queda por belos vestidos e bolo... bolo era definitivamente seu ponto fraco.
Na verdade, agora que estava pensando no assunto, Lizzie, sua irmã adotiva, também não era muito romântica... ao menos não até chegar ali três meses antes para um programa de televisão... um reality show sobre culinária. O cupido certamente pareceu acertar o alvo com Lizzie e Dante.
Durante a maior parte da vida de Jules, Lizzie tinha sido sua confidente, sua protetora e única família. Jules a amava com todo o seu coração. Mas essa segurança cobrava um preço para ambas... aprender muito cedo que elas apenas tinham uma à outra com quem contar.
Agora era o momento de mudança... se ao menos Jules conseguisse encontrar uma maneira de contar a novidade a Lizzie.
Jules suspirou enquanto passava pelo Terminal Leonardo da Vinci. Ela iria encontrar o momento certo. Apenas precisava ter paciência.
A alça da bolsa preta e branca afundou no ombro e Jules lutou para ajustá-la. Estava pesada por causa dos arranjos para o casamento, uma sacola grande de doces e muitas revistas sobre matrimônio, além de anotações.
Tinha tudo o que era necessário para planejar o casamento perfeito... exceto por um ingrediente muito importante e necessário: cafeína. Mas sem preocupações... Lizzie estivera delirante sobre o delicioso café que Roma tinha para oferecer.
Vozes ruidosas preenchiam o terminal enquanto amigos cumprimentavam uns aos outros.
Ela mal podia esperar para ver Lizzie. Parecia uma eternidade desde que elas haviam se encontrado pela última vez. E Jules estava ansiosa para conhecer o seu futuro cunhado, Dante. Lizzie jurou que as fotos que ela enviara por e-mail não faziam justiça a ele. Era muito difícil acreditar nisso, uma vez que Jules o havia considerado muito bonito.
Ela caminhou até a esteira de bagagens, esperando que sua mala tivesse sobrevivido à viagem e não se extraviado no meio do caminho. Durante todo o tempo, ela continuou percorrendo o olhar ao seu redor para encontrar Lizzie. Onde ela estaria? Lizzie não costumava se atrasar.
O olhar de Jules se fixou em um homem com cabelo escuro do outro lado da esteira. Ele falou com uma mulher bonita, que meneou a cabeça e se virou para o outro lado. Depois ele se moveu para a próxima jovem. Do que isso se tratava?
Jules deu de ombros e se virou para o outro lado. Apanhou o celular de dentro do bolso, esperando encontrar mensagem de Lizzie, mas em vez disso, um ícone de bateria fraca piscou na tela e depois tudo ficou preto. Jules suspirou. Isso não poderia estar acontecendo com ela enquanto estava sozinha em um país estranho. E tinha carregado o aparelho antes de deixar Nova York, não tinha?
— Scusi. Você é a Srta. Lane?


Série Os Irmãos DeFiore
1- Sabor Inebriante
2- Sorriso Cativante 

Série Concluída