quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Ligados pelo Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
De chefe a amante!

Jaya! Esse nome martelava na cabeça de Theo Makricosta. Precisava encontrá-la! 
Somente Jaya poderia ajudá-lo a tomar conta dos pequenos sobrinhos... 
E fazê-lo parar de pensar na noite repleta de paixão que tiveram. Jaya Powers não resiste aos encantos de Theo. E mesmo não trabalhando mais para ele, é incapaz de recusar seus pedidos. 
Contudo, agora Jaya guarda um segredo que mudará a vida desse poderoso grego para sempre!

Capítulo Um

Jaya Powers ouviu o helicóptero no meio da manhã, mas até o fim do expediente, às 17h, Theo Makricosta ainda não tinha telefonado. Na verdade, hoje era seu último dia, e ela partiria em 12 horas. Ignorando a guerra entre a vertigem e a tristeza acontecendo em seu interior, ela lembrou a si mesma que o sr. Makricosta não trabalhava em horário comercial. 
Ele viajava tanto que algumas vezes não conseguia dormir, portanto trabalhava. Se quisesse algum documento, ele telefonava, apesar da hora, e os solicitava educadamente. 
Então, instruía-a a somar o trabalho como hora extra e se desculpava pelo incômodo. Ele era um chefe maravilhoso, e ela sentiria falta dele muito além do que seria apropriado. 
Olhando-se no espelho, com sua bagagem arrumada, ela imaginou por que ainda estava vestida com o uniforme do Makricosta Resort. Meneou a cabeça com pena de si mesma.  
Seu cabelo escovado e preso em um coque pesado, a maquiagem retocada e os dentes limpos. Tudo a espera do chamado dele. 
Depois de tudo que a fizera fugir de sua casa na Índia, ela jamais teria imaginado que se tornaria uma garota perdidamente apaixonada pelo seu patrão. Será que ele sabia que ela estava indo embora e não se importava? Ele jamais tocara em qualquer assunto pessoal. Jaya ficaria espantada se ele tivesse consciência de que ela era uma mulher. 
O pensamento a fez ofegar. Se ela não o tivesse visto pagar jantares ocasionais para algumas mulheres em férias, acompanhá-las até seus quartos e depois colocar as estadas delas em sua conta pessoal, pensaria que ele não prestava atenção em mulher alguma. 
Mas Theo saía com algumas quando lhe convinha, e isso a fazia sentir-se... estranha. Atenta, angustiada e enciumada. O que era estranho, porque ela não queria dormir com ele.  
Queria? Uma onda de ansiedade a envolveu. Mas não era terror nem náusea. Não era a maneira como ela normalmente se sentia quando pensava em sexo. Também não eram fogos de artifícios nem estrelas cadentes, então por que se importava que não tivesse uma chance de se despedir? 
A tristeza inundou-a. Precisava se despedir. Não tinha lógica sentir-se ligada a alguém com quem tivera uma relação estritamente profissional, mas ela se sentia. As promoções e os desafios profissionais já o tornavam uma grande parte de sua vida, quer o encorajamento de Theo tivesse sido profissional ou não. 
Mais importante, o modo como ele a respeitava e a achava útil e competente fizera Jaya sentir-se segura em seu ambiente de trabalho novamente. Ele fazia com que ela sentisse que, talvez, pudesse ser uma mulher completa, que não mantinha distância de seus atributos femininos. 
Ela queria lhe dizer isso? Não. Então esqueça. Iria para a França sem vê-lo. Todavia, em vez de desatar seu lenço vermelho e branco, sua mão alcançou o cartão de segurança. Jaya dirigiu-se à porta. Tola, disse a si mesma a caminho do elevador. E se ele estivesse com alguém? 
Alguns minutos depois, ela limpou as mãos suadas na saia e bateu à porta dele. 
Tecnicamente, a enorme propriedade pertencia à família Makricosta, mas o irmão mais novo, Demitri, não era tão dedicado ao trabalho quanto Theo, e aparecia muito raramente, quando queria.  
A irmã deles, Adara, a testa de ferro da operação, vinha a Bali apenas para fugir do inverno em Nova York. Theo... sr. Makricosta, lembrou ela a si mesma, embora pensasse nele como Theo... era muito metódico, inspecionando os livros de cada hotel da rede pelo menos uma vez a cada trimestre. Ele era confiável e previsível. Ela gostava disso. 
Umedeceu os lábios e bateu. O murmúrio do lado de dentro podia ter sido “Entre”. Ela não tinha certeza, porém, uma vez que estava lá, usou seu cartão e... 
- Eu disse, agora não! 


Votos Secretos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Um marido secreto!

A especialista em arte Prudence Elliot fica estarrecida quando seu novo trabalho a deixa cara a cara com Laszlo Cziffra — o homem irresistível que passou por sua vida como um furacão, deixando-a para trás com o coração em pedaços. 
Ela mal consegue acreditar que seu ex-amante é um bilionário poderoso, não o rapaz simples que conhecera. E sua verdadeira identidade não foi a única coisa que Laszlo encondeu de Prudence. 
As juras de amor que fizeram no passado não eram apenas suspiros de dois jovens apaixonados... eram um acordo legal. Laszlo é seu marido!
Capítulo Um

Fazendo uma careta, com uma mecha de cabelo escuro caindo na testa, Laszlo Cziffra de Zsadany olhou para a jovem de cabelo louro liso. Ele cerrou a mandíbula involuntariamente enquanto avaliava o rosto dela em silêncio, observando o contraste entre a inocência dos olhos acinzentados dóceis e a promessa apaixonada naquela boca farta.
Ela era linda. Tão linda que era impossível não parar e encarar. Tal beleza seria capaz de seduzir e escravizar. Por uma mulher feito aquela, um homem seria capaz de abrir mão de seu trono, de trair seu país e de perder sua sanidade. Laszlo sorriu severamente. Ele toparia até se casar!
Seu sorriso desapareceu e, sentindo-se inquieto e tenso, inclinou-se para frente e semicerrou os olhos para a assinatura cursiva e pouco nítida ao pé do quadro. Katalina Csesnek de Veszprem. 
Embora seus olhos estivessem atentamente fixados na assinatura, sua mente continuava vagando de volta para o rosto da pessoa retratada. Ele cerrou os dentes. 
O que havia de tão perturbador naquela pintura? Contudo, mesmo enquanto se perguntava isso, ele estremecia por já reconhecer a resposta.
A raiva e a chateação lhe deram um tranco quando ele encarou aquele rosto, enxergando não o de Katalina, mas um outro, cujo nome nunca era pronunciado, caso contrário lhe queimava os lábios. Claro que não exatamente igual a ela; havia semelhanças, na cor da pele e no formato da mandíbula, mas era só isso.
Desconcertado por causa das emoções intensas e desagradáveis fomentadas por um par de olhos cinzentos, ele olhou ansiosamente pela janela que avistava a região rural da Hungria. 
Aí congelou quando ouviu um pio inconfundível. Era sinal de azar ouvir o pio de uma coruja à luz do dia, e ele semicerrou seus olhos dourados enquanto procurava o pássaro ansiosamente no céu azul-claro.
Houve um baque atrás dele quando Besnik, seu cão pastor, sentou-se pesadamente no chão de pedra. Suspirando, Laszlo se abaixou e acarinhou as orelhas sedosas do cão entre o polegar e o indicador.
— Eu sei — murmurou ele baixinho. — Você está certo. Eu preciso de um pouco de ar. Venha. — Ficando de pé, ele estalou os dedos de modo que o cão levantou-se num leve saltitar. — Vamos lá! Antes que eu comece a contar os pombos.
Ele vagou lentamente pelos corredores do castelo. Os painéis de madeira nas paredes brilhavam sob as luzes baixas, e o cheiro familiar de cera de abelha e lavanda o acalmava durante a descida pelas escadas. Passando pelos aposentos de seu avô, ele notou que a porta estava entreaberta e, espiando lá dentro, percebeu com alguma surpresa que o cômodo não estava vazio; seu avô, Janos, estava sentado à sua escrivaninha.
Laszlo sentiu um aperto no peito ao perceber o quão pequenino e frágil Janos parecia. Mesmo agora, mais de seis anos após a morte de sua esposa, Annuska, seu avô ainda parecia arcar com o fardo da perda. 
Por um momento, Laszlo hesitou. E, em seguida, com muita delicadeza, fechou a porta. Havia uma natureza quase meditativa em seu avô, e ele sentiu que Janos precisava ficar sozinho. Ele questionava por que seu avô estava de pé tão cedo. Então se lembrou. Claro. Seymour estava chegando hoje!
Não era de se admirar que Janos não tivesse conseguido dormir. Colecionar obras de arte era seu passatempo havia mais de trinta anos: uma obsessão pessoal, particular. Mas hoje, pela primeira vez, ele iria mostrar sua coleção a um desconhecido: este especialista, Edmund Seymour, que estava chegando de Londres.
Laszlo fez uma careta.
Abrindo uma porta com o ombro, olhou com cautela para a cozinha e aí suspirou lentamente. Que bom! 



Sabor da Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Apaixonadas pela Emoção!

Paris é a cidade do amor, mas faz a aprendiz de chef Piper Rush se sentir muito solitária! 
É somente o laço que forja com seu chefe, o bilionário Frederic Lafontaine, que lhe dá a sensação de pertencimento com a qual sempre sonhou. 
Por causa de seu problema degenerativo de visão, Frederic prefere manter-se recluso, mas Piper é como um raio de luz em sua vida escurecida. 
Ela abre os olhos de Frederic para um futuro que ele julgava impossível. 
Mas será que Piper conseguirá convencê-lo de que ele é o ingrediente que falta em seu “felizes para sempre”?

Capítulo Um

Deveria haver uma lei contra homens que ficam tão bem de smoking. Ao olhar para o homem que dormia na cadeira, Piper sentiu um arrepio de frisson. Monsieur Frederic Lafontaine havia tirado o paletó e afrouxado a gravata, mas ainda assim a visão dele valia um milhão de dólares, principalmente pela maneira como a camisa dele evidenciava seus ombros largos e fortes, como os de um jogador de futebol americano. 
Ela precisava começar a usar o mesmo serviço de limpeza a seco que ele; o sujeito estava sentado ali há horas, porém suas roupas não apresentavam um vinco sequer. O uniforme de Piper não teria durado cinco minutos. Na verdade, ela alisou a frente da saia preta, pois o uniforme já estava amassado.
Mas, enfim, ela tampouco não tinha maçãs do rosto tão definidas a ponto de cortar vidro ou cabelo tão castanho que implorasse para ser tocado. Talvez a perfeição viesse apenas em lotes. Respirando fundo, ela tocou o ombro dele e tentou não pensar nos músculos rijos sob as pontas dos dedos. Oito meses depois de começar a trabalhar para ele, ela ainda não tinha superado aquela atração.
— Monsieur? É hora de acordar. Já passa das 7h.
Quando ele não respondeu, ela balançou o ombro dele novamente, desta vez com um pouco mais de ênfase. Isso deu certo. Os olhos dele abriram-se lentamente, e ele piscou mecanicamente.
— Você adormeceu na cadeira — informou ela.
— Oh! — A voz dele estava embargada de sono, o que a tornava mais grave e rouca do que o usual. — Que... Que horas são?
— São 7h15.
— O quê? — Ele ergueu-se de supetão com as mãos nos quadris, para depois levar a mão direta até a xícara de café que Piper havia posto sobre a mesa segundos antes. A xícara levantou voo, lançando o café para todos os lados.
— Droga! — gritou ele quando o líquido quente se espalhou por sua camisa. Ele imediatamente puxou o tecido, separando a camisa do corpo. — Quantas vezes eu preciso dizer que é para você me avisar quando colocar algo ao meu alcance? Você sabe que não consigo ver nada na periferia do meu campo de visão.
Era difícil alegar qualquer coisa, pois ele havia pulado da cadeira antes que ela tivesse a chance de abrir a boca.
— Vou pegar uma toalha.
— Não se incomode. — Ele já havia tirado a camisa de dentro da calça. — Limpe o resto que caiu antes que manche o tapete. Vou tomar um banho. — Ele virou-se e subiu as escadas.
— Espere — chamou Piper. Movendo-se antes que ele pudesse falar, ela pegou a xícara do chão, que havia caído a alguns centímetros do sapato dele. — Você quase a esmagou — disse, segurando a xícara de porcelana diante do rosto dele.
Se ele gostou da atitude dela, não deixou transparecer.
— Diga a Michel, quando ele chegar, que eu demorarei. E certifique-se de que minha pasta esteja perto da porta da frente. À esquerda — acrescentou ele enfaticamente.
Como se ela fosse deixá-la em algum outro lugar. Piper guardou para si a resposta sarcástica. Ela aprendera há muito tempo que algumas batalhas não valem a pena. Discutir com um homem com café quente derramado sobre a barriga era definitivamente uma delas. 
Para tanto, ela esperou até que ele tivesse desaparecido lá para cima antes de ousar olhar na direção dele. Seria uma boa lição se ela colocasse a pasta na direita, só para provocá-lo. Pois Deus sabe que o mundo poderia acabar se a pasta estivesse do lado errado da porta.
Não que ela fosse mesmo colocar a pasta do lado errado. Incomodada ou não, ela não iria chegar ao ponto de pregar uma peça em um homem cego, ou meio cego, no caso. 
A verdade era que as “regras” do monsieur serviam a um propósito, por mais que fossem cheias de detalhes. Quando ela aceitou o trabalho, foi deixado bem claro que o campo de visão limitado dele exigia que todos os objetos da casa fossem postos em locais acessíveis.




Irresistível Proposta

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Apaixonadas pela Emoção!

Patience Rush nunca quis um príncipe encantado. 
Ela está completamente feliz cuidando de uma senhora idosa. Patience se sente protegida e segura pela primeira vez na vida. Até a chegada do sedutor milionário Stuart Duchenko. 
Ele está determinado a descobrir tudo sobre a nova empregada de sua tia-avó. Stuart tem certeza que Patience está escondendo algo... mas o quê? 
E conforme ficam mais próximos, Patience descobre que a única forma de ter um futuro ao lado de Stuart é revelando os segredos do passado...

Capítulo Um

Quanto tempo levaria para examinar uma pequena senhora? Patience andou pela extensão da sala de emergência pelo que parecia ser a centésima vez. Por que estava demorando tanto?
— Com licença. — Ela bateu na janela de vidro que separava a recepção do resto da área de espera da emergência. — Minha... Avó... Está lá dentro faz muito tempo. — Ela imaginou que a mentira pudesse ganhar mais simpatia do que dizer “minha patroa”. — Há alguma forma de descobrir o que está acontecendo?
A enfermeira exibiu um sorriso compreensivo.
— Sinto muito, realmente estamos ocupadas hoje, e as coisas estão atrasadas. Tenho certeza de que um médico vai aparecer para falar com você em breve.
Fácil para ela dizer. Não tinha encontrado a patroa contorcida na base de uma escadaria. 
O choro de Ana ecoou em sua mente. Frágil, fraca. Se ao menos ela não estivesse na outra sala... Se ao menos ela não tivesse dito a Nigel que ele precisava esperar pelo jantar, então Ana não estaria ali. 
Ela estaria tomando seu chá no salão principal como sempre fazia todas as tardes.
Patience não pôde conter uma risadinha suave e triste. Trabalhar para Ana tinha mudado sua vida. Se ao menos Ana soubesse como ela havia resgatado Patience, tirado-a das trevas e trazido-a para um lugar que era claro e brilhante. É claro, Ana não poderia saber. 
Até onde Patience se lembrava, sua vida iniciou no dia em que começou a limpar a casa de Anastasia Duchenko. Tudo o que ela fez anteriormente tinha desaparecido.
As portas do hospital foram abertas com um suave barulho, anunciando a chegada de outra visita. Imediatamente, a atmosfera na sala mudou, e não era por causa do calor de junho que interrompia o ar-condicionado. As conversas pararam e toda a atenção se voltou para o novo visitante. Mesmo as enfermeiras se endireitaram. Por um segundo, Patience se perguntou se uma celebridade local havia entrado no hospital. O ar parecia carregado de expectativa.
O terno feito sob medida e a gravata de seda gritavam superioridade, assim como a postura perfeita. Uma coroa de caracóis castanhos impedia que os traços dele fossem muito rígidos. Sem dúvida, esse era um homem que todos esperavam que estivesse no comando. Ela podia apostar que ele não iria esperar nem uma hora.
O homem passou direto até a janela da recepção. Patience estava prestes a parar de andar de um lado para o outro quando o ouviu dizer o nome Duchenko. Não poderia ser uma coincidência. Esse deveria ser o momento que ela esperava para descobrir sobre Ana. Patience afastou uma mecha de cabelo que lhe caía sobre o rosto, alisou a frente da camisa e avançou um passo.
— Desculpe-me, eu o ouvi perguntar sobre Ana Duchenko?
Ele se virou na direção dela. — Quem pergunta?
Por um momento, Patience perdeu a habilidade de falar. Ele a encarava com os olhos da mesma cor azul de uma chama, a cor tão vívida que mal podia ser real. Acesos com intensidade, eles eram do tipo que você poderia jurar que estavam olhando para dentro da sua alma.
— Patience — respondeu ela, recompondo-se. — Sou Patience Rush.
Ela não achou ser possível que o olhar dele se intensificasse mais ainda, no entanto foi o que aconteceu.
— É a governanta da tia Anastasia?



Um Bebê Muito Especial

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Meu bebê está para nascer... a qualquer momento!

Mick foi pego de surpresa ao ver aquela mulher, delicada e vulnerável, prestes a dar à luz! 
Antes mesmo que pudesse se dar conta do que acontecia, ele a segurou em seus braços e levou-a para a maternidade. 
E, inesperadamente, viu-se acompanhando todo o processo do parto! 
Mick estava investigando secretamente alguns incidentes estranhos que estavam acontecendo naquela clínica. Mas a necessidade de proteger a indefesa Laura Maitland e sua linda filhinha recém-nascida se tornou mais importante. Embora o passado de Laura a condenasse e a colocasse sob suspeita, Mick não conseguia acreditar que aquela jovem fosse capaz de cometer qualquer ato desonesto. Mas como poderia revelar a ela seus próprios segredos?

Capítulo Um

— OH... DESCULPE-ME, mas é que já não aguento mais ficar esperando. Por favor, preciso de ajuda. Meu filho está prestes a nascer. Já, já!
Aquelas ansiosas e trôpegas palavras pronunciadas por uma pálida e delicada mulher de longos cabelos castanhos e cujo corpo tremia chamaram a atenção de Mick Hannon, provocando-lhe seu interesse a ponto de desviá-lo da análise que estivera fazendo do projeto da Maternidade Maitland, em Austin, Texas.
Os olhos dela denunciavam angústia, e com os braços protegia o ventre. Olhava de modo suplicante para um dos jardineiros que cuidava dos jardins.
A jovem respirou fundo, deixando escapar um fraco lamento. Começara a dobrar os joelhos e escorregar.
Paralisado de susto, o pobre jardineiro começou a revirar os olhos.
— Mas que coisa! — Mick tirou o chapéu e correu em direção a ela, segurando-a pelas costas para que não caísse, e sentiu o suave perfume de sua cabeleira. — Calma, minha senhora. — Fez com que ela se sentasse. — Nós a levaremos até lá dentro para que seja atendida pelos médicos.
Não obstante a situação em que se encontrava, Laura se sentia tão leve quanto espuma. Porém, quando recostou seu peso no ombro dele, enrijeceu os músculos, passando-lhe toda a tensão que sentia naquele momento.
Vieram as contrações.
Mick olhou direto para seus olhos verdes, dominados pelo pânico. Um rápido resplendor de suor umedeceu alguns fios, fazendo-os grudar em seus lábios.
Ele foi invadido por uma sensação de pânico e urgência. Estava em uma maternidade, mas era apenas o responsável por um novo projeto de ampliação. Senhoras grávidas e recém-nascidos estavam fora de seu âmbito de conhecimento, ou do que gostaria de conhecer.
— Eu estou... bem — ela afirmou, enquanto se perguntava se estaria dizendo a verdade. — Não se preocupe. Acredito que esta é a reação que todas as mulheres têm. Supõe-se que deva doer.
Laura mordeu o lábio, e tudo em que Mick pôde pensar era que não lhe parecia justo que uma moça frágil fosse obrigada a sentir uma dor tão forte por uma criança que dali a dezesseis anos lhe quebraria o coração cinquenta mil vezes.
Enlaçou-a ainda com mais força, em uma tentativa de auxiliá-la a se endireitar, com a esperança de que fosse a coisa correta a fazer, sem que a machucasse.
— Talvez eu tenha de me levantar e caminhar. Todos os manuais recomendam que a parturiente caminhe.
Mick notava que ela tentava controlar aquela situação. Também pôde perceber o quanto estava pálida, se comparada com a cor de seus cílios. Para deixá-la mais confortável, segurou-a, gentil, quando Laura tentou se erguer.
— Acalme-se. Trate de descansar. Daqui a pouco você poderá caminhar de novo — ele sugeriu. — Aguarde até que os médicos digam que está tudo em ordem.
E, naquele momento, Laura estremeceu e se encolheu com uma grande pontada, que crescia rápido. Seus dentes rangiam, para conter um grito.
— Espere um pouco, senhorita. Vou chamar um médico. Não se mexa!




Os Olhos do Falcão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Flertando com o perigo, Elizabeth conheceu o sabor da paixão...

O fascínio de uma ligação perigosa incendiou os sentidos de Elizabeth Lamb, e quase a fez esquecer os verdadeiros motivos de sua visita àquela ilha do Pacífico Sul. 
Só pensava em J. J. Hawkwood. 
Seu poder de atração a fazia experimentar um enorme desejo, algo intenso e proibido. E perigoso porque, sob nada estava seguro.
Nem suas emoções, nem seus segredos, nem seu corpo...

Capítulo Um

Quando o jato alcançou trinta e cinco mil pés de altitude, Elizabeth Lamb já conseguira conformar-se com o fim de suas fantasias secretas. Seria uma terrível espiã. 
A vida de intrigas, glamour e excitação definitivamente não era para ela. O avião ainda não havia sequer estabilizado e já estava desesperada pelo serviço de bordo, mais especificamente pelas bebidas. Precisava de uma boa dose de álcool para acalmar os nervos.
Elizabeth obrigou-se a relaxar as mãos sobre o colo e forçou o cérebro a encarar o problema sob outro ângulo. Não era incompetente, ou insana. Estava fazendo o que tinha de ser feito. Jamais lidara bem com surpresas, e a que fora atirada sobre sua cabeça no aeroporto havia sido suficiente para enervá-la temporariamente. Nas circunstâncias, estava se saindo bem até demais.
Certo. Talvez estivesse exagerando um pouco. Tentara comportar-se com o máximo de discrição de forma a não atrair atenção, uma tarefa que normalmente cumpria sem nenhum esforço, mas que, desta vez, havia sido um grande fracasso. 
Primeiro fora a discussão com o funcionário do balcão da companhia aérea, quando soubera que, graças a um atraso de alguns minutos, não havia mais nenhum assento disponível. Se fosse uma viagem como outra qualquer, teria aceito a sugestão de seguir no próximo voo mas, devido às circunstâncias, fora obrigada a criar uma confusão para que a companhia a colocasse naquele avião.
Infelizmente, o pequeno tumulto atraíra a atenção de todos os passageiros, inclusive os da primeira classe que, esnobes, acompanharam a cena com ar de desdém e reprovação.
Depois fora o incidente com o pessoal da segurança. Ao passar polo detector de metais, Elizabeth acionara o alarme e havia sido obrigada a suportar a desconfiança do oficial da alfândega que, educado, perguntara se não estava usando nenhum tipo de joia sob as roupas. Culpada, havia levado a mão ao peito: — Oh, sim, mas é uma peça de ouro, um colar! Nada que pudesse ter disparado essa coisa!
— Talvez haja algum outro material misturado ao ouro. Posso verificar? — o oficial insistira com voz aborrecida, alimentando sua ansiedade.
Era óbvio que não a considerava uma criminosa, mas temera que ele mudasse de opinião ao ver a joia que estava usando. Elizabeth abrira os primeiros botões da camisa com cuidado, consciente dos olhares à sua volta, alguns solidários, outros divertidos, e um especialmente inquietante. 
Um par de olhos cinzentos que ela gostaria de fingir não ter notado. Virara-se de costas para o pequeno grupo de passageiros e abrira a blusa para mostrar a joia ao oficial, sentindo-se imensamente embaraçada ao notar o olhar atento sobre seus seios.
— Parece muito valioso.
— E é — Elizabeth admitira aflita, dominada pela apreensão. — É uma espécie de relíquia de família, e por isso a uso sob a roupa. Não quis colocá-la na bagagem.
O oficial havia passado o detector de metais novamente em torno de seu corpo e o sinal sonoro confirmara suas suspeitas.
— Tomou a atitude mais sensata, senhora. Está viajando a negócios, ou lazer?
— Férias — respondera apressada, feliz por poder dizer ao menos metade da verdade. — Estou indo para Nouméa, Ilha dos Falcões, para ser mais exata.
Se o sujeito soubesse alguma coisa sobre a Nova Caledônia, certamente teria entendido porque levava o valioso colar. O balneário era famoso pelo glamour de seus cassinos e boates. 
Sem mais perguntas, o oficial virara-se e havia dito alguma coisa ao colega, que aproximara-se para examinar a joia preciosa. 
Menos delicado que o primeiro, este não tentara esconder a satisfação provocada pela visão dos seios fartos e rígidos, fazendo-a corar violentamente. Melhor assim. Se estivesse preocupado em descobrir toda a verdade, acabaria por prendê-la!


Inexplicável Magia

 ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Ele nascera para ser pai!

— Você pode contar comigo — foi isso que Richard McNeal sussurrou ao ouvido da mulher ferida.
E mais: — Não se preocupe. Prometo que tomarei conta de seu filho, como se ele fosse meu. Não permitirei que nada de mal lhe aconteça. Você tem minha palavra. É o mínimo que posso fazer, depois de... 
— Richard não concluiu a frase. Também, como fazê-lo? Como explicar, em poucos segundos, a uma pessoa quase inconsciente, a dor que o dilacerava havia três anos?
— Acredito em você — foi tudo o que Kate Burnett pôde dizer antes de perder os sentidos. Richard duvidou do que tinha acabado de ouvir. 
Aquela mulher havia realmente dito que acreditava nele? Não era possível...!

Capítulo Um

Richard Macneal tinha acabado de fazer uma curva, quando deparou com uma cena assustadora...
Pisando fundo no freio do jipe, ele girou o volante violentamente para a esquerda. Só assim conseguiu se desviar do garoto que vinha em sentido contrário. A rua tinha duas mãos e Richard estava na faixa correta, mas o menino não.
Por um triz, o pior não acontecera.
Um profundo suspiro brotou do peito de Richard que, desligando o motor e soltando as mãos trêmulas do volante, sentiu-se invadido por uma sensação de alívio.
Seu coração pulsava tão rápido, que chegava a causar-lhe falta de ar.
Richard fechou os olhos por um instante. Estava exausto, simplesmente exausto. Tinha acabado de sair da Data Enterprises, a empresa de informática que fundara alguns anos atrás.
“Preciso trabalhar menos”, Richard pensou, abrindo os olhos e passando a mão pelos cabelos negros.
Felizmente, o stress ainda não estava prejudicando seus reflexos. A maior prova disso tinha acontecido alguns segundos atrás. Mas, mesmo assim, não con­vinha abusar do cansaço.
Fazia uma semana que ele vinha trabalhando cerca de doze horas por dia, às vezes mais. Isso acabaria lhe causando problemas, tais como um esgotamento nervoso, ou algo ainda pior.
Prometendo a si mesmo que dali por diante deixaria de se sacrificar tanto, Richard viu, pelo espelho retro­visor, o garoto se afastando com a bicicleta. Parecia muito assustado e pedalava apressadamente, como se quisesse fugir dali.
— Aquele danadinho bem que merecia umas pal­madas, pelo susto que lhe deu — alguém comentou.
Richard voltou-se na direção da voz e viu uma se­nhora robusta, na calçada. Sorrindo, declarou:
— Só de ter evitado o desastre, já me sinto satisfeito.
A senhora sorriu de volta, enquanto assentia com um gesto de cabeça.
Richard acenou-lhe em despedida. Estava mais cal­mo e decidiu ir embora.
Aquela rua não era exatamente uma das mais mo­vimentadas de Memphis.
Mas Richard estava muito perto de uma curva e não convinha abusar.
Afinal, era hora do rush e os motoristas tinham pres­sa de chegar em casa, depois de um longo dia de tra­balho.
Girando a chave na ignição do jipe, Richard acionou o motor. E então o mundo pareceu desmoronar, às suas costas...
Ouviu um ruído e sentiu um choque que o projetou para frente. O cinto de segurança o manteve a salvo.
Pelo espelho retrovisor, Richard viu o Escort que tinha acabado de se chocar contra o pára-choque de seu jipe. Nos segundos de infinito horror, ele conseguiu divisar o rosto em pânico de uma mulher ainda jovem.
Tudo durou apenas uma fração de segundo. Richard mal podia crer que aquilo estivesse acontecendo de verdade.
Com gestos trêmulos, ele abriu a porta do jipe e saltou... para deparar com uma visão ainda mais ater­radora: outro veículo acabava de dobrar a curva. Tratava-se de uma caminhonete cor de vinho. Seu moto­rista conseguiu desviar-se para a esquerda, mas mes­mo assim atingiu o Escort. Pego de lado, o pequeno veículo rodopiou como um pião e foi se chocar contra um poste.
— Santo Deus! — Richard exclamou, estarrecido, enquanto suas pernas fraquejavam.
Um grupo de pessoas se formava, na calçada.
— Alguém precisa ir até aquela curva, para alertar os outros motoristas! — Richard quase gritou, numa voz que soou-lhe estranha, como se não lhe pertencesse.
— Nós cuidaremos disso — um rapaz prontificou-se. Junto com dois outros, correu para a esquina. — Al­guém arranje um triângulo! — pediu, voltando-se por um instante.
O motorista da caminhonete havia acabado de des­cer do veículo. Estava tão pálido quanto Richard.
— Eu... não pude evitar. O senhor mesmo viu...




O Poder da Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




O amor, para Mark, era uma mentira da qual ele nunca participaria.

Atraente, Mark Adams monopolizava as atenções femininas onde quer que fosse. 
No entanto, era um homem cínico e prepotente, que considerava o interesse das mulheres proporcional ao dinheiro que pudessem obter... e ele era riquíssimo.
Só que a vida lhe reservou uma surpresa: Melissa. 
Doce, inocente e leal, era tudo o que Mark sempre negara. Abalado, lutou para afastar-se. Mas como fugir da rendição inapelável que o amor lhe exigia, se estava tão apaixonado?

Capítulo Um

Eram quase cinco da tarde quando os dois técnicos da companhia telefônica terminaram de checar o aparelho na loja de suvenires de Melissa O’ Brien, e ela suspirou aliviada ao vê-los partir.
Foram necessárias várias horas para instalar o telefone no novo centro veterinário que fora construído bem ao lado de sua loja, e agora este achava-se provisoriamente ligado ao de Melissa.
— Sinto pelo transtorno... — desculpou-se Dennis, apoiando-se numa das prateleiras de vidro.
— Que nada! Não se esqueça de que fui eu que sugeri colocarem uma extensão, por enquanto — sorriu ela.
Melissa tinha um grande carinho por este quarentão alto e robusto que, há três anos, era casado com sua prima Sylvia. O rosto dele, curtido pelo inclemente sol africano, sempre irradiava simpatia e boa vontade. Dennis Rockford, proprietário da reserva de animais Izilwane, passara a ter um papel de vital importância na vida de Melissa.
— Tentei falar com você o dia inteiro, mas toda vez surgia um impedimento qualquer — reclamou Dennis, com um sorriso meio cansado. — Era para te agradecer por ter dado um “jeito” no meu antigo chalé. Ficou ótimo e tenho certeza de que o nosso novo veterinário também ficará satisfeito.
Os lindos olhos azuis de Melissa, capazes de transmitir intensa felicidade com a mesma rapidez com que podiam se turvar de compaixão ou até de raiva, brilharam naquele momento, ao perguntar, curiosa:
— Ele já chegou?
— Ainda não. Recebi hoje um telefonema de Mark Adams. Só chegará aqui tarde da noite.
Mark Adams! Essa era a primeira vez que Melissa ouvia o nome do novo contratado da reserva. Um estremecimento percorreu seu corpo. Era o mesmo homem que encontrara, havia mais de um ano, durante uma festa na casa de Alexa Bradstone, em Johanesburgo, constatou, preocupada, quando Dennis interrompeu suas recordações.
— Vou avisar o pessoal do restaurante para que fique a postos até Adams chegar. Na certa, estará morto de fome!
— Coitados, Dennis! Eles bem que merecem um descanso... — argumentou Melissa, calmamente. — Meu chalé é vizinho ao do dr. Adams. Não me custa nada preparar um prato e levá-lo até lá. Afinal, todos os dias preparo meu jantar...
Dennis hesitou e, lançando-lhe um olhar afetuoso, balançou a cabeça.
— Não quero que se preocupe com isso, meu bem.
— Mas... não será trabalho algum! — insistiu ela, aproximando- se da vitrine, onde os raios do sol poente brilharam em seus cabelos, acentuando ainda mais o tom dourado.
— Sempre prestativa, Melissa... Sylvia tem razão quando diz que qualquer pessoa pode abusar de sua bondade. E eu não quero me incluir nesta categoria de gente.
— Não seja bobo!

Termos de Rendição

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Casa das Noivas


Desde o início do século, a elegante e sofisticada loja Casa das Noivas tem ajudado mulheres de todo o mundo a realizarem a fantasia do dia especial.

A loja: Casa das Noivas, Paris. A diretora executiva Megan DeWilde tem grandes planos para a expansão da filial parisiense, e para mais um passo na escada da hierarquia da corporação.
O Enredo: Para realizar o sonho de instalar a inovadora Galeria Casa das Noivas, Megan precisa do imóvel situado na rue de Ia Paix. Mas Phillip Villeneuve, filho de uma família rival, está interessado na mesma propriedade.
Pegos de surpresa no meio de uma rivalidade que nenhum deles entendia, sentem-se impotentes contra a química poderosa que vai além da propriedade, da família e do bom senso! Quem se renderá primeiro?

Capítulo Um

O salão de baile cintilava, a luz dos lustres refletida pelos espelhos e vestidos bordados até que todo o espaço parecesse salpicado de diamantes. A atmosfera mágica era o sonho de qualquer mulher, mas Megan permanecia parada no alto da escada, preocupada em descer os degraus sem tropeçar na barra do vestido.
Mônaco dizia presente ao principal evento social da temporada, o baile de máscaras anual do barão e da baronesa Waldheim, e havia rumores de que até a princesa Caroline compareceria. 
Uma imagem nítida invadiu a mente de Megan: ela fazia sua entrada rolando, envolta por camadas e mais camadas de saia, até cair aos pés reais da princesa, a tiara torta e o rosto vermelho de vergonha.
Sabia o que aconteceria em seguida. 
Todos olhariam em sua direção e cochichariam sobre a desgraça da venerável família DeWilde, amaldiçoada por uma herdeira tão desajeitada e socialmente inepta. Assim que retomassem suas atividades, ela finalmente poderia engatinhar para um canto afastado e passar o resto da noite massageando os hematomas atrás de um vaso ou de uma estátua.
— Não fique tão preocupada, Meg. Você está absolutamente linda. Essa fantasia deve ser a mais bela que já vi. Não acredito que o teatro de ópera a tenha emprestado para esta noite.
Megan olhou à esquerda e forçou um sorriso nervoso para a cunhada.
— Certas ligações costumam ser compensadoras — murmurou. — Mas o vestido não parecerá tão belo quando estiver amontoado aos pés da escada. Não sei se conseguirei descer sem cair. Todos estes bordados pesam uma tonelada, e não enxergo nada por causa da máscara. — Olhou para o traje ornamentado e ajustou a máscara até recuperar parte da visibilidade. Mas era inútil. Não conseguia ver os pés ou a escada diante dela. — Talvez haja uma entrada lateral que eu possa usar. Ou uma rampa.
— Não se preocupe, maninha. — O irmão gêmeo de Megan, Gabriel, colocou-se entre as duas mulheres, assumindo o papel de Romeu para a bela Julieta grávida desempenhada por Lianne.
Megan ficara encantada ao saber sobre a gravidez da cunhada. Não poderia estar mais feliz por ela e pelo irmão. O bebê nasceria em agosto, e esperava que o primeiro neto DeWilde tivesse o poder de reunir a família dividida.
Gabe ofereceu o braço à irmã.
— Se cair, vai me arrastar com você — disse. — O peso do vestido servirá para amenizar a queda.
— E quanto a mim? — Lianne brincou.
Gabe sorriu para a esposa e segurou-a pelo braço.
— Não estou preocupado com você, querida. Em pouco tempo estará tão redonda que será capaz de rolar sem se ferir.
Lianne riu e bateu na mão dele com um misto de ternura e bom humor. Megan fitou os olhos por trás da máscara e sorriu com sarcasmo.
— Aposto que não sabia que havia se casado com tão perfeito cavalheiro, Lianne. Gabe devia usar meia-calça com mais freqüência.
— Até que ele tem joelhos bem bonitinhos.
Megan respirou fundo e apoiou-se no irmão.
— Bem, vamos acabar com isto de uma vez.
O trio aproximou-se do primeiro degrau e Lianne entregou o convite ao porteiro.
— Gabriel DeWilde e Lianne Beecham DeWilde — o criado anunciou para ninguém em especial, esperando que eles começassem a descida rumo à pequena multidão de convidados. Lianne inclinou-se e sussurrou alguma coisa em seu ouvido. Ele assentiu. — E Megan DeWilde — acrescentou elegante.
Megan suspirou. A segurança do baile dos Waldheim era severa, e ninguém podia entrar sem apresentar um convite. Embora Gabe houvesse convencido os barões a incluir sua irmã gêmea na lista de convidados, houvera um momento de constrangimento no portão da propriedade. E mais uma vez era obrigada a lembrar que, apesar do convite verbal, não havia sido lembrada na lista original.
— Sabia que não devia ter me deixado convencer a acompanhá-los — disse. — Sinto-me uma intrusa.
— Relaxe

Série Casa das Noivas
1- Votos de Amor
2- Encontro Marcado
3- O Poder da Sedução
4- Um Sonho de Amor
5- Uma noiva para papai
6- Ladrão de Amor
7- Pacto de Sedução
8- Termos de Rendição
9- Segredos de família - a revisar
10- Um homem selvagem -  idem os seguintes
11- Preciosa sedução
12- Juntos outra vez
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Pacto de Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Mallory Powell, sobrinha de Grace DeWilde, está dividida entre manter o noivado de conveniência ou perseguir a paixão que conhecera durante um retiro. 

Para piorar, ela está grávida. 
O escritor Liam O’Neill quer continuar o relacionamento com Mallory, mas ganhar uma família pode parecer muito? E Grace conhece Alex Stowe, um novo pretendente...


Capítulo Um

Quanto tempo levaria para examinar uma pequena senhora? Patience andou pela extensão da sala de emergência pelo que parecia ser a centésima vez. Por que estava demorando tanto?
— Com licença. — Ela bateu na janela de vidro que separava a recepção do resto da área de espera da emergência. — Minha... Avó... Está lá dentro faz muito tempo. — Ela imaginou que a mentira pudesse ganhar mais simpatia do que dizer “minha patroa”. — Há alguma forma de descobrir o que está acontecendo?
A enfermeira exibiu um sorriso compreensivo.
— Sinto muito, realmente estamos ocupadas hoje, e as coisas estão atrasadas. Tenho certeza de que um médico vai aparecer para falar com você em breve.
Fácil para ela dizer. Não tinha encontrado a patroa contorcida na base de uma escadaria. O choro de Ana ecoou em sua mente. Frágil, fraca. Se ao menos ela não estivesse na outra sala... Se ao menos ela não tivesse dito a Nigel que ele precisava esperar pelo jantar, então Ana não estaria ali. Ela estaria tomando seu chá no salão principal como sempre fazia todas as tardes.
Patience não pôde conter uma risadinha suave e triste. Trabalhar para Ana tinha mudado sua vida. Se ao menos Ana soubesse como ela havia resgatado Patience, tirado-a das trevas e trazido-a para um lugar que era claro e brilhante. É claro, Ana não poderia saber. Até onde Patience se lembrava, sua vida iniciou no dia em que começou a limpar a casa de Anastasia Duchenko. Tudo o que ela fez anteriormente tinha desaparecido.
As portas do hospital foram abertas com um suave barulho, anunciando a chegada de outra visita. Imediatamente, a atmosfera na sala mudou, e não era por causa do calor de junho que interrompia o ar-condicionado. As conversas pararam e toda a atenção se voltou para o novo visitante. Mesmo as enfermeiras se endireitaram. Por um segundo, Patience se perguntou se uma celebridade local havia entrado no hospital. O ar parecia carregado de expectativa.
O terno feito sob medida e a gravata de seda gritavam superioridade, assim como a postura perfeita. Uma coroa de caracóis castanhos impedia que os traços dele fossem muito rígidos. Sem dúvida, esse era um homem que todos esperavam que estivesse no comando. Ela podia apostar que ele não iria esperar nem uma hora.
O homem passou direto até a janela da recepção. Patience estava prestes a parar de andar de um lado para o outro quando o ouviu dizer o nome Duchenko. Não poderia ser uma coincidência. Esse deveria ser o momento que ela esperava para descobrir sobre Ana. Patience afastou uma mecha de cabelo que lhe caía sobre o rosto, alisou a frente da camisa e avançou um passo.
— Desculpe-me, eu o ouvi perguntar sobre Ana Duchenko?
Ele se virou na direção dela. — Quem pergunta?
Por um momento, Patience perdeu a habilidade de falar. Ele a encarava com os olhos da mesma cor azul de uma chama, a cor tão vívida que mal podia ser real. Acesos com intensidade, eles eram do tipo que você poderia jurar que estavam olhando para dentro da sua alma.
— Patience — respondeu ela, recompondo-se. — Sou Patience Rush.
Ela não achou ser possível que o olhar dele se intensificasse mais ainda, no entanto foi o que aconteceu.
— É a governanta da tia Anastasia?


Série Casa das Noivas
1- Votos de Amor
2- Encontro Marcado
3- O Poder da Sedução
4- Um Sonho de Amor
5- Uma noiva para papai
6- Ladrão de Amor
7- Pacto de Sedução
8- Termos de Rendição
9- Segredos de família - a revisar
10- Um homem selvagem -  idem os seguintes
11- Preciosa sedução
12- Juntos outra vez
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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Inocente Fantasia

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Sheik, príncipe… marido?

O príncipe Adan Mehdi adora o jogo da sedução. 
Porém, a inocência da herdeira americana Piper McAdams o faz manter-se distante. 
Ela acredita nas boas intenções de Adan… até uma ex-namorada aparecer carregando o filho dele nos braços. 
Ainda assim, Piper concorda em ajudá-lo, fingindo ser sua esposa até que o processo da guarda do bebê seja finalizado. 
Contudo, ser um casal de mentirinha põe à prova o autocontrole de Adan. E logo esse relacionamento fica mais quente do que ambos poderiam fantasiar…

Capítulo Um

Se uma mulher quisesse uma viagem para o paraíso, o homem lindo sentado ao bar podia ser a passagem. E Piper McAdams estava mais do que pronta para embarcar naquele trem do prazer.
Pelos últimos vinte minutos, ela estava sentada a uma mesa de canto no saguão do hotel, em Chicago, tomando um drinque, enquanto estudava as qualidades do estranho, pelo menos aquelas que podia ver na luz fraca. Ele usava um terno azul-marinho elegante, um relógio caro e a boa aparência como um distintivo de honra. 

O cabelo castanho-escuro parecia ter sido intencionalmente repicado ao acaso, mas era sexy e complementava a leve sombra de uma barba cerrada. E aquelas covinhas. Ela as vira na primeira vez que ele sorrira. Nada melhor do que covinhas num homem, exceto talvez...
O pensamento atingiu o cérebro de Piper como uma bala, fazendo-a fechar os olhos e esfregar as têmporas, como se estivesse com uma tremenda dor de cabeça. Pensou que sua reação se devia ao fato de ser uma sócia antiga do Clube de Celibatários Involuntários. 
Ela não era necessariamente uma puritana, apenas exigente. Certamente não era contra sexo antes do casamento, no contexto de um relacionamento com compromisso. Simplesmente, não tinha achado o homem certo, embora não por falta de tentativa. Mas nunca, em seus 26 anos, considerara acabar com sua seca sexual com um completo estranho... até esta noite.
O som de uma risada levou seu olhar de volta para o estranho, onde a bonita atendente de bar inclinou-se em direção a ele, expondo grande parte do colo. Estranhamente, ele continuou focado no rosto da loira, até que olhou na direção de Piper.
No momento em que Piper encontrou-lhe o olhar, e ele sorriu, ela imediatamente olhou para trás a fim de procurar outra loira, mas não havia nenhuma. Quando ela o fitou e descobriu que ele ainda a encarava, começou a mexer no celular, fingindo ler uma mensagem inexistente.
Que maravilha. Ele a pegara olhando-o como uma adolescente, e Piper acabara de inflar o ego do homem. Ele não estaria interessado nela, uma morena comum, quando tinha uma loira alta e esguia a sua disposição. Ele provavelmente poderia ter qualquer mulher que desejasse. De qualquer forma, ela tirou um espelho da bolsa e checou sua aparência, certificando-se que sua franja estava no lugar e que sua maquiagem não borrara.
Dar-se ao trabalho de se enfeitar para um homem feito ele era ridículo. A vida lhe ensinara que ela só se interessava por homens que achavam seus bons modos e fundo fiduciário muito atraentes. Não, aquele estranho nunca a olharia duas vezes...
– Você está esperando alguém?
O coração de Piper disparou ao som da voz dele. Uma voz muito profunda e muito britânica. Então, ela viu os olhos incríveis. Olhos castanhos tão claros feito topázio polido.
– Na verdade, não – ela conseguiu responder num tom que soava como se ela fosse o sapo para seu príncipe, e não o contrário.
Ele descansou a mão na cadeira oposta, um anel de ouro contendo um único rubi circulando o dedinho.
– Posso sentar-me com você?



Cativa do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




O desejo do príncipe!

Recém viúvo, o príncipe Mikos Colin Alexander quer criar sua filha longe dos holofotes. 
Após conseguir uma licença dos deveres reais, ele se muda com a menina para Los Angeles, fingindo ser um homem comum. 
Porém, Colin precisa de ajuda, e contrata a estonteante Darcy Cooper. 
Ela conquista o coração da pequena duquesa facilmente. 
E não demora muito para esta tímida americana cativar também o poderoso príncipe. Mas será que Darcy o aceitará quando descobrir que ele é um membro da realeza?

Capítulo Um

As curvas, os olhos verdes expressivos, o rico cabelo castanho da cor de seu uísque favorito... tudo contribuía para uma luxúria primitiva que Mikos Colin Alexander não experimentava havia anos. Esta certamente não era a mulher que ele esperava ver na soleira de sua porta.
Mulher? Não, ela não podia ter mais do que 20 anos. Parecia ter saído de uma sessão de fotos de alguma revista popular sobre adolescentes americanas. Com camiseta cor-de-rosa, jeans abraçando o corpo e pequenas sandálias brancas, esta não era a imagem que ele tinha em mente quando procurou por uma babá on-line.
O choro zangado de Iris chamou sua atenção de volta para o motivo deste encontro. A moça à sua porta imediatamente levou o olhar para a criança em seu quadril.
– Está tudo bem, querida. – A voz feminina tão suave, tão gentil, chamou a atenção de Iris. – Por que uma princesa linda como você está chorando?
Princesa. Ele encolheu-se diante do termo, detestando quão certa a estranha estava. Mas ele estava em Los Angeles agora, não na Ilha Galini, um país tão pequeno que ninguém ali sabia quem ele era. Exatamente como ele preferia.
Queria estar livre de sua herança real que o havia carregado através da vida, mas o desejo nunca fora tão forte depois do acidente que quase o matou. Entre isso, seu casamento fracassado, a morte de Karina e seu estado de príncipe viúvo, a mídia estava inteira no seu encalço. Não havia um momento de paz em casa, e ele precisava fugir, se refazer... e talvez nunca mais voltar.
Agora, mais do que nunca, queria independência... para si mesmo e para sua filha.
– Desculpe-me. – Estendendo a mão, a garota ofereceu a ele um sorriso radiante. – Eu sou Darcy Cooper. Você deve ser o sr. Alexander.
Darcy. A mulher com quem ele se comunicara por e-mail e com quem havia falado ao telefone. A mulher que praticamente havia contratado para ser a babá que moraria na sua casa, por causa das suas impressionantes referências e da boa reputação da agência de empregos.
Na pari i eychi. Droga.
O que aconteceu com a mulher baixa e gorda, usando um coque de avó, que ele tinha visto na foto do site? Teve certeza que a mulher que viria cuidar de sua filha era a dona da agência. De maneira alguma aquela beleza curvilínea seria dona da agência Loving Hands Childcare. Talvez eles tivessem enviado outra pessoa no último minuto.
Colin mudou sua filha irritada para seu quadril bom. O maldito acidente ainda o fazia lutar para voltar ao normal, o que quer que normal significasse depois de quase morrer, e então perder sua esposa.
– Você não é o que eu esperava.
Arqueando uma sobrancelha, ela sorriu amplamente. Os olhos verdes o percorreram, sem dúvida, notando seu short de corrida, sua camiseta e seu cabelo desalinhado.
– Então somos dois.
Os olhos brilhantes prenderam os seus. Ela estava zombando dele. É claro que estava. Ela não tinha ideia de com quem estava falando, não que alguém ali soubesse que ele era uma realeza. Ainda assim, ninguém zombava dele, exceto seu irmão.




Inconfessáveis Delírios

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Dana amava Kurt, apesar do desprezo, da indiferença...

Kurt despertou sobressaltado. A embriaguez do vinho e da saudade o deixava num estado de confusão e letargia. 
Ele saiu da cabine e recebeu a brisa suave e a visão de uma mulher contemplando o mar. 
Dana pressentiu-lhe a chegada. Queria tanto estar nos braços de Kurt que correspondeu com volúpia aos carinhos impetuosos. 
“Oh, Kurt!”, murmurou entre um beijo e outro. Mas, ao ouvir-lhe a voz, ele se deteve, lívido. Pensava estar com outra mulher!
Capítulo Um

Finalmente as férias de Dana Hendricks haviam chegado. Dentro de poucas horas estaria distante da agitação da cidade e do sisudo sr. Samuelson.
O patrão jamais reconheceria sua elegante e discreta secretária se a visse subindo a rampa da balsa de Vitória com o velho Volkswagen. Cabelos soltos ao vento e usando jeans desbotado, exibia um sorriso radiante que raras vezes mostrava no austero e silencioso escritório de advocacia onde trabalhava.
Duas semanas longe do trabalho seriam uma verdadeira bênção. Logo após o amanhecer, Dana observara o continente desaparecendo no horizonte, e agora já se encontrava a meio caminho de casa, na região norte da ilha Vancouver.
— Para a esquerda, por favor — indicou o tripulante da embarcação, antes de reconhecê-la: — Dana! Como vai? Pare atrás daquele jipe, sim?
— Claro, Eric. Obrigada. E tenha um bom dia.
Assim que estacionou o carro, ela foi até o convés superior para apreciar melhor a vista do oceano e sentir o vento morno, cheirando a maresia, acariciar-lhe o rosto. Há quanto tempo sonhava com isso! Não raro Dana havia pensado em abandonar o emprego e voltar para casa.
Ao notar uma moça bem vestida, que também se encostara à grade, sorriu com simpatia.
— Lindo dia, não? — A moça falava com um ligeiro sotaque francês e seu traje de seda parecia mais adequado a um refinado coquetel na cidade.
— Maravilhoso — Dana concordou.
— Tomara que dure. Não suporto viajar embaixo de chuva — comentou e estendeu a mão para um cumprimento. — Sou Wendy Arunson. E você?
— Muito prazer; Dana Hendricks. É a primeira vez que vem às ilhas?
— Sim. Como Paul está criando um programa de computador para Kurt, vamos velejar com ele e Andrew. Os dois precisam fazer alguns testes e... Desculpe não ter explicado antes: Paul é meu marido e Kurt, um velho amigo nosso.
— Vão viajar num veleiro?  A outra assentiu. — Vamos seguir ao norte, em direção ao Alasca. Você sabe, as ilhas da Rainha Carlota. Há muitos anos que Kurt empreende excursões marítimas, desde a... Bem, tem tido um grande sucesso com suas invenções náuticas. Viajaremos em seu veleiro. Paul e ele idealizaram um programa revolucionário de... Olhe, quase não entendo nada de informática.
— Está a caminho de Sointula? — O pequeno vilarejo onde Dana nascera não lhe parecia o cenário apropriado para uma embarcação tão sofisticada.
— Partiremos de lá. Precisei deixar as crianças com minha sogra e resolver alguns problemas antes de poder me juntar a eles. E você, Dana, também vai velejar?
— Bem que eu gostaria, mas daqui a duas semanas terei de voltar ao trabalho. Vou apenas visitar meus pais, no farol de Sointula.
— Foi criada em um farol? Nossa, suponho que sua infância tenha sido bastante solitária.
Dana não se lembrava de haver sido uma criança triste; a profunda e deprimente solidão veio depois, quando já adulta, na ocasião em que se mudou para Vancouver.
— De modo algum. Vivi em Sointula até os dezesseis anos, e só depois nos mudamos para o farol. Quando chegarmos lá, não deixe de conhecer a parte sul do vilarejo. É fascinante. Os primeiros finlandeses a se estabelecer na região construíram casas de madeira, cada qual com sua própria sauna. Aliás, muitos construíram saunas antes mesmo de terem onde morar!
— Seus ancestrais? Eu devia ter adivinhado suas origens finlandesas: você é tão alta, e esse cabelo maravilhoso...




Núpcias de uma Noite

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

De uma marcha nupcial... a uma cantiga de ninar!

A socialite Laurel Worthington só encontrou o atraente milionário Brett Matthews uma vez: no dia em que se casaram! 
Tratava-se de uma aposta... de um casamento que duraria apenas uma noite. 
Deslumbrada pela fantasia romântica, Laurel entregou sua virgindade ao doce e sedutor marido.
Brett duvidava que Laurel teria voltado a procurá-lo se não tivesse precisado de ajuda. 
Ao saber que teriam um filho, ele propôs um casamento de verdade. Mas o que ele não sabia é que, daquela vez, Laurel não se contentaria com nada menos do que um casamento por amor...
De uma marcha nupcial... a uma cantiga de ninar!

Capítulo Um

Ela havia conseguido. Quase sem dinheiro e sozinha, percorreu quatro mil quilômetros para alcançar seu objetivo.
Laurel sorriu pela primeira vez após um período de quatro meses. Estava tão satisfeita consigo mesma que sentiu ímpetos de rir alto. Olhou para o céu ao sentir algumas gotas de chuva caírem em seu rosto. Não devia estranhar. Oregon era conhecido por seu tempo chuvoso.
Permaneceu alguns instantes em tranquila contemplação, mas logo se obrigou a entrar no prédio. Em vez de molhada de chuva, Brett poderia pensar que ela andara chorando. O que era a mais pura verdade.
Mas seus dias de lágrimas estavam prestes a serem relegados ao passado. Havia muito a ser feito. Não valia a pena se entregar à autopiedade. Era preciso seguir adiante. Com o queixo erguido, Laurel entrou na fortaleza de cimento e de vidro. Ali, em uma das salas, ela o encontraria. O pensamento a fez estremecer.
Ajeitou a alça da mochila no ombro e puxou a mala com rodinhas pela calçada. Parecia incrível, mas tudo que lhe restara de uma vida que não mais existia estava guardado naquela bagagem.
A tristeza ameaçou dominá-la, mas foi firmemente afastada. Daquele dia em diante, só olharia para o futuro. O passado era passado. Desde que lhe dessem uma chance de construir um novo presente...
Laurel respirou fundo, passou a mão pela capa de chuva para retirar o excesso de água e indagou sobre a localização da Matthews Global Investments, mais conhecida como MGI, a empresa de propriedade de Brett.
No elevador, Laurel ajeitou os cabelos com os dedos e tirou a capa. A blusa, embora amassada, estava seca. Assim como parte da calça comprida, porque do joelho para baixo elas estavam encharcadas tanto quanto os sapatos e as meias.
O elevador parou no décimo segundo andar e ela desceu com a respiração suspensa.
— Bom dia — a recepcionista a cumprimentou com um sorriso. — Posso ajudá-la?
— Gostaria de falar com Brett. Quero dizer, sr. Matthews.
— Seu nome?
— Laurel Worthington.
A mulher verificou uma lista no computador e tornou a se dirigir a Laurel.
— A senhora marcou hora?
— Não.
— Qual é sua empresa?
Laurel engoliu em seco.
— Eu...










Suave Fascínio

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

A viagem à África reservava mais do que aventura para Jacqueline...

A noite era quente e abafada, a lua cheia chamava ao amor. 
Deitada em sua cama, observando a cortina balançar ao sabor do vento, Jacqueline ainda podia sentir o sabor dos beijos de Matt em seus lábios, um sabor do qual jamais se esqueceria. 
Mas aquele viril desconhecido entrara em sua vida apenas para despertar seu coração para o amor e depois abandoná-la. Ele não queria compromissos sérios, vínculos, nada!
Jacqueline só via uma maneira de enredar Matt nos liames da paixão: entregar-se a ele numa inebriante noite de amor!

Capítulo Um

Fazia algumas semanas que Jacqueline Donnelly seguia um ritmo frenético de trabalho, correndo de um lado para outro como um robô: regularizou o passaporte, tomou as vacinas necessárias, fez compras de última hora, preparou a bagagem e despediu-se dos amigos. Quase não houve tempo para parar e pensar. Mas agora, no avião que a levaria para a África, era invadida por uma estranha sensação. 

Não tinha dúvidas de que queria voltar a Gana, mas seria capaz de enfrentar o desafio que seu novo emprego representava? Será que sabia em que estava se metendo?
Jacqueline já tinha morado na África quando criança; ela e a mãe haviam acompanhado o sr. Donnelly, que fora para lá a trabalho. No entanto, desta vez tudo era diferente, pois iria morar sozinha e depender do próprio emprego para viver. Havia assinado um contrato de trabalho por dois anos e não fazia a menor idéia de como era o homem para quem iria trabalhar.
Olhou através da pequena janela do avião; sabia que estavam sobrevoando o litoral da África, pois tudo o que via eram as densas florestas tropicais. Porém a paisagem não foi suficiente para distraí-la; a sensação de insegurança não se dissipava e era difícil livrar-se dos maus pensamentos. 
Será que não havia tomado uma atitude precipitada ao aceitar o cargo de assistente administrativa que a Organização Internacional de Produção de Alimentos havia lhe oferecido? Lembrou-se, então, da conversa que tivera com Christopher Jenkins, em Nova York.
— Quero deixar bem claro, srta. Donnelly, que se trata de um trabalho árduo e mal remunerado.
Perguntou-lhe a respeito do novo patrão, mas a resposta do sr. Jenkins não foi nada estimulante.
— Matt Simmons é um homem rigoroso. É uma pessoa muito trabalhadora e completamente dedicada ao serviço. Tenho certeza de que vai exigir muito de você.
Palavras nada encorajadoras, para falar a verdade. Mas era preciso que Jacqueline se controlasse; afinal de contas, sabia que era uma profissional competente e capaz. A única coisa com que devia realmente se preocupar era a sua aparência; Jacqueline não aparentava seus vinte e três anos e podia facilmente ser confundida com uma colegial, o cabelo louro, os olhos azuis e a pouca altura davam-lhe uma aparência frágil e inexperiente. Só lhe restava esperar que isso não influenciasse o novo patrão.
Alguém tocou de leve em seu braço. Ela se virou e viu uma senhora de olhos claros que estava na poltrona ao lado da sua. A sra. Turner parecia irradiar calor e amizade.
— Você parece cansada, querida. Algum problema?




Ladrão de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Casa das Noivas




A loja: Casa das Noivas, Monte Carlo. 

Uma butique exclusiva voltada para os ricos e famosos, repleta de pedras preciosas implorando para ser roubadas...
O Enredo: Um roubo bom demais para ser verdadeiro. A especialista em segurança Allison Ames e o ladrão Paul Courtwald queriam a tiara da imperatriz Catarina. E cada um deles tinha razões próprias para isso.
Aliados pelas razões erradas, descobriram-se amantes... pelas razões que mais importavam. Mas será que a verdade não arruinaria o romance?

Capítulo Um

Apesar de contar com anos de experiência, Allison sempre ficava nervosa antes de uma grande empreitada. Como a tensão que acomete os atores minutos antes de uma estréia, o nervosismo transformava-se em eficiência fria assim que começava a agir, mas esperar pela chegada da noite acarretara um dia longo e tenso. Agora que a espera havia terminado, começava a sentir-se mais calma.
Depois de esconder o Renault num pequeno bosque e certificar-se de que o carro não podia ser visto da estrada, abriu o porta-malas e respirou fundo para encher os pulmões com o ar salgado do mar. Flexionando os ombros, começou a rotina de aquecimento enquanto estudava a lua.
Uma noite sem luar teria sido melhor. Por outro lado, o brilho prateado facilitava a visão dos ganchos que fixara na encosta do rochedo na semana anterior, o que tornaria a escalada até a vila Waldheim um pouco menos perigosa.
Antes de munir-se da corda e do equipamento de alpinismo, prendeu os cabelos dourados sob o capuz negro que pusera na cabeça, tomando o cuidado de esconder todos os fios de forma que só o rosto ficasse visível. Uma camiseta preta de mangas longas e calça da mesma cor e botas apropriadas ocultavam o corpo.
Se alguém nos iates iluminados que oscilavam sobre o Mediterrâneo olhasse na direção do rochedo e percebesse o movimento, um evento improvável àquela distância, pensaria ter visto apenas uma sombra ou uma irregularidade na superfície íngreme.
Relaxada, seguiu pela trilha acidentada que separava a base da encosta da água, procurando pelas marcas feitas anteriormente com giz. Quando as localizou, apagou-as, ajustou o cinto e o equipamento e examinou a assustadora inclinação do precipício.
— Você é a Mulher Aranha — murmurou com firmeza. O comentário era o prelúdio de um discurso que repetia sempre que se propunha a realizar uma escalada mais difícil. — Você é invencível.



Série Casa das Noivas
1- Votos de Amor
2- Encontro Marcado
3- O Poder da Sedução
4- Um Sonho de Amor
5- Uma noiva para papai
6- Ladrão de Amor
7- Casa comigo outra vez - a revisar
8- Termos de rendição -  idem os seguintes
9- Segredos de família
10- Um homem selvagem
11- Preciosa sedução
12- Juntos outra vez
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Uma Noiva para Papai

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



A loja: Casa das Noivas, Londres. 

A estilista Tessa Montiefiori sempre quis saber se era seu talento ou sua ligação com os DeWilde que proporcionavam o reconhecimento profissional. 
Por isso chegou para trabalhar na filial londrina com um nome falso.
O Enredo: Um fabuloso vestido de noiva, criado por Tessa, era a peça principal de uma espetacular promoção. Uma mulher de sorte ganharia o vestido e um “Casamento Casa das Noivas”. 
Todos os planos de Tessa estavam se realizando. 
Até duas crianças com idéias sobre princesas e contos de fadas pensarem que Tessa, a modelo do vestido, era o prêmio. E que seria uma noiva perfeita para o pai delas...

Capítulo Um

— Não entendo por que veio se instalar neste apartamento apertado quando dispunha de todas as ruas de Londres para escolher — Gabriel DeWilde parecia chocado enquanto despia a capa de chuva. — Tessa, isso é excentricidade demais, mesmo para você!
Tessa Montiefiori sorriu com tolerância carinhosa enquanto via o primo pendurar a capa no cabide atrás da porta. Adiara aquela visita ao seu apartamento durante quase dois meses, sabendo que seu modesto estilo de vida chocaria Gabe, mas essa noite de domingo havia sido o limite para ele. Gabriel telefonara para dizer que estava indo para sua casa e desligara antes que ela pudesse protestar.
— Oh, Gabe, gostaria de ter cobrado um centavo por cada vez que me chamou de excêntrica nesses anos todos!
— Mas desta vez você conseguiu superar-se – ele insistiu, seguindo-a até a pequena sala de estar. — Fingir que é uma estilista principiante e esconder-se sob o nome Jones, quando faz parte da família. Podemos colocá-la num cargo de chefia na Casa das Noivas amanhã mesmo, se quiser! Agora que sou o diretor executivo da filial londrina, posso nomeá-la gerente de vendas da loja. Seria uma alegria tê-la.
— Gabe, você já fez esse discurso há seis semanas, quando tudo começou. Meus sentimentos não mudaram. Se puder vender meus vestidos para o público e a crítica especializada sem revelar que faço parte da família, provarei que meu talento é verdadeiro. Não quero que os empregados da loja o acusem de nepotismo. Não acha que este é o desafio mais criativo que já enfrentei?
Gabe suspirou. Tessa estivera afastada desde que deixara a universidade, três anos atrás. Começara ocupando modestas posições nas lojas de moda da Costa Oeste americana e depois tornara-se aprendiz de um famoso estilista francês em Paris. Fora visitá-la nos dois lugares, sempre na esperança de convencê-la a ir trabalhar na filial londrina da cadeia familiar. Finalmente ela havia concordado, mas impusera suas condições.
— Para dizer a verdade, Tessa, quando anunciou que estava voltando para casa, esperava ouvi-la dizer que ocuparia seu lugar na Casa das Noivas, como cabe a um membro da família. Pensei que houvesse superado sua fase experimental!
— Não é uma fase! Pretendo enfrentar novos desafios e testar meus conhecimentos em situações inusitadas até o fim da vida! É isso que preserva o frescor de um profissional.
— Receber salários modestos e viver nesta pensão disfarçada de edifício é desnecessário e inconveniente.
— Gabe examinou o ambiente. As paredes estavam descascadas, o piso de madeira não tinha brilho e as cadeiras que faziam conjunto com o sofá deviam ter escapado da última guerra.
— Este é o cenário perfeito para uma simples balconista — ela protestou teimosa. — Além do mais, gosto daqui. Afinal, por que está criando confusão agora, quando falta tão pouco para a realização do meu concurso?
— É exatamente no concurso que estou pensando. Ainda há tempo para anunciar quem realmente é antes de encarar a imprensa amanhã. Todos os grandes jornais estarão cobrindo a entrega do pacote de núpcias da Butique Experimental.
— Este é o momento para o qual venho trabalhando há meses, Gabe. Sonho com a chance de exibir um dos meus vestidos de noiva e provar meu talento.
— Pense no constrangimento que vai enfrentar se alguém descobrir que é uma Montiefiori.
— Ninguém descobrirá.



Série Casa das Noivas
1- Votos de Amor
2- Encontro Marcado
3- O Poder da Sedução
4- Um Sonho de Amor
5- Uma noiva para papai
6- Ladrão de Amor
7- Casa comigo outra vez - a revisar
8- Termos de rendição -  idem os seguintes
9- Segredos de família
10- Um homem selvagem
11- Preciosa sedução
12- Juntos outra vez
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