sábado, 18 de abril de 2015

Quero que você me Vingue

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Quinta Avenida


Dez anos se passaram desde a trágica noite que mudara as vidas de Austin, hunter e Alex agora, cada qual deve cumprir com sua parte na vingança contra o homem que arruinou tudo. 

Austin Treffen nasceu em berço de ouro, mas por trás das grades douradas repousa a sombra da corrupção.
Um escândalo sem precedentes estava prestes a eclodir sobre a elite de Nova York. E Jason Treffen, pai de Austin e filantropo de maior destaque, ocupava o epicentro.
Com as crenças destruídas, nada mais resta a Austin senão aniquilar Jason. Mas como poderia consumar sua vingança sem ameaçar a reputação da família? 
Acima de tudo, Austin precisava de provas. Entretanto, onde encontrá-las?
Uma noite com Katy Michaels não só abre as portas para uma paixão devastadora, como também é a chave para colocar um ponto final ao reinado de Jason. 
Em uma combinação de prazeres inconfessáveis e sublime dor, Austin e Katy conseguirão saciar a sede de vingança e de desejo, ou se tornarão servos da escuridão?

Capítulo Um

O baile de Natal dos Treffen será tão reluzente quanto sempre foi! Com um prêmio de honra nacional iminente por seus bons trabalhos, o célebre advogado das mulheres, Jason Treffen, está se preparando para ser o anfitrião de seu Baile Anual de Festividades Natalinas.
Embora uma vez tenha sido eclipsado por uma tragédia ocorrida durante as festividades, há uma década, Treffen nunca cancelou o evento, e toda a elite de Manhattan clama por um convite. Há até mesmo rumores de que o filho de Jason, outro advogado importantíssimo de Nova York, estará presente ao evento. 
O mais jovem Treffen não dava o ar da graça nos eventos anuais desde o desastre ocorrido há uma década, que pareceu ter causado um desacordo entre pai e filho: a única mácula em um legado de outra forma brilhante. Será que esta poderia ser, finalmente, a reconciliação que o público vem... Reconciliação. 
Não havia chance alguma disso, e, ainda assim, seu pai acreditara, sem pestanejar, que esse fora o motivo de sua ida à festa de Natal do escritório. Austin odiava esse tipo de evento. Porque eram lembretes. Especialmente esse. Fazia dez anos que fora a uma festa de Natal dos Treffen.
Jason deleitava-se com os feriados, não por causa de algum tipo de fervor religioso ou senso de alegria, mas por lhe dar uma oportunidade de fazer o que mais amava: exibir sua riqueza, seus excessos. 
Fazer um show de seu nome, de sua fortuna. De sua boa vontade. Haveria um leilão fechado essa noite, cuja renda iria para o benefício de um abrigo para mulheres vítimas de violência. A ironia era enorme, porque, se as suspeitas de Austin estivessem corretas, muito poucas pessoas haviam sido mais violentas emocionalmente com mulheres do que Jason Treffen. Claro que a mídia nunca acreditaria nisso. 
Jason era muito famoso, sempre presente em todos os noticiários de fim de noite, comentando sobre casos de assédio sexual e abusos nos noticiários. Cuspindo fogo e enxofre sobre qualquer homem que se atrevesse a causar mal a uma mulher. Sobre misóginos e seus jogos de poder. Porém, Austin sabia que Jason era o lobo que condenava raposas por serem predadoras. 
Ainda assim, lá estava ele, todo envolto em sua brilhante e reluzente mentira, adorando a adulação das pessoas sobre suas realizações, sua bondade. E, nesse ano, não era nem um pouco diferente. A maior de suas três festas dos feriados, com esta incluindo clientes do passado, atuais e qualquer um que fosse alguém no círculo social de Nova York. 
Tudo era imaculado, cintilante, mergulhado na riqueza de seu pai, e deixado para reluzir perante aqueles corvos, que se sentiam atraídos por tudo isso sem fazerem a mínima ideia de quanta dor existia embaixo disso tudo. Como sempre fora. Como havia sido dez anos atrás. 

Série Quinta Avenida
1 - Quero que Você me Vingue
2 - Quero que você me Use - em revisão
3 - Quero que você me Revele - idem

Cena de Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Os Hudson de Beverlly Hills
Nunca ninguém havia recusado Devlin Hudson. 

O presidente da Hudson Pictures poderia ter a mulher que ele quisesse, mas o que realmente desejava era alguém que não fizesse nenhuma exigência. 
Ele pensou que Valerie Shelton era essa pessoa, mas a sua “esposa ideal” havia desistido do casamento. Agora, Devlin fará de tudo para consegui-la de volta.
Conquistaria Valerie à moda antiga… na cama. É quando ele descobre que sua “tímida” esposa tem um lado passional – e também desejos românticos que irão abalar o seu mundo.


Capítulo Um

Outro agudo grito vindo do escritório externo atravessou o cérebro de Devlin Hudson como uma chave de fenda. Já era a quarta secretária que recebia um vaso de flores, um bicho de pelúcia ou uma imensa caixa de chocolates naquela manhã. 
— O dia de São Valentim devia ser abolido — resmungou ele. 
— Esse é o espírito, chefe. Ele lançou um rápido olhar para sua assistente, Megan Carey. A loura de 50 e poucos anos balançou a cabeça como se ele fosse uma decepção particular. 
— Não quero comentários, obrigado. — Por sua longa experiência, ele sabia que era melhor interromper Megan antes que ela começasse. 
— Não estou dizendo nada. — Seria a primeira vez. 
Dev podia ser o mais velho daquela geração da família Hudson. Podia ter um cargo poderoso na dinastia da Hudson Pictures. Podia até ter um olhar que congelava agentes e atores. Mas era Megan Carey quem administrava o escritório dele e, portanto, seu mundo, e concedia a si mesma o direito de falar o que pensava. 
— Mas — disse ela — o dia de São Valentim é amanhã. 
— Deus do céu. — Ele quase grunhiu. — Temos outro dia cheio de entregas para aguentar. 
— Cara — murmurou Megan —, a fada do romance nunca foi visitar você, não é? 
— Não tem trabalho a fazer? — rebateu ele, voltando para ela o olhar frio que costumava reservar para diretores que estouravam o orçamento. 
— Acredite — falou ela com um dramático suspiro —, falar disso com você é trabalho. Ele quase sorriu. Quase. 
— Certo. Diga logo para eu poder prosseguir com meu dia.
— Vou dizer. Como se algo pudesse tê-la impedido. Ela pôs uma pilha de mensagens na mesa dele e pôs as mãos em seus consideráveis quadris. — Como eu dizia, amanhã é dia de São Valentim. Um homem sábio veria isso como oportunidade de enviar flores para a esposa. Ou chocolates. Ou ambos. Na minha opinião, qualquer esposa ficaria feliz em ser lembrada pelo marido num dia tão especial. 
— Valerie e eu nos separamos, Megan — lembrou ele tensamente. 
Dev não queria falar sobre seu casamento, sua esposa ou o fato de que ela o deixara. Contudo, agora que Megan abordara o assunto, a mente dele não conseguiu mais parar. Dev ainda não conseguia acreditar que sua esposa o largara. Pelo amor de Deus, por quê? Eles tinham se dado bem. Ela tivera uma conta ilimitada em todas as lojas da Rodeo Drive e tempo livre para comprar tudo que quisesse. 
Eles haviam morado nos aposentos dele na mansão da família. Então ela sequer precisara se preocupar com a contratação e supervisão de governantas. Tudo que ela precisara fazer fora morar com ele. O que, aparentemente, não fora o suficiente para mantê-la lá. 

Série Os Hudson de Beverlly Hills
1 - Cena de Amor
2 - Cena de Paixão
3 - Cena de Desejo
4 - Cena de Ousdia
5 - Cena de Romance
6 - Cena de Sedução

Cena de Romance

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Os Hudson de Beverly Hills
Para seu público, Bella Hudson tinha o mundo aos seus pés. 

Mas, na verdade, sua vida era um caos: um fim de relacionamento humilhante, paparazzi sempre colados nela… A estrela de Hollywood precisava fugir! 
Até que ela encontrou o paraíso em uma noite de paixão na cama do magnata Sam Garrison. E longe da mídia. Só que Sam queria mais.
Como seu acompanhante em uma premiere, ele a protegeria da imprensa. Em troca, os encontros sensuais continuariam. Por mais que ele não fosse admitir, havia se apaixonado por Bella, e não queria que esse caso acabasse…


Capítulo Um

As mãos dele percorreram seu corpo nu, derretendo-a com o tórrido calor das fortes carícias. Bella Hudson mordeu o lábio para conter um vergonhoso gemido. Por pouco. Ela invocou seu treinamento como atriz de Hollywood para permanecer em silêncio enquanto Henri fazia mágicas no corpo dela besuntado de óleo. Com os músculos se derretendo, ela enterrou ainda mais a testa no travesseiro da mesa de massagem. 
O perfume das velas aromáticas acalmava seu olfato, enquanto canções natalinas em francês se misturavam com sons do oceano para acariciar seus ouvidos. Um prazer com um toque de amargura. Muita amargura. Provavelmente, Henri, o massagista de 62 anos de idade, seria o único homem a tocá-la durante um bom tempo, já que aquele idiota do namorado ator dela pisoteara seu coração na semana anterior. 
Pensar nisso deixou o pescoço de Bella totalmente tenso de novo, atrapalhando seu pacífico retiro. Ela e sua preciosa cadela, Muffin, tinham fugido para o Garrison Grande Marseille, no litoral da França, a fim de apaziguar o espírito, o que se fazia muito necessário. Os hotéis Garrison sempre forneciam o melhor em mimos, paz e privacidade. 
E atravessar o Atlântico garantia que ela não corresse o risco de encontrar, por acidente, Ridley ou, ainda pior, o tio David. Homens. Eram todos cachorros. Bem menos Henri, que era velho demais para ela e casado, mas, Deus do céu, como ele fazia maravilhas na coluna dela, com pedras fluviais aquecidas! 
— Henri, você e sua esposa são felizes? — Ela olhou para os tênis de Henri quando ele pegou as pedras que estavam ao lado de sua preciosa Muffin, que dormia na caixa de transporte cor-de-rosa para cães. 
— Oui, mademoiselle Hudson. Monique e eu somos muito felizes. Quarenta anos, três filhos e dez netos depois. Minha Monique continua linda. 
Ele continuou elogiando a esposa e a família, uma veneração tão forte que ameaçou sufocá-la. Ou dar-lhe ânsia de vômito. Ela pensara mesmo que Ridley a amava, mas ele dissera que se envolvera demais nos papéis deles no filme, que retratava a história dos avós dela na Segunda Guerra. 
E Bella também achara que seus pais se amavam. Enganara-se duplamente. Sua mãe traíra seu pai. Dormira com o próprio cunhado, e tio David era, na verdade, Papai David para Bella. Os dois primos dela eram seus meio irmãos. Céus, a família dela inteira poderia muito bem aparecer num programa sensacionalista! Nem mesmo pedras fluviais eram capazes de aliviar essa dor. 
Um baixo apito ecoou pelo recinto. Ela ouviu uma série de cliques. Os cantos das baleias tinham sido trocados por chamados de golfinhos? Henri levantou o lençol até os ombros dela. 
— Mademoiselle Hudson, rápido, levante! 
— O que foi? — perguntou ela, ainda sem entender. 
 
Série Os Hudson de Beverlly Hills
1 - Cena de Amor
2 - Cena de Paixão
3 - Cena de Desejo
4 - Cena de Ousdia
5 - Cena de Romance
6 - Cena de Sedução

Por Um Ano Apenas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Rainha por um ano. 

Anos atrás, Ella Gilchrist cancelou seu casamento com o príncipe Zarif al-Rastani, mas agora precisava da ajuda dele. 
Ella terá que se submeter ao homem que passou anos tentando esquecer se quiser salvar sua família da falência. 
A fim de manter a paz em seu país, Zarif tinha a obrigação de se casar. Por isso, decide ajudá-la, mas com uma condição: Ella será sua esposa por um ano. 
E governará ao seu lado como a rainha perfeita, em público e na cama...


Capítulo Um

Zarif estava entediado. Os atrativos da amante altamente sofisticada haviam diminuído. Naquele momento, ela olhava fascinada para a sua imagem no espelho, ajeitando o pendente de rubi em volta do pescoço. 
— É muito lindo — disse ela com os olhos arregalados. — Obrigada. Você tem sido muito generoso. 
Lena era inteligente. Sabia que aquele era um presente de despedida, que deveria sair do lindo apartamento em Dubai sem discutir e procurar outro homem rico. Sexo, Zarif descobrira, não era dificuldade. Ele preferia as amadoras às profissionais, mas não se iludia a respeito da moral das mulheres com quem dormia. Ele lhes proporcionava as coisas boas da vida, e elas lhe proporcionavam o alívio necessário para a sua alta carga de energia sexual. 
Elas compreendiam a necessidade de discrição e sabiam que qualquer contato com a mídia seria um tremendo erro. Mais que qualquer outro homem, ele precisava preservar a sua imagem pública. Aos 12 anos, tendo seu tio como regente até que ele atingisse a maioridade, Zarif se tornara rei de Vashir. Ele era o último de uma longa linhagem de senhores feudais a ocupar o trono Esmeralda no velho palácio. 
Vashir era rico em petróleo, mas tinha uma cultura muito conservadora. Toda vez que Zarif tentava alavancar o país para o século XXI, a velha guarda que compunha o Conselho — composto por doze sheiks, todos com mais de 60 anos — entrava em pânico e argumentava que ele deveria pensar melhor. 
— Você vai se casar? — perguntou Lena abruptamente, com uma expressão frustrada. — Desculpe, eu sei que não é da minha conta. 
— Não imediatamente, mas em breve — respondeu Zarif, ajeitando o paletó e se voltando. 
— Boa sorte — murmurou Lena. — Ela será uma mulher afortunada. 
Zarif ainda franzia a testa ao entrar no elevador. Quando se tratava de casamento ou de filhos, sua família não tinha sorte. Historicamente, tanto os casamentos por amor quanto os realizados para celebrar alianças tinham fracassado e gerado pouquíssimos filhos. Ele era filho único e não suportava mais a pressão da família para que se casasse e tivesse um herdeiro. Aos 29 anos, ainda estava solteiro porque, na verdade, era viúvo. 
Perdera a mulher, Azel, e um filhinho, Firas, há sete anos, num acidente de carro. Na época, ele achara que jamais iria se recuperar da dolorosa perda. Todos tinham respeitado o seu longo período de luto, e ele passara a gostar da solidão. Apreciava a maneira como vivia, mas se sentia culpado porque sabia que deveria cumprir o seu maior dever: arranjar uma esposa e dar continuidade à sua linhagem, garantindo a estabilidade do país que tanto amava. 
Zarif voltou a Vashir em um jato particular. Antes de desembarcar, colocou a longa túnica branca, o manto bege e o turbante, exigidos para comparecer à cerimônia de abertura de um museu no centro da cidade.
 

Diamante Puro

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Quando o gelo encontra o fogo...

A bela Leila, a mais nova das famosas irmãs Skavanga, era conhecida como "o diamante intocado". Cansada disso, decidiu que iria aproveitar a vida. 
E quem melhor para ajudá-la do que o sensual Raffa Leon? O sedutor espanhol não vê problema em misturar negócios com prazer.
Instigado pela pureza de Leila, Raffa irá garantir que ela desfrute do melhor que a vida tem a oferecer. Quando a frieza de Leila se esvanece e é aberto o caminho para uma paixão arrebatadora, Raffa percebe que há consequências ao se brincar com fogo!


Capítulo Um

Leila sentiu um nó no estômago quando espiou pela janela do táxi para observar os convidados da festa que entravam no hotel. Essa época do ano não era muito propícia para se realizar um evento no norte gelado.
Skavanga, sua cidade natal, situava-se para além do Círculo Ártico na terra do sol da meia-noite, mas, quando sua irmã Britt dava uma festa, ninguém se importava com o tempo. Saltos altíssimos e vestidos luxuosos eram a ordem do dia para as mulheres, ao passo que os homens usavam ternos formais sob os cachecóis e sobretudos de lã. O lema de todas aquelas garotas que subiam os degraus da frente do hotel parecia ser: “Se você vai congelar, faça isso a caminho da festa de Britt.” 
Leila era a única das três irmãs Skavanga que não brilhava em festas. Jogar conversa fora não era o seu forte. O lugar onde se sentia mais feliz era em seu escritório no porão do museu de mineração, reunindo e registrando informações fascinantes... Relaxe, disse a si mesma com firmeza. 
Britt lhe emprestara um lindo vestido com um par de sandálias altas combinando e tinha um casaco forrado de lã ao seu lado no banco do táxi. Tudo o que precisava fazer era atravessar a rua, subir a escada baixa e larga do hotel e passar pelo saguão rapidamente, para então desaparecer no meio da multidão de convidados. 
— Divirta-se! — disse o taxista, depois que Leila pagou a corrida e lhe deu uma generosa gorjeta ao se condoer dele por ter de trabalhar numa noite tão deplorável. 
— Desculpe por não ter conseguido parar mais perto do hotel. Nunca vi tantos táxis aqui. O efeito Britt, pensou ela e sorriu. 
— Não se preocupe. Está bem assim. 
— Cuidado para não escorregar na... Tarde demais! 
— Você está bem? — O taxista debruçou-se pela janela do carro para olhá-la. 
— Sim, obrigada. Mentirosa. Ela acabara de escorregar, realizando uma série de passos dignos de uma estrela da patinação no gelo — uma comediante da patinação no gelo, mais especificamente. O motorista do táxi sacudiu a cabeça preocupado. 
— As ruas estão congeladas esta noite. 
Ela notara. Estava agachada numa posição nada elegante e tinha que se considerar com sorte por não ter arruinado completamente o vestido depois de ter batido na lateral do táxi sujo de lama. Felizmente, era de um tecido azul-escuro, e os respingos de lama poderiam ser removidos com papel-toalha no toalete. 
Erguendo-se, ficou à espera de uma chance para atravessar a rua. O taxista também aguardava uma brecha no trânsito. 
— Aqueles não são os três homens do consórcio que salvou a cidade? — disse ele, apontando. 
 

Compasso da paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Helen fechou os olhos, enquanto seus dedos corriam sobre o teclado. 

A melodia a transportava para um mundo de poesia e mistério, como aquele país exótico e cheio de contrastes onde se encontrava. 
Quando poderia sonhar que um dia iria se apresentar no sultanato de Oman, tocando no deserto? De repente, como atraída por um apelo invisível, levantou a cabeça... Sim, lá estava ele. 
O homem que todas as noites vinha ouvi-la, o belo desconhecido que permanecia até que o show terminasse, a fitá-la de um modo profundo, enigmático!


Capítulo Um

Em meio aos acordes de uma conhecida canção folclórica americana, Helen Harrell estremeceu e quase errou o compasso. O homem havia chegado. Com os olhos fixos nas teclas do piano, sobre as quais seus dedos deslizavam com a maestria de uma veterana, ela suspirou, tentando controlar as batidas aceleradas do coração
. Não o vira entrar no saguão do hotel, mas, ainda assim, de algum modo sabia que ele se achava lá. Discretamente, Helen ergueu o rosto para a plateia. Sim, lá estava ele, o mesmo homem alto e forte que sempre aparecia quando ela começava a apresentação. Com os braços cruzados, o chapéu jogado para trás, ele a observava atentamente. 
Quem seria aquele homem?, Helen perguntou-se, desviando o olhar e voltando a se concentrar na música. Quando o vira parado naquele canto pela primeira vez, há vários dias, não lhe dera importância. Notara apenas que o chapéu surrado, a camisa caqui de mangas curtas e as calças amassadas faziam-no parecer Indiana Jones, o aventureiro das fitas de cinema. Agora, porém, ele lhe dava a impressão de ser um caçador vigiando a presa. 
A cada noite, Helen se sentia mais e mais como um animal sendo cercado. Ele a fitava com um ar obstinado, mas seu olhar não era o de um admirador, como os que ela reconhecia nos rostos masculinos da plateia, onde quer que se apresentasse. 
Não, o homem observava com cuidado e desconfiança, como se ela fosse um animal selvagem, perigoso e imprevisível, que tinha de ser capturado a qualquer custo. Na pausa entre uma melodia e outra, Helen arriscou outra olhada rápida para o homem, que continuava imóvel. 
A pele bronzeada e os cabelos escuros que lhe caíam descuidadamente sobre a testa eram típicos dos árabes, ela constatou. Mas se ele fosse mesmo natural do Sultanato de Omã não deveria estar usando túnica e turbante, em vez daquelas roupas ocidentais, amassadas e sujas de lama? Além disso, os árabes daquela região sempre usavam barba e bigode, ao contrário daquele desconhecido, cujo rosto másculo parecia ter sido barbeado ainda naquela manhã. 
Não, ele não era um árabe típico daquele país. Mas, por outro lado, também não se parecia com os vários executivos ocidentais que ocupavam as mesas do saguão, sorvendo drinques, muito atentos ao recital. O homem tinha uma certa elegância, sem dúvida, mas suas roupas estavam num estado deplorável. Sua presença era uma nota aguda e dissonante entre os hóspedes bem vestidos do hotel. 
Quem seria, afinal? Helen, voltou a perguntar-se, sabendo de antemão que a resposta continuaria a ser uma incógnita. Um mercador de escravas brancas, talvez?, cogitou, rindo de si mesma por aquela suposição absurda. Pontual como um relógio suíço, ele havia aparecido às seis horas todas as noites, desde que Howard, o violinista e primo de Helen, com quem ela formava a dupla Harrell, partira para a Inglaterra. 
E ali estava Helen, sozinha, naquele país estranho, começando a ficar assustada com um desconhecido. Por que não se aproximava dele, no final da apresentação, e não lhe perguntava, de uma vez por todas, o motivo daquela vigilância? Não saberia dizer.
 

Vale do Arco Íris

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Liann ergueu o rosto, deixando que os últimos raios do sol a acariciassem, 

enquanto a velha feiticeira entoava o cântico ritual de seus ancestrais, saldando o pássaro dourado, eterno guardião do povo havaiano. Não era apenas uma lenda, pensou Liann, estremecendo. 
A magia estava viva, o poder guardado em segredo por gerações continuava presente em suas mãos... Como explicar isso a Cody, o cético e intransigente Cody? 
Amavam-se com loucura, mas séculos de cultura os separavam. Ele nunca concordaria em permanecer a seu lado no Havaí e ela jamais poderia abandonar aquela terra onde nascera...

Capítulo Um

Liann Murphy ergueu a cabeça, intrigada com o silêncio abrupto. Aguardou alguns instantes, esperando ouvir novamente o ruído familiar das máquinas e dos homens trabalhando, mas, como nada aconteceu, afastou-se da escrivaninha e foi até a janela do trailer, que vinha servindo de escritório. 
Através do vidro, observou a área cercada de arame, cheia de equipamentos pesados que perfuravam o chão para estaquear o terreno, e seus olhos encontraram a figura alta e máscula, parada no centro do pátio com as mãos fortes nos quadris. 
Como ele podia ser tão teimoso! Cody Hunter era um homem muito bonito, admitiu com relutância. Com mais de um metro e oitenta, músculos fortes e flexíveis, atraía a atenção de qualquer mulher. Só que era obstinado, e tão cabeça-dura quanto a velha Tutu Nini, quando queria proteger seus passarinhos. Assim que o trabalho começara, três semanas antes, Liann podia ter lhe dito que toda a experiência acumulada no continente não era suficiente para torná-lo capaz de construir qualquer obra na ilha. 
Mas ele não havia demonstrado o menor interesse. Além disso, Liann sabia há muito tempo que a maioria dos forasteiros não acreditava e até achava graça nas superstições e crendices do povo daquela região. No entanto, no Havaí as superstições e lendas eram le vadas a sério e todos acreditavam nelas. 
E aí começavam os problemas. Liann olhou outra vez para o homem que seria seu parceiro no trabalho durante os próximos meses. Ele era sexy, concedeu, pensativa. A aura de sensualidade à sua volta era tão intensa, que mesmo àquela distância podia perceber o magnetismo que Cody emanava. 
Desde sua chegada na ilha, após vencer a concorrência para construir um enorme edifício, que abrigaria o centro cultural, anexo ao Instituto Cultural Havaiano, vinha despertando o interesse das jovens do local, mesmo sem fazer qualquer esforço para isso. Observando as costas musculosas e o gesto de cabeça que revelava irritação, Liann suspirou e gemeu baixinho: 
— Por que logo eu? Mas a resposta era evidente. Como historiadora do Instituto Cultural Havaiano havia sido indicada para ajudá-lo, servindo tanto de intérprete quanto de intermediária no contato com os trabalhadores e habitantes da região. 
E já que o centro era um velho sonho que desejava ver realizado, Liann estava decidida a enfrentar tudo para vê-lo funcionando. Mesmo que para isso precisasse ensinar a Cody os mistérios do Havaí. Só que a tarefa não seria fácil. Como dissera a seus inúmeros parentes, não era uma questão de competência. 
A empresa de Cody possuía uma sólida reputação no ramo de construções e erguera uma rede de hotéis de primeira linha no continente. Na verdade, o principal motivo que o levara a se mudar de Boston era um projeto para construção de diversos hotéis na costa de Waikiki.
 

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Revelação

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 




Após uma noite inesquecível, Jewel Henley descobriu que o exótico desconhecido com quem dividiu a cama era seu novo chefe, Piers Anetakis.

Antes que pudesse explicar, Jewel estava desempregada e grávida! Depois de cinco meses, Piers consegue localizar a mulher que fora sua amante naquela noite.
Determinado a reparar os erros cometidos, ele é confrontado com uma verdade incontestável: Jewel está esperando seu herdeiro!
Sua honra grega exige o casamento, mas haveria algo além de luxúria entre eles? E se fosse apenas isso, seria o suficiente para sustentar essa união?

Capítulo Um

Cinco meses antes Jewel parou do lado de fora do perímetro do bar ao ar livre e olhou para o chão coberto de areia e para as tochas alinhadas ao longo do caminho que ia para a praia. Música suave tocava, um acompanhamento perfeito para a noite clara e estrelada. A distância, as ondas rolavam em harmonia com o som de jazz. Seu ritmo favorito. 
Tinha sido o acaso que a direcionara para aquela pequena ilha paradisíaca. Um assento vago num avião, uma passagem barata, e apenas cinco minutos para decidir. E lá estava ela. Um lugar novo, uma promessa para tirar alguns dias para si mesma. 
Não sendo completamente impulsiva, a primeira coisa que Jewel fizera ao chegar tinha sido encontrar um novo emprego temporário, e, por sorte, descobrira que o dono do opulento Hotel Anetakis iria morar temporariamente lá, e precisava de uma assistente. Quatro semanas. Uma quantidade de tempo perfeita para passar no paraíso, antes de seguir em frente. 
A oportunidade havia sido quase boa demais para ser verdade. Juntamente com um salário generoso, ela também recebera um quarto no hotel. Tinha tudo para umas férias maravilhosas. 
— Você vai sair, ou vai passar uma noite tão agradável dentro do hotel? A voz masculina com um leve sotaque roçou contra suas orelhas, enviando uma trilha de arrepios ao longo de sua coluna. Ela virou-se, e foi forçada a levantar a cabeça e olhar para a fonte das palavras faladas com voz rouca. 
Quando encontrou os olhos dele, sentiu o impacto por todo seu corpo. Seu baixo-ventre se contorceu, e por um momento, foi difícil respirar. O homem não era apenas lindo. Havia muitos homens lindos no mundo, e ela conhecera diversos. Este era… poderoso. Um predador num mar de ovelhas. Os olhos dele prenderam os seus com uma intensidade que quase a assustou. 
Havia interesse. Interesse claro. Ela não era tola, nem se envolvia em jogos tolos de falsa modéstia. Jewel encarou-o de volta, incapaz de desviar-se da força daquele olhar. Olhos pretos como a noite. Os cabelos dele eram escuros, e a pele possuía um brilho dourado na luz suave das tochas. 
A luz do fogo fazia os olhos pretos parecerem ônix, reluzentes e orgulhosos. O maxilar era firme e forte, falando de arrogância, uma qualidade que a atraía em homens. Por um longo momento, ele retornou a franca avaliação dela, e então os lábios esculpidos se curvaram num pequeno sorriso. 
— Vejo que você é uma mulher de poucas palavras. Jewel sacudiu-se e, mentalmente, censurou-se por ter ficado tão calada. 
— Eu estava decidindo se vou sair ou não. 


Os Pecados de Uma Boa Menina

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série As Irmãs LaBlanc 

Uma boa menina... e um malicioso rapaz! 

A debutante Vivienne LaBlanc não podia acreditar que o astro do rock, o bad boy Connor Masfield, voltou à cidade para participar do concurso anual "Santos e Pecadores de Nova Orleans". 
Ele tem uma reputação tão perversa quanto o seu sorriso, e Vivi não tem nenhuma intenção de ficar idolatrando ele. 
Connor já havia partido o seu coração, então, fingir ser a santa enquanto ele bancava o pecador seria fácil. Mas como Vivi pode tirar pensamentos nada angelicais de sua cabeça quando Connor é tão bom em tentá-la? 


Capítulo Um 

Vivienne LaBlanc esperava, impaciente, tentando não esbarrar as asas em nada nem se mover muito rápido, para não perder seu halo, enquanto Max Hale fazia seu discurso inaugural do outro lado da cortina. 
— Muitas são as comparsas de carnaval, mas nenhuma como a Bon Argent. Há cinco anos, nós resolvemos arrecadar fundos para as vítimas do furacão Katrina, mas queríamos fazer isso bem ao estilo de nossa cidade. 
Com o festival Santos e Pecadores, que cresce a cada ano, conseguimos angariar milhares de dólares para vários projetos de caridade, e eu agradeço a todos pelo apoio. Após uma rápida onda de aplausos educados, Max continuou falando sobre o que tinham conseguido fazer, mas Vivi não prestava muita atenção. 
Ela conhecia muito bem a história da Bon Argent, pois estava envolvida com eles desde o início. Candy Hale era uma de mais longa data, e Max era uma espécie de segundo pai. A sua mãe costumava fazer parte da diretoria. Portanto, conhecia aquela história. Mas precisava, no entanto, dar um jeito naquelas asas. 
Como vou me sentar com isso preso às minhas costas? Aquelas asas cheias de penas e pedras eram maravilhosas, mas muito pesadas. Vivi franzia a testa ao tentar ajustar as tiras de suas sandálias, que eram altíssimas. Sendo honesta consigo mesma, ela parecia uma showgirl de Las Vegas, não uma Santa. 
Aquele era o baile do Santos e Pecadores (e aquela era a comparsa Bon Argent), que costumava beirar a cafonice certas vezes. No entanto, a pompa e o brilho da comparsa eram os responsáveis por atrair tanta gente aos eventos de caridade, que ganharam enorme popularidade em muito pouco tempo. E havia mais de 300 pessoas reunidas ali, todas esperando, ansiosas, pelo anúncio do baile daquele ano. 
Seguindo as tradições das comparsas de carnaval, tais informações eram mantidas em segredo. Pelo que Vivi sabia, a cada ano só três pessoas conheciam o segredo. Max, o chefe do projeto de caridade da Bon Argent, Paula, a chefe de relações públicas, e a Sra. Rene, que confeccionava as fantasias para o baile. 
Nem Vivi sabia o que aconteceria até a quarta-feira de cinzas. Mas tinha alguns palpites... Ao contrário das comparsas tradicionais, que coroavam um rei e uma rainha, na Bon Argent não havia tais postos. 
O Santo e o Pecador eram escolhidos entre as celebridades locais e sua reputação tinha de combinar com o posto. Além do mais, as duas pessoas podiam ser do mesmo sexo. 
Vivi apostava que a dona de um nightclub, Marianne Foster, que estava muito presente na mídia naqueles tempos, seria uma ótima candidata, mas Vivi não ficava atrás. 
 
Série As Irmãs LaBlanc
1 - Os Pecados de Uma Boa Menina
2 -As Intenções de Um Bad Boy

As Intenções de Um Bad Boy

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série As Irmãs LaBlanc

Acordar na cama de um estranho não era o modo como a socialite Lorelei LaBlanc planejou amanhecer depois daquela noite. Mas de agora em diante...

a) Nada de encontros secretos com Donovan St. James. Ele é o último homem no mundo com quem ela gostaria de dividir uma sala — uma cama king-size, nem se fala.
b) Manter uma postura profissional o tempo todo. Até porque ele é um jornalista ambicioso que está sempre à procura de uma nova manchete... e ela é a isca perfeita para os tablóides.
c) Manter os amigos próximos, mas os inimigos ainda mais perto, Donovan pode parecer o homem ideal, mas suas intenções não são nada puras.

Capítulo Um

Pior do que acordar nua, em uma cama desconhecida, foi perceber outra pessoa deitada na cama. Um homem. A luz brilhante do outro lado da persiana lançou uma pontada de dor à cabeça de Lorelei LaBlanc, que tentava entender exatamente o que estava acontecendo... e com quem passara a noite. Ela se obrigou a permanecer deitada. Levantar de repente poderia despertar seu acompanhante, e ela não queria entrar em confronto antes de organizar os pensamentos. 
Pense, Lorelei, pense... Ela estava com uma ressaca inacreditável, e pensar doía. Quanto champanhe teria tomado, no final das contas? O casamento de Connor e Vivi fora perfeito. Os quatrocentos convidados foram embora encantados com cada detalhe. A catedral nunca esteve tão bonita, e o hotel recebera a melhor decoração de todos os tempos, além da melhor comida. Ela se sentou à mesa principal para o jantar, mas quando a festa começou e o champanhe foi servido... Tudo ficou mais confuso. 
Ela se lembrava de ter começado uma discussão boba, mas amigável, com Donovan St. James... E arregalou os olhos. Meu Deus... Fragmentos da noite anterior surgiram em sua cabeça, com enorme velocidade e clareza. Com cuidado, como se não quisesse agravar a ressaca, ela rolou na cama. 
Sem dúvida, era Donovan quem estava deitado a seu lado, com o peito nu e apenas um lençol cobrindo as coxas e uma das pernas. Suas mãos estavam pousadas atrás da cabeça. Ele observava o teto. Ela respirou fundo e xingou baixinho. — Eu estou aqui do seu lado, princesa. O tom de voz de Donovan, de brincadeira, deixou Lorelei ainda mais nervosa. 
— O que aconteceu ontem à noite, pelo amor de Deus?! Ele olhou para o emaranhado de lençóis sobre a cama (que ela tentava erguer um pouco, escondendo os seios) e ergueu uma das sobrancelhas. Ela não estava pronta para conversar sobre o que tinham feito: amor. Lorelei limpou a garganta e perguntou: 
— Eu quero dizer... como? Por quê? 
— Como? Dezenas de taças de champanhe. E com tequila no meio... Quanto ao por quê. 
— Ele deu de ombros. 
— Eu perdi a cabeça. 
   
Série As Irmãs LaBlanc
1 - Os Pecados de Uma Boa Menina
2 -As Intenções de Um Bad Boy

domingo, 12 de abril de 2015

Inferno

ROMANCE SOBRENATURAL
Crônicas de Nick

O fogo está aceso e levantou-se uma nova ameaça para a humanidade…

Nick tem licença de motorista e não tem medo de usá-la. Mas, fazer dezesseis anos não é o que pensou que seria. Enquanto outros meninos de sua idade estão preocupados com datas de baile e requerendo entrada em universidades, Nick está até o pescoço com inimigos impedindo-o de viver um novo dia. 
Não tinha mais certeza de que poderia confiar em alguém, seu único aliado parece ser uma pessoa que quer matá-lo.
Mas, passar uma vida servindo aos mortos-vivos é qualquer coisa, exceto normal. E aqueles que estavam lá para pegá-lo eram uma força antiga tão poderosa que até os deuses temiam. 
Como Nick aprendeu a comandar e controlar os elementos, o que deve dominar a fim de combater seu inimigo mais recente é o mais provável a destruí-lo. 
Como diz o velho provérbio, o fogo não entende nada sobre clemência e se Nick sobrevivesse nesta última rodada, terá que sacrificar uma parte de si mesmo. 
Porém, o melhor sacrifício é raramente o movimento mais sensato. 
Às vezes ele é quem deixa seus inimigos confusos e você ainda mais.E às vezes, é preciso confiar em seu inimigo para salvar seus amigos. Mas, o que fazer quando esse inimigo é ele mesmo?

Capítulo Um

Quando a maioria dos caras diz que sua namorada vai matá-lo, é um exagero ou paranoia extrema. No caso de Nicholas Gautier era um fato cruel, brutal. Tão sólido, que podia derrubá-lo. Especialmente quando o aviso que sua namorada era uma assassina enviada para matá-lo vinha da própria Morte.
A única criatura que conheceria um assassino como ninguém...
Como diz o velho ditado, você não pode discutir com a Morte.
Atordoado e dormente por aquela inesperada mina terrestre, Nick mudou sua atenção para Nekoda Kennedy quando ela sentou-se na aula de química ao lado de seu melhor amigo, Caleb Malphas. Pela primeira vez o suéter creme apertado dela não deixou sua mente confusa. Nem o sorriso brilhante em seus lábios. Os lábios que mantiveram sua atenção e momentaneamente distraíram seus pensamentos...


Crônicas de Nick 
1- Infinito
2- Invencível
3- Infame
4- Inferno
5. Illusion - a lançar
6. Instinct - idem
 







sábado, 28 de março de 2015

Voto de Confiança

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Disfarces da Paixão 




Caliope Sarantos engravidou do milionário russo...

Desde a primeira noite ardente entre Caliope Sarantos e Maksim Volkov, ficou combinado que o único compromisso entre os dois seria o prazer. Mas uma gravidez mudou o cenário.
Embora o milionário russo tivesse assumido o bebê como seu herdeiro, ele desapareceu da vida de Caliope. Agora, está de volta, disposto a completar as lacunas do que ficara faltando.
Entretanto, a promessa radiante de um final feliz é eclipsada pela sombra de seu passado trágico… e de um futuro tenebroso.
O coração de Caliope será quebrado novamente? Ou Maksim arriscará tudo para reconhecer a mulher que ama e o filho que geraram?

Capítulo Um

— E ele nunca voltou? Cali olhou para o rosto lindo de Kassandra Stavros. Levou alguns momentos desconfortáveis para se lembrar que a amiga não podia estar falando sobre Maksim. Kassandra não sabia nada sobre ele. Ninguém sabia.

Cali mantivera a... ligação em segredo e nada revelara à família e amigos. Mesmo depois de se tornar impossível evitar mencionar a gravidez, com Maksim ainda em sua vida, recusara-se a contar a qualquer pessoa quem era o pai. Mesmo enquanto ainda se agarrava à esperança de que ele permanecesse parte de sua vida depois do nascimento do bebê, a situação deles tinha sido irregular demais e não quisera explicá-la a ninguém. Certamente não para sua tradicional família grega. 
Aristedes não a julgaria, mas teria um acerto de contas com Maksim. Quando estivera numa situação semelhante, o irmão fora a extremos para reclamar a própria amante, Selene, e o filho deles, Alex. Consideraria um homem que fizesse menos um criminoso. Sua indignação seria mil vezes maior com ela e seu sobrinho no outro lado da equação. 
Aristedes exigiria punição para Maksim por não aceitar suas responsabilidades. E Maksim, sendo quem era, haveria uma guerra. Não que aceitasse ser considerada "responsabilidade" de Maksim ou admitido que Aristedes lutasse suas batalhas. Era independente de Aristedes e de sua família havia muito tempo e não precisava de sua aceitação ou apoio. 
Não deixaria ninguém lhe dizer como conduzir sua vida ou o... acordo que tivera com Maksim. Então ele desaparecera e tornou tudo irrelevante. Kassandra falava agora de outro homem da vida de Cali, que tinha sido um exemplo vivo de "nada sério". Seu pai. 
Tudo o que fizera de bom, em sua opinião, tinha sido partir e deixar a penca de filhos antes de Cali nascer. Seus irmãos, especialmente Aristedes e Andreas, tinham cicatrizes duradouras pela exposição à sua negligência e exploração. Ela escapara. Finalmente respondeu à amiga.
— Não. Foi embora um dia e nunca mais deu notícias. Não sabemos se ainda está vivo. Mas acho que morreu, ou teria aparecido assim que Aristedes fez seus primeiros dez mil dólares. A boca da amiga se abriu. 
— Teria voltado para pedir dinheiro? Ao filho que abandonou? 
— Não consegue imaginar este tipo de pai, não é? 
— Acho que não. Meu pai e meus tios podem ser uns controladores gregos desgraçados, mas é porque na verdade são mães galinhas. 
 
Série Disfarces da Paixão
1 - Voto de Confiança
2 - No Limite do Desejo

sexta-feira, 27 de março de 2015

No Limite do Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Disfarces da paixão 

Gianne Coretti e Marie O’Hara se unem para solucionar dois casos de furto... 

Ele era descendente de uma longa linhagem de ladrões de joias. Mas Gianni Coretti fez um acordo para salvar sua família e passou a só andar na linha. 
Quando Marie O’Hara, uma bela expert em segurança, pede para ele realizar um roubo como parte de um plano, ele fica bastante entusiasmado. O fato de que ela vai fingir ser sua noiva é um bônus! 
Entretanto, à medida que ambos são dominados por uma atração inegável, torna-se cada vez mais tênue a linha entre a encenação e a realidade, deixando Gianni dividido. 
Afinal, um homem como ele, com um passado tão condenável, seria merecedor de um futuro glorioso com aquela mulher maravilhosa... 


Capítulo Um 

— Papa é responsável pelo roubo da esmeralda Van Court na semana passada, não é? — Gianni Coretti manteve a voz baixa enquanto olhava para o irmão Paulo sentado em frente a ele à mesa. O outro homem deu de ombros, tomou um gole de uísque e sorriu de leve. 
— Você conhece papa. 
Gianni fez uma carranca e passou uma das mãos pelo cabelo. A resposta foi deliberadamente vaga, disse a si mesmo. No entanto, não esperava nada diferente. É claro que Paulo ficaria ao lado do pai. Gianni afastou o olhar do irmão e observou os gramados impecáveis e iluminados de Vinley Hall. 
Aninhado no coração de Hampshire, no litoral sul da Inglaterra, o hotel de luxo sempre tinha sido o lugar de hospedagem predileto da família Coretti, não só por sua elegância inata como por sua conveniente proximidade com o aeroporto particular Blackthorn. Os Coretti jamais voavam por linhas comerciais. 
Naquele dia, Gianni levaria o irmão a Blackthorn para um curto voo até sua casa em Paris. A caminho, é claro, pararam para uma bebida. Paulo estivera em Londres para uma visita de três dias e, francamente, para Gianni, parecia ter durado três anos. Não gostava de visitas, nem mesmo da família. 
E Paulo, particularmente, esgotava a paciência de Gianni mais depressa do que qualquer outra pessoa. Uma garçonete de saia preta e elegante blusa branca atravessou o que antes havia sido a biblioteca de Vinley Hall e que agora era um bar chique. Por causa de sua presença, Gianni passou do inglês para o italiano ao lembrar ao irmão: 
— Você e papa se lembram de que apenas um ano atrás consegui com a Interpol que nos concedessem imunidade por roubos do passado? Paulo estremeceu visivelmente e tomou outro gole de uísque antes de responder em italiano: 
— Está tão próximo assim dos policiais? Não sei como conseguiu ou por que se deu ao trabalho. — Deixou o pesado copo de cristal sobre a mesa de carvalho e passou os dedos pela borda. O olhar se prendeu ao do irmão. 
— Não pedimos imunidade. Verdade. Não tinham pedido. Mas Gianni conseguira a promessa mesmo assim. Infelizmente, sua família não só não gostara, mas havia ficado apavorada ao pensamento de desistir do "negócio de família". Os Coretti eram ladrões de joias havia séculos. As habilidades eram passadas de geração em geração. 
Segredos e truques da profissão eram ensinados às crianças, que se tornavam adultos com mãos rápidas, mentes ainda mais ágeis e a habilidade de passar por portas trancadas sem deixar um traço de sua presença.
Policiais de todos os continentes dariam qualquer coisa por um traço de prova contra os Coretti. Mas, até agora, a família não só tinha sido boa no que fazia como havia tido sorte. E Gianni acreditava que, um dia, aquela sorte acabaria. Mas tente convencer um Coretti. 
— Você fala sério sobre isso, não fala?
 
Série Disfarces da Paixão
1 - Voto de Confiança
2 - No Limite do Desejo

Fim da Inocência

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Chance de Amar 

Uma atração impossível. 

Três anos atrás, Ava Fitzgerald roubou o que o bilionário Vito Barbieri tinha de mais valioso: a vida do irmão dele. 
Desde que saiu da prisão, Ava luta contra lembranças fragmentadas daquela noite. Sua desorientada investida em Vito, a rejeição humilhante, e nada mais. 
Agora, a recente fusão empresarial de Vito o deixará cara a cara com sua nova funcionária, uma confusa Ava. 
Assombrado pelo passado, ele pretende se vingar. Mas seus planos dão lugar a um desejo impossível. 


Capítulo Um 

Natal. Era novamente aquela época do ano. Não com muito humor para comemorações, Vito Barbieri fez uma careta, suas belas feições rijas de impaciência. Não tinha tempo para todas as bobagens da época de festas, as bebedeiras e as extravagâncias, sem falar na falta de concentração, no aumento das ausências e na produtividade reduzida de milhares de empregados.
Janeiro nunca era um bom mês para as margens de lucro. Também jamais esqueceria o Natal em que perdera o irmão caçula, Olly. Embora quase três anos houvessem se passado, a tragédia da vida terrivelmente desperdiçada de Olly ainda estava gravada nos seus pensamentos. 
Seu irmão caçula, tão inteligente e tão cheio de vida, morrera porque uma bêbada sentara-se atrás do volante após uma festa, uma festa oferecida por Vito, após ele e o irmão terem discutido, minutos antes da viagem de carro fatal.
 Culpa ofuscava suas lembranças mais felizes do rapaz, dez anos mais novo do que ele, a quem amara acima de tudo. Contudo, o amor sempre doía. Vito aprendera tal lição ainda jovem, quando a mãe abandonara o marido e o filho por um homem muito mais rico. Jamais voltara a vê-la. O pai o negligenciara, dedicando-se a uma série de romances passageiros. Olly fora resultado de um desses romances, órfão aos 9 anos de idade quando a mãe inglesa morrera. 
Vito lhe oferecera um lar. Provavelmente fora o único ato de generosidade de que Vito jamais se arrependera, pois, por mais que sentisse saudades de Olly, ainda era grato por tê-lo conhecido. A visão otimista que o irmão tinha da vida havia brevemente enriquecido a existência totalmente voltada para o trabalho de Vito. Só que agora, Bolderwood Castle, comprado basicamente porque Olly gostava da ideia de morar em uma monstruosidade gótica, completa com torres e tudo mais, não era mais um lar. 
É claro que poderia arrumar uma esposa e, alguns anos mais tarde, vê-la ir embora levando metade de sua fortuna, seu castelo e seus filhos, uma lição aprendida a alto custo por muitos de seus amigos. Não, nada de esposa. Quando um homem era rico como Vito, mulheres gananciosas e ambiciosas literalmente se atiravam aos seus pés. 
Contudo, altas ou baixas, curvilíneas ou magras, morenas ou louras, as mulheres que lhe saciavam o intenso desejo sexual virtualmente se confundiam na sua mente. Na realidade, tinha de admitir, sexo estava se tornando algo pouco digno de empolgação. Aos 31 anos de idade, Vito estava revendo os atributos que usava para definir mulheres atraentes.
 
Série Chance de Amar
1 - Fim da Inocência
2 - Para Sempre

Para Sempre

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Chance de Amar 







Ela vai fazer isso! Ela realmente vai fazer isso!

Nichole Daniels já cansou de ter seu coração partido. Dois noivados rompidos e uma cama vazia atestam sua decisão.
Quando um lindo desconhecido de olhos azuis lhe dá uma prova de suas mais secretas fantasias, ela considera por um fim ao jejum!
Nichole não tem intenções de se envolver com um homem famoso por conseguir levar qualquer mulher para a cama. Mas algo lhe diz que quando se trata de Garrett, uma noite nunca é suficiente.

Capítulo Um 

Bom Deus, teria sido isso uma língua? Nichole Daniels desviou a sua atenção do beijo aprofundando-se a níveis exponenciais a menos de 15 metros de distância e a voltou para o horizonte, onde a paisagem de Chicago se encontrava com o céu avermelhado. 
Tendo chegado cedo para ajudar o amigo, Sam, a arrumar a festa no telhado para dar as boas-vindas ao irmão mais velho chegando da Europa, ela estivera enchendo baldes com garrafas de cerveja, vinho e uma variedade de outras bebidas, quando o casal apaixonado atravessara a porta, suas risadas ofegantes esmorecendo ao avistá-la. 
Com a festa marcada para começar a qualquer minuto, ela supôs que o telhado fosse grande o bastante para abrigar os três até a chegada dos convidados. Contudo, a brisa noturna trouxe aos seus ouvidos sussurros que não eram para ela escutar. 
Palavras particulares, o tipo de promessas eternas com o qual há muito parara de sonhar. Ela olhou para a porta. A qualquer momento agora... As pessoas sempre chegavam cedo para as festas de Sam. A vista do telhado era uma das melhores da cidade para assistir o pôr do sol. Um gemido abafado. Constrangedor. 
Tomando um pequeno gole da garrafa de cerveja em sua mão, olhou pela centésima vez para o celular. Viu uma mensagem de texto da mãe, que estava verificando se ela dispunha de qualquer coisa especial planejada para aquela noite, de modo que empurrou o aparelho para longe sobre a mesa, afirmando para si mesma que ligaria para ela no dia seguinte. 
Não estava com ânimo para voltar a entrar no mérito do cavalo dado não se olha os dentes, do seu relógio biológico estar correndo e de ter de trabalhar para tornar os seus sonhos realidade. Independente das boas intenções da mãe, um bate-papo carregado de culpa não estava no cardápio para hoje. 
Outro gemido, este carregado de inconfundível desejo... e ela arriscou uma olhada de esguelha... Epa! Grande erro! Ela não acabara de ver... e as mãos... e as pernas... Saltando sobressaltada da mesa, Nichole cambaleou e fez um desvio para o acesso às escadas. 
Olhos no chão. Olhos. No. Chão. 
Estava já na metade do lance de escadas, pronta para mandar uma mensagem de texto para Maeve com o seu primeiro relatório da festa, quando deteve-se, olhando fixo para a palma da mão aberta e vazia. Ela esquecera o celular. Tinha de voltar. Mas não queria. 
 
Série Chance de Amar
1 - Fim da Inocência
2 - Para Sempre