segunda-feira, 28 de julho de 2014

Atrás da Porta

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 






"Tenho uma proposta para você."

Aquele casamento fora fiel a todos os detalhes de um grande filme romântico: um belo cenário mediterrâneo, um príncipe lindo e sexo maravilhoso.
Mas nada era real.
Quando o príncipe Stefan Alexander propôs casamento a Victoria Dane, tudo deveria ser apenas um acordo entre amigos com o objetivo de garantir o trono para ele.
Não demora até uma paixão oculta e reprimida vir à tona com toda a força… Victoria havia renunciado a muitas coisas em nome de uma aparente vida de conto de fadas ao lado Stefan.
Entretanto, logo descobre que havia se apaixonado pelo “Príncipe Playboy.” 

Agora Victoria precisa lutar pelo que existe na realidade. E a única coisa verdadeira é seu amor por Stefan.

Capítulo Um

Toda garotinha imagina um casamento de conto de fadas.

O vestido de cauda longa e branca, a carruagem mágica como a de Cinderela, e, é claro, o famoso príncipe alto, moreno e lindo com o peito coberto de medalhas e olhos muito azuis. Embora Victoria Dane não estivesse vivendo esse conto de fadas, tinha a gloriosa missão de desenhar o vestido de casamento real que seria visto por milhões de pessoas e usado pela próxima rainha da Ilha Galini.
Mas, infelizmente, ser a estilista não era o mesmo que ser a noiva. 
— Victoria. 
A voz familiar e tranquila de seu velho amigo a fez dar as costas para o cenário deslumbrante do oceano cor de esmeralda. Com um leve aceno de cabeça como era hábito no país, Victoria saudou o príncipe. 
Com a camiseta preta justa enfiada na calça jeans de grife, muita gente não acreditaria que o príncipe Stefan Alexander, esse rapaz moderno com ar displicente, seria o próximo a reinar em seu lindo país. Seus músculos pareciam sempre maiores cada vez que Victoria o visitava. Essa musculatura se devia à paixão do príncipe por esportes, em especial escaladas. 
Havia uma noiva sortuda à espera de Stefan. Victoria estaria mentindo se não admitisse, pelo menos para si mesma, que em certa época se imaginara como a moça que um dia domaria o grande príncipe Alexander, porém prezava muito a amizade entre os dois para se arriscar a perdê-la confessando suas fantasias românticas. 
Os braços fortes de que tanta saudade ela sentira nos últimos anos a envolveram em um abraço caloroso. Sim, nenhum e-mail ou telefonema poderia substituir isso. 
— Príncipe Alexander — murmurou retribuindo o abraço.
— Não me chame de príncipe. — Ele riu. 
— E, pelo amor de Deus, não faça reverências. Só porque não nos vemos há algum tempo não significa que me tornei um esnobe real. 
— É tão bom revê-lo, Stefan. — Ela se afastou um pouco e fitou os maravilhosos olhos azuis. 
— Quando me telefonou para dizer que se casaria fiquei surpresa. Sua noiva deve ser uma pessoa muito especial.
— A mulher mais importante de minha vida — respondeu ele levando a mão de Victoria aos lábios. 
Uma pontada de ciúme incomodou Victoria ao refletir que outra mulher entraria na vida dele... e não de passagem como fora com as outras. Ele apontou para o conjunto de sofá e poltronas com almofadas cor de laranja. 
— Vamos nos sentar e conversar sobre minha linda noiva, está bem? 
Stefan dispensou seus acompanhantes com um aceno silencioso. Um homem na sua posição e com tanto poder não precisava falar para que obedecessem a ele, porém para Victoria ele continuava sendo um adolescente travesso que tentara fazê-la nadar nua na piscina real... enquanto se realizava um jantar no grande salão de baile.



Cinderela, Meu Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 




A noiva com quem ele sonhava desapareceu à meia-noite.

O milionário solteirão Ryan Kendrick tinha todas as mulheres da cidade a seus pés. 

Mas só tinha olhos para uma mulher misteriosa que encontrou em uma festa.
Embora não soubesse seu nome, estava determinado a fazê-la sua esposa.
Cynthia Gilbert beliscou-se quando um belo estranho pediu-a em casamento.
Então, descobriu que o casamento era por pura conveniência. Embora estivesse tentada, não estava pronta para um casamento de mentira. 

Capítulo Um


O silêncio no escritório do falecido R.J. Kendrick era tenso.
Vamos direto ao assunto. Meu pai deixou-me tudo... Ryan disse, levantando-se da cadeira.
Certo, sr. Kendrick o advogado assegurou. A casa no Pacífico, a casa de praia em Palm Beach, o            apar­tamento em Nova York...
Ryan cerrou os punhos, batendo-os violentamente contra a mesa.
Não me importo com isso protestou. Quero saber desta companhia. Quero que diga que a Brinquedos        Ken­drick é minha.
Bem, é... com uma condição.
Que eu case em um ano após a morte de meu pai.
Bem, hã... certo.
Mais uma vez, um desconfortável silêncio tomou conta da sala.
Ryan sentou na cadeira de couro e fitou o porta - retrato com a foto do pai a sua frente. Com um belo sorriso e olhos brilhantes, o velho Kendrick parecia rir da atitude do filho.

Depois de terminar o colegial, Ryan decidira seguir os passos do pai e ser uma parte ativa nos negócios da família. Pai e filho não tinham nada em comum, mas dividiram uma coisa: o amor pela Brinquedos Kendrick.
E agora, graças ao bizarro senso de humor do pai, Ryan estava prestes a perder a coisa mais importante de sua vida. Ele não sabia por que estava tão surpreso. Mesmo após a morte, o pai tentava controlá-lo.
R.J. Kendrick dirigira a companhia como um monarca. Fora conhecido como o "Tirano da Brinquedolândia".  
Nin­guém questionara sua liderança. Fora um homem traba­lhador e obstinado, transformando uma pequena companhia de brinquedos em uma milionária corporação.
Todos admiraram o sucesso de R.J. Kendrick, porém fora muito difícil gostar dele como pessoa. Muito mais difícil amá-lo.
Anule Ryan murmurou.
Desculpe, senhor? Ryan encarou o advogado.
Eu disse para anular repetiu.
O testamento?
Claro. Ryan ficou de pé. O que mais?
O advogado levantou. Os documentos caíram no chão.
Não sei como... Não será fácil, sr. Kendrick. Seu pai estava lúcido quando assinou o testamento.
Quer dizer que adicionar uma cláusula de casamento é ato de um homem lúcido?
Bem, não... digo, sim. O advogado abanou a cabeça, confuso. Não sei o que pensar.
Não te pago para pensar. E pago para fazer o que eu mandar. Quero que ache um meio de anular esse testamento.
Levará tempo.
Tempo é a única coisa que não tenho. Graças ao meu pai, tenho um ano para resolver essa catástrofe.
Há uma fácil solução para esse problema Você pode casar.



O Preço de Um Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 




Segredos divididos ... E uma paixão compartilhada!

O tórrido sol de verão dava lugar aos dias cinzentos do outono. 
Uma onda de medo e suspeita assolava a até então pacata cidade de Noble's Crossing no Alabama.
Nada era o que parecia ser, nada mais seria como antes!
Lana Noble viu-se repentinamente acusada da morte de seu ex-marido.
Johnny Mack Cahill, era o único homem que poderia ajudá-la... 
Mas, havia jurado nunca mais voltar para a cidade e para a mulher que o humilhara.
Dentro de todos os lares, desde as modestas casas nos subúrbios até as imponentes residências nas elegantes alamedas, existia um segredo a esconder... 
Um segredo que poderia pôr em perigo a vida de Lana e de Johnny, e que colocaria à prova a força de uma paixão que resistira à distância e ao tempo! 


Capítulo Um 

O estrondo surdo do trovão cobriu momentaneamente a fala do reverendo. Lilian Mae olhou para Lana, empertigada ao lado do pequeno Will. Notou como o menino segurava o enorme guarda-chuva preto acima da cabeça da mãe. Protetor. Carinhoso. 
Aos catorze anos, possuía longos braços e pernas. E os olhos penetrantes reproduziam os do pai. 
— Cinzas às cinzas. Pó ao pó. — O reverendo Colby ignorou a chuva e deu sequência à cerimônia de sepultamento. 
O estalo de um raio feriu o céu. Muitas senhoras presentes gritaram de susto. Com o corpo tremendo e a face pálida, Mary Martha Graham voltou a chorar e avançou até o túmulo, como se quisesse jogar-se ali, sobre o caixão. 
— Deus Todo-Poderoso — murmurou Lilian sem ser ouvida.
Era só o que faltava naquele dia infausto, Mary dar um espetáculo de histerismo a ser largamente comentado na cidade. 
— Oh, Kent, eu amava você! — exclamou Mary contemplando o tampo do caixão. 
— Você sabe que é verdade. Por favor, volte. Não me deixe. 
Com alguns passos, James Ware alcançou sua enteada, enlaçou-a pela cintura e a trouxe de volta para onde estavam os outros, a pequena distância. Ela enterrou o rosto no peito do padrasto, chorando convulsivamente.
Lilian Mae identificou um olhar de piedade no rosto de Lana. Bem que desejava consolá-la, pois era suspeita do assassinato de Kent, o ex-marido. Devido às circunstâncias, porém, julgou mais adequado abraçar afetuosamente Mary Martha, a irmã do falecido. 
Pobre Lana. Não seria justo que prendessem uma pessoa tão boa, que nunca fizera mal a ninguém. O temporal desabou e o vento crescente lançou as gotas da chuva até a barraca armada para congregar a família. 
Lilian Mae continuou com Lana e Will, fora dos limites da tenda. Will foi convidado para proteger-se da chuva sob a barraca, mas lealmente permaneceu ao lado da mãe.
Lilian Mae raciocinou que aquele era um dia ruim para um funeral. Alguns diriam, usando o antigo chavão, que os céus choravam por Kent Graham. 
Mas ela considerou a fase adversa como um testemunho da vida de Kent: sombria, triste, fria e destrutiva. Ele não merecia mesmo um dia de sol. 
Por mais que o tributo ao falecido fosse sincero, era presidido pelo diabo, à espera de levar mais uma alma para suas hostes.



A ilha dos Amantes

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 




Ninguém esperava que eles se apaixonassem!

Um Homem Irresistível: Stone McCloud não podia permitir que uma vulgar chantagista arruinasse o bom nome de sua família!
Uma Mulher Sedutora: ter mau gosto na escolha de maridos e possuir um lindo corpo de mulher fatal eram apenas dois dos problemas de Lucy Dooley.
Quando Stone foi enviado a uma ilha na Carolina do Norte, para espionar Lucy, não encontrou nenhuma vulgar chantagista.
Doce e maravilhosa, Lucy estava, sem dúvida, planejando envolvê-lo em sua teia a fim de conseguir outra aliança...

Capítulo Um

O primeiro dia pertencia a Stone. Ele estava determinado a aproveitar cada minuto, cada segundo. No dia seguinte, Lucy Dooley chegaria e colocaria um fim na sua tranqüilidade.
Coronoke. Traduzida, deveria significar paraíso. Ele nunca ouvira falar desse lugar. O mapa sequer o mencionava. Agora que o descobrira, no entanto, pretendia viver lá o máximo possível. Quem sabe todas as férias. Uma pena que sua primeira permanência estivesse ligada a uma missão desagradável. Espionar uma mulher e mantê-la afastada de Billy. 
Para ser franco consigo mesmo, pouco lhe importavam as confusões de seu primo. Era a tia que o preocupava. As mulheres de sua geração não costumavam enfrentar com valentia os ataques da imprensa marrom. Seria a morte para ela ver o nome dos Hardisson manchado e desonrado. Stone era jornalista. 
Vinha cobrindo, havia nove anos, os principais conflitos e desastres acontecidos ao redor do mundo. O acidente responsável por sua hospitalização acontecera na África Oriental durante um congresso com fins humanitários.
Uma bala perdida atingira o tanque de combustível do veículo onde ele viajava. Seu colega fotógrafo teve morte instantânea com a explosão. O motorista foi atirado para longe e quebrou um dedo. 
Stone sofreu uma grave concussão, fraturou várias costelas, teve um pulmão dilacerado e vários estilhaços metálicos encravados pelo corpo. Nascera de novo, como muitos diriam. 
Poderia ter acabado enterrado em uma parte qualquer do deserto. No entanto, estava ali, naquela ilha paradisíaca, armado apenas com binóculos e um guia sobre pássaros, aquecendo-se ao sol e admirando uma revoada de pelicanos. Ao menos pensava que fossem pelicanos. 
Precisaria checar a respeito em sua enciclopédia se não quisesse correr o risco de arruinar sua matéria. Sua responsabilidade era grande. No último artigo, por exemplo, em que escrevera sobre pirataria arqueológica, os críticos o tornaram alvo de variados comentários e elogios. 
A opinião geral fora favorável e ele se sentira gratificado. Talvez devesse ter trazido seu microcomputador e continuar trabalhando na ilha, mas, no último instante se decidira em contrário. 
Ainda não estava pronto para voltar à ativa.



Algemas de Fogo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Cinco anos atrás, Melody já havia compreendido que seu casamento com Brand Travers jamais daria certo. 

Ela o amava muito naquele tempo e foi com desespero que o abandonou sem avisar, nem dizer para onde ia. 
Agora, depois de tudo o que havia sofrido para esquecê-lo, aquele homem acostumado a mandar — e a ser obedecido — estava ali, para se vingar dela. 
E com uma chantagem da qual Melody não podia escapar: ou voltava a ser a Sra. Travers, ou Dale, seu querido irmão, ia para a cadeia. 
Melody teve de aceitar, mesmo sabendo que Lorraine, a amante de Brand, cruzaria de novo seu caminho. Mas desta vez seria diferente! 
Desta vez ela não estava apaixonada por Brand. Suas alianças não eram mais que algemas disfarçadas. Algemas de fogo!  

Capítulo Um

Como, diabo, eles esperam que alguém coma espremido entre estranhos numa mesa pequena? Isso me faz lembrar uma manada de gado na hora do rodeio Dale Upton resmungou ao ouvido da irmã.Melody Travers deu uma risadinha. 
Não se pode esperar muito conforto aqui ela admitiu, sussurrando.  
Estou quase sentada no colo desta pobre senhora. Dale olhou em torno da mesa com um ar de fastio e resmungou: 
Espere só até o resto do pessoal chegar. Quando acabarem de ocupar aqueles lugares vazios, isto aqui vai ficar como uma lata de sardinhas. Tomara que a comida valha a pena... e o espetáculo também! 
Já está arrependido de ter me trazido, não é? Melody perguntou com um sorriso gaiato.
Quase. Eu bem que preferia ficar jogando dados. 
Oh, pare de se queixar. Sabe que eu só vim porque você me prometeu que veríamos bons espetáculos. 
E vou cumprir a promessa Dale procurou um cigarro no bolso —, por isso é melhor você ficar boazinha! Não existem muito irmãos dispostos a se sacrificar por causa de uma simples irmã, sabia?
Melody riu e, enquanto Dale acendia seu cigarro, ficou observando detalhadamente a sala. Era imensa, abarrotada de mesas e cadeiras, e praticamente todos os lugares já estavam ocupados. Apesar dos resmungos de Dale, os dois estavam sentados perto do palco. 
Disfarçadamente, deu uma espiada no perfil do irmão. Com vinte e nove anos, Dale era um homem vistoso, de cabelos castanhos mais escuros que os olhos. Seu rosto era juvenilmente arredondado, o que sempre fora o seu desespero, e ele usava um vasto bigode para parecer mais maduro. Melody detestava. 
Os dois não se pareciam muito. Os cabelos dela, que iam até os ombros e eram ondulados, tinham um tom castanho-avermelhado, e seus olhos eram verdes, com pintinhas marrons e douradas. Melody achava Dale mais bonito. 
Ele puxara à mãe, ela ao pai, herdando o queixo mais ou menos quadrado que lhe dava uma aparência determinada demais para ser realmente bela.  
Muitos homens já tinham dito que era linda, mas ela própria sempre aceitou isso com reservas, uma vez que seu próprio espelho lhe contava uma história diferente. 
Não via Dale há mais de um ano e meio, e achava que ele não tinha mudado nada. Continuava tão alegre e disposto quanto antes, quando eram adolescentes. Pelo que sabia, a única coisa a que Dale se dedicara seriamente era ao trabalho; e, a despeito de seu jeitão despreocupado, tinha um grande sucesso. 
Um instante depois reconsiderou sua avaliação, quando Dale voltou a falar sobre a partida de vinte-e-um que tinha jogado naquela tarde. Sentia a mesma angústia de antes, quando ficou ao lado dele, vendo-o jogar. Dale havia se comportado como se o jogo fosse uma questão de vida ou morte, e isso a assustava.