segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Os Segredos De Um Homem Poderoso

ROMANCE CONTEMPORÂNEO








Na cova do leão.

Salvatore Castellano é assombrado pelo acidente que apagou sua memória. 
Sua jovem filha é a única luz no breu de sua existência, e ele fará qualquer coisa para protegê-la... mesmo que isso signifique abrigar sob seu teto uma mulher tentadora. 
Darcey Rivers não consegue recusar a proposta de Salvatore. 
Desempregada e fugindo das lembranças de seu recente divórcio, passar um tempo no imponente castelo Torre d'Aquila talvez seja exatamente o que ela precisa. 
Entretanto, quanto mais Darcey se aproxima de Salvatore, tornam-se maiores as chances de seus segredos serem revelados!

Capítulo Um

— Tem um homem aqui para vê-la.
Darcey ergueu o olhar, surpresa por sua secretária, normalmente imperturbável, parecer agitada.
— Diz que se chama Salvatore Castellano — continuou Sue. — Recebeu a indicação de James Forbes e quer agendar terapia para a filha.
— Mas James sabe que a unidade está fechando.
Darcey estava confusa. James Forbes era o chefe do programa de implante coclear pediátrico do hospital, e ficara revoltado com os cortes financeiros que afetaram a unidade de fonoaudiologia.
Sue deu de ombros.
— Expliquei isso, mas o Sr. Castellano insiste em falar com você. Acho que está acostumado a conseguir o que quer — acrescentou em tom de conspiração. — Ele é bem mediterrâneo. Moreno e intenso. Sei que não deveria dizer, estou casada com Brian há 24 anos, mas ele é bem gostoso.
Exigia vê-la. As sobrancelhas de Darcey se arquearam, mas tinha que admitir que ficara curiosa para ver o homem que havia mexido com os hormônios de Sue.
Felizmente, ela não teria problemas com isso. Não queria saber de homens gostosos. Estava perfeitamente feliz com os comuns e seguros, talvez até desinteressantes, mas, definitivamente, nem um pouco exibicionistas. Não como seu ex-marido.
Olhou pela janela e notou um sedã preto estacionado ao lado de seu carro. O contrato dela com o departamento de saúde terminara, e Darcey não precisava receber Salvatore Castellano. Só havia uma casa vazia esperando por ela e um jantar solitário, isso se resolvesse cozinhar.
— Melhor pedir que entre.
Sue voltou para o corredor, e Darcey, para a tarefa de esvaziar as gavetas. Os armários dos arquivos já estavam vazios, só faltava retirar das paredes os diplomas com suas qualificações: bacharel em ciências (com louvor), mestrado em fonoaudiologia e diploma de habilidades clínicas para fonoaudiólogos para trabalhar com surdos.
Era uma pena que ser uma especialista em seu campo não fora o bastante para salvar seu emprego, pensou com pesar. 
O orçamento do departamento de saúde de Londres fora cortado, e ela, demitida. Perder o emprego a forçou a pensar no futuro e reconhecer a necessidades de resolver o passado. 
A decisão de dar um tempo durante o verão era essencial para planejar sua carreira. Mas, principalmente, esperava esquecer o divórcio e superar as traições do ex-marido de uma vez por todas.
O olhar caiu sobre a placa na mesa. Tornara-se Darcey Rivers quando se casou com Marcus, e manteve o nome depois do divórcio, porque estava relutante em voltar ao nome de solteira e à fama que vinha com ele. 
Foi humilhante demais descobrir que Marcus casara-se com ela porque esperava fazer parte da família Hart, famosa no mundo teatral e capaz de impulsionar sua carreira. 
Infelizmente, estava tão apaixonada, tão impressionada com seu charme, que aceitou o pedido quatro meses depois de se conhecerem
Darcey foi até a janela e pegou uma planta no peitoril. Herdara a samambaia dois anos antes, ao assumir o posto de fonoaudióloga sênior. Estava quase morta, e Sue se oferecera para jogá-la fora. Mas Darcey gostava de um desafio e cuidou da planta, que vicejou e tinha agora suas folhas verdes e brilhantes.
— Não se preocupe, vou levar você comigo.
Ela havia lido que as plantas respondiam se alguém conversasse com elas, e suas palavras de incentivo pareciam ter funcionado.
A porta do escritório abriu-se de novo, ela se virou e viu Sue conduzindo um homem para a sala. A luz do sol penetrava pela janela e dançava sobre suas feições vigorosas. O primeiro pensamento de Darcey foi que ele não era nada parecido com Marcus. Tampouco era comum, e, definitivamente, não era inofensivo. Agora entendia por que Sue dissera que era gostoso.
Ele parecia pertencer a outro século, quando os cavaleiros lutavam em batalhas sangrentas e resgatavam donzelas em perigo. Chocada pelos excessos de sua imaginação, Darcey forçou-se a estudá-lo com objetividade, mas a imagem de um rei antigo ainda permanecia em sua mente. 
Talvez, fosse a combinação perigosamente sexy de camiseta e jeans pretos e jaqueta de couro que enfatizava a largura dos ombros. Sua altura era igualmente impressionante; o topo de sua cabeça roçava na estrutura da porta, e ela estimava que tivesse mais de 1,80m O coração de Darcey deu um pulo quando o olhou no rosto. Não tinha uma beleza convencional como Marcus. Não era um garoto bonito. Era um homem bem masculino: feições duras, maxilar quadrado, nariz forte e olhos escuros e penetrantes sob sobrancelhas grossas. 
Os olhos não revelavam seus pensamentos e sua boca era uma linha que parecia raramente sorrir. O cabelo era grosso e quase preto, caindo nos ombros. Darcey achava que pouco cuidava da aparência e não freqüentava o barbeiro.
Ela o olhava consciente da sensação na boca do estômago. O sentimento era completamente sexual e inesperado.
Sentia-se morta por dentro desde que descobrira que Marcus estava dormindo com uma modelo glamorosa com seios pneumáticos. 
O desejo que a percorria, agora, era tão intenso que a fez prender a respiração. Sentia o poder da psique formidável do estranho e, pela primeira vez, reconhecia a diferença básica entre um homem e uma mulher, a força masculina e a fraqueza feminina.
Percebeu, de repente, que estava prendendo a respiração e relaxou. Ela se recompôs e sorriu educadamente.
— Sr. Castellano? Como posso ajudá-lo?
Ele olhou para a placa na mesa dela e franziu a testa.
— Você é Darcey Rivers?
Falou com forte sotaque. Italiano, deduziu Darcey. Havia uma arrogância nele que a deixou na defensiva.
— Eu mesma — disse com frieza.
Ele parecia impressionado.
— Esperava alguém mais velho.

 

Princesa Temporaria

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
 Trilogia Casamento por Decreto Real








Quando o príncipe Vincenzo D’Agostino é obrigado a se casar, só quer uma esposa: aquela que o traíra anos atrás, Glory Monaghan. 

Ela quase foi destruída por Vincenzo no passado... E vai ter de aceitar o pedido para ajudar a família. Mas a obrigação vai se transformar em um prazer indescritível!



Capítulo Um

Atualmente
Vincenzo Arsenio D’Agostino olhou para seu rei e chegou à única conclusão lógica: o homem havia perdido o juízo.
Deveria ser em função da pressão de ter de governar Castaldini ao mesmo tempo em que geria seu império de bilhões de dólares. Além de ser o marido e pai mais amoroso e dedicado do planeta. Nenhum homem poderia resistir a tudo isso com as faculdades mentais intactas.
Essa devia ser a explicação para o que ele acabara de dizer.
Ferruccio Selvaggio-D’agostino, c rei bastardo, como seus opositores o chamava, já que era um D’Agostino ilegítimo, torceu os lábios.
— Erga seu queixo do chão, Vincenzo. E não, não estou louco. Arrume. Uma. Esposa. O mais rápido possível.
Dio. Ele dissera de novo.
Desta vez Vincenzo se viu repetindo as palavras do rei.
— Arrumar uma esposa.
Ferruccio assentiu.
— O mais rápido possível.
— Pare de dizer isso.
— Tem apenas a si mesmo para culpar pela pressa. Eu precisava de você nesse trabalho há anos, mas a cada vez que o levava ao conselho eles quase tinham um ataque de apoplexia. Até mesmo Leandro e Durante estremeciam quando seu nome era mencionado. A imagem de playboy que diligentemente cultivou agora é tão notória que as colunas de fofocas começaram a perder o interesse por ela. E essa imagem não vai ajudar em nada nos grupos em que preciso que você atue.
— Essa imagem não o prejudicou. Basta olhar onde está hoje. O governante de um dos reinos mais conservadores do mundo, com a mulher mais pura da face da Terra como sua rainha.
— Eu só era conhecido como o “Temível Homem de Ferro”, em referência ao meu nome e reputação nos negócios. Minhas comentadas... Aventuras amorosas era um exagero. Eu não tinha tempo para mulheres enquanto galgava meu caminho da sarjeta ao topo. E me apaixonei por Clarissa seis anos antes de fazê-la minha. Mas a sua notoriedade como um dos maiores mulherengos do mundo não vai ajudar quando se tornar o representante de Castaldini junto às Nações Unidas. Precisa limpar sua imagem e obter alguma credibilidade para afastar o mau cheiro dos escândalos que pairam em torno de você.
Vincenzo fez uma careta.
— Se isso está lhe tirando o sono, vou tentar dar um jeito nas coisas. Mas certamente não vou arrumar uma esposa para apaziguar alguns fósseis políticos, também conhecidos como seus conselhos. Vocês estão todos com inveja por não poder ter o meu estilo de vida.
Ferruccio lançou lhe um olhar, um que o fazia se sentir oco por dentro, com vontade de dar um soco no rosto bem-disposto do rei.
— Quando estiver representando Castaldini, Vincenzo, quero a mídia cobrindo apenas os seus feitos em nome do reino, e não as plásticas de suas amantes ou os comentários delas sobre você, após as trocar por modelos diferentes. Uma esposa mostrará ao mundo que seu comportamento mudou e manterá as notícias focadas no trabalho importante que vai desempenhar.
Vincenzo sacudiu a cabeça em descrença.
— Dio! Quando se tornou tão maçante e retrógrado, Ferruccio?
— Se você se refere a quando me tornei um defensor da vida matrimonial e familiar, onde estiveram nos últimos quatro anos? Sou um ferrenho defensor de ambos. E está na hora de eu fazer o favor de empurrá-lo para esse caminho.
— Que caminho? O do “feliz para sempre”? 






Trilogia Casamento por Decreto Real
1- Princesa Temporária
2- Princesa por conveniência 
3-  Princesa Seduzida

Princesa por conveniência

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Trilogia Casamento por Decreto Real





Para voltar ao seu reino do deserto, Aram precisa casar com a princesa Kanza. É um preço alto demais... Até conhecê-la. 

Depois de reclamar Kanza como sua tudo se encaixa. Mas ela descobre que ele casou por ambição. Esta união poderá ser destruída?






Capítulo Um

— Deseja que eu me case com Kanza, o Monstro?
Aram Nazaryan estremeceu com o tom da própria voz. Não que alguém pudesse culpá-lo por agir assim Shaheen Aal Shalaan já fizera alguns pedidos inaceitáveis, mas aquele merecia uma descrição inexistente em qualquer dos quatro idiomas que Aram conhecia.
Contudo, a transformação de seu melhor e único amigo numa mãe intrometida estava ficando insuportável ao longo dos últimos três anos. Parecia que, quanto mais feliz Shaheen ficava com a irmã caçula de Aram, Johara, depois de eles terem se reencontrado milagrosamente e se casado, mais triste ele ficava por Aram e intensificava seus esforços para fazer seu cunhado mudar o que chamava de “falta de vida”.
Shaheen já chegara ao escritório dele deixando de lado a sutileza ao tentar convencê-lo a regressar a Zohayd, pedindo-lhe francamente que voltasse para casa.
Incomodado e igualmente franco, ele respondera que Zohayd era o lar de Shaheen, não dele, e que não voltaria para atrapalhar a família quando o segundo bebê de Shaheen e Johara chegasse.
Para provar que Aram teria um papel vital e uma vida plena em Zohayd, Shaheen lhe oferecera o próprio emprego. Pedira que ele se tornasse o ministro da economia de Zohayd!
Aram deu gargalhadas. Só poderia ser piada, já que apenas um membro da realeza zohaydana poderia assumir esse cargo, e Aram era franco-armênio-americano.
Infelizmente, Shaheen não ganhara subitamente um senso de humor. O que ele tinha era um plano louco para fazer.
Aram se tornar um nobre zohaydano. Casando-se com uma princesa zohaydana.
E a identidade da pretendente perfeita para ele fora a gota d’água.
— A felicidade conjugal fritou seu cérebro, Shaheen? Não vou me casar com aquele monstro de jeito nenhum.
— Não sei de onde você tirou esse nome. A Kanza que conheço não é nenhum monstro.
— Então existem duas Kanzas diferentes. A que conheço, Kanza Aal Ajmaan, princesa do lado materno da sua família real, merece até mais que esse apelido.
— Só existe uma Kanza... e ela é maravilhosa.
— Maravilhosa? Digamos que eu acompanhe você nesse delírio e concorde que ela é a miss Simpatia. Você ficou louco para sugeri-la a mim? Ela é uma criança!
— Ela tem quase 30 anos.
— Mas co...? De jeito nenhum. Da última vez que a vi, ela estava com uns 18.
— Sim E isso foi há mais de dez anos. Fazia mesmo tanto tempo? Um rápido cálculo disse que sim, já que ele a vira pela última vez naquele fatídico baile, poucos dias antes de partir de Zohayd.
— Que seja. Os 11 ou 12 anos de diferença entre nós não se reduziram.
— Sou oito anos mais velhos que Johara. Três ou quatro anos de diferença podiam ser muita coisa naquela época, contudo já não importam mais na idade que vocês têm hoje.
— Essa pode ser a sua opinião, no entanto eu... — Ele parou e riu, balançando o dedo para Shaheen. — Ah, não. Você não vai me fazer discutir como se isso fosse uma possibilidade. Ela é um monstro. Estou dizendo.
— E eu estou dizendo que não é.
— Certo, vamos entrar em detalhes? A Kanza que conheci era uma criatura soturna e depressiva que fazia as pessoas correrem na direção oposta só de olhar para elas. Na verdade, toda vez que ela olhava para mim, eu achava que encontraria dois buracos no meu corpo.
— Estou vendo que ela deixou uma impressão e tanto se, depois de dez anos, você ainda se lembra dela tão bem e reage tão intensamente à lembrança.
— Reajo desfavoravelmente. Já é suficientemente ruim você sugerir esse casamento por conveniência. Ainda recomendar a única...






Trilogia Casamento por Decreto Real
1- Princesa Temporária
2- Princesa por conveniência 
3-  Princesa Seduzida

Princesa Seduzida

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
 Trilogia Casamento por Decreto Real




Quando se torna rei, a primeira medida de Mohab Aal Ghaanem é reivindicar Jala Aal Masood como sua esposa. 

Ele já a teve antes, e agora não a deixará partir de novo, nem que para isso seja necessário um casamento de conveniência.









Capítulo Um

Dias atuais...
— Você tem desejos suicidas?
Mohab quase soltou uma risada alta. Um bufo diante da ironia amarga lhe escapou da garganta enquanto se erguia para encarar o rei de Judar.
Quais eram as chances de essas palavras serem a primeira coisa que Kamal Aal Masood lhe diria quando foram as últimas que a irmã caçula daquele homem lhe atirara?
Supunha que fosse verdade o que diziam de Kamal e Jala. Que os dois mais novos dos quatro irmãos Aal Masood poderiam ter sido gêmeos idênticos se não tivessem nascido homem e mulher com 12 anos de diferença na idade. A semelhança física entre os dois era impressionante.
Com a inimizade histórica entre seus reinos, Mohab costumava ver Kamal apenas de longe. A última vez em que o encontrara fora na ocasião de seu joloos, quando Kamal se sentara no trono, cinco anos e meio atrás. Não que Mohab tivesse forjado um jeito de entrar em Judar naquela noite para vê-lo. Jala era seu único objetivo. Mas ela não comparecera ao casamento do próprio irmão. Outra coisa que não havia sido capaz de prever em relação àquela mulher.
Outra coisa que não conseguira prever fora qual seria a sensação de ver aquele homem de perto. Kamal se parecia muito com Jala e isso lhe causava uma dor profunda no peito.
Era como se alguém tivesse feito Jala sumir e a transformado em uma versão masculina mais velha. Os dois irmãos tinham o mesmo cabelo negro e espesso, os mesmos olhos cor de uísque e estrutura óssea parecida. As únicas diferenças eram aquelas concernentes ao gênero de cada um. 
A compleição cor de bronze de Kamal tinha tons mais escuros que o dourado imaculado da pele de Jala. Com seu 1,98m, o rei de Judai certamente assomava sobre os majestosos 1,75m da irmã, assim como ele um dia o fizera. Ainda assim, os dois irmãos tinham em comum a mesma graça felina e proporções perfeitas. Enquanto tais características a tornavam uma princesa de conto de fadas, Kamal era o típico invasor do deserto, que exalava um poder ilimitado.
Aos 40 anos, Kamal era um dos indivíduos mais influentes do mundo e o fora mesmo antes de seus dois irmãos mais velhos abdicarem do trono de Judar numa reação em cadeia de dramas na corte e escândalos da família real, que ainda abalavam a região e que mudaram seu curso para sempre.
Naquele momento, os olhos lupinos de Kamal faiscavam com a ameaça que se tornara sua marca registrada.
— Está achando graça em algo em particular, Aal Ghaanem?
— Seu comentário inicial me trouxe à memória outra... pessoa que fez um comentário parecido. — Diante do olhar feroz do rei, o sorriso de Mohab se alargou.
— O que foi? Pensa que acho você ou o fato de ter sido acompanhado até aqui como um prisioneiro de guerra engraçado?
Esperara coisa pior ao chegar a Judar, com as relações tensas entre Saraya e aquele reino em um histórico ápice. Na verdade, até o dia anterior, seu rei havia simplesmente declarado guerra a Judar durante uma transmissão globalizada numa reunião de cúpula das Nações Unidas. Para Mohab, um príncipe de Saraya, na segunda linha de sucessão, apenas atrás do rei e seus herdeiros, aterrissar sem ser convidado nas terras de Judar naqueles tempos temerosos era motivo de extrema preocupação. Principalmente quando o dito príncipe também era o ex-comandante do serviço secreto de Saraya. Esperara ser colocado no primeiro voo que partisse de Judar. Ou então ser feito refém.
Blefando, Mohab declarara que tinha negócios urgentes a tratar com Kamal e que o rei puniria qualquer um que tentasse detê-lo. Aquilo deixara os agentes de segurança da fronteira, no aeroporto, em polvorosa buscando ordens vindas do palácio real. Mohab esperara que sua jogada não desse certo, que Kamal o chutasse para fora do reino, mas dentro de minutos, uma dúzia dos mais qualificados agentes do serviço secreto o escoltara até ali.
Ao que parecia, o consideravam muito perigoso. E aquilo o lisonjeava.
— Então acha que desejos de morte é fonte de divertimento? Um intrépido por natureza e não apenas por razões comerciais, certo? Faz sentido. Mas também não deveria ser meticuloso e prudente? Pensei que esse fosse o motivo pelo qual ainda estivesse inteiro depois de suas loucas façanhas. Não é essa a primeira coisa que lhes ensinam quando ainda meninos em Saraya? Que Judar não poupa a vida das pessoas da sua laia? — Sua laia. Os Aal Ghaanem.
Os inimigos mortais dos Aal Masood. Aih. Havia aquele obstáculo também-Então, mais uma vez. Tem desejos suicidas? Não sabe que, agora mais que nunca, um alto escalão de Saraya como você em Judar poderia se tornar alvo de qualquer nível de retaliação?
Mohab espalmou uma das mãos sobre o coração.
— Sinto-me emocionado por sua preocupação em me manter intacto. Mas posso lhe assegurar que me comportei de maneira exemplar e não me indispus com ninguém.
— Exceto comigo. Chegar sem avisar, aterrorizando meus subordinados, forçando-me a deixar tudo de lado para investigar sua incursão a estas terras. Essa é a última esperança de seu rei, depois das asneiras que disse na conferência? Ele teme que eu finalmente o destrone como devia ter feito há muito tempo? Seu rei enviou seu maior trunfo para lidar com a crise... Na raiz?
— Pensa que estou aqui...






Trilogia Casamento por Decreto Real
1- Princesa Temporária
2- Princesa por conveniência 
3-  Princesa Seduzida

A Noiva da ilha do Bilionário

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Os Bad Boys Bilionários  








O Bad Boy Bilionário contra a rebelde noiva da ilha 

– E o vencedor é... Normalmente tímida e reservada, a estudante universitária Erin Samuels vai para a ilha de Santa Marta, onde foge da sua concha e faz coisas que chocam mesmo a ela. E, como se isso não fosse ruim o suficiente, acaba presa em um casamento por chantagem!

Dare DeSouza é usado pelas mulheres que se jogam para ele e coloca Erin Samuels na mesma categoria.
Cavadoras de ouro, que é o que todas elas são, mas desta vez ele tem um plano.
Propõe-se a ensinar a Erin uma lição que ela nunca vai esquecer... E acaba aprendendo a maior lição de sua vida.
Um Romance em uma ilha que vai manter os leitores adivinhando cada passo do caminho...


Série Os Bad Boys Bilionários
1- Domada pelo Bilionário
2- Empregada Doméstica nos Estados Unidos
3- A Noiva da ilha do Bilionário

Promessa de Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Poder e Desejo





Ele tinha sede de vingança... e prazer!

Perdoar é um conceito desconhecido para o rico corretor de investimentos Jonas Deveson.
Alguém o furtou. Ele tem um palpite forte sobre quem fez isso, e com certeza essa pessoa pagará... Ao observar as duras linhas de expressão no belo rosto de Jonas, Ravenna Ruggiero sabe que ele nunca será capaz de entender a delicadeza da situação.
Jonas chantageia Ravenna para trabalhar como sua governanta e assim pagar a dívida. Entretanto, viver sob o mesmo teto conduz à tentação, e Jonas não sabe mais quem está sendo punido!

Capítulo Um

— Receio que a última auditoria apresentou uma... irregularidade.
Jonas olhou para a grande mesa polida e franziu a testa enquanto seu chefe de finanças mudou de posição na cadeira, nervoso.
Que tipo de irregularidade poderia deixar Charles Barker assim? Ele era o melhor. A política de Jonas era contratar apenas os melhores. Não tinha paciência com os menos experientes. Barker comandava com excelência sua parte na empresa de Jonas.
— Uma irregularidade significativa?
— Não em termos financeiros gerais. — Barker balançou a cabeça negativamente.
Uma vez que os ativos totais da empresa estão na casa dos bilhões, Jonas supôs que deveria se sentir aliviado, mas ao ver Barker afrouxar a gravata, Jonas teve um mau pressentimento.
— Desembucha, Charles.
O chefe das finanças sorriu, contudo, o sorriso se transformou em uma careta enquanto deslizava o laptop sobre a mesa.
— Ali. As duas primeiras linhas.
Jonas observou a primeira linha. Uma transferência de milhares de libras. Abaixo, havia outra, muito maior. Não havia detalhes sobre nenhuma delas.
— O que é isso?
— Retiradas de sua conta-investimento original.
A expressão de Jonas ficou igual a de uma carranca. Atualmente, usava essa conta apenas para transferências de fundos pessoais entre investimentos.
— Alguém acessou minha conta?
A resposta era óbvia. Jonas não fizera essas retiradas. Movimentava despesas do dia a dia em outros lugares, e, embora fossem bem maiores que o normal, esses saques não eram tão significativos quanto seus investimentos pessoais de costume.
— Nós rastreamos.
É claro. Barker tentaria resolver sozinho antes de levar o problema até Jonas.
— E? — A curiosidade aumentou.
— Você deve lembrar que essa conta foi originalmente criada como parte de uma empresa familiar.
Como Jonas poderia esquecer? Seu pai lhe dera valiosas lições sobre como administrar uma empresa, fingindo que ele, como chefe da família, era o sócio majoritário. Contudo os dois sabiam que era o talento de Jonas para os investimentos e sua fome implacável por sucesso que transformaram a sociedade. Piers simplesmente pegou carona, deleitando-se com o sucesso. Até que pai e filho se separaram.
— Eu lembro. — A lembrança tinha um gosto amargo.
— Os saques foram feitos usando um velho talão de cheques que, supostamente, havia sido destruído.
Jonas ergueu os olhos, percebendo um leve rubor no rosto de Barker.
— Os registros mostram que foram todos justificados, menos este de seu pai...
— Está certo, já entendi. — Jonas admirou a vista incomparável da cidade de Londres, contemplativo.
Seu pai. Jonas não o chamava assim desde a infância, quando descobriu que tipo de homem era Piers Deveson. Apesar de sua arrogância sobre a honra e o nome de família, Piers não foi nenhum modelo de virtude. Não é de surpreender que o velho tenha encontrado uma maneira de acessar ilegalmente os bens do filho. Por que não fizera isso antes?
— Então. Piers...
— Não!





Série Poder e Desejo
1- Promessa de Paixão
2- Uma reputação a zelar
Série Concluída 

Uma Reputação a zelar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Poder e Desejo








Pulando da frigideira para cair no fogo...

Quando a estilista Eva St. George, rotulada como selvagem e audaciosa pela mídia, é vista com o magnata italiano Dante Vitale, o fato rapidamente vira notícia. 
A fim de conseguir salvar sua reputação, ela aceita a saída proposta por Dante. Mas a ideia não é fugirem, e sim ficarem juntos! 
O único objetivo de Dante são os negócios e, se puderem convencer o mundo que estão realmente apaixonados, talvez consigam abrir novas portas. 
Essa será uma tarefa fácil, pois é evidente a atração que os une. 
Ao que parece, a fina linha que separa os negócios do prazer será rompida muito em breve...

Capítulo Um

— Não faça isso comigo, Finn. Por favor. Hoje não.
Numa tentativa de aplacar a cacofonia produzida pela nata da sociedade ali presente, Eva St. George apertava o celular de encontro ao ouvido enquanto tapava o outro com a ponta do indicador, torcendo para que a estática fosse apenas resultado de uma conexão ruim, e não um indício de que o irmão ainda estava na Suíça.
— Droga! — Ela forçou passagem por entre as mulheres adornadas de jóias e os poderosos homens em seus trajes de gala, seguindo para as portas que levavam para fora do salão de bailes mais prestigioso de Londres. — Finn, me dê um minuto.
Nos compridos estandartes que pendiam do teto viam-se os corações de cristal bordados, o emblema da Breast Cancer United, a organização de caridade para a qual Eva e Finn contribuíam Uma noite por ano, em honra de sua mãe, os irmãos organizavam o evento para angariar fundos.
Naquele instante, o fato de não estarem juntos a incomodava.
Empurrando a pesada porta de carvalho, Eva adentrou a enorme recepção de Royal Assembly Rooms e oscilou sobre os saltos altos quando o felpudo carpete castanho deu lugar ao mármore escuro e liso.
— Muito bem, fale comigo. Onde você está?
— Olha, irmã, eu lamento muito. Todos os aeroportos estão fechados. Tentei pagar a um piloto novato para me levar até aí, mas ele não obteve autorização.
A enxaqueca explodiu atrás dos olhos de Eva, que levou a mão à têmpora.
— Ah, Deus...
— Você consegue fazer isso, Eva.
Avistando um pequeno espaço reservado, ela encaixou-se ali. Engoliu em seco.
— Finn, estão esperando nós dois. Como posso...
Interrompendo-se, ela respirou fundo, e expirou de uma só vez o ar quente. Apesar de saber que podia fazer aquilo sozinha, não lhe agradava a ideia de falar diante de centenas de pessoas que, sem dúvida, apenas aguardavam a queda da “Diva”. Não era só isso — de algum modo parecia que ela e Finn estavam desapontando a mãe. E, desde a morte de Libby, Eva já a desapontara o suficiente.
Mas a última coisa que queria era que o irmão se preocupasse, ou que se sentisse culpado.
— Fique tranqüilo, está bem? Eu posso cuidar disso.
— Claro que pode — retrucou Finn com um tom encorajador não muito convincente. — Estamos falando de uma mulher que acaba de conquistar a admiração de Prudence West, a futura duquesa de Wiltshire. A propósito, meus parabéns.
— Obrigada, Finny. Prudence West é um amor. Ela adorou os meus vestidos.
— E com razão. Qualquer um com um vestígio de bom gosto pode reconhecer uma estrela em ascensão. Minha irmãzinha chamando a atenção da realeza... Que orgulho!






Série Poder e Desejo
1- Promessa de Paixão
2- Uma reputação a zelar
Série Concluída 

Esposa De Um Playboy

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Quando concordou em ajudar uma amiga, Estelle Connolly não esperava terminar como acompanhante em um casamento da alta sociedade ou atrair o olhar do homem mais poderoso do salão.

A inocente Estelle luta para manter sua máscara de sofisticação, especialmente depois de Raul fazer uma oferta ultrajante...
Dinheiro para resolver os problemas de sua família em troca de alguns meses ao lado dele... como a sra. Sanchez!
O esquema foi assinado, a lua de mel na Espanha planejada, mas uma das cláusulas prevê que todos os deveres matrimoniais devem ser cumpridos, principalmente na noite de núpcias!

Capítulo Um

— Estelle, eu prometo, você não precisará fazer nada além de segurar a mão de Gordon e dançar...
— E? — pressionou Estelle, fechando o livro que lia, mal conseguindo acreditar que estava tendo aquele tipo de conversa, muito menos que pensava em concordar com o plano de Ginny.
— Talvez um beijinho no rosto ou nos lábios. — Quando Estelle meneou a cabeça, Ginny continuou: — Você só tem de fingir que está loucamente apaixonada.
— Por um homem de 64 anos?
— Sim. — Ginny suspirou, mas antes que Estelle pudesse argumentar, ela disse: — Todos irão pensar que você é interesseira, que só está com Gordon por causa do dinheiro dele. O que será verdade. — Ginny parou de falar, então, interrompida por um terrível acesso de tosse.
Elas não eram exatamente melhores amigas, no entanto compartilhavam uma casa, duas estudantes tentando fazer faculdade. Aos 25 anos, Estelle era alguns anos mais velha que Ginny, e sempre se perguntara como sua colega conseguira comprar um carro e se vestir tão bem, mas agora descobrira.
Ginny trabalhava para uma agência muito exclusiva de acompanhantes, e tinha um cliente há um longo tempo. Gordon Edwards, um político com um segredo. Motivo pelo qual Ginny a assegurara que nada aconteceria, ou seria esperado de Estelle, se ela assumisse o lugar de Ginny como acompanhante dele, no grande casamento que aconteceria naquela noite.
— Eu teria de dividir um quarto com ele.
Estelle nunca compartilhara um quarto com um homem na vida. Não era tímida ou recatada, no entanto certamente não possuía a confiança ou a habilidade social de Ginny. Esta achava que fins de semana eram designados para festas, boates e pubs, enquanto a ideia de Estelle de um fim de semana perfeito era visitar igrejas antigas ou ruínas, e depois se aconchegar no sofá com um livro.
Nunca brincar de acompanhante!
— Gordon sempre dorme no sofá quando nós compartilhamos um quarto.
— Não. — Estelle ergueu os olhos sobre o nariz e voltou para seu livro. Tentou continuar a leitura sobre o mausoléu do primeiro imperador Qin, mas era muito difícil fazer isso quando estava tão preocupada com seu irmão, e ele ainda não lhe telefonara para informá-la se tinha conseguido o emprego.
Não havia dúvida que o dinheiro ajudaria.
Era fim da manhã de sábado, em Londres, e o casamento seria naquela noite, num castelo na Escócia. Se Estelle decidisse ir, teria de começar a se arrumar agora, porque eles voariam para Edimburgo, e depois pegariam um helicóptero para o castelo, e o tempo estava correndo.
— Por favor — insistiu Ginny. — A agência está desesperada porque não consegue achar alguém adequado para o trabalho tão em cima da hora. Ele virá me buscar em uma hora.
— O que as pessoas irão pensar? — perguntou Estelle. — Se todos estão acostumados a vê-lo com você.

 

domingo, 21 de setembro de 2014

Avassalador

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







J.B. Hammock jogava de acordo com as próprias regras, sendo a primeira delas nunca se envolver com uma mulher.

Mas a doce Tellie Maddox pairava ao seu redor como uma delicada borboleta.
Isso foi o suficiente para que esse solteirão convicto tivesse que tomar medidas drásticas.
Mas em uma guinada do destino, Tellie perde parte da memória.
Apesar de durão, J. B. não podia ser tão insensível a ponto de ignorá-la, então resolveu bancar o amigo... até que a amizade se transformou em algo muito mais profundo. E agora J.B. foi finalmente fisgado!
Mas Tellie recobrou suas lembranças...

Capítulo Um

O semestre fora cansativo. Tellie Maddox finalmen­te conseguira seu diploma em História, mas sentia-se traída. Ele não aparecera na cerimônia de formatura. — Marge fora com Dawn e Brandi, suas filhas. Embora não fossem parentes, eram muito próximas de Tellie — órfã há anos. Importavam-se com ela e não de prestigiá-la num dia tão especial. Ao contrário de J.B., que causava-lhe mais uma decepção na vida.
Tellie afastou os cabelos escuros ondulados e sus­pirou. Sonhara que um dia J.B. se apaixonaria por ela e a pediria em casamento. No entanto, a cada dia isso ficava mais distante.
J.B. Hammock era irmão de Marge. Tirara Tellie do lar de adoção temporária no qual estava desde a morte da mãe. Seu pai, o principal vaqueiro de J.B., abandonara a esposa e desaparecera. Tellie foi viver com uma outra família, apesar das objeções de Mar­ge. Na época, J.B. dissera que uma viúva com duas crianças para criar não precisava de mais complicações.
Entretanto quando Tellie sofreu uma tentativa de estupro e J.B. soube o que ocorrera por um policial seu amigo, fez uma denúncia levando-a para depor. O garoto, que estava aos cuidados da mesma família e tinha apenas treze anos, fora preso e enviado para a corte juvenil.
Quando ele tentara tirar sua blusa, Tellie dera-lhe um soco, sentou-se sobre o menino até que a família ouvisse seus gritos. O fato de ele ser menor do que ela e estar bêbado facilitou sua reação.
J.B. tirou Tellie da casa na mesma noite em que o garoto foi preso e deixou-a sob os cuidados da irmã. Marge gostou dela logo que a viu, como acontecia com a maioria das pessoas, pois Tellie era honesta, meiga e generosa e trabalhava com afinco.
Apesar de ter apenas catorze anos, cuidava da casa e das irmãs Dawn e Brandi, de nove e dez anos, respectivamente, que adoraram ter uma irmã mais velha.
Marge era corretora de imóveis, e por isso trabalhava em horá­rios não muito comuns. Mas podia contar com a aju­da de Tellie, que se revelara uma babá eficiente.
Tellie, por sua vez, idolatrava J.B. Muito rico e temperamental, possuía centenas de hectares de terra perto de Jacobsville, onde criava gado puro-sangue e divertia os ricos e famosos no seu rancho centenário. Contava com os serviços de um fabuloso cozinheiro francês e de uma governanta, Nell, que dirigia a casa e cuidava dele.
Ele conhecia políticos famosos, artis­tas de cinema e nobres estrangeiros da época em que fora campeão de rodeio. Homem de boas maneiras que herdou de sua mãe espanhola, assim como a ri­queza do pai inglês. Ambos eram freqüentadores do reino.
J.B. não era muito sociável, apesar de oferecer grandes festas em seu rancho. Sempre reservado, exceto no que dizia respeito às lindas mulheres que o acompanhavam em seu jatinho particular.
Sua arro­gância era condizente com sua posição e riqueza. Tellie torna-se uma das poucas pessoas próximas a ele, depois que, aos catorze anos, cuidara de sua be­bedeira após a morte do pai. Nell tinha ligado em pâ­nico, contando que ele estava destruindo o escritório. Tellie, então, fez com que Marge a levasse a casa de J.B., onde depois de acalmá-la preparou café para ajudá-lo a ficar sóbrio.
A partir de então, J.B. vinha tolerando suas inter­ferências. Embora ninguém ousasse dizer, nem mes­mo Tellie, era como se ele fosse propriedade dela.
Era possessiva, e com o passar do tempo começou a sentir ciúmes das inúmeras mulheres que passavam pela vida dele. Apesar de tentar não demonstrar seus sentimentos, nem sempre conseguia.
Quando tinha dezoito anos, uma das namoradas de J.B. fez um comentário desagradável para Tellie, que ficou furiosa e disse que não ficaria com ele por mui­to tempo se continuasse sendo rude com sua família! Depois que a garota saiu, J.B. foi chamar a atenção de Tellie, os olhos verdes flamejando como esmeraldas, o espesso cabelo negro despenteado por causa de seu descontrole.
Lembrou-a de que não era propriedade dela, e que a expulsaria de casa se não deixasse de controlá-lo. Nem mesmo fazia parte da família, ele acrescentou com crueldade. E não tinha o direito de se intrometer em sua vida.
Ela disse, então, que as namoradas dele eram todas iguais: garotas bonitas, de pernas longas, seios fartos e cérebro de passarinho!

 

Rendição Ao Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Arabella Craig tinha 18 anos quando Ethan Hardeman abriu o coração dela para a paixão… E depois se casou com outra.

Quatro anos depois, uma tragédia o traz de volta à vida de Arabella. 
Ele continua alto e lindo, porém amargurado após o divórcio. Ethan controla o império de criação de gado da família com mão de ferro e peito aberto. 
Menos no que se refere a Arabella… A convivência reacende o desejo e a dor que ela ainda sente.

Capítulo Um

Arabella estava à deriva. Era como se flutuasse em uma nuvem particularmente veloz, na vasta imensidão do céu. Murmurou satisfeita e afundou no vazio suave, até que sentiu uma dor cortante em uma das mãos. Um intenso latejar que começou a aumentar a cada segundo que passava, até se tornar insuportável.
— Não! — gritou, e seus olhos se abriram.
Estava deitada sobre uma superfície plana e fria. O vestido, seu lindo vestido cinza, se encontrava manchado de sangue. Parecia que tinha cortes e contusões pelo corpo todo. Um homem com um jaleco branco lhe examinava os olhos. Ela gemeu.
— Concussão — murmurou o homem — Escoriações, contusões. Fratura exposta no pulso, um ligamento quase rompido. Verifique o tipo sanguíneo, prepare a paciente para a cirurgia e leve-a para o centro cirúrgico.
— Sim, doutor.
— E então? — perguntou outra voz, dura e exigente. Bastante masculina e familiar, mas não era a do seu pai.
— Ela vai ficar bem — respondeu o médico, com resignação. — Agora, será que poderia sair e aguardar lá fora, senhor Hardeman? Embora eu compreenda a sua preocupação — e aquilo era um eufemismo, pensou o doutor —, o senhor a ajudaria mais se nos deixasse fazer o nosso trabalho.
Ethan! A voz era de Ethan! Arabella conseguiu virar a cabeça e, sim, era Ethan Hardeman. Parecia ter sido arrancado da cama: o cabelo escuro despenteado, o rosto magro exibindo um ar tenso, os olhos cinzentos tão repletos de preocupação que pareciam negros. O modo como a camisa branca se encontrava desabotoada até o meio do peito e o casaco aberto dava a impressão que se vestira às pressas. Praticamente esmagava a aba do Stetson cor de creme na mão.
— Bella — murmurou ele, ao ver o rosto pálido e ferido se virar em sua direção.
— Ethan — ela conseguiu proferir, em um sussurro rouco. — Oh, Ethan, minha mão!
A expressão dele enrijeceu. Aproximou-se da maca, apesar dos protestos do médico, e afagou-lhe o pobre rosto machucado.
— Querida, que susto me deu! — Sua mão parecia de fato estar tremendo, quando lhe afastou o longo e desgrenhado cabelo castanho para trás. Os olhos verdes de Arabella brilharam em um misto de dor e alívio.
— E o meu pai? — perguntou apreensiva, porque era ele quem dirigia o carro no momento do acidente.
— O resgate aéreo o levou para Dallas. Tinha uma lesão ocular significativa e lá se encontram os melhores especialistas na área. Mas, fora isso, está bem. Não podia ficar aqui para cuidar de você, por isso pediu ao pessoal do hospital para me ligar. — Um sorriso amargo curvou-lhe os lábios. — Deus sabe como essa decisão deve ter sido angustiante para ele.
Arabella estava sentindo muita dor para captar o significado oculto nas entrelinhas.
— Mas... como está a minha mão... ? 


 

Doce Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 





Uma farsa... ou verdadeiro amor?

Um olhar e Chelsea soube que Quinn Ryder gostava de jogar... especialmente com as mulheres. 
Assim, quem melhor para ajudá-la a encenar a farsa com a qual pretendia convencer seu chefe de que estava noiva e fora de seu alcance?
Mas as coisas escaparam ao controle. Chelsea não sabia que havia pedido a colaboração de um dos mais disputados solteiros do mundo. 
Quinn mostrou-se disposto a jogar, mas tinha algumas regras próprias. E uma maneira bastante perigosa de ignorar os sinais de Não Ultrapasse que protegiam o coração de Chelsea. 

Capítulo Um

— É excelente — afirmou Jake Peterson, o chefe da equipe de filmagem da série de seis comerciais do perfume Favorisi. Haviam acabado de assistir às últimas cenas. — Você será a sensação do mês quando os diretores da empresa receberem o lote, amanhã.
— Espero que esteja certo — Chelsea sorriu, esperando não ter demonstrado sua distração. Era difícil concentrar-se em alguma coisa quando a mente estava cheia de ódio, e quando sentia-se, pela primeira vez em toda sua vida, tão impotente.
Acrescentar a Perfumes Favorisi à extensa lista de clientes que conquistara para a Três A, como era conhecida a Avery Advertising Agency, havia sido um grande salto na carreira e a mais pura expressão de sua determinação, da ambição que a fazia tão dedicada ao trabalho.
Mas as grandes conquistas pareciam ter perdido a importância diante de um fato tão absurdo e inesperado. Tensa, quase pulou da cadeira quando uma das secretárias entrou na sala da projeção e chamou-a.
— Telefone para você, srta. Viner. Seu chefe.
— Vou atender na recepção. — Recusava-se a voltar para sua sala. O escritório de Miles Robartes ficava ao lado, e se tivesse de vê-lo novamente hoje, acabaria cedendo ao impulso de matá-lo. Falar com o sujeito já seria um enorme sacrifício.
— Pode ir para casa — ouviu-o dizer, perguntando-se por que não notara a nota pegajosa em sua voz até esta tarde. — Não esqueça que temos um compromisso. Quero que seja a mulher mais linda da festa da Ryder-Gem esta noite. Os poderosos estarão lá, inclusive o proprietário e presidente da empresa...
— Será uma absoluta perda de tempo — ela cortou irritada, repetindo a opinião que já manifestara há dois dias, quando ele avisara que participariam da festa de lançamento da nova coleção Manhattan da exclusiva joalheria.
A última coisa que queria era encontrar Miles antes de encontrar uma resposta adequada para a sugestão asquerosa que ele fizera algumas horas antes.
— Não, está enganada — Miles protestou. — A Ryder-Gem possui um departamento de publicidade próprio, e existem rumores sobre uma provável desativação da equipe. Caso os boatos tenham algum fundamento, é possível que a diretoria desista de cuidar da própria propaganda e contrate uma agência independente. E nesse caso, quero que a Três A esteja bem ali, na linha de frente. Além do mais, suei sangue para conseguir os convites.
Se estivesse certo, o que era bem provável, a aparição na festa não seria tão descabida quanto imaginara. Apesar de odiar a idéia de passar boa parte da noite com o chefe imediato, sabia que não tinha outra opção, porque não podia correr o risco de cometer enganos que seriam usados para prejudicá-la.
— Podemos jantar juntos depois da festa — ele estava dizendo com voz segura e adocicada —, e aproveitaremos para discutir o pequeno arranjo que sugeri esta tarde. Seria adorável. Irei apanhá-la às seis e meia.
— Não se preocupe — Chelsea respondeu enojada. — Prefiro encontrá-lo na festa — e desligou antes que ele pudesse protestar.


 

A torre da ilusão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Um convite inesperado, uma viagem de Paris à Itália, e a desenhista Jane Martin foi parar na esplêndida villa de Antônio Torelli, o bonito e insinuante dono da mais importante fábrica de seda italiana.

Ali, às margens do lago de Como, em meio à paisagem majestosa dos Alpes, Toni instalou-a na torre de pedra de seu castelo como uma prisioneira e lhe pediu uma coleção completa de desenhos para estampar seus maravilhosos tecidos.
E, não contente com isso, pediu também seu corpo, ainda não tocado por homem algum.
Jane quis negar, evitar o toque ardente e sensual de seu arrogante patrão, mas não conseguiu: seu coração traiçoeiro não seguia suas ordens e continuava a aceitá-lo como dono e senhor...

Capítulo Um

Jane Martin deslizou pelo assento traseiro do Rolls-Royce e se acomodou no canto. Arrumou a saia já meio amassada do costume de linho. Tinha se vestido de manhã, em Paris, esperando apenas cumprir sua rotina diária: assistir às seis horas de aula de desenho e pintura, na Escola Mazarine, dar uma volta ao longo do rio Sena e depois jantar sozinha em seu apartamento.
No entanto, coisas alucinantes tinham acontecido a partir do meio-dia. Jane havia sido convidada para trabalhar na famosa Sedas Torelli, como desenhista. Daí para a frente, tudo acontecera tão depressa que nem lhe dera tempo para pensar.
Jane tinha tomado um avião para a Itália em companhia do dono da Sedas Torelli, embaraçada por sentar-se ao lado do homem, bonito e insinuante, que detinha nas mãos o poder da mais importante fábrica italiana de tecidos. E agora, ali estava ela, dentro de um imponente Rolls-Royce, saindo do Aeroporto de Milão.
— Srta. Martin, estaremos em Como dentro de meia hora. — O inglês de Antônio Torelli era perfeito. — Antes de chegarmos gostaria que me contasse alguma coisa a seu respeito.
O quê? Contar a história de sua vida em trinta minutos? Por que ele não pedira isso no avião? Por que, durante toda a viagem, aquele homem sequer lhe dirigira a palavra e agora lhe pedia uma coisa dessas? Jane o olhou de soslaio, meio aborrecida, e resumiu:
— Tenho vinte e três anos e sou americana.
— Já sei disso. Também sei que é do Kansas e que está cursando a Escola Mazarine há seis meses, com uma bolsa de estudos.
Jane relembrou aquele primeiro semestre. No começo custara a se adaptar ao ambiente da escola. Pouco a pouco, porém, fora fazendo novas amizades e estava se dando muito bem. Nesse momento surgira Antônio Torelli e sua oferta irrecusável de emprego.
— O que mais quer saber?
— Os fatos menos conhecidos, os detalhes que não fazem parte de seu currículo.
“Meu Deus!
   

Ritual dos Amantes

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







Embora escreva livros eróticos, Muriel desconhece o prazer do próprio corpo.

Ryan Jones acaricia o corpo macio de Muriel. 
De repente, notando-lhe o embaraço, pergunta com ternura:
“Querida... você nunca fez amor antes?” Muriel sente-se vulnerável como uma criança. Teme que ele zombe de sua inexperiência. 
A resposta vem lenta, quase num sussurra
“Não... Nunca...”
Ryan tenta disfarçar a perplexidade. Então não era mentira: Muriel Spencer, a autora de tantos livros eróticos de sucesso, era uma mulher que nunca conhecera o prazer de se entregar a um homem.

Capítulo Um

Depois de uma longa viagem até uma cidadezinha próxima a Missoula, no Estado de Montana, Ryan deparou com o tipo de mulher que sempre povoara seus sonhos de adolescente. Embora um pouco mais velha do que fora o seu modelo ideal, irradiava o mesmo brilho que ele imaginava.
Ryan observava-lhe o corpo esbelto e magro enquanto ela conversava com uma garotinha.
Ainda não sabia definir se ela tinha um rosto bonito, mas era de fato muito atraente. As feições um tanto angulosas acabavam sendo suavizadas por enormes olhos azuis, longos cílios negros e lábios carnudos. O conjunto formava um rosto delicado e ao mesmo tempo excitante.
Olhou a menina correr e viu que a mulher sorria de modo terno e meigo. Não entendia como, depois de tudo que acontecera, ela conseguia manter ainda aquele ar de inocência.
Vendo-a agora, com o sol resplandecendo nos cabelos dourados, era impossível imaginar que pudesse ser uma criminosa.
Sentindo que alguém a olhava intensamente, ela se virou, olhando na direção de Ryan com um sorriso luminoso nos lábios.
Ele se aproximou.
— Muriel Spencer? — perguntou, sorrindo. — Meu nome é Ryan Jones.
Aquela voz quente e macia como um veludo envolveu-a de imediato. Entretanto, Muriel tinha ficado furiosa quando o chefe da polícia local, Ted Dye, lhe dissera que havia prometido o quarto vago da casa onde ela morava para o filho de um velho amigo. Contou que o rapaz havia sofrido um acidente sério e que precisava de um lugar calmo para se recuperar por mais ou menos um mês.
Muriel se enfurecera porque desconfiava que aquele “filho de um velho amigo” ficaria ali apenas para espioná-la. O chefe não se contentava em ter toda a cidade a observá-la e agora queria alguém vivendo na mesma casa com ela.
De qualquer forma, ele havia chegado e nada mais poderia fazer senão recebê-lo. Contudo, a aparência daquele homem indicava que estava mesmo se recuperando de algum trauma profundo. 
Era pelo menos um palmo mais alto do que ela, tinha ombros largos e lábios finos, e parecia muito magro para seu tipo físico.
Ela o olhou no rosto. A boca tensa de Muriel esboçava um sorriso que teve o poder de alegrar o semblante bastante pálido de Ryan.
Mas os olhos castanhos brilhavam, embora o olhar dele se mostrasse um tanto zombeteiro, como se escondesse algo. Os cabelos, de tão pretos, pareciam ter reflexos azuis.
Muriel começou a se preocupar com o que ele diria quando visse as condições do local que ocuparia. Era possível que pedisse o endereço do hotel mais próximo. Aliás, Muriel fizera questão e deixar o aposento naquele estado deplorável para que ele tomasse exatamente tal atitude.
— Senhor Jones, prazer em conhecê-lo — falou, estendendo-lhe a mão.
Ryan cumprimentou-a com um aperto forte e firme. Naquele momento, foi como se uma poderosa fagulha percorresse o corpo de Muriel.
— O prazer é todo meu, Srta. Spencer — Ryan respondeu num tom formal.
Muriel se sentiu embaraçada, certa de que alguma coisa estava errada. Sua pergunta foi imediata:
— Como sabe meu nome, e quem lhe disse que me encontraria aqui?

 

Conquista Selvagem

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







Na busca do amor, Robert e Vanessa estavam destinados um ao outro...

Vanessa sentiu-se indignada! 

Como Robert Savage tinha coragem de acusá-la de sedução, se tudo não passara de um mal-entendido?
Pouco importava que ele fosse um exemplo perfeito de autocontrole e sofisticação, também era seu patrão, além de um perigoso predador de corações femininos. 
Só que Vanessa não tinha nenhuma intenção de se tornar mais uma vítima do charme desse homem. Porém, Robert parecia não pensar do mesmo modo que ela...

Capítulo Um

Estava escuro no interior da casa, mas a falta de iluminação não o impediu de subir a escada estreita. Movia-se com a habilidade de alguém acostumado a explorar totalmente os próprios sentidos. Não precisara enxergar para abrir a porta da frente e ir direto até a escada. Seus sentidos aguçados haviam sido suficientes para guiá-lo.
Ao alcançar o topo da escada, adiantou-se com passos firmes, em meio à escuridão, centralizando-se mentalmente entre as paredes, para evitar alguma colisão com os móveis. Poucos metros adiante, virou para a esquerda e entrou em um dos quartos. 
Ao fechar a porta atrás de si, a escuridão tornou-se quase completa. Após um instante de hesitação, avançou até o outro lado do aposento. Afastou as cortinas, revelando a janela com vista para o lago de águas escuras.
Fechou a mão com força e a relaxou contra o vidro da janela, como se o simples gesto houvesse eliminado toda a tensão de seu corpo. Exalou um suspiro de alívio, depositando a mala e a sacola de viagem no chão. Permaneceu diante da janela durante um longo tempo, apoiando a testa no vidro frio.
Então, com outro suspiro, endireitou o corpo e massageou a nuca, aliviando a tensão. Em seguida, encaminhou-se até a segunda porta do quarto. Robert Savage estreitou os olhos para protegê-los da claridade, ao acender a luz do banheiro. Deixou os óculos sobre a pia de mármore.
Não lembrava de haver sentido esse cansaço antes. Talvez porque a fadiga da viagem de retomo à Nova Zelândia era geralmente sobrepujada pela sensação de euforia diante da possibilidade de outra comissão. Dessa vez, porém, a euforia fora substituída por uma indefinível insatisfação que o enfurecera. 
Esse último trabalho fora, sem dúvida, o melhor de sua carreira. Talvez houvesse se dedicado demais ao projeto e gerado uma expectativa além da conta.
Robert balançou a cabeça, tentando afastar a exaustão que obscurecia seus pensamentos. Tirou o terno conservador, pendurando as peças com cuidado nos cabides. 
Um sorriso curvou seus lábios quando pensou na possibilidade de estar sentindo os efeitos da idade. No dia seguinte faria trinta e quatro anos. Embora continuasse confiante quanto às habilidades intelectuais, sentia que seu corpo começava a cobrar um ritmo mais ameno de trabalho e viagens.
Essa viagem ao redor do mundo, em particular, fora um verdadeiro pesadelo de cancelamentos e atrasos. Estivera próximo de ter um colapso nervoso. Isso, acima de tudo, fizera-o enxergar que estava na hora de selecionar melhor suas prioridades. 
Antes de entrar no chuveiro, Robert deu uma olhada em seu reflexo ao espelho. Sentiu-se melhor ao notar que sua aparência não denunciava o cansaço físico. Seus olhos azuis continuavam com o mesmo brilho de sempre. Os cabelos negros apresentavam alguns fios prematuramente prateados, mas seu corpo continuava esbelto como sempre, graças à sua herança genética e principalmente ao fato de ele nunca se hospedar em um hotel sem piscina. Tinha o hábito de nadar muito pela manhã, para aliviar a tensão mental e enrijecer os músculos do corpo.
O banho quente surtiu um ótimo efeito. Após enrolar-se na toalha felpuda, voltou para o quarto. 
Passou os dedos sob o queixo, dando graças por não precisar fazer a barba de novo, antes de dormir. Mais de uma mulher já comentara o inusitado contraste entre sua barba que crescia rápido demais e seu peito sem pêlos.
Abriu um pouco a janela, apreciando o ar fresco sobre sua pele ainda úmida. No fim de março, Auckland costumava ser um lugar frio, mas nessa noite a região mantinha características evidentes do verão. Espreguiçou-se longamente, prolongando o bocejo. 
Tirou o Rolex e o deixou sobre a mesa-de-cabeceira. A perspectiva de deitar o corpo nu entre os confortáveis lençóis parecia boa demais para ser verdade. Deu graças ao pensar que a única coisa que o envolveria nas próximas horas seriam os braços celibatários de Morfeu. 
Talvez estivesse mesmo ficando velho, pensou consigo.Apertou os lábios, espantando-se de repente. A cama já estava ocupada!