sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Caindo aos Pedaços

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Foi apenas uma pequena mentira e nunca pensei que iria sair do controle. 

Mas não tive escolha, já que Asher estava perto de descobrir a verdade sobre mim e eu não podia deixar isso acontecer.
Agora todo mundo me odeia. Bem, todos, exceto Asher. 

Ele ainda acredita em mim, mesmo depois do que fiz.
E quando estou com ele, sinto como se estivesse caindo. 

Só espero que se isso acontecer, ele esteja lá para me pegar.



Capítulo Um

— Ok, o que você acha? — Billie fala vindo do corredor. — Seja honesta.
Levanto a cabeça do encosto do sofá, assim que elaentra na sala. Ela está vestida com um top preto, calça jeans e botas até os joelhos, com fivelas que tintilavam conforme ela andava. Franzo a testa, quando me douconta do amplo decote em suas costas.
— Whoa. O cara não vai saber o que o atingiu.
— Estou muito elegante?
Começo a rir. Só Billie para achar que jeans e um top frente única eraelegante.
— Não, não está.
— Legal. Não quero parecer que estou tentando impressionar. — Ela faz uma pausa franzindo a testa. — Porque eu não estou. Não poderia me importar menos sobre esse cara. Estou apenas usando-o para um jantar e uma noite fora.
— Não há problema em dizer que gosta dele, Billie. — Dou um sorriso e volto a olhar para a revista aberta em meu colo.
— Oh, sim, eu vou aceitar conselhos amorosos de você. O que vai fazer hoje? Planejandopassar uma noite fascinante lendo revistas e assistindo televisão?
Sinto-me ofendida com suas palavras, mesmo sendo verdadeiras. — Talvez — digo com tristeza.
— Sabe, você realmente precisa começar a sair, Ivy. Viver um pouco. — Ela vai em direção à cozinha, onde a jaqueta e bolsa estavam jogadas em cima da mesa.
Quando eu morava com a minha mãe, ela nunca teria tolerado utilizar nossa mesa como cabideiro. Mas essa é a alegria de alugar seu próprio apartamento. Você começa a fazer o que quiser e aparentemente o que Billie e eu queríamos era viver na bagunça. Sinto tremores ao olhar em volta e ver as latas de refrigerantes vazias, os livros, revistas e sapatos jogados por toda a nossa pequena sala de estar.
Oh, bem. É melhor do que ter que aturar minha mãe e meu padrasto.
— Eu saio sim, fiz isso outra noite mesmo — explico.
— Ir buscar um filme e comida chinesa não é sair. — Billie veste a jaqueta de couro. — Você trouxe tudo para cá e ficou em casa.
— Posso ir visitar meu avô mais tarde.
— Isso não conta muito. — Billie se aproxima de mim. — Ivy, é sexta-feira à noite, você tem 19 anos e vai ficar em casa. Isto não é saudável. — Ela tira a revista do meu colo e a jogana mesa de café. A revista esvoaça enquanto cai, as páginas sussurrando à medida que entram em contato uma com a outra. — Vamos lá, você pode se juntar a mim e a Ryan.
— Não, obrigado. — Balanço a cabeça. — De modo algum vou ser a terceira roda.
Billie suspira se empoleirando na beira do sofá.
 Ivy, aconteceu há mais de um ano. Você tem que seguir em frente, em algum momento.
Meu peito se aperta e não tenho nenhuma vontade de discutir com ela novamente. Apertoos lábios, pego a revista e me afasto dela.
— Ivy? — Ela chama e eu olho para o relógio.
— Billie, é melhor você ir ou vai se atrasar.
Ela segue meu olhar e arregala os olhos ao ver que horas são, então, ela me dá um sorriso triste.
— Tudo bem. Vou deixar para lá neste momento, mas essa conversa não acabou.
Claro que não, nunca acaba.
— Divirta-se, Billie—falo sobre o ombro, enquanto ela sai.
— Não me espere — ela grita antes de fechar a porta.
Eu viro as páginas da revista, observando as imagens brilhantes e coloridas. As celebridades parecem tão felizes e glamourosas nas fotos, mas sei quetudo é uma farsa. Afinal, sei tudo sobre manter as aparências, fingir que está feliz quando na verdades e está morrendo por dentro.




Para Além do Arco-Íris

ROMANCE CONTEMPORÂNEO








Para Seth e Natascha, enfrentar o amor era o maior dos desafios! 

Ao ver Seth banhando-se no lago de águas cristalinas, Natascha compreendeu que estava completamente apaixonada por ele.
De repente, deu-se conta de que também se apaixonara pela vida durante aquele verão no Canadá. 
Cercada pela natureza selvagem, descobrira a grande emoção de desejar um homem. Mas, apesar de amá-lo, tinha medo de se aproximar de Seth. 
Jamais poderia se esquecer de que ele já a rejeitara uma vez.

Capítulo Um

Durante todo aquele dia, enquanto o avião atravessava os céus do Canadá, Natascha Dennis esteve concentrando o pensamento no destino final da viagem: Whitehorse, capital do Yukon, a mais de quatro mil e oitocentos quilômetros do lugar de onde ela vinha, o oeste de Montreal, e a mil e seiscentos quilômetros de Vancouver. Mas agora que o avião pousava no terminal do Whitehorse, amplo e impessoal, ela compreendia, com um arrepio nervoso a lhe percorrer a espinha, que sua viagem mal havia começado.
Passados todos os trâmites normais no aeroporto, ela esperou durante alguns momentos diante da esteira giratória que sua mala de lona aparecesse, para apanhá-la. A confusão de seus sentimentos era tamanha que temia deixar-se tomar inteiramente pelo pânico, e sua garganta estava seca. E se a hospedaria que procurava nem fosse conhecida por ali? 
Se já tivesse fechado há muito tempo? Talvez não passasse de uma tolice de sua parte ter feito toda essa viagem sem tomar informações primeiro. "Natascha, será que você não é capaz, pelo menos uma vez na vida, de tomar uma atitude que não seja irracional e impulsiva?" A voz de Olga, estridente e nervosa, sempre criticando Natascha por suas reações naturais, soava em seus ouvidos de um modo tão real que, em seu íntimo, nem lhe parecia verdade o fato de Olga ter morrido tão recentemente. 
— Posso ajudá-la, senhorita? 
Tirada de seus pensamentos pela pergunta do rapaz que se ocupava do guichê de informações, ela assustou-se, mas logo se refez e perguntou: 
— Eu preciso ir à Hospedaria Caribu, dirigida pelo sr. Neil Curtis. Sabe como posso chegar lá? O jovem pensou um pouco antes de responder: 
— Uma de nossas companhias de táxi aéreo faz essa linha, mas não sei ao certo qual é. 
Parte da tensão que dominava Natascha diminuiu; pelo menos a hospedaria ainda existia. Talvez não tivesse sido tão tola, afinal. O jovem do outro lado do balcão deu uma olhada ao longo do saguão. 
— Se Chuck estivesse aqui poderia informá-la melhor — disse para desculpar-se da ignorância —, mas ele está de folga esta manhã. Em todo caso, fale com Lily, a mulher que está no caixa daquela loja ali em frente. Ela conhece tudo e todos por aqui, especialmente o pessoal das linhas aéreas. Um dos filhos dela é piloto de táxi aéreo há anos.
— Muito obrigada — disse Natascha, sorrindo para o rapaz e afastando-se do balcão. Apesar de nervosa, ela estava achando aquilo tudo muito divertido. Em Montreal, de onde vinha, jamais teria que ir a uma loja de presentes para obter informações sobre táxi aéreo. 
A tensão ia se dissolvendo enquanto Natascha atravessava o corredor, com sua mala chocando-se contra os joelhos a cada passo. Seus longos cabelos castanho-claros e a beleza de seu corpo de pequena estatura atraíam muitos olhares, o que também a divertia e, de certa forma, lisonjeava.

Emoção Secreta

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Meg tinha ido para a ilha à procura de paz e esquecimento. 

Era estranho, mas agora que estava presa a uma cadeira de rodas, sentia-se mais feliz do que antes, quando era a louca e extravagante Margaret Cairns, pantera das colunas sociais. Não podia andar, mas nada lhe faltava. Amor? 
Não pensava nisso. Nem sentia falta. Pelo menos, até aquela noite chuvosa, quando um estranho entrou em sua cabana, despertando em Meg emoções adormecidas. 
Paul Moreton chegou para acabar com sua paz e fazer com que se sentisse novamente mulher. Mas ela não era uma mulher inteira; não tinha o direito de desejar um homem ou sonhar com uma família. 
Paul nunca devia saber de sua paixão sem esperança!


Capítulo Um

 — Já estamos chegando? — perguntou Chris, mal-humorado. 
— Não tenho certeza — respondeu Paul. — Acho que errei o caminho. Por que não tenta dormir mais um pouco? Acordo você assim que a gente chegar. 
O garoto balbuciou qualquer coisa, abraçando-se ao travesseiro e mantendo-se afastado do pai o mais que podia. Com um misto de ternura e mágoa que Chris sempre lhe despertava, Paul olhou-o, desejando que o filho confiasse mais nele. Gostaria que Chris se aninhasse junto a seu corpo, em vez de apoiar a cabeça na porta do carro, permitindo que fizessem a viagem abraçados, naquela noite chuvosa. Deu um suspiro profundo, pensando se esse dia chegaria alguma vez. 
O psiquiatra do hospital tinha dito que ia levar tempo para Chris ganhar confiança. Tempo e paciência... Paul tinha ambos. O que não sabia, naquele tempo do hospital, era que a rejeição contínua do filho fosse feri-lo tanto. Amava o garoto, mas Chris deixava dolorosamente claro que não queria esse amor. Tinha pensado dezenas de vezes no assunto, sem nunca chegar a um resultado prático. Para dizer a verdade, de nada adiantara. Ao menos, o garoto agora havia adormecido outra vez. 
Devia estar cansado... e isso era o que os médicos menos recomendavam. Paul bateu com a mão no volante, num gesto de frustração total. Não podia culpar ninguém, a não ser a si próprio, pela situação em que se encontravam. O avião tinha demorado a sair de Toronto; uma denúncia de uma bomba a bordo obrigou a que revistassem o aparelho de uma ponta à outra. Por isso, já chegaram atrasados a Halifax. 
Lá, houve um malentendido ao alugar o carro, que os prendeu por mais uma hora e meia. O que devia ter feito era ir direto para Halifax e dormir num hotel, para ter certeza de que Chris passaria uma noite tranquila. Mas o menino queria chegar ao mar e ele próprio estava ansioso para se afastar das cidades. Então, telefonou para a pensão onde tinham feito as reservas e recebeu uma série de explicações complicadas de Rose Huntingdon, a proprietária. 
— É muito fácil, sr. Moreton. Não tem como se perder.
Não havia dúvidas de que ela se enganara, pensou Paul, irritado e pisando fundo no acelerador. Não fazia a menor ideia de onde estava, ou qual a direção a tomar. Cerca de cinco quilometros atrás, tinha virado à esquerda, na ponte, seguindo as instruções da sra. Huntingdon.

Amor Imperfeito

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
A paixão, quando acontece, não conhece barreiras! 

Com o coração descompassado, Laura vê Justin se levantar para reavivar o fogo na lareira. 
Então, em vez de voltar para junto dela, ele se deita no sofá, com ar distante, pensativo. Decepcionada, Laura procura uma explicação para o comportamento de Justin. 
Haviam se casado naquela tarde e, depois de jantar num restaurante francês, voltaram para casa e se amaram no tapete da sala. 
De repente, Laura se dá conta de que, no auge do prazer, gritara o nome de Clay, o marido de sua irmã!


Capítulo Um

"Será que nunca vou chegar?", pensou Laura. 
Naquela manhã, em especial, o trânsito estava muito lento. Pouco mais tarde que de costume, estacionou o carro diante do suntuoso edifício que abrigava a Justin Abernathy Advogados. Saiu apressada, ajeitando o suéter que trazia sobre os ombros. Por certo, no início de março o clima em Phoenix era mais agradável do que na maioria das cidades, mas as manhãs e noites eram frias. 
— Frias!? — Resmungou. "Você desfruta desse clima maravilhoso há menos de um ano e já está mal-acostumada. Em Green Bay, sim, deve estar até nevando. E você... reclamando por usar um suéter de manhã! Adoraria a neve, o gelo e o frio, se pelo menos pudesse voltar para casa", pensou. 
Endireitou os ombros. "Seu lar agora é aqui", disse a si mesma. "Afinal, lar não é uma cidade, um bairro, uma casa... Mas o lugar onde se é livre, sem fingimentos, desculpas ou falsos sorrisos. No lar se pode chorar sem ter de dar explicações." E Green Bay nunca mais seria seu lar. Não enquanto Shelley estivesse lá. Shelley e Clay. A recepcionista ergueu os olhos da correspondência que separava e sorriu.
— Difícil eu chegar mais cedo que você, Srta. McClenaghan. Está aproveitando para descansar um pouco enquanto o Sr. Abernathy está fora da cidade? Laura sorriu. 
— Não exatamente. Essa é toda a correspondência? A outra jovem espirrou e balançou a cabeça. 
— Acabo de encontrar outra carta perfumada debaixo dessa pilha. — Juntou o envelope azul às demais cartas do Sr. Abernathy e espirrou novamente. 
— Começo a desconfiar que seja alérgica a perfumes. 
— Bem, nem todas as cartas do Sr. Abernathy chegam impregnadas de perfume barato. 
— Oh, não — concordou a recepcionista de imediato. 
— Algumas mulheres preferem perfumes franceses. É impressionante que sejam capazes de gastar preciosas gotinhas em cartas para o advogado. Laura não pôde conter o riso. 
— Dê-se por feliz que elas se limitem a escrever cartas. Já pensou se viessem aqui pessoalmente? 
— Deus me livre! Eu passaria o dia todo espirrando! Mas você não acha incrível! Essas mulheres mal saem de um casamento falido e já estão pensando em romance outra vez. 
— Por que não? Para algumas, este é um modo de vida. Além do mais, você tem de admitir que ele se saia muito bem nesse jogo, quem sabe até goste. A recepcionista pareceu horrorizada. 
— Acha mesmo que ele tira proveito? 
— Não, eu não disse isso. Laura estava arrependida do comentário que fizera. Apanhou a pilha de envelopes, atravessou a área acarpetada da recepção e, entrando em sua sala, bateu a porta com firmeza. 

Absolutamente Apaixonada

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Kate sonhava encontrar um homem romântico, 

que lhe enviasse flores e fosse capaz de eternas juras de amor. Mas o destino quis que encontrasse Barrett, um solteiro convicto, atraente, viril, que desejava apenas aventuras passageiras. 
Quando ele a tomou nos braços e a olhou intensamente, sorrindo com sensualidade, Kate soube que não poderia fugir. 
Mesmo que os momentos vividos fossem raros e fugidios, trazendo-lhe no futuro lágrimas e saudade...


Capítulo Um

Kate Marlowe verificou seu relógio de pulso. Trinta e cinco minutos e vinte segundos. Foi o que o ônibus demorou para ir do centro da cidade até a Union Street. Economia de tempo foi um fator que não considerou ao decidir abrir uma firma de consultoria para casamentos, no bairro de Marina. Nessa época, procurava apenas um local que oferecesse uma atmosfera romântica e um preço acessível. 
Conciliara os dois requisitos ao alugar um conjunto num prédio em estilo vitoriano, localizado em uma da ruas comerciais mais conhecidas de San Francisco. Infelizmente, por força de suas atividades, precisava ir com muita frequência ao centro, onde se concentravam os melhores hotéis, de modo que Kate passava muito tempo dentro de ônibus ou então procurando onde estacionar seu carro. Entretanto, não reclamava. 
Embora exaustivo, era um trabalho gratificante, que fazia com o maior prazer. E não deixava de ser agradável pensar que de sua criatividade e organização dependiam o sucesso de uma cerimônia de casamento. O ônibus parou um quarteirão antes do prédio onde funcionava o Romantic Affairs Wedding Agency. Kate desceu e, enquanto caminhava até o escritório, mentalmente preparava-se para a próxima entrevista. 
Cumprimentou o sr. Ramoni, que há vinte anos vendia flores na mesma esquina e que já fazia parte do visual da rua. Resmungou baixinho quando o homem se aproximou. Já tinha uma tendência natural para atrasar-se nos compromissos, e deixar-se envolver por conversas com conhecidos era uma das principais razões, porém não resistiu ao sorriso amigável dele. 
— Alô, srta. Marlowe. Olhe, para a senhorita! 
— Obrigada — respondeu, pegando a rosa branca, sua flor favorita, mal escondendo a surpresa. 
— Segui seu conselho — Ramoni confidenciou. 
— Valeu a pena? Ele assentiu e, meio embaraçado, explicou: 
— Minha Helena admitiu que jamais tivera uma noite tão maravilhosa, e nos sentimos como dois adolescentes de novo. 
— Fico feliz por vocês. 
— E lhe devemos essa alegria. Se precisar de mim, estou pronto para servi-la. 
— Sejam felizes. — Assim dizendo, despediu-se, retomando seu caminho. Chegou ao prédio e subiu os degraus sorrindo, com a lembrança do sr. Ramoni. Era bom vê-lo feliz novamente. Logo, porém, o sorriso desapareceu, ao ouvir o velho relógio que pertencera a seu avô soar cinco vezes. Apressou os passos e, com ar de inocência, abriu a porta do escritório. 
— Desculpe o atraso, mas não tive culpa — apressou-se em esclarecer. Liz Jamison, sua sócia, levantou a cabeça e, fitando-a, enquanto Kate pendurava o casaco no armário, indagou: 
— O que houve desta vez? Trânsito, enchente ou obra do destino? 
— Um ônibus quebrado e um carrinho de sorvete estacionado em fila dupla — Kate retrucou. 
— E Melanie, ainda está aqui?

Minha Adorável Espiã

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Como encarar Brian depois que ele soubesse de tudo? 

Depois daquela noite maravilhosa no dormitório da fábrica, Diana tinha certeza de amar Brian, e sabia que ele, apesar de todos os desencontros iniciais, também estava apaixonado por ela... 
Mas como Brian reagiria quando soubesse que Diana tinha sido a responsável pelo seu divórcio?
Será que a rejeitaria, ou sua paixão era tão grande a ponto de perdoá-la?


Capítulo Um

— Seja razoável, Brian. Qual o problema de colocar mais alguém trabalhando na empresa? Eu lhe dou minha palavra: essa pessoa não vai incomodar ninguém! 
Brian Rutledge levantou-se irritado da cadeira, e olhou pensativamente pela janela do Peabody Bank. Precisava manter a calma e arranjar alguma saída, mas não tinha alternativa: ou aceitava as exigências do banco, ou então eles não lhe concederiam o empréstimo. 
— A decisão foi do conselho — recomeçou Bruno Maynard.
— É uma situação de alto risco, Brian. O banco precisa cuidar dos próprios interesses, e o jeito que eles arrumaram para isso foi propor alguém para ficar dentro da empresa, acompanhando todo o processo de perto... Brian virou-se, e encarou Maynard, com as feições desfiguradas. 
— Para mim o banco está querendo meter o nariz em tudo o que eu faço, até transformar minha vida num inferno! — interrompeu ele, nervoso. Em seguida, tentando ficar mais calmo, continuou: — Escute, Bruno, me dê uma chance. Você tem minha empresa como garantia. Perderei tudo se você não me der o empréstimo. É a última coisa que preciso para melhorar minha situação. 
— Posso lhe servir um drinque, Brian? — perguntou Bruno, querendo aliviar a tensão entre os dois. 
— Não, obrigado — ele respondeu, rindo. — Nove da manhã é cedo demais para mim, Bruno. 
— Quer dizer que você não é assim tão negligente com a saúde como se fala por aí? Pensei que bebesse demais — Maynard retrucou. 
Brian sabia que todos faziam mau juízo dele. Culpa de seu pai, que espalhara pela cidade inteira que ele não era nada respeitável. Brian e o pai sempre foram muito parecidos e, talvez por isso, nunca se deram bem. Quantas brigas, quantos ressentimentos existiram entre os dois... Nem trabalhar juntos conseguiram... A voz pausada de Bruno deteve seus pensamentos. 
— Sabe, Brian, estou feliz que tenha voltado a Memphis e feliz por você ter tomado as rédeas da Rutledge Enterprises — disse Bruno, encarando-o. — Seu pai, que Deus o tenha, não suportaria os novos problemas da economia atual, não é mesmo? Brian sorriu. 
Admirava a capacidade que Bruno tinha de misturar assuntos de negócios com lembranças do passado. Com certeza agora ele voltaria a falar sobre as condições do empréstimo. 
— Tenho certeza de que seu pai nunca aceitaria que nós, do banco, colocássemos alguém da nossa confiança dentro da empresa para averiguar seus negócios — continuou Bruno, como Brian esperava.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

A Dança do Bilionário

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Os Solteiros Bilionários









Joseph Anderson decidiu que é o momento que seus três filhos bem-sucedidos encontrarem noivas.

Joseph quer netos para encher sua enorme mansão, e ele os quer imediatamente.
Teve êxito com o casamento de seu filho mais velho e neste intrigante livro nos traz a história de Alex e Jessica.
Alex é um solteiro contumaz que adora viajar por todo mundo e ter tantos romances quanto é possível. Isso até que conhece Jessica Sanders.
Uma noite com ela e está mudando seu ponto de vista a respeito do celibato e começa a pensar que a vida matrimonial é o novo caminho para ele
.

Série Os Solteiros Bilionários
1- O Milionário ganha o Jogo
2- A Dança do Bilionário






O Poder e a Glória

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Momentos de Decisão

Ele é rico, poderoso e mestre em misturar negócios, política e prazer!

Qualquer mulher com sangue correndo nas veias mataria para ficar presa ao carismático e sexy Brady Marshall.
Mas o objetivo da ativista Aspyn Breedlove é ganhar visibilidade e não acessibilidade àqueles deliciosos músculos de aço por baixo dos ternos caros que ele vestia.
Em um golpe inesperado, ela ingressa no comitê do qual Marshall faz parte. 

Aspyn tem esperança de trabalhar para o diabo sem vender a alma para ele. Mas quais seriam suas chances de sucesso?

Capítulo Um

— Vive La Rèvolution! De novo.

Brady Marshall parou de escrever a mensagem no celular e olhou para o chefe de gabinete do pai, que observava a vista da Constitution Avenue pela janela. 
— O que foi, agora? 
— Um protesto. Pequeno. Por volta de cinquenta pessoas. — Nathan balançou a cabeça. — Eles não têm nada melhor para fazer numa manhã de sexta-feira? 
Nathan era um pessimista, vítima de muitos anos na política da capital. Ele era um bom chefe de gabinete, e o escritório do senador Marshall operava com eficiência e sem problemas, mas perdera o propósito há muito tempo. Depois daquela eleição, Brady precisaria ter uma longa conversa com o pai, cogitando a possibilidade de sangue novo. 
— Talvez eles tenham prestado atenção na parte sobre “cidadania engajada” das aulas de Educação Cívica na escola e decidiram aproveitar este belo dia de outono para exercitar seus direitos e mostrar o descontentamento com... 
— Muitas coisas. — Eles estão protestando contra o quê, afinal? 
— Faz diferença? 
— Sim — Brady foi até a janela. Ele não podia ouvir a multidão, mas conseguia ver que eles estavam animados e engajados. 
— Se tenho mesmo que os encarar, quero saber se eles estão descontentes com alguma decisão política recente ou com meus sapatos de couro. 
— E por que você iria até lá? — Nathan foi até a mesa e abriu uma gaveta. 
— Vou me encontrar com um amigo no parque, e o caminho mais curto é passando por aquele grupo.
Voltando até a janela, Nathan ergueu um par de pequenos binóculos e focou a pequena multidão. 
— Não posso dizer com certeza, mas acho que são fanáticos pela natureza, pelos cartazes. 
— Você guarda um binóculo na sua mesa? Nathan deu de ombros. 
— São úteis, não são? Eu não quero saber. Nesse caso, a ignorância era uma bênção. 
— Então. — Ele se afastou da janela e começou a juntar suas coisas. —
O senador precisa dar uma olhada nisso tudo antes de se encontrar com o novo consultor, na quarta. Se ele quiser mesmo ter uma boa estratégia. Do contrário, eu vou cuidar disso pessoalmente. Embora aquela fosse a primeira vez que ele encabeçava oficialmente uma campanha, a impressão era de que passara a vida toda representando candidatos. 
Ele não gostava particularmente da rotina diária do mundo da política — e, independentemente das especulações, ele jamais pretendia assumir a cadeira no senado que sua família ocupava há quarenta anos —, mas campanhas, por outro lado... Campanhas eram um desafio. 
 
Série Momentos de Decisão
1 - Questão de Honra
2 - O Poder e a Glória
Série Concluída

Questão de Honra

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Momentos de Decisão




Ela deveria apenas ser encontrada, ou também tinha que pertencera ele?

A missão era bem fácil. Karim al Khalifa, príncipe de Markhazad, precisava apenas encontrar o esconderijo da rebelde princesa Clementina Savanevski na Inglaterra e levá-la de volta para se casar...Mas com outro homem. Karim não tinha permissão para sentir seu perfume sedutor, se perder em suas curvas encantadoras ou retribuir os olhares encorajadores.
A honra de sua família, e também a de Clementina, exigiam que ela retornasse pura e casta ao reino e ao noivo indesejado. 
Para que a missão seja cumprida, ele terá que resistira cada segundo de tentação!

Capítulo Um

— Você sabe por que estou aqui.
A voz daquele homem era profunda e sóbria, e combinava com o tom escuro de seus olhos e seu cabelo... E seu coração, até onde Clemmie supunha. Parado junto ao batente da porta, sua figura imponente se destacava por revelar seus ombros largos, a altura impressionante, e sua força preocupante.
Bastante preocupante, Clemmie poderia dizer. Ela não sabia bem o que, na aparência dele, transmitia essa sensação de perigo iminente. Não tinha nada a ver com a postura dele naquele momento.
O homem estava relaxado, as mãos, enterradas nos bolsos da calça jeans de bom corte, que moldava os quadris estreitos e as pernas firmes. Nada que indicasse algum tipo de ameaça. E seu rosto, apesar de másculo e duro, não tinha nada que evocasse romances de mistério e suspense, que envolvem assassinos em série e vampiros ressurgidos do túmulo. 
Não que essas personagens encarnassem o mito de que o mal tem de ser feio. E aquele homem, com certeza, não era nada feio. Na verdade, era estonteante. Seus olhos, escuros e profundos, eram emoldurados por cílios perfeitos; suas feições eram marcantes; sua pele, bronzeada. Ele era a personificação da palavra “sexy”. Tudo nele despertava o que havia de mais feminino no coração de Clemmie, fazendo-a estremecer. 
A imagem de um vampiro devastador e perigoso firmou-se em sua mente, e ela não pôde deixá-la de lado. Era alguma coisa em seus olhos... Um olhar frio, direto, firme. Fixo e obstinado. Ela não conseguia entender aquele olhar. E por não conseguir encontrar uma razão para aquela frieza, tremia ainda mais, embora forçasse a si mesma a não demonstrar como se sentia. 
Assim, sorriu de um modo que esperava ser educado o bastante, mas não hospitaleiro. 
— Como é? 
Se o estranho notou a nota de rejeição e negação que Clemmie tentou impor em suas palavras, seu semblante enigmático não deixou transparecer. Com certeza não parecia desencorajado ou mesmo preocupado. Ele a encarou mais uma vez com aqueles olhos frios e repetiu, com mais ênfase: 
— Você sabe por que estou aqui. 
— Acho que não. 
Ela estava esperando alguém Temia sua chegada havia semanas, com a aproximação do dia em que celebraria seu vigésimo terceiro aniversário. Se “celebrar” fosse o termo certo para marcar o dia que significaria o fim da vida que conhecia e o começo de uma nova. 
O começo de uma existência que Clemmie sabia que se aproximava, mas que tentou ignorar, sem sucesso. O pensamento de que o futuro pairava sobre sua cabeça como uma nuvem escura de tempestade deixava Clemmie mais e mais aflita, conforme se aproximava a data da mudança de seu destino.
 
Série Momentos de Decisão
1 - Questão de Honra
2 - O Poder e a Glória
Série Concluída

Inebriante

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Flor da Pele





O playboy Wyatt DeSalme resolveu bancar o espião, 
por isso se infiltrou na pequena vinícola Bella Notte. 

Utilizando seus refinados olfato e paladar, ele quer desvendar o segredo por trás de vinhos tão deliciosos.
Entretanto, sua descoberta mais inebriante é a mulher no comando da produção… Uma verdadeira workaholic, Kiara Romano tem olhos apenas para o negócio de sua família.
Viver um romance nem entra na pauta do dia. 
Mas Kyara não consegue evitar a embriaguez ao sorver cada gota do olhar aveludado de Wyatt ou ao sentir sua carícia frisante e persistente.
Os encontros pelo vinhedo se tornam pura magia. Até Kyara sentir a acidez da verdade por trás da sedução de Wyatt…

Capitulo Um

Ao amanhecer do primeiro dia de junho, Wyatt DeSalme estava na proa da balsa, observando a ilha entrar em seu campo de visão, envolta em névoa ao longo da costa norte da Califórnia. Os motores transferiam sua vibração para o piso da plataforma e ele sentia o gosto do ar salgado de mar.
Gaivotas tagarelavam como mulheres fofoqueiras, e as vozes empolgadas dos jovens, homens e mulheres que o cercavam, segurando seus cafés gourmet e beliscando pãezinhos de cortesia, aumentavam em tom e ritmo conforme a névoa se dissipava. 
De repente, o costão irregular com dois picos, conhecidos como Dois Corações, se projetou do meio da ilha, reluzindo sob a luz alegre da manhã. 
Era isso. Seu destino. 
A sensação estranha o atravessou, uma sensação que dizia: Se você fizer isso, nunca mais vai ser o mesmo. Um nó desconfortável se instalou na boca do estômago. 
Eu não quero ir. 
Como assim? Normalmente, ele amava encenações. A brincadeira de agente secreto tinha sido sua favorita quando criança, ao contrário de seus irmãos, que gostavam de brincar de caubói e índio. Por que o impulso súbito de ficar enraizado na balsa enquanto todo mundo desembarcava? 
Qual é o problema? Vai agir como um frangote? 
O escárnio veio de lá do fundinho da mente, mas era a voz de seu irmão mais velho, Scott, cantarolando a provocação da infância juntamente a um monte de cacarejos; Wyatt nunca resistia quando era desafiado de tal forma. E foi por isso que ele quebrou a clavícula escalando um pé de marmelo quando tinha 10 anos e também escorregou no lago congelado quando eles estavam visitando os avós maternos no Kansas durante o Natal. 
As provocações, os desafios, as apostas e os riscos pavimentaram um longo caminho para a formação de seu caráter. Sempre ávido para provar sua capacidade aos seus irmãos mais velhos, ele havia se transformado num aventureiro ousado. Agora, aos 31 anos, ainda estava tentando ganhar a aprovação deles. Como disfarce, ele usava um óculos sem grau com armações escuras e uma barba espinhenta que estava por fazer há dois dias. 
Ao longo dos últimos meses, tinha deixado o cabelo crescer, numa preparação para seu jogo secreto, por isso, agora, as mechas formavam cachinhos que encobriam a gola da camisa. Ele não usava aquele estilo de cabelo desde a faculdade, e uma mecha insistia em cair na testa quando ele inclinava a cabeça para a frente.






Série Flor da Pele
1 – Sabor
2 – Lento
3 – Suave
4 – Ousadia
5- Emoção
6- Blackout
7 - Tensão
8 - Ardente 
9 - Minha Dupla Vida
10 - A Escolha
11 - Faça o Meu Jogo
12 - Revanche 
13 - Inebriante
 

Apostando Com o Coração

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Herdeiros do Trono de Kyr 
Um sheik que joga para ganhar! 

A coroa de Kyr não exerce o menor fascínio sobre um homem em busca de prazeres e aventuras como o sheik Kadir al-Hassan. 
Suas memórias do reino são tão obscuras quanto a noite no deserto. Mas nada o fará negligenciar o dever... Kadir retorna ao lar acompanhado pela abnegada assistente Emily Brant. Ao promovê-la ao posto de noiva real, ele terá que enfrentar a rejeição de seus súditos. 
Agora, Kadir precisa decidir qual será sua próxima cartada no jogo da realeza: cumprir sua obrigação com o reino do deserto ou consumar o desejo por Emily! 


Capítulo Um 

Emily Bryant alisou a severa saia preta, ajeitou o coque de estilo francês e segurou firme a xícara de café, ao passar pelas portas duplas que levavam aos aposentos de Sua Alteza Real, o príncipe Kadir Bin Zaid al-Hassan. Lá fora, o céu mostrava um belo tom avermelhado, indicando a proximidade da aurora. 
Apesar de ser tão cedo, Paris estava desperta e já se agitava. Logo Kadir também estaria acordado. Assim que ela batesse à porta do seu quarto. Emily ergueu as sobrancelhas e respirou fundo. O príncipe era difícil de lidar, e na certa não estaria sozinho. Se a manhã fosse como tantas outras, ela iria tropeçar em roupas de baixo de renda, meias de seda e um elegante vestido, jogados pelo chão. Em uma ocasião memorável, Emily deparara com um sutiã pendurado no candelabro de cristal veneziano. Em que cidade isso acontecera? Ah, em Milão.
Emily fez uma careta de desgosto: não suportava bagunça, ainda mais quando feita por pessoas que não deveriam fazê-la. E deu três batidas à porta. 
— Príncipe Kadir? Está na hora de acordar.
Independentemente da hora a que tivesse chegado na noite anterior, Kadir fazia questão de se levantar antes do amanhecer. Algumas vezes ele voltava a dormir, mas não antes de ter lhe dado ordens e instruções sobre o dia. E não antes de tomar o café que Emily sempre trazia. Na maioria das vezes, ele se levantava. 
Emily aprendera a permanecer impassível quando Kadir afastava as cobertas e revelava a sua pele bronzeada e o seu corpo musculoso. Também aprendera a virar a cabeça com discrição nas raras ocasiões em que ele se esquecia de cobrir a parte inferior de sua anatomia, antes de pular da cama e se enrolar num roupão. Se fosse outro homem e outro emprego, ela provavelmente se sentiria horrorizada. Mas ele era o príncipe Kadir, e Emily conhecia as imposições do seu cargo, que ele esclarecera muito bem ao contratá-la. 
Quando Kadir dissera que um homem seria mais adequado para assumir a posição de seu assistente particular, ela garantira que estaria à altura da tarefa. Portanto, suportava as suas idiossincrasias e as suas manias. Não teria ficado com ele por tanto tempo se Kadir não fosse brilhante e não lhe pagasse tão bem. 
Além disso, Emily considerava que arrumar aquele emprego assim que saíra da faculdade fora um golpe de sorte. Por melhor que fossem suas referências, Kadir jamais teria consentido em entrevistá-la se não estivesse tão desesperado para encontrar alguém que suportasse seus caprichos. Do outro lado da porta, a voz dele soou rouca e sonolenta: 
— Entre. Emily entrou no quarto ainda escuro, caminhando sem produzir ruído graças aos sapatos baixos e macios. Como todas as mulheres, ela sempre gostara de usar plataformas e saltos altos, mas os sapatos que passara a usar eram mesmo mais confortáveis. 
— Homens sempre gostam de chegar sob o soar de trombetas. Achei melhor você estar preparada. 

Série Herdeiros do Trono de Kyr
1 - Apostando com o Coração
2 - Dominados Pela Paixão
Série Concluída

Dominados Pela Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Herdeiros do Trono de Kyr 
Noiva do sheik por livre e espontânea obrigação! 

Devido a um erro médico, a produtora de festas Sheridan Sloane carrega em seu ventre o herdeiro de Rashid al-Hassan, o rei do deserto de Kyr! Rashid exige que se casem, mas Sheridan não está convencida de que esta é a melhor solução. 
A alternativa de Rashid é conquistar Sheridan à moda antiga; raptando-a! De repente Sheridan se vê prisioneira nas areias do deserto. 
Em desespero, ela busca um modo de fugir. Entretanto, ao ser levada para a cama de Rashid, Sheridan logo começa a desejar algo completamente diferente... 


Capítulo Um 

— Um erro? Como isso é possível?! — O rei Rashid bin Zaid al-Hassar fuzilou com o olhar o secretário balbuciante à sua frente. O homem engoliu em seco. 
— A clínica diz que eles cometeram um erro, Majestade. Uma mulher... — Mostafa olhou para o papel que segurava, com anotações. 
— Uma mulher nos Estados Unidos deveria ter recebido o esperma do cunhado. Em vez disso, recebeu o seu. 
O sangue de Rashid ferveu nas veias, e então gelou. Ele sentiu-se... Violado. Foi tomado por uma onda de fúria, como a chama de uma fornalha, que derreteu o gelo em torno de seu coração apenas por um momento antes que se tornasse um bloco novamente. Rashid sabia, por experiência própria, que nada era capaz de derreter esse gelo por muito tempo. 
No decorrer de cinco anos, nada conseguira penetrar a escuridão que o envolvia. Cerrou os punhos em cima da mesa. Aquilo era demais. Um ultraje. Como ousavam? Como alguém tinha a ousadia de tirar essa escolha das suas mãos? Não estava pronto para ter um filho em sua vida, e nem ao menos sabia se algum dia estaria. Em algum momento teria por obrigação prover um herdeiro para Kyr, era seu dever. Mas à hora ainda não chegara. A perspectiva de casar e ter filhos evocava lembranças e dor demais. 
Ele preferia a frieza à agonia da perda e do desespero que o dominariam se deixasse as barreiras de gelo ruir. Obedecera à lei que exigia que depositasse esperma em dois bancos a fim de assegurar a preservação da sua linhagem, mas jamais imaginara que as coisas pudessem dar tão errado. Uma estranha fora inseminada com o seu esperma. Um filho dele já podia ter sido concebido àquela altura, uma pequenina vida que se iniciava com a sua semente. Uma onda de puro horror tomou-o de assalto, um mal-estar quase físico. 
Levantou-se abruptamente de sua poltrona e virou-se para que Mostafa não visse a expressão de desolação em seu semblante. Não era um começo auspicioso para o seu reinado em Kyr. Droga, como se só isso tivesse dado errado... Seu estômago se revirou com fúria renovada. Desde que seu pai morrera, dois meses antes, e seu irmão abdicara antes mesmo de ter sido coroado, passara a ser dever de Rashid governar a nação. 
Mas nada estava da maneira como deveria. Como o mais velho, ele deveria ter sido o príncipe herdeiro, mas havia sido o filho desprezado, um joguete nas mãos do pai. Em Kyr, o rei tinha o poder de nomear o sucessor entre seus filhos. 
— Homens sempre gostam de chegar sob o soar de trombetas. Achei melhor você estar preparada. 

Série Herdeiros do Trono de Kyr
1 - Apostando com o Coração
2 - Dominados Pela Paixão
Série Concluída

Esposa Por Uma Noite

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Um quase desconhecido despertando uma intensa paixão em Kate. 

Kate Walsh foi para a Grécia pretendendo apenas tirar fotografias e tomar sol. 
Em vez disso, encontrou um homem irritante, prepotente e egoísta, que acabou com seu sossego, obrigando-a a fingir ser sua esposa apenas por uma noite. E Philip Andronikos revelou-se o mais encantador dos homens... 
Kate sabia que não devia se apaixonar por Philip, pois era um conquistador insensível, incapaz de amar alguém. Seu coração, porém, traidor, não percebeu o perigo que esse homem representava... 


Capítulo Um 

No acostamento, Kate agitava a lanterna com desespero. O motorista do carro branco tinha de parar! Sentindo um arrepio violento, agarrou a lanterna com mais força. Reconheceu que estava com medo. Na verdade, começava a ficar apavorada. 
Com vinte e seis anos, e sendo uma pessoa equilibrada, não costumava entrar em pânico em situações difíceis. Mas nunca estivera num lugar abalado por um terremoto. Como fotógrafa, seu trabalho já a levara a lugares lindos e horríveis, mas até ali nenhuma experiência fora tão chocante. Descer por uma encosta que tremia como gelatina sob seus pés, esquivando-se de pedras e montes de terra, fora algo terrificante. 
Depois, encontrar o carro alugado semi destruído, sem nenhuma possibilidade de levá-la de volta, fora ainda pior. Já fazia uma hora que ela estava ali, esperando um veículo passar, morrendo de medo que houvesse outro abalo. O carro branco era sua esperança de salvação. Se não parasse, ela se jogaria no chão e começaria a chorar.
Era simplesmente insuportável pensar que poderia ser obrigada a passar a noite naquele local deserto, frio, e sujeito a novos tremores. O carro chegou ao fim de um trecho fortemente inclinado e aproximou-se dela em velocidade cautelosa. De súbito, parou, e Kate exalou um longo suspiro, profundamente aliviada. Então, do mesmo modo brusco que parara, o carro partiu. Continuou a descer e desapareceu numa curva. Contendo as lágrimas, ela largou a bolsa das câmeras no chão e subiu alguns metros, tropeçando nas pedras, até chegar a um ponto de onde poderia ver a estrada, lá embaixo. 
A paisagem era típica da isolada e primitiva Halkidiki, região norte da Grécia. A estrada descia em curvas até o fundo do vale, lá embaixo. O rio era uma cimitarra de prata cortando o cenário sombreado pelo crepúsculo. Pinheiros elevavam-se por todos os lados, recortados contra o céu avermelhado, mas não havia sinal do carro.
— Droga! — Kate exclamou. — Vou precisar armar a barraca e acampar aqui! Por que essas coisas sempre acontecem comigo? 
Voltou para o carro e examinou-o à luz da lanterna, franzindo a testa, aborrecida. Era uma visão desanimadora. Uma pedra grande quebrara o pára-brisa, espalhando vidro estilhaçado por todo o banco da frente. Outra pedra caíra na capota e amassara a lataria. 
Ficou olhando o estrago, indecisa. Não sabia o que seria melhor: dormir no assento traseiro do carro, ou acampar do lado de fora. Por fim, tirou um tapete do banco de trás, pensando em simplesmente estendê-lo no acostamento, improvisando uma cama. E se houvesse outro tremor de terra? Onde estaria mais segura: dentro do carro, ou fora? 
— Quero que o chão se abra e engula aquele motorista desalmado! — exclamou furiosa. 
— Quanta maldade! — alguém comentou atrás dela. A voz masculina parecia divertida. 
O sotaque era grego, mas o homem falara em inglês. Kate girou nos calcanhares para olhá-lo sobressaltada. 
O desconhecido era muito alto, parado ali, na obscuridade do crepúsculo. Ela ergueu a lanterna para ver-lhe o rosto. 


Adorável Caça - Dotes

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Milionária? Será que entendera bem o que o advogado Andrew Casey acabara de lhe comunicar?

Cris ainda estava tentando se refazer do impacto que a notícia lhe causara, quando outra ainda mais contundente a atingiu: tinha uma irmã gêmea e com ela deveria dividir a herança que acabara de receber. 
Ficar repentinamente rica, porém, se revelara uma ironia do destino: se antes, por ser pobre, fora abandonada pelo noivo; agora, apaixonada por Andrew, uma dúvida envenenava-lhe a alma: seria ele um caça-dotes? Poderia viver ao lado dele tendo aquela suspeita no coração? 


Capítulo Um 

 No confortável e bem decorado apartamento da família Bar¬rows, havia o ar de expectativa e alegria que antecede às viagens programadas. Cristina acabara de chegar e já entrara no clima. Os olhos de Jack brilharam ao contemplar a filha. 
— Nós adoraríamos que fosse conosco até o Colorado, mas tenho de admitir que uma viagem às Bahamas fosse muito mais excitante. As praias provavelmente estarão repletas de rapazes atléticos e simpáticos. E dois velhos, como eu e sua mãe, não podemos competir com eles. 
— Oh, não sei não... Aposto como ninguém seria tão encantador como você, papai. 
Jack ajustou os óculos de aros escuros e lançou à jovem um dos seus olhares vivos e compreensivos. 
— Hum, pare de tentar me impressionar com essas palavras, filha. Você deve estar à procura de um favor. O que é desta vez? Seu carro precisa de uma troca de óleo ou está querendo que eu a tire de alguma enrascada? Cristina riu descontraída. 
— Nem uma coisa nem outra! Será que não posso elogiá-lo, de vez em quando, sem segundas intenções? 
— Isso nunca aconteceu antes. Quando você era pequena, toda vez que me lisonjeava, eu já sabia que ia pedir alguma coisa. 
— Nossa! Era tão interesseira assim? 
Marie Barrows, que entrava na sala naquele momento, comentou: — É mais ou menos isso, querida. Quando você tinha dez anos, disse-me que eu era cem vezes mais simpática do que a mãe de Sally Bronsat. E, em seguida, pediu se não poderíamos criar um cachorrinho. Cris divertiu-se. 
— Não é de admirar que eu ficasse sem o cachorrinho. Meus alunos fazem o mesmo jogo: não passam de uns diabinhos espertos querendo jogar poeira nos meus olhos. Tenho que ficar bem atenta para não me levarem na conversa. — Trocando de assunto, ela perguntou: 
— Que cheiro bom é esse que está vindo da cozinha? O que a senhora está preparando, mãe? Estou morrendo de fome. Sorrindo, Marie acomodou-se na sua poltrona preferida. 
— Estou testando uma receita nova de frango com curry, que parece ser deliciosa, mas creio que precisa cozinhar mais um pouco. Diga-me, como se sente por estar saindo de férias? 
— Contente! — Ela sorriu e ajeitou-se no sofá. 
Os cabelos dourados e abundantes lhe emolduraram o rosto ovalado quando se inclinou e descalçou os sapatos, esticando as pernas longas e perfeitas. Em seguida recostou-se e fechou os olhos. Era a primeira sexta-feira de junho, o último dia de aula para Cris e seus alunos da terceira série, e ela se deliciava com a sensação de liberdade. A semana inteira fora caótica! O tempo quente e ensolarado de Nova Orleans convidava as crianças mais para os folguedos do que para as lições. 
Ela conseguira, embora com dificuldade, manter certo grau de ordem e disciplina nesses últimos dias. Agora, enfim, as crianças tinham sido liberadas das salas de aula, e ela também. No entanto, por experiência própria, sabia que ao chegar setembro estaria ansiosa para voltar e recomeçar tudo. Marie perguntou: 
— O que há de especial nas ilhas Bahamas? Cris olhou espantada para o pai. Compreendeu que o fato de a mãe achar-se ocupada na cozinha não significava que tivesse perdido a conversa deles na sala de estar. 
— Algumas professoras vão viajar para lá na próxima semana e me convidaram — informou. 
— Mas você não parece muito animada com a perspectiva.