segunda-feira, 27 de julho de 2015

Peixe Fora D’Agua

ROMANCE SOBRENATURAL
Série Sereia






Fredrika Bimm é uma híbrida — seu pai era um tritão que deixou sua mãe hippie grávida numa noite na praia e depois desapareceu para sempre. 

Parte dos dois mundos e sentindo-se fora do lugar praticamente em todos os lugares, o maior desejo de Fred é manter-se só, e permanecer fora do radar de todos.
As circunstâncias, porém, fazem isso impossível. 
No último ano e meio, ela ajudou o príncipe Artur do povo subaquático (como os subs chamam a si mesmos) ao descobrir quem estavam jogando toxinas em Boston Harbor, apaixonou-se por um colega biólogo marinho 
Além disso, ela voltou de uma licença de seu emprego no New England Aquarium. Então, ela esteve ocupada.
Agora, seis meses após o primeiro do povo subaquático terem sido vistos na CNN, o mundo está fascinado pela ideia de que as sereias são reais... sempre foi real... e pode haver uma vida diferente da nossa. Além disso, ela tem uma casa de caça, na Flórida. Durante a temporada turística.
Oh, a humanidade.

Prólogo

Olhava fixamente, transfigurado. Seu povo estava se mostrando ao mundo! Como podia a família real... O rei... permitir isto? Ia contra séculos de tradição e comportamento enraizado.
Imediatamente começou a refletir sobre como podia colocar a situação a seu favor.

Capítulo Um

—Desculpe, você é uma sereia?
—Por quê? —Fred percorria a enorme e espaçosa cozinha tentando não demonstrar quanto se sentia impressionada pela vista do oceano. Sabia que a agente imobiliária perceberia isso como um sabujo percebe o suor — Vou ganhar um desconto? Mostro-lhes a cauda e me dão dez por cento de abatimento? Algo assim?
A agente imobiliária se ruborizou, o que, considerando que tinha a compleição cremosa natural da maioria dos ruivos, deu a impressão de que estava a ponto de ter um ataque. Fred se perguntou quanto faltaria para que aparecessem os paramédicos.
—Não queria dizer nada parecido. — Tossiu — É só... seu cabelo.
—Sei, não me diga isso. Despedi meu cabeleireiro. —Fred afofou as pontas de seu cabelo verde, que agora lhe chegava à altura do queixo em contraste com a cabeleira que antes lhe caía pelas costas. Era muito mais fácil de cuidar, embora seu amigo Jonas tenha gritado como se o estivessem apunhalando quando a viu — E ainda sinto pena por meu amigo. Meu estúpido e irritante amigo.
—Mas é azul.
—Tecnicamente é verde. — Abri uma despensa para ver quão profunda era —Sabe como o oceano parece azul, mas é na verdade verde? O mesmo comigo... o triturador de lixo funciona?
—O que? Sim. E a casa vem com todos os eletrodomésticos, assim como com manutenção do gramado. Então é?
—Suponho. É bastante cara. E para que preciso de quatro dormitórios? Sabe o que isso significará para mim? Convidados indesejados. "Ouça, Fred, tem bastante espaço, ficaremos aqui um mês". Tem ideia de quanto odeio os convidados indesejados? Os odeio como um menino gordo odeia Slim-Fast. Além disso, vivo em um apartamento em Boston a maior parte do ano. Cortar um gramado seria na verdade um presente para mim.
—Não, quero dizer, é uma sereia?
—O termo é pessoa subaquática
—Sim, é?


Série Sereia
1- Dormindo com os Peixes
2- em rev.
3- Peixe Fora D’Agua

Dormindo Com os Peixes

ROMANCE SOBRENATURAL
Série Sereia





A doutora Fredrika Bimm, também conhecida como Fred, sempre soube que era diferente, mas ser uma sereia não quer dizer que tenha que amar o oceano. 

Quando Fred quer encharcar-se em água salgada, prefere a piscina que sua mãe construiu.
O trabalho de Fred no New England Aquarium permite o uso de seus dons e habilidades para se comunicar com os peixes. Mas sua vida tranquila é interrompida quando dois homens, de aparência agradável e decididos, aparecem repentinamente em sua vida. 
O primeiro é o investigador associado do aquário, o doutor Thomas Pearson, e o segundo é o Alto Príncipe Artur do Mar Negro. 
Não tendo nunca se encontrado com outra sereia, Fred se sente atraída e repelida ao mesmo tempo por Artur.
Ambos os homens chegaram porque alguém polui deliberadamente o porto de Boston, e querem a ajuda de Fred para descobrir o culpado. É muito difícil trabalhar intimamente com dois homens muito desejáveis, mas alguém tem que fazer!

Capítulo Um

O horror inacreditável começou quando Fred pegou seus pais fazendo amor sobre a mesa de café da sala de estar. Como todos os filhos, inclusive os adultos, sua primeira impressão confusa foi que seu pai estava fazendo mal a sua mãe. Ou talvez estivesse arrumando as costas. Sua segunda impressão foi que os livros da mesa de café (Alaska: A última Fronteira; Cape Cod: Guia de um Explorador; O Mar Negro: Uma História) deviam estar cravando horrores os joelhos de sua mãe. Sua terceira impressão soou algo como isto,
─ Aaaaeeeuuieeee!
Sua mãe escorregou e o National Geographic, As Focas do Antártico, saiu voando da mesa de café como uma ficha no jogo e golpeou o chão com um ruído surdo. Seu pai se sobressaltou, mas, infelizmente, não caiu longe de (ou fora de) sua mãe.
Fred atravessou velozmente a sala e, antes de perceber o que estava fazendo, tirou seu pai e o jogou sobre o sofá. Então ela pegou rapidamente a manta cor laranja brilhante do sofá e atirou sobre sua mãe.
─ Wow ─ gemeu seu pai fora de vista.
Sua mãe se retorceu embaixo da manta, endireitou-se, e enfrentou sua filha, seu rosto normalmente pálido estava ruborizado de fúria. Ou de outra coisa que Fred não queria pensar.
─ Fredrika Bimm, o que pensa que está fazendo?
─ Me descontrolando. Perdendo o juízo. Pensando em quebrar a coluna vertebral de seu marido. Contendo a urgência de vomitar. Desejando ter morrido no parto.
─ Oh, disse isso mesmo quando não conseguiu um prêmio em seus Lucky Charms[1] ─ exclamou sua mãe, ─ Qual é o seu problema, senhorita? Já não bate na porta? ─ Sua mãe, uma bonita loira com listras prateadas e cabelos até os ombros e um rosto perturbadoramente suado, levantou da mesa de café com notável dignidade, segurando a manta para cobrir suas coxas roliças, e contornou o sofá para ajudar seu marido. ─ Simplesmente invade sem convite?
─ Tenho uma chave, não invadi, ─ apontou Fred, ainda com o estômago enjoado, mas lamentando a violência. ─ E você me pediu que viesse.
─ Ontem. Pedi que viesse ontem.
─ Estava trabalhando, Fred tentou não choramingar, ou ficar com o olhar fixo. ─ Não podia dispensar sem mais nem menos todos os peixes. Mesmo que eles mereçam, esses pequenos bastardos. De qualquer forma, não pude vir.
─ Bom, ─ replicou sua mãe ─ Hoje eu tampouco poderia.
Fred tentou novamente não vomitar, e teve êxito no momento. Espiou sobre o sofá, onde seu pai estava gemendo e segurando firmemente a parte inferior das costas. Sua careca sardenta estava ruborizada quase até púrpura. Seu rabo-de-cavalo desfeito.
─ Sinto muito, papai.



Série Sereia
1- Dormindo com os Peixes
2- em rev.
3- Peixe Fora D’Agua

domingo, 26 de julho de 2015

As Perfeccionistas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série As Perfeccionistas




Em Beacon Heights, Washington, cinco meninas — Ava, Caitlin, Mackenzie, Julie e Parker — sabem que você não tem que ser bom para ser perfeito.

No início as meninas pensavam que não tinham nada em comum, até que elas perceberam que todas elas odeiam Nolan Hotchkiss, que fez coisas terríveis com cada uma delas.
Elas imaginam a maneira perfeita para matá-lo — um assassinato hipotético, é claro. 
É apenas uma brincadeira... até que Nolan aparece morto, exatamente da maneira planejada.
Só que elas não o mataram. E a menos que elas encontrem o verdadeiro assassino, suas vidas perfeitas irão desabar à sua volta.

Capítulo Um

Em uma manhã de quinta-feira ensolarada, Parker Duvall caminhava pelos corredores lotados de Beacon Heights High, uma escola que distribuía MacBooks como se eles fossem, bem, maçãs, e vangloriava-se pelas maiores pontuações no SAT de todo o estado de Washington. Acima, uma faixa marrom e branca dizia "Parabéns, Beacon High! Eleita a melhor escola secundária  do noroeste do Pacífico pelo quinto ano consecutivo pela revista U.S. News e Word report! Vai peixe-espada!"
Superem isso, Parker queria gritar — embora ela não o tenha feito, porque isso parecia loucura, até mesmo para ela. Ela olhou ao redor do corredor. Um bando de meninas em suas saias de tênis estava reunido em torno de um espelho no armário, aplicando diligentemente gloss para lábios em seus rostos já impecavelmente maquiados. 
A poucos metros de distância, um rapaz em uma camisa de botão distribuía folhetos para as eleições para o governo estudantil, seu sorriso deslumbrantemente branco. Duas meninas saíram do auditório e passaram por Parker, uma delas dizendo, — Eu realmente espero que você ganhe esse papel se eu não ganhar. Você é tão talentosa!
Parker revirou os olhos. Você não percebe que nada disso importa? Todo mundo estava lutando por algo ou traçando seu caminho para o topo... e para quê? Uma melhor chance de ganhar uma bolsa de estudos perfeita? A melhor oportunidade para conseguir aquele estágio perfeito? Perfeito, perfeito, perfeito, vangloriação, vangloriação, vangloriação. É claro, Parker costumava ser assim. 
Não muito tempo atrás, Parker tinha sido popular, inteligente e orientada. Ela tinha um zilhão de amigos no Facebook e Instagram. Ela inventava eleições complicadas que todos participavam, e se ela aparecesse em uma festa, ela fazia o evento. Ela era convidada para tudo, pedia para ser parte de cada clube. Caras a acompanhavam para a aula e pediam-lhe para ser sua acompanhante.
Mas, então, aquilo aconteceu, e a Parker que surgiu das cinzas um ano atrás usava o mesmo moletom com capuz todos os dias para esconder as cicatrizes que marcavam seu rosto que um dia já foi belo.
1 S.A.T. (Scholastic Aptitude Test): Teste de avaliação de conhecimento exigido para entrar em curso superior nos E.U.A.
Ela nunca ia para as festas. Ela não olhava o Facebook há meses, não podia se imaginar namorando, não tinha interesse em clubes. Nem uma única alma olhava para ela quando ela caminhava no corredor. Se ela recebia uma olhada, era de apreensão e cautela. Não fale com ela. Ela está danificada. Ela é o que pode acontecer se você não for perfeito.
Ela estava prestes a ir para a sala de aula de estudos de cinema quando alguém pegou o braço dela. 
— Parker. Você esqueceu?
Sua melhor — e única — amiga, Julie Redding, estava atrás dela. Ela parecia perfeitamente refinada em uma blusa branca, seu cabelo castanho-avermelhado brilhando e seus olhos redondos com preocupação.
— Esqueci o que? — Parker resmungou, puxando mais apertado o capuz sobre seu rosto.
— A reunião de hoje. É obrigatória.
Parker olhou para a amiga. Como se ela se importasse com algo obrigatório.
— Vamos. — Julie a conduziu ao fundo do corredor, e Parker a seguiu relutantemente. — Então, onde você esteve, afinal? — Julie sussurrou. — Eu mandei mensagens de texto por dois dias. Você estava doente?
Parker zombou. — Doente da vida. 

Série As Perfeccionistas
1-  As Perfeccionistas
2- As Boas Garotas.


As Boas Garotas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série As Perfeccionistas








Mackenzie, Ava, Caitlin, Julie e Parker têm feito algumas coisas não tão perfeitas.

Mesmo que todas elas tenham falado sobre matar o valentão rico Nolan Hotchkiss, elas não chegaram a ir até o fim. Foi apenas uma coincidência que Nolan morreu exatamente da forma como elas planejaram... certo? Exceto que Nolan não foi o único que elas fantasiaram matar. 
Quando alguém que elas nomearam morre, as meninas se perguntam se elas estão sendo incriminadas. Ou elas estavam prestes a se tornar os próximos alvos do assassino?

Capítulo Um

Era manhã de domingo, Mackenzie Wright estava do lado de fora da delegacia de Beacon Heights, olhando melancolicamente para o meio-fio. Nuvens de tempestade pairavam baixo no céu. Seis carros-patrulha estavam alinhados no estacionamento. Todas as outras meninas da classe de filmografia já tinham ido embora, ou com seus pais — os de Mac estariam ali a qualquer momento — ou por conta própria.
Como se convocado por seus pensamentos, o sedan de seus pais apareceu no estacionamento. O estômago de Mac capotou. Ela pegou uma carona com Ava até aqui nesta manhã, mas depois os policiais haviam ligado para seus pais, que haviam insistido em ir buscá-la. Mac não conseguia imaginar como a família dela estava reagindo à notícia de que ela tinha arrombado a casa de um professor que tinha sido morto na noite passada — esfaqueado com sua própria faca de cozinha. Ela, Mackenzie Wright, primeira cadeira de violoncelo, era uma suspeita de assassinato.
O carro diminuiu a velocidade, e sua mãe saiu correndo do banco do passageiro, envolvendo Mackenzie em um abraço firme. Mac endureceu, surpresa. — Você está bem? — a Sra. Wright disse no ombro de Mac, sua voz cheia de soluços.
— Eu acho que sim — disse Mac.
Seu pai tinha saltado para fora do carro, também. — Viemos assim que pudemos. O que aconteceu? A polícia disse que você invadiu uma casa? E tinha havido um assassinato? O que está acontecendo nesta cidade?
Mac respirou fundo, dizendo as palavras que ela tinha ensaiado durante os últimos cinco minutos. — Foi uma grande confusão — ela disse lentamente. — Algumas amigas e eu pensamos que tínhamos algumas informações sobre a morte de Nolan Hotchkiss. É por isso que nós viemos para a delegacia de polícia. Mas então... bem, então as coisas ficaram meio confusas.
Seu pai franziu a testa. — Você entrou ou não na casa de um professor?
Mac engoliu em seco. Ela tinha estado temendo esta parte. — Nós pensamos que ele estava em casa. A porta estava aberta. Tínhamos algumas perguntas para ele, sobre a morte de Nolan.
Ela baixou os olhos. Seus pais haviam conhecido Nolan Hotchkiss antes mesmo que ele tivesse morrido, todo mundo o conhecia. Os Hotchkiss eram ricos e poderosos, mesmo no mundo influente, fascinante e perfeito de Beacon Heights. O que seus pais não sabiam era o que Nolan significava para Mac. Não muito tempo atrás, ele tinha levado Mac para sair em alguns encontros. Cortejando ela, fazendo-a se sentir bem, iluminando sua vida. Quando ele pediu algumas fotos, ela não tinha nem se encolhido, posando atrás de seu violoncelo e sendo fotografada.
Acontece que ele só queria as fotos para uma aposta — o que Mackenzie percebeu quando ele dirigia por sua casa com seus amigos, rindo e jogando dinheiro para ela. Você pode imaginar esse pesadelo humilhante?
Pior, a polícia tinha encontrado essas imagens
Série As Perfeccionistas
1-  As Perfeccionistas
2- As Boas Garotas



domingo, 19 de julho de 2015

Jóia Preciosa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Alpha Heroes Meet Their Match



A mulher que ele não deveria desejar...

Zahid, o príncipe do deserto, teve que desistir de Trinity Foster e juntar forças para reprimir o desejo que sentia. Como herdeiro do reino de Ishla, era obrigado a voltar para seu povo e cumprir seus deveres reais. Mas nem mesmo o calor do deserto foi capaz de afastar a lembrança do momento em que se apoderou dos lábios de Trinity em um beijo avassalador. 

Anos mais tarde, um encontro ao acaso os levou a uma noite de paixão há muito desejada. Quando verdades dolorosas sobre o passado são reveladas, Zahid sabe que precisa proteger Trinity. Ela é estritamente proibida. Mas agora que voltou para a sua vida, Zahid não será capaz de deixá-la partir.

Capítulo Um

— Alguém viu Trinity?
A voz de Dianne ressoou na noite calma. Tinha-se tornado um grito familiar no último ano, ao qual o sheik e príncipe Zahid de Ishla se acostumara desde que se hospedava na casa dos Foster.
Ele costumava se hospedar ali desde os 16 anos, mas agora, perto dos 22, tomara a decisão de que aquela seria sua última estada ali. Da próxima vez que fosse convidado, recusaria gentilmente.
Zahid caminhou pelos bosques localizados próximos à propriedade. Naquela clara noite de verão, ouvia sons de risadas no lago. Ele voltaria em breve para Ishla e torcia para que o motorista chegasse o mais rápido possível, pois preferia ir embora. Os Foster estavam dando uma festa para comemorar a formatura do filho, Donald, e a dele, portanto teria sido grosseria não participar.
Da próxima vez...
Zahid não apreciava a companhia deles. Na verdade, nunca gostara do estilo de vida do casal. Gus Foster era político e parecia permanentemente ligado na tomada. O único propósito da esposa, Dianne, parecia ser apoiar tudo o que o marido fizesse. Desde que Zahid conhecera a família, a mulher fora humilhada quando dois casos do marido se tornaram públicos, bem como revelações escandalosas de encontros. Mas nem isso foi capaz de fazer com que o sorriso de Dianne murchasse.
Após aquela noite, não teria mais que presenciar nada, pensou. Tampouco teria que bater papo sobre política com o detestável Gus. Apenas o fazia por ser amigo de Donald, filho do casal.
Como se Zahid tivesse amigos.
Zahid era um lobo solitário e muito independente. Aos sábados à noite, preferia a companhia de uma linda mulher do que esse tipo de atividade, mas a obrigação o levara a comparecer à festa.
Quando tinha 16 anos e estudava em um colégio interno bastante conceituado, houve uma inspeção nos armários dos alunos e encontraram uma bolada de dinheiro e drogas no armário de Zahid. Não eram dele. O problema não foi a suspensão, mas a vergonha que tal escândalo traria à família.
Ao saber da novidade, o pai, o rei Fahid, imediatamente embarcou em seu jato para conversar com o diretor, não para encobrir o ocorrido, pois não era esse o procedimento em Ishla. Em vez disso, Zahid explicara a Donald, o rei estava a caminho da Inglaterra para pedir desculpas pelo comportamento do filho e levá-lo para casa. Uma vez em Ishla, Zahid, o filho desonrado, teria que pedir desculpas publicamente ao seu povo.
— Mesmo sem você ser culpado? — perguntou Donald.
Zahid assentiu.
— Cabe ao povo me perdoar ou não.


Série Alpha Heroes Meet Their Match
1- Desafiado pelo Desejo
2- Jóia Preciosa
3- Protecting the Desert Princess – não publicado no Brasil
Série Concluída

Desafiado pelo Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Alpha Heroes Meet Their Match





Alina Ritchi estava muito nervosa.


Do lado de fora da magnífica cobertura de Demyan Zukov, a tímida assistente pessoal tremia. Ela nunca deveria ter aceitado esse emprego, sabia que não estava preparada. E isso foi antes de conhecer o seu novo e delicioso chefe. A reputação de Demyan não deixava a desejar. Ela podia ser virgem, mas bastava um olhar de Demyan para sentir-se tão... Nua. 
Apesar de exposta, Alina o desafiava a todo o momento. Até quando ela será capaz de dizer “não” quando todo o seu corpo quer gritar “sim”?

Capítulo Um

Não naquele dia.
Demyan Zukov olhou pela janela de seu jatinho particular enquanto o avião começava a descida final em direção a Sydney.
Era realmente uma vista magnífica. A água era de um azul-escuro incrível e estava repleta de barcos, balsas e iates que deixavam rastros brancos. A vista sempre animava Demyan. Demonstrava sempre a promessa de tempos bons pela frente quando seu avião aterrissasse.
Mas não naquele dia.
Enquanto olhava para baixo, Demyan se lembrou da primeira vez que havia ido à Austrália.
Não havia sido em tão grande estilo e certamente não havia imprensa esperando por ele.
Entrara no país anonimamente, ainda que determinado a deixar sua marca. Demyan tinha apenas 13 anos quando deixara a Rússia pela primeira e última vez.
Sentou-se na classe econômica de um jato comercial ao lado de sua tia, Kátia. Quando olhou pela janela e viu pela primeira vez a terra que o esperava, Kátia falava sobre a fazenda em Blue Mountains, que em breve seria seu lar, e ele não sabia o que esperar.
A criação de Demyan havia sido brutal e dura. Ele não conhecera o pai, e a mãe vivia em um espiral de pobreza e álcool. A pequena ajuda recebida pelo governo havia sido direcionada para alimentar os hábitos de Annika.
Quando Demyan tinha cinco anos, a mãe perdera o emprego, e ele assumira a responsabilidade de sustentar a família. O garoto trabalhara duro, mas não só na escola. Nas noites, juntava-se com um menino de rua, Mikael, para limpar pára-brisas de carros nos semáforos e pedir esmola para turistas.
Quando necessário, vasculhava lixeiras nos fundos de restaurantes e hotéis. De alguma forma, na maioria das noites, havia uma refeição de algum tipo para ele e Annika. Não que sua mãe houvesse se importado em comer perto do fim da vida. Em vez disso, fora vodka e mais vodka conforme ela se tornava cada vez mais paranóica e supersticiosa e demandava que o filho cumprisse os rituais que ela sentia que mantinham seu mundo seguro.
No momento da morte da mãe, Demyan esperava se juntar a Mikael nas ruas, porém sua tia, Kátia, havia viajado da Austrália, onde morava, para o enterro da irmã, na Rússia.
— Annika sempre me disse, nas cartas e nos telefonemas, que vocês estavam... — A voz de Kátia desaparecera quando ela olhou para as condições de vida da irmã e do sobrinho ao entrar no apartamento deles, e então estudara seu sobrinho desesperadamente magro. O cabelo preto e os olhos cinzentos contrastavam com a pele pálida e, apesar de Demyan haver se recusado a chorar; confusão; suspeita e mágoas estavam evidentes em seu rosto.
Apesar dos esforços de Demyan para acalmar a mente de sua mãe se obrigando a cumprir suas muitas superstições e rituais, não havia sido uma boa morte. No enterro, os dois haviam ficado em silêncio ao lado da cova de Annika. O serviço fúnebre ocorreu bem distante da igreja, e Demyan quase podia ouvir os gritos de protesto da mãe enquanto o caixão era abaixado em solo não consagrado.
O último lugar de descanso de Annika seria seu pior pesadelo.
— Por que ela não me disse o quão mal as coisas estavam?

Série Alpha Heroes Meet Their Match
1- Desafiado pelo Desejo
2- Jóia Preciosa
3- Protecting the Desert Princess – não publicado no Brasil
Série Concluída


sábado, 18 de julho de 2015

Apenas Negócios

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Negócios entre lençóis...

Abby Seymour viajou para Gold Coast, Austrália, a fim de começar um novo projeto de vida...Mas acabou sendo vítima de um golpe! A casa que alugara na verdade já tinha dono, o sensual empresário Zak Forrester. Compadecido com a situação de Abby, ele a convida para trabalhar como modelo, e também propõe que ela more em sua casa até tudo se resolver. Sob o mesmo teto, é impossível ignorar o desejo intenso que os domina. ´
Apesar das noites de prazer intenso, Zak insiste que até podem dividir a cama, mas Abby nunca terá seu coração.

Capítulo Um

Segundo o horóscopo, aquele era o seu dia de sorte. E, com uma casa chamada Capricórnio, não podia se enganar.
Ou podia?
Abigail olhou para a casa desmantelada, comparando-a com a fotografia que tinha na mão. O cartaz lascado que pendia no alpendre, torcido e debatendo-se com a brisa, deixava claro que estava no lugar indicado.
Era uma casa típica de Queensland, construída sobre quatro pilares para evitar possíveis inundações. Do alpendre deteriorado, tinha uma vista fabulosa da praia, e as plantas tropicais que a rodeavam davam-lhe um ar fresco e exuberante.
Com várias camadas de tinta, um pouco de tempo e energia... não, correção, muito tempo e energia, poderia voltar a ser a casa encantadora que devia ter sido uma vez. Contudo, teria de falar com o agente imobiliário que a havia arrendado; provavelmente usou uma fotografia que devia ter sido tirada há anos.
E onde se metera ele? Tinham combinado se encontrar ali...
Abigail olhou para o relógio e, de repente, teve um horrível pressentimento.
Aquela casa na Costa Dourada de Queensland devia ser a sede do Boas Vibrações, o seu novo salão de massagens.
Porém, naquele momento, as vibrações pareciam chegar de dentro e não eram exatamente boas. Assemelhavam-se às de um martelo e ela ainda nem começara as reformas...

Não Incomodar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Um amor do passado.

Quando adolescente, Mirandi Summers era puritana e virginal, a exemplar filha de pastor. Joe Sinclair era o oposto. Selvagem, livre e perigoso, ele a levou para um caminho deliciosamente pecaminoso. Anos depois, Mirandi é contratada para trabalhar em uma empresa em que o CEO é ninguém menos do que Joseph Sinclair! 
Ela mal podia acreditar que aquele bad boy havia se transformado em um bem-sucedido bilionário. Durante uma viagem de negócios à Riviera Francesa, Mirandi descobre que o lado malicioso de Joe ainda existe, e está apenas escondido por trás da fachada de homem de negócios sério e pragmático. Mas o garoto rebelde se revela quando a leva para seu quarto de hotel e deixa a porta bem trancada...

Capítulo Um

O homem alto, de cabelos escuros e um elegante terno de mesmo tom, entrou na sala de reuniões da Martin Place Investimentos e o burburinho da conversa logo parou. Mirandi Summers estava sentada ereta, com a pulsação um pouco acelerada. Como todos os outros presentes estavam usando roupas em tons escuros ou cinzentos, ela esperava que o vestido violeta não fosse muito chamativo.
— Bom dia — saudou Joe Sinclair, sem prestar muita atenção em seus analistas de mercado ali reunidos. Seu interesse estava voltado para o computador, verificando se estava pronto para a sua apresentação.
— Bom dia, Joe — ouviu-se por toda a sala, algumas saudações mais alegres e ansiosas por agradar, outras mais contidas.
Naquela manhã, Joe parecia estar um pouco alterado. Havia algo em suas atitudes que denotava um estado de tensão maior do que o normal. Como mudara em dez anos! Agora era difícil imaginá-lo cuidando de sua antiga motocicleta.
— Ah, aí está — o sorriso infantil que derretia as mulheres surgiu por breves instantes em seu rosto bronzeado e depois desapareceu.
Um gráfico multicolorido apareceu na tela. Várias linhas subiam, apontando para o infinito.
— Olhem para isto — os olhos azuis e frios de Joe moveram-se ligeiramente. — Diante de vocês está o futuro. Parece bom, não acham? — inquiriu.
Todos, incluindo Mirandi, concordaram em uníssono.
— E será bom. Acho que posso afirmar isto. Mas só se estivermos dispostos a aprender com os erros do passado — franziu a testa. — Como sabem, amanhã viajarei para a Europa, onde haverá o seminário. Antes de ir, quero ter a certeza de que ficou claro para todos quais são os fatores que influenciam a atual direção.
Apertou outra tecla e um novo gráfico iluminou a tela. Desta vez, porém, as projeções não eram tão brilhantes.
— Estou disposto a ouvir as ideias de vocês. Alguém quer sugerir...? — interrompeu a frase e franziu ainda mais a testa. Virou-se até que seus vibrantes olhos azuis se concentraram em Mirandi, que estava sentada na outra ponta da mesa.
— Ah... srta. Summers, está aqui. Pretende ficar?

Aventura na Arábia

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Samantha achou que o sol escaldante do deserto fosse sufocá-la. 

Era perturbador estar num lugar tão diferente, de paisagem inóspita e costumes estranhos. Sentia um misto de medo e fascinação, ao caminhar no meio de pessoas que a fitavam com curiosidade. Mas foi o olhar de certo homem que a deixou lívida. Havia algo de familiar, algo que a fazia lembrar... Não! Não queria lembrar! 
Afinal, estava ali, em pleno Oriente Médio, para esquecer o passado. Entrou em pânico, fugiu, mas o estranho voltou a encontrá-la. E em seus olhos escuros havia a determinação de que Samantha não voltaria à Inglaterra sem reviver as lembranças amargas que tentava esquecer...

Capítulo Um

Enquanto fechava a porta do carro, Samantha notou o homem que vinha em sua direção. O carro dele era o único no estacionamento quente e empoeirado. O desconhecido era alto e tinha feições agressivas, o que a fez sentir cheiro de problemas no ar.
— Você trabalha para a Mepco? — Ele perguntou, ao se aproximar. Sua voz era firme e não havia dúvida de que era inglês.
— E qual o problema, se eu trabalhar? — Samantha replicou, surpresa. Era certo que jamais o vira antes, senão teria se lembrado.
Com o olhar astuto e acusador, ele a fitou dos pés à cabeça.
— Há quanto tempo está aqui? Suponho que seja sua primeira visita ao Oriente Médio... — Seus olhos castanhos quase se fecharam, contra o forte sol da manhã.
— Faz cinco dias que cheguei a Dubai. Agora, se puder me dizer quem é e o que...
— E em cinco dias ainda não aprendeu que mulheres não andam vestidas dessa maneira por aqui?
Samantha usava short e camiseta.
— Considero minha roupa perfeitamente respeitável. Faz muito calor e, além do mais, não sei o que você tem a ver com isto!
— Mas não está em Dubai agora. Estamos no deserto!
Ele se aproximou, e Samantha, não suportando a proximidade, deu um passo para trás.
— Você deve ser apenas uma visitante, mas deixe-me lembrá-la de que este é um lugar em que nada mudou em milhares de anos. Os homens do deserto são orgulhosos, dignos e religiosos. Entrar no mercado de camelos quase nua, pelo menos do ponto de vista deles, é um insulto.
— Como se atreve?!

A Tentação Daquele Olhar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

O sinal abriu e Stephanie agarrou o volan­te, atordoada. 

Dirigiu loucamente, chegando ao restaurante por puro instinto. Estava ner­vosa demais para ter consciência do que fa­zia. Quando parara o carro no cruzamento, minutos atrás, sentira que o homem num carro estacionado ao lado do seu a observava. Gelou, ao encontrar o olhar daquele desco­nhecido. Era absurdo, mas visualizou nos olhos verdes, profundos e desafiadores do es­tranho um alerta sinistro, um aviso de que sua vida iria mudar. 
Desesperada para se li­vrar daquela sensação desconcertante, correu para os braços do noivo. Precisava dele para se proteger de algo que iria acontecer, algo que inexplicavelmente reconhecia como peri­goso e tentador... Como um doce veneno.

Capítulo Um

Stephanie caminhava pela praia deserta, imersa em seus pensamen­tos. À sua frente estendia-se a faixa de areia, ainda fresca sob seus pés descalços, mas que se tornaria insuportavelmente quente dentro de poucas horas. À margem da praia, altos coqueiros murmuravam suavemente sob a brisa fraca do começo de manhã, fazendo sombra sobre a fileira de casas pintadas em cores vivas e que sempre davam a impressão de estar avançando para o mar.
Ela andava lentamente, com o rosto sério e pensativo, quase sem reparar na beleza que a cercava. Dava um passeio pela praia todas as manhãs. A visão do oceano, estendendo-se para o infinito, geralmente tinha o poder de acalmá-la, com as águas de um tom esverdeado e claro, ao tocarem a praia, tornando-se mais escuras ao avançarem na direção do horizonte azul-celeste. Mas nesse dia, pelo jeito, essa paisagem não conseguiria tranquiliza-la.
Haviam-se passado três meses, desde o funeral de seu pai. Stephanie não conseguia pensar nele sem uma ponta de tristeza, e agora a carta que recebera pela manhã, de sua meia-irmã Carina, abordava proble­mas que exigiam decisões rápidas. A carta estava no bolso de sua calça de brim e ela não conseguia se esquecer dela.
Um corredor alto e bronzeado passou disparado, gritando-lhe uma cordial saudação. Ela o olhou, enquanto ele se afastava, querendo saber se o conhecia. O homem parecia vagamente familiar.
Suspirou e olhou para o céu sem nuvens. A pequena ilha de Moahu era um paraíso tropical, e o dia prometia ser novamente quente. Mas Stephanie ansiava por um clima mais fresco, sentia-se irritada e nervosa, e não suportaria o calor. "Preciso me recompor", pensou, e empurrou seus sedosos cabelos loiros por cima dos ombros. Quem poderia se lamentar, vivendo num lugar como aquele?



quarta-feira, 15 de julho de 2015

Escudo

ROMANCE SOBRENATURAL
Série Novo Mundo  - ficcão




Na Terra tudo é morte. Com meteoros explodindo ao redor, o ônibus espacial de Grace decola em uma última tentativa desesperada para salvar vidas humanas. 

Com pouca comida, água e oito passageiros clandestinos, a situação é volátil enquanto eles correm para o novo planeta, Ulsy. 
Uma fenda espacial e um acidente são sua perdição. Enquanto fugiam para lugares estranhos, em um planeta ainda mais estranho, dois dos pilotos de Grace são mortos por uma criatura enorme de ébano, com dentes brancos como marfim.
Rask é um guerreiro Castian sangue puro, que pensa que seu planeta foi invadido. Quando ele se depara com o pequeno ser que se esconde dele, ele fica intrigado. Depois de quatrocentos anos de imortalidade, Rask pensou que tinha visto de tudo. 
Quando o ser perante ele se declara uma fêmea humana, ele fica maravilhado. As fêmeas foram extintas desde que ele consegue se lembrar. Mas não havia como negar seu doce perfume. 
Uma inalação é tudo o que ele precisa para deixar seu escudo e revelar o homem musculoso e bronzeado por baixo.Rask pensava que sua armadura era impenetrável. Um toque de uma mão esguia e, ele percebe que é impotente contra a pequena humana que deseja ter.

Capítulo Um

— Entre Grace, agora! — Uma voz gritou para ela.
Grace não podia se mover, ela estava muito assustada e seus pés pareciam chumbo, incapazes de conduzi-la. Eventos catastróficos paralisaram seus movimentos. Fogo brilhou em torno da nave espacial. Haviam explosões a esquerda e a direita, quando uma chuva de meteoros explodiu ao redor deles. Árvores foram reduzidas a palitos de fósforo com as bolas de fogo. O pequeno lago à sua esquerda foi invadido. O meteoro bateu e, em seguida, chiou produzindo uma névoa que cobriu tudo. A água explodiu com uma massa do tamanho de um canhão. As ondas subiram para o alto, caindo como cascata, deixando cair água salgada em tudo ao seu alcance.
Em todos os lugares Grace via pessoas caindo para a morte, sendo feitas em pedaços. Pessoas em chamas, que ziguezagueavam sem destino. Ela podia ver as pernas movendo-se sob o fogo. Como podiam ainda estar vivos? Foi surreal como a massa queimada caía lentamente ao chão, aureolada em máscaras de dança de vermelho e laranja. A carne queimada deixou uma marca em sua memória, com o que seus olhos estavam vendo. Ela se engasgou.
Paralisada, Grace virou a cabeça lentamente. Ela podia ouvir as vozes das pessoas ao seu redor, ela registrava, mas escorregava de suas orelhas como a água. Muitas soavam ao mesmo tempo. Era como estar em um estádio lotado. Em pouco tempo, seu batimento cardíaco pulsava como uma torneira pingando na tranquila calada da noite. Ela sentiu-se tonta, em seguida, lembrou-se de respirar. Sua respiração era apertada.
Ela limpou seus pensamentos e sua mente confusa para poder ouvir novamente. As mulheres estavam implorando ao piloto da nave para levar seus filhos a bordo. Mãos desesperadas que tentavam alcançá-lo, crianças gritando e chorando agarradas às suas mães. Pequenos rostos cheios de pânico e traição. Por que suas mamães iriam abandoná-los? Grace assistia o último teste de amor de uma mãe, abrir mão de alguém que você ama desesperadamente para o seu bem-estar. Grace podia sentir seu coração quebrar como os das mães implorando. Mas Grace sabia que o capitão da nave não iria, não poderia levá-los. Não havia lugar.
A Terra estava morrendo e somente um seleto grupo poderia ser transportado para uma nova colônia. Eles não tinham muito tempo, ainda menos agora. Uma mão agarrou o cotovelo de Grace, dedos cavando em sua carne macia, e a girou com força para dentro do ônibus.
Ela tropeçou e foi transportada na posição vertical. Capitão Chase estava respirando com dificuldade, quando ele atirou-a para uma das dez cadeiras. A escotilha foi batida para se fechar e Grace quase vomitou com o que viram, dedos foram cortados e caíram no chão da nave. Capitão Chase correu para frente da embarcação, onde ele e o copiloto sentaram-se em dois lugares adicionais.
— Vá, caramba, não há nada que possamos fazer! — O capitão gritou.
— Nós não podemos decolar. As pessoas estão em cima da nave. Maldição, Chase, se formos, levaremos vinte pessoas para a morte. — O copiloto, Adams, respondeu em um tom estridente e esgotado.
— Então impulsione, e os filhos da puta de sorte estarão perto o suficiente do chão para sobreviver quando caírem. O ônibus será assado como um pato com os meteoros. Agora vá!





Série Novo Mundo
1- Série Novo Mundo


domingo, 12 de julho de 2015

Coração Comandado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Rivais da Coroa de Kadar



“Não posso deixar que saibam que minha noiva sumiu. Preciso de outra. Você.”

Quando sua futura noiva é seqüestrada por seu rival, o sheik Aziz al Bakir precisa encontrar uma mulher confiável para substituí-la. Então, ordena que sua governanta, Olivia Ellis, aceite representar o papel. Olivia achou que Kadar era o lugar perfeito para se esconder, mas o pedido de Aziz a deixa exposta aos olhos do mundo. 

Entretanto, lidar com essa visibilidade é mais fácil do que ignorar o cortejo do sheik e o desejo que a domina. Tão implacável quanto seus ancestrais do deserto, Aziz fará de tudo para conquistá-la. E logo Olivia será a noiva perfeita em público... E uma amante sensacional na cama.

Capítulo Um

— Eu preciso de você, Olivia.
Olivia Ellis suprimiu a onda de sentimentos que as palavras do sheik Aziz al Bakir lhe causaram. É claro que ele precisava dela. Precisava que ela trocasse os lençóis, polisse sua prataria e mantivesse sua casa parisiense, na Ile de la Cité, impecável.
Isso não explicava o que ela estava fazendo ali, no palácio real de Kadar.
Menos de oito horas atrás, Olivia tinha sido chamada por um dos homens de Aziz, requerida a acompanhá-lo... No avião da realeza... A Siyad... A capital de Kadar... Onde Aziz recentemente ascendera ao trono.
Olivia havia ido relutantemente, porque gostava da vida tranqüila que criara para si mesma em Paris; manhãs com o porteiro do outro lado da rua, bebendo café, tardes no jardim, podando rosas. Era uma vida sem excitação ou paixão, mas era sua, e a fazia feliz, ou tão feliz quanto ela sabia ser. Era o bastante, e ela não queria mudanças.
— O que você precisa de mim, Vossa Alteza? — Olivia passara o vôo infinito para Kadar compondo razões pelas quais ela deveria ficar em Paris. Precisava ficar em Paris, necessitava da segurança e do conforto de sua vida tranqüila.
— Considerando as circunstâncias, eu acho que você deveria me chamar de Aziz. — O sorriso que ele lhe deu foi charmoso, entretanto, Olivia tentou parecer inabalada. Sempre observara o charme de Aziz a distância, enquanto ele entretinha uma de suas muitas hóspedes em Paris. Ela pegara lingerie descartado da escada, e servira café para mulheres que saíam da cama dele antes do café da manhã, com cabelos desalinhados e lábios inchados.
Olivia, todavia, sempre se considerara imune ao “Cavalheiro Playboy”, como os jornais o tinham apelidado. Um pequeno paradoxo; pensou, mas tinha de admitir que Aziz possuía certo carisma.
Ela sentiu tal carisma agora, com ele a olhando intensamente, o palácio opulento, com suas pinturas em afresco e peças de ouro em volta deles.
— Muito bem, Aziz. O que você precisa de mim? — Ela falou rapidamente, como fazia quando estava discutindo a lista de convidados para um jantar. Entretanto, foi um pouco mais difícil agora, estando neste lugar estranho com este homem.
Ele era lindo.
Olivia podia reconhecer isso, assim como reconhecia que David de Michelangelo era uma escultura magnífica; nada mais do que uma simples apreciação de beleza inegável. De qualquer forma, não restara nada em seu interior para que ela sentisse mais do que isso. Não por Aziz, não por ninguém.
E quanto ao corpo dele...

Série Rivais da Coroa de Kadar
1- Coração Capturado
2- Coração Comandado
Série Concluída

Coração Capturado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Rivais da Coroa de Kadar

“Capturei sua noiva e tomarei o seu trono. Pois os dois são meus por direito.”

O exílio e a vergonha transformaram o sheik Khalil al Bakir em um homem com sede de vingança. Ele está determinado a tirar o trono de Kadar das mãos de seu rival, e o primeiro passo será seqüestrar a futura rainha. Elena Karras de Thallia foi educada para um casamento frio e conveniente. Entretanto, quando é levada para o deserto por Khalil, desperta dentro de si um desejo que nunca sonhou em sentir.

Capítulo Um

— Alguma coisa está errada...
Elena Karras, rainha de Thallia, mal registrara a voz do comissário de bordo atrás dela, quando um homem num terno escuro, com expressão inescrutável, encontrou-a á base dos degraus que levavam do avião da realeza à grande extensão do deserto.
— Rainha Elena. Bem vinda a Kadar.
— Obrigada.
Ele fez uma reverência, então indicou um dos três carros blindados esperando perto da pista de decolagem.
— Por favor, acompanhe-nos ao nosso destino — disse ele, a voz tensa, porém cortês. Deu um passo ao lado, de modo que ela passasse, e Elena endireitou os ombros e levantou o queixo, enquanto andava em direção aos carros esperando.
Então se lembrou que sheik Aziz queria manter sua chegada em segredo, por causa da instabilidade dentro de Kadar. Desde que ele assumira o trono, há pouco mais de um mês, houvera, segundo Aziz, algumas atividades insurgentes. No último encontro, ele a assegurara que estava tudo resolvido, mas Elena supunha que algumas medidas de segurança eram uma precaução necessária.
Como o sheik, ela precisava desse casamento. Mal conhecia o homem, mas precisava de um marido, assim como ele precisava de uma esposa.
Desesperadamente.
— Por aqui, Vossa Majestade.
O homem que a cumprimentara primeiro andara do seu lado para o carro, a escuridão infinita do deserto os cercando. Ele abriu a porta do veículo, e Elena olhou para o céu, para as estrelas brilhando tão friamente acima deles.
— Rainha Elena.
Ela enrijeceu ao som da voz em pânico, reconhecendo-a como a do comissário de bordo do avião da realeza de Kadar. As palavras que o homem falara mais cedo registraram: alguma coisa está errada.
Elena começou a se virar, e sentiu dedos pressionando em suas costas, detendo-a.
— Entre no carro, Vossa Majestade.
Elena começou a suar frio. A voz do homem era baixa e repleta de propósito... E não mais cortês, como antes. E ela teve certeza absoluta de que não queria entrar naquele carro.
— Só um momento — murmurou ela, e abaixou-se para ajustar seu sapato, para ganhar tempo. Precisava pensar. Alguma coisa dera errado. As pessoas de Aziz não a tinham encontrado ali, como esperado. Este estranho fora recebê-la, e ela sabia que necessitava fugir dele. Planejar uma fuga... E nos próximos segundos.


Série Rivais da Coroa de Kadar
1- Coração Capturado

Desejo Realizado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Gregos Indomáveis




O doce sabor do proibido...

O magnata do petróleo Sakis Pantelides ignora o que é ter um desejo recusado. Contudo, mesmo sendo lindo, poderoso e muito rico, impõem-se a restrição de possuir sua bela assistente, Brianna Moneypenny. Única mulher na qual confia, ele prefere mantê-la a distância de suas mãos possessivas. Quando uma crise internacional os une 24 horas por dia, o autocontrole de Sakis é vencido e ele sucumbe ao prazer. Para sua surpresa, descobre que a recatada Brianna é uma mulher fascinante, com um apetite sexual tão intenso quanto o dele. Entretanto, ao saber do segredo de sua amante, Sakis terá que pagar o preço por ter cedido à paixão...

Capítulo Um

— Vamos, faça um esforço! Por que não estou surpreso por você está se esquivando enquanto eu faço todo o trabalho?
Sakis Pantelides moveu os remos dentro da água levemente agitada, adorando a adrenalina que bombeava seu corpo.
— Pare de reclamar. Não é culpa minha você estar ficando velho. — Ele sorriu ao ouvir seu irmão arfando com irritação.
Na verdade, Ari era apenas dois anos e meio mais velho, mas Sakis sabia que seu irmão se irritava quando provocado sobre a diferença de idade entre eles, então nunca perdia a chance.
— Não se preocupe, Theo estará por perto para salvá-lo da próxima vez que remarmos. Dessa forma, você não terá de se esforçar tanto — disse Sakis.
— Theo estaria mais preocupado em mostrar seus músculos para as mulheres ao redor do que em remar — respondeu Ari. — Como ele conseguiu parar de se exibir tempo suficiente para ganhar cinco campeonatos mundiais eu nunca saberei.
Sakis levantou seus remos e notou, com satisfação, que não perdera o ritmo inato, apesar dos diversos meses longe de seu esporte favorito, que, certa vez, tinha sido sua única paixão. Pensando em seu irmão mais novo, ele sorriu.
— Sim, ele sempre foi mais preocupado com sua aparência e com as mulheres do que com qualquer outra coisa.
Ele remou em perfeita sincronia com seu irmão enquanto eles chegavam à parte do lago usada pelo exclusivo clube de remo, a alguns quilômetros de Londres. Sakis sorriu quando uma sensação de paz o envolveu.
Fazia tempo que ele não ia para lá, que não encontrava tempo para se conectar com seus irmãos dessa maneira. A agenda punitiva necessária para administrar as três filiais de Pantelides Inc significava que os irmãos não tinham se reunido por um longo tempo. O fato de estarem no mesmo fuso horário havia sido um milagre. É claro, isso não durara. Theo cancelara no último minuto, e, neste momento, estava indo para o Rio num avião Pantelides, para lidar com uma crise do conglomerado global.
Ou talvez, Theo tivesse cancelado por outra razão.
Seu irmão playboy era capaz de voar milhares de quilômetros para jantar com uma mulher linda.
— Se eu descobrir que ele nos deu o cano por um rabo de saia, irei confiscar o avião de Theo por um mês.
Ari bufou.
— Eu acho que você está pedindo uma morte rápida se tentar se meter entre Theo e uma mulher. Falando em mulher, vi que a sua, por fim, conseguiu deixar de lado um pouco o notebook...


Série Gregos Indomáveis
1- Desejo Realizado

Paixão à Prova

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Uma nova chance?

Xenon Kanellis abomina erros, e divórcio é um dos mais imperdoáveis! Mas ele precisa não só reconquistar sua esposa, como também trazê-la de volta ao lugar que ela pertence. Em desespero, Lexi Kanellis necessita da ajuda do marido. Se quiser salvar a vida de seu irmão, terá de encenar o papel da esposa perfeita por mais algumas semanas. Juntos em uma ilha paradisíaca, Xenon e Lexi sucumbem ao fogo de uma paixão que acharam ter esvanecido. 

Mas nem mesmo o intenso desejo será capaz de sobrepujar o motivo que outrora os separou...

Capítulo Um

Por que não estivera mais atenta? Por que não prestara atenção ao ruído dos passos no cascalho?
Se não estivesse pensando em brincos de prata, daqueles que brilham quando a luz se reflete neles, talvez não tivesse ido abrir a porta ao ouvir a campainha. Contudo, como estava distraída, abriu e deu de cara com o marido, de quem estava separada há algum tempo.
A presença dele era esmagadora. Parecia absorver toda a luz à volta.
Lexi sentiu um aperto no coração. Na última vez que o vira, ele estava fazendo o nó da gravata, com os dedos trêmulos de raiva. Uma gravata azul, tal qual os olhos dele.
Ela sentiu a chama daqueles olhos percorrer todo o seu corpo. Estava despindo-a com o olhar. Ele não lhe dissera uma vez que, quando um homem olhava assim para uma mulher, estava imaginando como seria fazer amor com ela? E ela acreditara porque, naquela época, era inexperiente, e Xenon, um perito em sedução.
Por que veio me visitar?, interrogou-se ela, sentindo o pulso acelerado.
Lexi se sentiu incomodada por não ter escovado o cabelo. Não porque queria impressioná-lo, mas por amor-próprio. Xenon pareceu surpreso. Com certeza já não era a mesma de quando se casaram. Atualmente, vestia-se como a maioria das mulheres e fazia o mesmo que elas. Não usava peças de alta-costura nem tinha carros esportivos. Não frequentava salões de beleza para ricos.
Ele, é evidente, estava impecável como sempre.
Xenon Kanellis, 1,87 metro, olhos azuis. Um homem moreno e poderoso, cujo nome era conhecido em toda a Grécia. Um homem cujo rosto moreno revelava uma beleza dura. Um homem que ela não queria voltar a ver.
— Xenon...

Antes do Adeus

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Aquela mulher era loira, linda, uma deusa que se confundia com o brilho das estrelas, tão irreal que bastava tocá-la para que desaparecesse como uma fada.


Anton a amava muito, queria tê-la nos braços e transportá-la numa doce viagem de amor e prazer. Queria ter Lorna para sempre! Por isso havia insistido, pacientemente esperado pelo amor que não sabia se ela seria capaz de lhe dar. Agora seu sonho estava prestes a se realizar. A casa estava pronta, o fogo crepitando na lareira como o desejo que o consumia durante aqueles longos meses de espera e dúvida. A expectativa havia sido tanta que Anton pensou que iria enlouquecer quando ouviu aquelas palavras: "Não quero casar com você!"

Capítulo Um

A revista estava lá, junto com o jornal da manhã, no chão em frente à loja. Quando Lorna se inclinou para pegá-los, o carteiro ainda deixou mais alguns envelopes e acenou amavelmente através da vitrine.
Instintivamente ela fechou a gola do robe. Havia algo naquele homem que a fazia lembrar-se de Jake Dougan e estremecia só de pensar nisto. Não costumava pensar em seu passado, tinha se treinado para isso, mas ele estava lá, trazendo a sua contribuição para a pessoa que ela era hoje. Sempre estaria lá... Felizmente, havia alcançado um estágio onde poderia pôr o passado, todo ele, para trás. Cumprimentou o carteiro de volta e pegou os envelopes do chão.
Normalmente, só descia depois de estar completamente vestida e maquiada, para que sua imagem refletisse precisamente o que era: a dona da Felina, a butique mais elegante de Windsor. Bem, pelo menos esta era a sua opinião.
É verdade que a loja era pequena, mas só tinha roupas cuidadosamente selecionadas, de bom gosto e de boa qualidade. Em pouco menos de um ano, Felina tinha conseguido uma ótima clientela. Lorna oferecia um serviço impecável, conselhos francos e competentes, sempre procurando contentar suas freguesas. Por isso elas não se importavam de pagar caro pelo que compravam.
Entretanto, ela não perderia tempo em olhar a loja como geralmente fazia. Esta manhã iria se orgulhar com a vitória de Cathy em vez da sua. Apertou a revista contra o peito e subiu as escadas de volta ao apartamento sobre a butique, pensando que, como ela, sua meia irmã havia trabalhado muito para conseguir alguma coisa e merecia o sucesso que começava a ter. Apesar de estar com apenas dezenove anos, Cathy tivera uma vida muito dura; ambas tinham tido uma vida muito dura. A necessidade de vencer e o instinto de sobrevivência eram tão fortes em Cathy quanto nela mesma.

Emoções Perigosas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





A vontade que Dani tinha era de esmurrá-lo, de bater no seu peito até derrubá-lo no chão, prostrado. Mas se lhe perguntassem, não saberia explicar por que odiava tanto Barrett King. Ele era frio, arrogante e mulherengo, claro. Tinha sido o responsável por ela ser obrigada a deixar os cavalos de corrida que adorava. Barrett lhe provocava emoções violentas demais, tão selvagens quanto os cavalos que estava acostumada á treinar. 

De uma coisa estava certa: precisava domar aquele homem que se julgava um deus. No entanto, era ele quem insistia em domá-la, cobrindo-a de beijos que queimavam mais que uma chicotada. Dani detestava Barrett! Mas... Como afastar o desejo que começava a consumir seu corpo como um fogo ardente?

Capítulo Um

A palha farfalhava sob as patas dos cavalos inquietos em suas baias. Pela porta semiaberta, cabeças de alazões e baios enfileiravam-se na direção do sol ardente.
Dani Williams olhou de relance por sobre o pônei cinza que estava selando, os olhos castanhos observando a figura atarracada de seu pai, que fazia a inspeção final no grande puro-sangue avermelhado. A tensão pairava no ar.
Os músculos do cavalo enrijeciam-se enquanto ele se afastava de Lew Williams, as patas movendo-se levemente sobre o chão com a graça inata de um bailarino. Um cavalariço segurava firmemente as rédeas, às vezes sendo quase levantado pelo pescoço forte do animal.
Roque comportava-se mal por puro prazer. Era forte e selvagem, corajoso. E, o que era mais importante, era um cavalo de corrida puro-sangue. O pai de Dani sempre dizia que se um homem tivesse sorte, veria um animal como aquele pelo menos uma vez na vida.
O garanhão de dois anos tinha atingido quase dezessete palmos de altura, e ainda continuava crescendo. Mesmo assim, não era apenas o tamanho de Roque que impressionava. Havia a imensa dilatação das narinas para aspirar o ar, tórax largo para permitir que os pulmões se enchessem em toda a sua capacidade e, mais importante que tudo, o desejo natural de correr.
Roque havia corrido três vezes e nas três ganhou facilmente. Na quarta vez em que foi para o pódio nem deixou o portão de largada. Sempre rebelde, irascível, na hora da corrida ele parecia um barril de dinamite. Tentou abrir o portão de largada à força e machucou a perna dianteira direita.
Para um cavalo do calibre de Roque nenhum ferimento era insignificante. Por dois meses cuidaram dele como se fosse um bebê, não permitindo que a contusão se transformasse em algo mais sério. E, hoje, finalmente era o dia em que Roque seria testado.
Um movimento atraiu o olhar de Dani para o homem esguio que caminhava em sua direção, uma sela de corrida sobre o ombro. Ela tentou esboçar um sorriso de cumprimento.
— Eu já tinha quase esquecido como é acordar com o raiar do dia — Manuel Herrera disse ao chegar a seu lado, a cabeça castanha vários centímetros abaixo da dela.
— A manhã está deliciosamente calma — Dani murmurou, apertando a barrigueira de sela. — O que você acha, Manny? Roque está pronto?
Os olhos castanhos profundos viraram-se para ela. Manuel não respondeu e Dani, que havia passado a maior parte de seus dezenove anos na companhia de frágeis cavalos de corrida, sabia que não havia resposta certa para sua pergunta. Quando um animal daqueles corria, todo o seu peso se equilibrava, em determinado momento, em uma pata, cujo tornozelo não era maior do que o de um dançarino.