quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Corações Blindados

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Homens Wyoming
Quente como o Wyoming…

No passado, Wolf Patterson e Sara Brandon eram inimigos declarados. 
Agora, o destino os uniu novamente… como vizinhos. 
Ao se reencontrarem, são dominados por uma química intensa. Apesar de Wolf interpretar mal as atitudes espirituosas dela, e de Sara não se conformar com a maneira injusta com a qual ele a trata, uma trégua é formada.
De repente, Sara passa a vê-lo com outros olhos e fica perdidamente atraída. 
Wolf também começa a enxergar a alma caridosa que ela esconde. Duas pessoas apaixonadas com talento para brigar. Será que o amor encontrará um meio de se enraizar em seus corações?

Capítulo Um

Não era a imensa fila, mas a pessoa que se encontrava nela que irritava Sara Brandon. E não apenas a pessoa, mas o modo como esta a observava, também.
Encostado ao balcão da farmácia em Jacobsville, com um ar arrogante e divertido, ele a fitava com aqueles olhos azuis, gelados como o Ártico, que pareciam desnudá-la. Como se soubesse exatamente o que havia sob a sua roupa. Como se pudesse ver sua pele cremosa. Como se...
Ela clareou a garganta e o encarou.
A atitude o divertiu ainda mais.
— Eu a estou incomodando, Srta. Brandon? — perguntou em um tom arrastado.
Era um homem esbelto. Fisicamente devastador. Ombros largos bronzeados, belas mãos e pés grandes. O chapéu de vaqueiro encobria a testa e parte dos olhos, deixando visível apenas seu brilho claro sob a aba. As pernas longas e musculosas, em um jeans de grife, se encontravam cruzadas, somente os bicos das caras botas marrons espreitavam sob o brim da calça. 
A camisa de cambraia aberta na altura do pescoço deixava à mostra uma estreita extensão de pelos vastos, escuros e encaracolados.
A criatura sabia que era... estimulante. Por esse motivo, deixava os botões superiores desabotoados, pensou Sara convicta. Não conseguia compreender completamente sua reação àquele homem, e ele parecia ter ciência desse fato, também. Isso a deixava louca.
— Não me perturbe, Sr. Patterson — disse ela, a voz soando um pouco embargada, embora se esforçasse para mantê-la estável.
Os olhos azuis percorreram o corpo elegante, trajado numa calça preta justa e blusa de gola alta da mesma cor. Seu sorriso se alargou ao vê-la puxar o casaco de couro preto mais para junto do corpo e abotoá-lo, em uma tentativa de se cobrir.
O longo cabelo escuro lhe caía livre pelas costas até a cintura, emoldurando seu belo rosto. Lábios carnudos e perfeitos precediam um nariz reto e um par de olhos negros e grandes. Era uma beleza, mas não se orgulhava disso. Odiava sua aparência. Odiava a atenção que chamava.
Sara cruzou os braços sobre os seios e desviou o olhar.
— Oh, estava aqui pensando... 


Séries Homens Wyoming
1- Corações Laçado
2-Corações em Fúria
3- *The Rancher
4- Corações Ousados 
5– Corações Blindados 
Série Concluída
* não publicado no Brasil

O Coração de um Homem

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Corações Raros

Uma noite, um segredo!

Amie McNair faria de tudo para agradar a avó, até mesmo viajar com o homem escolhido para cuidar do império da família.
 Apenas precisava manter-se afastada… e encontrar uma forma de contar para Preston Armstrong que está esperando um filho dele! 
Preston também tem um segredo. E ficar próximo de Amie faz esse cowboy recluso desejar se abrir. Mesmo que o passado ameace o futuro ao lado dela.

Capítulo Um

Preston Armstrong não era fã de casamentos. Nem mesmo quando fora o noivo. Desde o divórcio, dez anos atrás, as cerimônias superproduzidas o divertiam ainda menos. Considerava-se um pragmático homem de negócios, e fora tal praticidade que o levara de uma infância pobre até o topo da pirâmide coorporativa.
De modo que comparecer a um casamento e ver Amie McNair como o centro das atenções como madrinha levou sua irritação a um nível muito mais profundo. 
Mesmo ali, já na recepção. Especialmente considerando que ela o ignorou nos últimos dois meses.
E, ainda mais especialmente, considerando o quanto ela estava linda naquele vestido de madrinha cor de pêssego. Não era para esses vestidos serem feios e odiados pelas madrinhas de casamento ao redor de todo o mundo? Por outro lado, a linda Amie, com suas curvas sedutoras e sua autoconfiança, provavelmente seria capaz de fazer um saco de batatas parecer sexy. Havia um motivo para ela ter vencido todos aqueles concursos de beleza.
Ele esvaziou o copo de uísque, os sons da recepção o envolvendo, enquanto marcava a necessária presença no evento de casamento dos McNair. Olhou o relógio, achando que ainda precisaria ficar pelo menos mais meia hora, antes de voltar para o escritório. As noites eram tranquilas por lá. Ele conseguia trabalhar mais assim.
Se Amie se dignasse a falar com ele por cinco minutos que fossem, poderia garantir-lhe que o encontro sexual na chapelaria jamais teria ocorrido se ele tivesse sabido quem ela era. A julgar pela expressão horrorizada no rosto de Amie quando a avó os apresentara um ao outro, era evidente que Amie também não queria ter nada a ver com ele.
Prazer e negócios deveriam sempre ser mantidos à parte. Sempre.
Não tinha tempo nem paciência para constrangimento. Era um homem confiante, dominador. Todavia, tudo isso mudou no instante em que seu olhar cruzou o salão daquela festa, e ele viu a mulher que o virou de ponta-cabeça.
A semana do casamento levara as coisas a um novo nível de constrangimento. Era capaz de manter as coisas profissionais, embora tensas, quando Amie estava por perto no trabalho. Não era fácil com todas essas lembranças sobre o encontro explosivo martelando na memória, mas Preston conseguia manter a calma nas reuniões da diretoria.
Contudo, as festas da semana lembraram-no demais da noite em que a conheceu, na festa de noivado dos recém-casados.
Estava falando sério no tocante ao que dissera a ela sobre o fato de aquele encontro sexual explosivo não ser rotina para ele. Apesar de não ser nenhum monge, sexo impulsivo com desconhecidas não fazia bem seu estilo. Passara boa parte da vida adulta casado e monogâmico. Depois do divórcio, os romances haviam sido cautelosos, sensuais, mas civilizados, sem expectativas de longo prazo.



Série Corações Raros
1- O Coração de um Cowboy
2- O Coração de uma Mulher
3- O Coração de um Homem
Série Concluída

O Coração de uma Mulher

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Corações Raros

Seduzida pelo cowboy!

Nina Lowery não entendia o charme sedutor dos cowboys. 
Até levar o filho para um rancho e conhecer o dono, Alex McNair. Assumir um compromisso para conseguir parte da propriedade da família não era o que ele planejava, mas Nina e o filho eram a chave para o futuro. 
Quebrar a promessa que fizera à avó não era uma opção… muito menos partir o coração de Nina.



Capítulo Um

Nina Lowery não entendia a loucura por cowboys.
Ainda bem que vivia no Texas. Todos os cowboys tornavam mais fácil resistir à tentação de se apaixonar por qualquer homem após o seu casamento ter ido pelos ares. E ela jamais estivera mais atolada até o pescoço em cowboys do que hoje, ao acompanhar o filho até o HorsePower Cowkid Camp, para passar a semana.
Nina colou o crachá na quadriculada camisa amarela, tão nova quanto as suas botas. Ajoelhou-se diante do filho de 4 anos de idade e estendeu-lhe o pequenino colete com o nome bordado.
— Cody, precisa usar isto para que todo mundo saiba o grupo a que você pertence. Não queremos que se perca, não é?
Fitando-a em silêncio, Cody manteve os olhos colados ao chão, e ela teve uma visão clara do topo de seu corte ao estilo escovinha. Ele ergueu as mãos apenas um pouquinho, que ela interpretou como permissão para deslizar o colete pelos bracinhos. Podia sentir nele o cheiro do melado que ele punha nas panquecas que comia invariavelmente todos os dias.
Como já estavam atrasados, ele hoje tivera de comer o desjejum no carro, mergulhando a panqueca em um potinho de melado, cuja maior parte acabou pingando no assento do carro. Contudo, após acordar às 4h para se aprontar, e depois dirigir de San Antonio até Fort Worth, estava cansada demais para lidar com pequenas consequências capazes de interromper sua rotina diária. O melado poderia ser limpo mais tarde.
Havia questões muito mais complicadas envolvendo a criação de Cody do que combater uma trilha de formigas.
Ela faria qualquer coisa pelo filho. Qualquer coisa, inclusive passar sete dias imersa no mundo de botas e esporas. Yeehaw.
Cerca de um mês atrás, quando os olhos do garotinho de 4 anos se iluminaram durante um passeio a uma fazenda, ela fora pega de surpresa. Ele ficara tão fascinado com os cavalos, de modo que Nina se dedicara a se tornar uma perita em tudo relacionado a equinos, desesperada para encontrar uma maneira de atravessar as muralhas que cercavam o filho autista.
Encontrar uma maneira de comunicação era raro e muito valorizado ao lidar com um filho autista. Nem em um milhão de anos ela teria adivinhado que aquele mundo em particular teria despertado o interesse de Cody. Normalmente, agitação o deixava desorientado e nervoso. 
Às vezes chegava a gritar, balançando o corpo para frente e para trás, em uma tentativa de bloquear o estímulo excessivo.
Contudo, ele gostara dali. Dava para perceber pela sua concentração, e pela ausência de tensão no seu corpo. Ela só o vira daquele modo quando estava desenhando.


Série Corações Raros
1- O Coração de um Cowboy
2- O Coração de uma Mulher
3- O Coração de um Homem
Série Concluída

O Coração de um Cowboy

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Corações Raros

De ex para a eternidade?

Para garantir sua herança, Stone McNair precisa provar que tem coração. 
Sua missão é achar um lar para os cães da avó… na companhia de Johanna Fletcher, sua ex. 
Viajar ao lado do homem que partiu seu coração não é um problema. 
Difícil mesmo é resistir à sedução implacável de Stone. Logo, ambos percebem que uma semana juntos não será o bastante!


Capítulo Um

— Cavalheiros, jamais se esqueçam da importância de proteger as joias da família.
Sem se deixar perturbar pelo comentário ultrajante da avó, Stone McNair agachou-se quando o seu cavalo passou por baixo de um galho e por sobre o riacho. Vovó orgulhava-se de ser a matriarca pouco convencional de um grande império de design de joias, e a sua alfinetada zombeteira foi carregada pelo vento enquanto Stone competia contra o primo.
Alex emparelhou com ele, pescoço a pescoço com a montaria de Stone. Cascos castigavam a terra, habilmente desviando-se das raízes das árvores.
Enquanto corria, Stone absorvia os sons e os aromas de sua terra. O ranger da sela, o assobiar do vento através dos pinheiros, a fragrância da terra batida.
Este pedacinho de terra nos arredores de Fort Worth, Texas, pertencia há gerações aos McNair, seu lar enquanto construíam um império nos negócios. Seu sangue vibrava quando cavalgava no rancho. O senso de propriedade estava marcado no seu DNA, assim como o símbolo do Rancho Tesouro Escondido estava marcado no lombo da sua montaria.
Hoje, estadas no rancho na companhia da avó e dos dois primos eram poucas e raras, considerando as movimentadas agendas de trabalho de todos. Ele não sabia ao certo por que a avó havia convocado aquela pequena reunião, e promovido a corrida improvisada, mas tinha de ser algo importante para levá-la a afastar a todos do Império McNair.
Sua prima, Amie, galopava ao lado de Stone, sua risada espontânea e desinibida.
— Como estão as joias da família?
Sem aguardar uma resposta, Amie puxou à frente com o seu corcel árabe, o cabelo negro esvoaçando-se atrás dela como se ainda tivesse 10 anos, e não 30. Quando crianças, cavalgadas com a avó haviam sido acontecimentos regulares, depois, à medida que foram crescendo e seguindo cada qual o seu caminho, tornaram-se cada vez mais raras. 
Nenhum deles hesitara quando a matriarca da família insistira na reunião não planejada. Stone devia muito à avó. Esta fora o seu porto seguro cada vez que a mãe viciada se drogava ou voltava a se internar em uma clínica de reabilitação.
Sem dúvida tinha uma dívida para com a avó que jamais conseguiria pagar. Desde o primeiro dia ela estivera presente, certificando-se de que o neto, filho do crack, tivesse os melhores cuidados possíveis para passar pela desintoxicação. 
A avó também pagara repetidamente para a filha entrar no programa de desintoxicação, sempre sem muito sucesso. Ano após ano, a vovó fora tão constante quanto a terra que chamavam de lar, e para os primos dele também.
E dera a cada um deles um papel para exercer. Alex administrava as terras da família, o Rancho Tesouro Escondido, que operava como uma hospedaria de veraneio para os ricos e famosos. Stone tocava o negócio de design de joias da família. A Diamante Bruto trabalhava com sofisticados designs rústicos, de fivelas de cinto a joias astecas, tudo em grande demanda por todo o país. 
Se tudo corresse de acordo com os planos, ele tinha intenção de expandir o negócio com escritórios internacionais em Londres e Milão, reservando o grande anúncio para o evento de angariação de fundos dos cavalos selvagens no outono. E Amie, uma gemologista, já estava trabalhando em designs para as novas peças, para fazer frente ao esperado aumento na demanda.
Sim, as coisas enfim voltavam a dar certo para ele. Após o rompimento do noivado quase derrubá-lo, sete meses atrás... 


Série Corações Raros
1- O Coração de um Cowboy
2- O Coração de uma Mulher
3- O Coração de um Homem
Série Concluída

Sedução Irresistível

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Casada com o patrão?

Por dois anos Annebelle Taylor se preocupou em manter distância do chefe, um disputado solteirão.
Porém, em uma manhã, tudo mudou.
O relacionamento, antes extremamente profissional, fugiu ao controle. E Annebelle percebeu que não dava para fingir que nada havia acontecido, por uma simples razão: estava esperando um filho de Christopher.
Só havia uma saída: precisava colocar um casamento na agenda do chefe!

Capítulo Um

"Seu Homem Está Traindo Você? Veja Aqui a Solução de Seu Problema."
A manchete da capa de sua revista predileta causou náuseas em Annebelle Taylor. Era a recém-lançada edição de dezembro, e o possível conselho dado na reportagem chegou tarde demais, e de nada ajudaria.
Uma pena que o artigo não tivesse sido escrito meses antes. Ela poderia ter percebido o que estava acontecendo com Steve e, pelo menos, estaria preparada para a notícia terrível que tivera durante o final da semana.
Porém, a afirmação era duvidosa. Não teria aplicado a solução no relacionamento com Steve. Nenhum dos dois tinha inclinação ao casamento, pois eram espíritos livres e não queriam assumir um compromisso. Porém, após cinco anos de convivência, Annebelle não conseguiu perceber o que estava acontecendo bem a sua frente.
"Somos espíritos livres!" Annebelle cerrou os dentes ao se lembrar da frase que Steve costumava usar para justificar a relação que tinham. Não havia liberdade alguma em decidir casar-se com outra mulher! A moça loira com quem ele saía enquanto morava com Annebelle o tinha envolvido de uma forma que chegava a ser insultante.
Como resultado da traição, o espírito de Annebelle é que ficaria liberto.
Ali estava ela, abandonada aos vinte e oito anos. Mais uma vez só e sofrendo de um mau humor único. Era puro masoquismo pegar o exemplar com aquela matéria. 
Estava se punindo, mas talvez fosse preciso ler tudo para ficar mais prevenida para a próxima vez. Isso se houvesse uma próxima vez...
Na idade em que estava, a possibilidade de encontrar um rapaz sem compromisso era muito restrita. 
Annebelle pensava no assunto ao pegar a revista e sair para descer a Alfred Street a caminho de seu escritório, que ficava no último prédio que dava de frente para o cais de Milsons Point, uma localização privilegiada com uma vista linda, que Annebelle não estava disposta a apreciar naquela manhã.
O sol que iluminava todo o cais de Sydney se refletia na água do mar e dava vida aos barcos que cruzavam de um lado para o outro, deixando um rastro de espuma marcando o trajeto percorrido.
A esquerda de Annebelle, o Parque Bradfield oferecia um calmo e tranquilo gramado. No entanto, ela estava alheia ao cenário natural que a rodeava. Para Annebelle só existiam ideias tristes e pessimistas.
Fora trocada por uma garota esperta e grávida... 

Mãe Secreta

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Procura-se Babá



Carolina tinha se prometido que um dia voltaria pela pequena Caitlin. 

Quatro anos depois, ia dar o primeiro passo para cumprir sua promessa… ia a uma entrevista de trabalho como babá… de Caitlin. 
Até aí tudo ia bem. Matthew a entrevistou e não a reconheceu, ou isso ela acreditara.Mas entre eles havia um inconfundível magnetismo. 
Possivelmente todos seus sonhos se fizessem realidade; mas não se imaginava que Matthew tinha outros planos…

Capítulo Um

Da janela de sua salinha, junto ao quarto das crianças, Caroline via a neve cair sobre Morningside Heights. Flocos suaves e ligeiros revoavam no céu escuro, depositando-se contra o vidro e cobrindo as árvores com um manto branco.
De repente, sentiu um calafrio. A neve sempre a fazia recordar. Trazia o passado de volta, com toda sua crueldade. O passar dos anos, não aliviaria a dor, não cicatrizariam as feridas emocionais como o tinham feito as físicas?
No espelho estas já não se notavam e nem sequer podia as perceber com as pontas dos dedos. Certo que ainda estava um pouco demarcada, parecia mais velha para sua idade, mas, ironicamente, agora era quase uma beleza enquanto que antes só tinha sido meramente atraente.
Um golpe na porta interrompeu seus pensamentos.
— Espero não te incomodar — disse Lois Amesbury, sua chefe, sempre educada, além de agradável e amistosa. — Queria te dizer que já está decidido. Meu marido tem que se incorporar a seu posto no hospital de Burbeck antes de Ano Novo, assim partiremos para Califórnia durante as férias de Natal...
A possibilidade de mudar-se à costa oeste havia sido mencionada e comentada com antecedência mas Caroline tinha procurado não pensar nisso.
Fazia mais de dois anos que os Amesbury, depois de ouvir parte de sua história, arriscaram-se a contratá-la, uma mulher calada e de olhos tristes, como babá de suas gêmeas, que agora tinham três anos. Com eles se sentia segura e, embora não era feliz, estava relativamente a gosto. A mudança supunha uma grande mudança, uma separação que Caroline não desejava.
— Sentirei falta de Nova Iorque — continuou Lois, sentando-se frente a ela-, mas estou desejando exercer a advocacia em Oakland e seremos quase vizinhos de minha família. Minha mãe morre de vontade de ocupar-se das meninas...
Meninas que tinham servido para encher os braços vazios e o coração destroçado de Caroline.
— Embora suspeite que as vá mimar muito... — Lois percebeu a desolação que a jovem tratava de ocultar e calou bruscamente. Depois de uns segundos continuou com tom prático. — Na realidade vim para te dizer que Sally Dowers me chamou para me perguntar se necessita de outro emprego. Conhece um rico homem de negócios que necessita uma babá de confiança e está disposto a pagar muito bom salário. Tem uma menina, aproximadamente da mesma idade que as minhas. É divorciado ou viúvo, não estou bem certa. Embora isso não importe... a avó se ocupava da menina, mas morreu subitamente faz uns meses. Acredito que a babá que contrataram não gostava da pobre neném, que preferia estar com a governanta. Quando o pai descobriu o que ocorria ele despediu a babá; necessita de alguém de confiança que possa começar imediatamente. Amanhã estará em casa, se por acaso quer ir vê-lo.
— Mas eu não posso começar imediatamente. 

Série Procura-se Babá
1-  Mãe Secreta 
2- Adorável Mentirosa
3- *NannyA Nanny Named Nick
4- Uma Babá na familia
5- Procura-se uma Babá
6- A Última tentação
7- Uma Jóia Para a Noiva
8-* InherInherited: One Nanny
9- Uma babá adorável
10- Precisa-se de uma Babá
11- *DaughA Daughter for Christmas
12- A babá disse sim!
Série Concluída
* Não publicado no Brasil

Um Amor de Bebê

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




O bebê do Ano-Novo!

Quando o relógio marcou meia-noite, em vez de comemorar, o rico playboy Michael Wentworth estava olhando com ternura para o recém-nascido de uma desconhecida. 
Pior ainda, todos pareciam pensar que ele era o orgulhoso papai do filho de Beth Masterson. E só conhecera a mulher porque ela fora bater na porta de sua casa com informações sobre o herdeiro desaparecido dos Wentworth! 
Bem... Para receber sua herança, Michael precisava de uma esposa temporária, e a pobre mãe solteira certamente precisava de um homem com quem pudesse contar... e talvez até viver um final feliz. Mas o resistente solteirão Michael estaria preparado para ser esse homem?

Capítulo Um

O relógio de duzentos anos marcou a passagem de mais uma hora. Michael Wentworth contou as badaladas na cadeira de couro da biblioteca. Sete... oito... nove...Maldição! Mais três horas até a meia-noite.
Véspera de Ano-Novo. A noite de Réveillon de um playboy. Quem poderia acreditar que justamente essa noite ele estaria contando as badaladas de um velho relógio, em vez de beber champanhe e dançar com belas mulheres? E esperava ansioso pela chegada de um novo ano.
Um som diferente sobrepôs-se ao do relógio, e Michael gemeu desanimado. Era a campainha da porta.
— Não há ninguém em casa! — gritou.
Todos os empregados estavam de folga, e esperava passar a noite na mais completa solidão.
A campainha soou mais uma vez. Devia ser Elijah, acompanhado por LeAnne ou Vai, fingindo não ter recebido o recado de última hora sobre sua decisão de não sair naquela noite.
Aborrecido, foi abrir a porta e abriu mais um botão da camisa que usava sob o fraque, tentando deixar claro que decidira não ir à festa no Route 3 Club. Havia acabado de tocar a maçaneta quando a campainha soou mais uma vez.
— Vá com calma, Elijah — resmungou, puxando a pesada porta de aço e vidro fosco.
Mas não era Elijah quem esperava do outro lado. Nem LeAnne ou Vai. Não era ninguém que conhecesse. A jovem usava calça jeans sob um casaco impermeável e exibia uma expressão assustada.
— Sou Beth Masterson — apresentou-se com voz ofegante. Os punhos estavam cerrados e ela parecia ter dificuldade para controlar-se. Depois de um momento ela soltou o ar lentamente e relaxou. — Lamento incomodá-lo, mas vou ter um bebê.
Devia estar com algum problema de audição.
— O que disse? — Michael perguntou. A luz amena do hall era a única iluminação disponível, porque não se havia dado ao trabalho de acender as luzes externas, e os cabelos prateados da jovem brilhavam como o luar em contraste com o casado escuro.
Ela mudou de posição.
— Eu... — Os punhos se cerraram novamente e um arrepio sacudiu seu corpo.
— Pelo amor de Deus... — Michael segurou-a pelos ombros e puxou-a para dentro de casa, fechando a porta em seguida. O tecido impermeável do casaco era gelado sob seus dedos, e ele acionou o interruptor para aumentar a intensidade da iluminação.
Perturbada pelas luzes brilhantes, ela virou o rosto e franziu a testa. Olhos azuis. E lábios azuis, também, consequência do frio que devia estar sentindo.
— Veio andando até aqui? — Michael olhou para os pés protegidos por botas de inverno. Talvez o carro dela houvesse quebrado na estrada.
A jovem balançou a cabeça, como se fosse incapaz de falar, e ficou quieta por alguns instantes. Aos poucos a tensão deu lugar a uma expressão cansada.
— Dirigia meu carro, mas o aquecedor quebrou...
— E você teve de caminhar da entrada da propriedade até aqui. — Sem saber o que fazer, Michael convidou-a a segui-lo até a biblioteca, onde estivera sentado. — Ouvi alguém buzinando no portão, mas pensei que fossem...

Melodia de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Luke Crandall sabia lidar muito bem com mulheres, mas estava sem ação diante do adorável pacotinho de gente gritando em seu colo. 

Ele estava determinado a ser um excelente pai solteiro, mas precisava de ajuda de uma guia para embrenhar-se naquela selva de mamadeiras, chupetas e papinhas.
A bela Sydney Reede era capaz de trocar uma fralda em dois segundos... e sabia exatamente como funcionava a mente feminina!
Conforme a rotina de troca de fraldas e canções de ninar transformava-os em uma família, os dias de solteiro ficavam cada vez mais remotos na lembrança de Luke. 
Será que agora, ganhando experiência no mundo dos bebês, seria hora de se arriscar a singrar águas do matrimônio?

Capítulo Um

Bebês, chocalhos e berços... Oh, meu Deus!
Sydney Reede massageou a testa na altura das sobrancelhas na tentativa de aliviar a terrível dor de cabeça. Por que aceitara aquela tarefa? Como organizaria o chá de bebê?
Convites delicados em tons de rosa e azul, uma lista de utensílios para bebês e receitas de suculentos aperitivos pare­ciam não bastar.
A organização da festa deveria ser tão simples quanto fatiar uma torta de chocolate. Em vez disso, estava deixando-a em pânico.
E era tudo culpa de Roxie.
Se sua colega de trabalho não tivesse engravidado, nem a acolhido tão bem desde sua mudança para Dallas, então não se sentiria obrigada a organizar o chá de seu bebê.
Mas a opção da futura mamãe em abandonar a carreira após o nascimento da criança abria para Sydney uma bela possibilidade de ascensão profissional. E, para que esse sonho se concretizasse, seria preciso ir além de seu habitual e exce­lente desempenho cotidiano no trabalho.
Teria de agir de maneira política dentro da empresa, fazen­do-se não apenas necessária como desejável na nova função.
Enfim, por causa de Roxie, via-se em uma situação no mí­nimo incomum: dirigia-se à casa de um estranho para ter aulas de culinária!
Será que perdera o juízo?
Lembrou-se de sua chefe dizendo: “Eu a-do-ro baklava. Con­sidere servir este prato no chá de bebê de Roxie. É uma so­bremesa maravilhosa com tanta tradição familiar...”
Ellen ficara com expressão suave e distante no olhar nor­malmente gélido. E logo acrescentara: “Mamãe costumava ser­vi-la em ocasiões especiais. E o que é mais especial do que um chá de bebê? Qual era mesmo a especiaria que ela sempre usava? Canela, mel...? Gostaria de me lembrar. Oh, mas você descobrirá. É o toque especial que diferencia um baklava dos demais, que em geral são muito simples.”
Baklavas simples? A sobremesa era rica o bastante para ser servida em um palácio!
Sydney seguira passo a passo a receita encontrada em uma das muitas bibliotecas onde pesquisara sobre pratos típicos. Ape­nas acrescentara uma pitada de canela na esperança de agradar o paladar da chefe e ganhar alguns pontos em sua avaliação.
Sua chefe não fora a única a fazer uma requisição especial, entretanto. Roxie, a futura mamãe, implorara por um pudim de chocolate. E a vice-presidente da empresa “sugerira” creme brulé Aquela iguaria parecia difícil de preparar, mas a mulher jurara que o sabor celestial compensava o esforço.
Bem, seria bom se o esforço se convertesse em uma promo­ção, pensou Sydney.
Imaginara que seria capaz de preparar tudo com a facilidade com que tantas vezes fizera panquecas em formato de animais nas manhãs de sábado para os irmãos, então crianças.
Claro, sabia que os pratos favoritos da chefe e da vice-pre­sidente não bastariam para elevá-la ao cargo de Roxie. Mas também não a prejudicariam.
Queria demonstrar que sempre tinha boa vontade e era ca­paz de correr um quilômetro além do habitual... ou, nesse caso, de preparar alguns quilos de massa além de sua cota, por uma boa causa.
Mas sua confiança ruíra como um pudim aguado quando Sydney tirou a primeira porção de baklava do forno.
Pensou que a massa ficaria firme... ou fofa... 

Um Desejo Especial

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Um homem...um bebê... um amor!

Tudo o que Alessandra queria era ter uma família, alguém com quem dividir um lar. 
De repente ela se viu cuidando de um bebê e dormindo sob o mesmo teto com um homem maravilhoso. Christopher não apenas lhe despertava desejos havia muito desconhecidos como era o homem mais amoroso que já conhecera. 
Alessandra sabia que aquela situação seria insustentável, e mais cedo ou mais tarde teria de partir. Será que ela conseguiria mostrar a Christopher que podia fazer parte não só da família como da vida dele?

Capítulo Um

Christopher McAndrew havia se atrasado demais. Vinha batendo à porta da casa fazia pelo menos dez minutos. Perdera-a. Ela desapare­cera pela segunda vez, levando o filho consigo.
Estava tenso ao entrar no carro. Bateu as mãos contra o volante quando a sensação familiar de frustração e raiva o tomou..
Esteve próximo... tão próximo! Em silêncio jurou não desistir até encontrar o bebê recém-nascido, um menino que nunca nem ao menos chegou a ver.
Suspirando, pegou a chave para ligar o motor.
Foi nesse preciso momento que avistou um carrinho de bebê virando a esquina e adentrando o local de esta­cionamento da residência. Seu coração disparou, descom­passado, e a respiração pareceu presa na garganta ao focar o olhar na mãe de seu pequeno.
Piscou diversas vezes, temendo que seus olhos esti­vessem lhe pregando peças. Mas não havia engano. Tocou a maçaneta, e se viu fora do automóvel em um segundo.
Alessandra Nelson empurrava com vagar o carrinho da criança no instante em que viu o veículo preto parado diante de sua varanda. Observou um homem alto e de cabelos escuros usando calça comprida acinzentada e suéter azul-marinho emergir do banco do motorista.
Sentiu um arrepio de apreensão na espinha ao ver a expressão de fúria no rosto bonito do estranho. Num gesto instintivo apertou com mais força a barrinha de ferro que segurava, conforme as longas passadas o faziam per­correr com rapidez a rampa.
— Olá, Paula — cumprimentou Christopher, estacando na frente de Alessandra. — Parece surpresa em ver-me.
Sua voz era profunda e muito grave, mas deixava clara uma rispidez capaz de cortar vidro.
Alessandra umedeceu os lábios, que de repente fi­caram secos.
— Desculpe-me. Eu não sou...
— Você pede desculpas?! — Christopher fez um esgar de desdém.
— Não está compreendendo... — disse Alessandra, mas, antes que pudesse até mesmo começar a explicar, as pupilas de Christopher cintilaram com tamanha ira que a silenciaram.
— Oh... você interpretou muito bem. Mas duvido que um dia eu vá entender como pôde desaparecer sem dizer uma palavra sequer, Paula. Tínhamos um acordo, lembra-se? Você achava mesmo que não viria a sua procura?
Diante da entonação desafiadora Alessandra sentiu-se constrangida, e deu uma olhada rápida na direção da casa.
— Nem pense nisso. — Christopher eu um passo para mais perto dela. — Vim buscar meu filho. Levarei o garoto comigo, e a aconselho a não tentar me impedir. — Mas você não pode...

O Amor em nossas Vidas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Uma brincadeira do destino?

Trish ainda sentia arrepios quando pensava nos beijos que trocara com Adam quatro anos antes. 
Mas quando se lembrava das mulheres sofisticadas por quem ele se sentia atraído, perdia a esperança de que isso tornasse a acontecer.
Até que Adam bateu em sua porta, insistindo que era ela quem ele queria. E levou-a para a cama, sem lhe dizer se permaneceria a seu lado ou se a relação seria apenas temporária.
Não foi preciso perguntar. Antes que Trish tivesse chance de contar a Adam que estava grávida, um fax da mulher que ele dissera ser sua ex-noiva lhe caiu nas mãos...

Capítulo Um

Adam estava atrasado para sua festa de noivado. Mas, pior do que o atraso em si era a razão dele. Outra mulher.
Não conseguia afastar os olhos do porta-retrato. Mesmo que sua atenção estivesse voltada para o fax e para o telefone que não parava de tocar, a imagem de Trish não saía de seus pensamentos.
Jamais esqueceria o último momento que passaram juntos.
Devolveu o porta-retrato à mesa e olhou mais uma vez para a mulher que se encontrava entre sua falecida esposa e sua enteada, Petra. Em seguida, colocou as abotoaduras.
Talvez alguém estivesse tentando chamá-lo ao telefone. Não tinha certeza. De repente, estava de volta ao passado.
Viu-a olhando para ele. Seu lindo rosto refletia compaixão. Uma emoção intensa o inundou e ele sentiu que precisava conhecê-la melhor, tocá-la, ficar perto...
Não fazia ideia do que estava acontecendo. Sentiu a pele macia daquele rosto contra o dele e o perfume de seus cabelos. Quando deu por si, estava mergulhando o rosto entre eles e beijando o pescoço longo e acetinado. Não conseguiu mais se controlar.
O corpo jovem e sexy se insinuava contra o dele, os seios firmes e generosos pressionavam seu peito.
O bom senso subitamente prevaleceu.
Atendeu duas ligações seguidas, recebeu os faxes e fez algumas anotações nas margens para sua secretária. Quem o visse naquele instante e nos seguintes, saindo do apartamento, não acreditaria que todo aquele dinamismo ocultava uma imensa saudade e desejo por uma mulher.
Em uma suíte especial de um hotel de Londres, Trish se preparava para ir à festa. O convite estava em sua bolsa, longe dos olhos.
Adam e Louise.
Quatro vestidos encontravam-se estendidos sobre a cama. As mãos úmidas completavam o quadro. Estava com os nervos em frangalhos.
Como deveria cumprimentar o homem que a beijara clamando posse e deixando-a febril de paixão, quatro anos antes?
As pernas se recusaram a continuar sustentando-a. Precisou sentar-se e fechar os olhos, mas não adiantou. Continuava vendo-o apesar de os olhos estarem fechados. Continuava sentindo o hálito quente em seu pescoço, e os lábios ávidos em sua pele.
Deitou-se e deixou que as lembranças aflorassem. Não houvera preliminares. Ele não a cortejara. Nunca havia segurado sua mão nem lhe dado um beijo de amizade nem lhe feito uma carícia. Não haviam marcado encontros. No entanto, o primeiro e único contato fora inevitável e inesquecível.
E ela sentira-se a mulher mais poderosa e feliz do mundo por despertar uma paixão tão avassaladora. Mas quando ele murmurou seu nome, ela soube, instintivamente, que algo estava errado. Abraçou-o com mais força, e ele afastou-a. Antes que tivesse chance de lhe perguntar o que havia acontecido, ele se afastou sem olhar para trás.
— Você está muito bonita.
Trish voltou ao presente. Como se tivesse sido apanhada cometendo uma falta, sentou-se, assustada.
— Devia ter batido, Petra!

Entrega Especial

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Um milagre!

Lori encontrou à porta de sua casa o melhor presente de Natal que ela poderia esperar: um lindo bebê! 
Lori não podia ter filhos, mas sua grande dúvida era: seria capaz de cuidar da pequena Kris?
Por isso, resolveu pedir conselhos a seu vizinho Andy McAllister. Só não esperava ficar encantada com o charme do irresistível advogado. 
Porém, teve de mantê-lo à distância quando descobriu que Andy queria muito ter filhos, algo que ela nunca poderia lhe dar. 
Ainda assim, não pôde deixar de desejar que Papai Noel a presenteasse com dois presentes naquele ano: uma filha e um marido!

Capítulo Um

Andrew McAllister resgatou do chão o envelope caído sobre o capacho, diante da entrada de seu apartamento. Com o polegar, limpou a marca deixada pela fita adesiva no meio da porta. 
"Será que meus vizinhos nunca ouviram falar de recados auto-adesivos?", pensou.
Conforme colocava a chave na porta, olhou para o destinatário original do envelope reciclado, cuja etiqueta recebera uma série de riscos da mesma caneta com a qual alguém escrevera seu nome. Sob as linhas azuis, podia-se ler: Lori Warren, apartamento 339.
Afrouxando a gravata, colocou o envelope, ainda fechado, sobre o balcão que separava o hall de entrada da sala de estar. Lorri Warren? Não conseguia se lembrar de um rosto para associar àquele nome. Pelo número, o apartamento ficava no terceiro andar. Apenas dois lances de escada acima do seu. 
Devia se tratar de outra vizinha querendo integrá-lo à pequena comunidade do condomínio. Cuidaria disso quando não estivesse tão apressado.
O relógio de parede lhe informava que ele ainda tinha uma hora e vinte minutos para chegar à festa de Natal mais importante de sua vida. Não era muito tempo, considerando que demoraria quarenta minutos para chegar de carro à mansão do governador, no bairro mais nobre da cidade. Apressado, foi para a suíte principal.
Muitas pessoas haviam lhe garantido que fora uma grande conquista haver sido convidado pelo governador e por sua esposa para participar da festa de Natal que eles iriam oferecer aos amigos, naquele ano. 
No ano seguinte, porém, Andréw pretendia ser chamado para a celebração em Topeka, onde ocorria o jantar oficial de Natal no palácio do governo.
Abriu então o chuveiro e se afastou para esperar a água esquentar. Estava nevando e os canos estavam gelados, o que diminuía um pouco a eficiência do aquecimento central. Aproveitando o breve intervalo, pegou o smoking no guarda-roupa e retirou-o do saco plástico colocado pelo pessoal da lavanderia. Mandara lavar o traje quando o usara pela última vez, no verão, mas nem se importara em verificar se ele ficara bom ou não.
Preocupara-se com aquele detalhe ao longo de todo o dia, e só ficou aliviado ao ver que a roupa estava impecável. Acabando de se despir, sentiu uma onda de bem-estar ao caminhar para baixo do jato de água quente com seu agradável vapor perfumado.
Sorrindo, admitiu para si mesmo que a preocupação com o traje fora apenas uma transferência. Na verdade, estava era ansioso por aquele evento, por saber que seria raro conseguir outra oportunidade tão boa.
Fazia tempo que não sentia tanta apreensão como a que o acompanhara no decorrer daquele dia. De fato, não se sentira assim nem mesmo quando entrara pela primeira vez em um tribunal para defender um caso.
Seus amigos e colegas da área jurídica costumavam chamá-lo de "homem de ferro".

A Casa dos Mistérios

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Enigmático, ele era uma tentadora ameaça!

Annie pôs a carta do noivo de lado sem vontade de abri-la. 
Naquele momento sentia vontade de viver uma aventura, de se envolver em algum mistério... 
Detestava imaginar-se casada com ele numa tediosa rotina. Christofer Fields, o bonito e atraente inquilino de sua casa em Inverness, veio-lhe à mente. 
Sentiu o impulso de contrariar a principal recomendação dele ao alugar o imóvel: a de não ser perturbado. Annie pressentia perigo... mas estava ávida por correr riscos!

Capítulo Um

“E atenção! Uma boa alternativa para se divertir à noite é a região da ponte Golden Gate. Portanto, você que trabalha o dia todo, fique na cidade, relaxe e divirta-se ao máximo, ouvindo também as melhores músicas aqui, na KSFR”, berrava o rádio. “E agora a previsão do tempo para o fim de semana, neste finalzinho de primavera: a meteorologia prevê calor e dia ensolarado no interior, névoa na região costeira até por volta do meio-dia. São quatro e meia da tarde e os termômetros indicam dezessete graus aqui em San Francisco. Mas tudo bem! Com sol ou com chuva, KSFR garante vinte e quatro horas diárias de rock e diversão, aqui na sua, na nossa 104FM. E com vocês a segunda mais tocada do dia: Rembrandt and the Chainsaws...”
— Ora, cale a boca! — gritou Annie White, irritada, silenciando aquela histeria ao passar pelo rádio.
Sua companheira de quarto, Eve, equilibrava-se na janela da sala, tentando limpar o vidro do alto com um pano úmido. Annie ziguezagueou por entre o aspirador de pó, os baldes e tudo o mais para aproximar-se da amiga. Por fim se dirigiu a ela:
— Veja só isto! Imagine... Acabo de perder mil dólares!
— Pelo amor de Deus! Você quer me matar de susto?
Eve desceu da janela com a ajuda da outra e apoiou-se no parapeito, ainda trêmula. Olhava abismada para Annie, tentando ao mesmo tempo prender os cabelos com um lenço vermelho berrante onde se lia “98,8FM, a rádio do rock”, escrito em letras douradas.
Annie não pôde deixar de observar sua melhor amiga com uma pontinha de inveja. Afinal Eve era o tipo de mulher que mesmo usando um jeans velho, uma camisa surrada e aquele lenço escandaloso, seria sempre incrivelmente sedutora. Seus cabelos eram ruivos e longos, cheios e cacheados emoldurando com graça um rosto delicado de olhos verdes, lábios carnudos. 
De resto, seu corpo era “apenas” escultural. Annie olhou para seu próprio corpo que, sem deixar de ser bonito, parecia até mesmo insignificante perto da exuberância da amiga. Passou os dedos pelos cabelos lisos e loiros, que lhe batiam nos ombros, lembrando as inúmeras vezes em que chegaram a confundi-la com uma garotinha de quinze anos. Não aceitava muito bem a ideia de que, aos vinte e seis anos, ainda não tivesse uma figura tão brilhante como a de Eve. A garota ruiva falou:
— Agora que meu coração voltou ao normal, Annie, o que era aquilo que você acenava para mim? Uma carta de Charlie?
— Não. É outra carta de C. Fields — informou, mostrando o papel. — Leia. Depois de finalmente ter decidido alugar a casa de tia Bertha, não tenho mais inquilino para ela.
Eve leu a carta e balançou a cabeça.
— Talvez seja melhor assim...
— Ora, vamos, Eve! — retrucou, pegando o copo de laranjada deixado sobre a lareira. Trouxe outro para Eve, encostou-se na parede e deixou o corpo escorregar até sentar-se no chão.
Eve continuou:
— Veja as coisas por esse lado, menina: primeiro você tem essa casa de veraneio lá em Inverness, que nunca foi alugada. Alguns meses depois recebe uma carta vinda sei lá de onde...
— De Connecticut — corrigiu Annie. — A carta veio de lá.
— Pois para mim dá no mesmo!

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Jogo Perigoso

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

O problema não é você, sou eu... que te amo demais!

Após levar um fora de seu namorado Reed Larkin, a única coisa que Gabby pensa em fazer é oferecer um drinque de despedida... na cabeça dele.
Gabby Pearson tem tudo o que um homem pode desejar numa mulher, e dispensá-la foi a coisa mais difícil que Reed já teve de fazer na vida, ainda mais com o clichê "Não é você, sou eu..."
O destino, no entanto, intervém da maneira mais irônica possível quando o Serviço Secreto informa a Reed que Gabby é sua nova missão: ele tem vinte e quatro horas para reconquistá-la, obter informações que ela talvez nem saiba que possui, e ao mesmo tempo protegê-la.
As apostas são altas. As chances, impossíveis... e a atração mútua é tão intensa quanto a raiva de Gabby. E agora só resta a Reed esperar que sua próxima fala: "É você que eu amo, sem dúvida nenhuma!" seja o início de uma relação maravilhosa e duradoura...

Capítulo Um

— Não está dando certo. De novo a velha frase. Para Gabrielle Pearson, esta só perdia para "Não é nada com você. É comigo", como a desculpa mais esfarrapada que um homem podia dar para terminar um relacionamento antes de o cardápio das sobremesas chegar à mesa.
— Gabby? Você me ouviu? — Reed perguntou com uma expressão preocupada.
— Ouvi. Eu estava apenas pensando. — Pousou o garfo sobre a toalha branca, brincando com a idéia de perfurar aquele queixo perfeito. — Deveria rever a sua cronometragem. Pulou os aperitivos e engoliu seu bife sem nem sequer respirar... Precisava esperar até o término da refeição para me dizer que "não está dando certo"?
Ele comprimiu os lábios.
Gabby praguejou. E pensar que considerara o encontro daquela noite especial!
— Suponho que eu seja o lado podre da relação — murmu­rou, sardônica.
— Escute, Gabby, não é você. Sou...
— Ah, não. Nem termine essa frase! — ela avisou.
— O que há de errado com você, afinal? Gabby, nós precisamos...
— Acho melhor parar de falar antes que alguém saia ferido. — O olhar dela pousou no garfo ameaçadoramente.
O brilho nos olhos azuis de Reed esmaeceu e, pela primei­ra vez desde que haviam se sentado para comer, sua segurança pareceu abalada.
Muita gentileza da parte dele demonstrar alguma reação, Gabby ponderou. Afinal, fazia muito tempo, aprendera a domar as emoções e manter a raiva a distância. Não importava o quan­to estivesse ansiosa; ela sempre conseguia se controlar. E já havia passado por coisas bem piores do que o término de um relacionamento.
Mas Reed tê-la dispensado no momento em que ela plane­java seduzi-lo abrira as comportas da raiva que tinha repre­sada. Agora sentia o estômago apertado, a face ardendo e a mandíbula tão contraída que seus dentes chegavam a doer.
— Diga-me... Quando as coisas entre nós começaram a "dar errado" para você?
— Isso é mesmo necessário? — Reed a fitou com um suspiro.
— Talvez tenha se esquecido de me dizer algo. Sabe, sobre suas preferências e tal...
Um leve rubor tomou conta da face morena.
— Espere um segundo, Gabby, eu...
— Nós saímos e nos divertimos à beca, Reed. Isso se cha­ma "namorar", caso você não saiba. — Ah, a raiva era tão gratificante, tão libertadora! Em vez de repudiá-la, ela se deixou inundar pelo sentimento. — O próximo passo entre adultos normais e saudáveis seria fazer sexo — completou à queima-roupa.
Passo esse que ela vinha imaginando desde o momento em que o vira entrar no seu café favorito, um mês antes. Reed havia esquecido a carteira, pedira-lhe dinheiro emprestado e também um lugar à sua mesa.
— E então? O que aconteceu?
Ele cocou a testa num gesto que ela poderia ter achado charmoso em outra situação.
— Não foi o beijo, com certeza — Gabby prosseguiu, incontinente, tentando manter o máximo de pontos positivos para si.
— E quanto aos carinhos, sejamos honestos: ambos sabemos que você se beneficiou deles.
— Droga, Gabby! — O tom de voz alto fez o garçom seguir em frente, sem parar para tirar os últimos pratos vazios. Ela deu uma risada seca.
— Posso não saber quando um homem perde o interesse, mas sei quando ele fica excitado.
— Fale baixo — ele ralhou, aborrecido. — Estamos em público!

Sedução Implacável

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
O que o dinheiro não pode comprar... 

Sergio só precisa estalar os dedos para conseguir tudo o que deseja, exceto Bella.
Mesmo que a filha de sua madrasta o deixasse cego de luxúria, Sergio manteve a distância por acreditar que ela era uma interesseira.
Anos mais tarde, quando Bella o procura em busca de refúgio, a atração que sentem ressurge ainda mais intensa.
Incapazes de resistir, decidem saciar a paixão que os consome. Contudo, a noite que tiveram apenas serviu para deixa-los ansiando por mais!

Capítulo Um

Eu deveria estar mais feliz”, pensou Sergio enquanto desligava o chuveiro, pisava no luxuoso tapete de banho e pegava uma toalha mais luxuosa ainda. “Hoje, eu me tornei bilionário. Meus dois melhores amigos ficaram bilionários também. Se isso não me deixa feliz, o que deixará?”
Ele franziu o cenho enquanto se enxugava vigorosamente. Por que não estava mais feliz? Por que não estava exultante com os quatro bilhões e seiscentos milhões que haviam recebido pela franquia de bares de vinhos Wild Over Wine? Por que a assinatura do contrato naquele dia o deixou sentindo-se um pouquinho... vazio?
Os sábios diziam que era a jornada que dava mais satisfação, não o destino, ponderou ele, dando de ombros com ar resignado. O fato irrefutável era que os três membros do Clube dos Solteiros haviam alcançado seu destino agora. Bem... quase. Nenhum deles fizera trinta e cinco anos ainda, embora isso fosse acontecer em breve. O próprio aniversário de trinta e cinco anos dele seria dali a apenas uma quinzena.
Sergio abriu um sorriso irônico ao se lembrar da noite em que haviam formado o Clube dos Solteiros. Eram muito jovens na época. Mas nenhum deles havia se dado conta do fato. Tinham se sentido incrivelmente maduros, mais velhos aos vinte e três anos do que muitos dos outros alunos de Oxford naquele ano. Mais confiantes do que a maioria também, cada um tendo sido abençoado com boa aparência e inteligência acima da média. Também tinham sido muito ambiciosos.
Ao menos ele e Alex foram ambiciosos. Jeremy — que já tinha uma renda particular — apenas os acompanhara.
Fora em uma sexta-feira à noite, vários meses depois do dia em que tinham se conhecido. Eles estavam no quarto de Jeremy, naturalmente, que era bem maior e melhor do que aquele que Sergio e Alex estavam dividindo. Estavam um tanto embriagados, quando Sergio — que tendia a se tornar filosófico quando bebia — perguntara aos outros quais eram seus objetivos na vida.
— Decididamente não o casamento. — Foi a resposta sucinta de Jeremy.
Jeremy Barker-Whittle era o mais novo herdeiro de um império do ramo bancário britânico que datava de gerações. Talvez pelo excesso de riqueza, a família dele era marcada pelo divórcio. Não escapara aos dois amigos que Jeremy era um tanto cínico quando se tratava da instituição do casamento.
— Também não estou interessado em casamento. — Alex Katona, um aluno bolsista de Sydney com origens de proletariado e um QI quase de gênio, concordou. — Vou estar ocupado demais trabalhando para me casar. Vou ser bilionário quando eu chegar aos trinta e cinco anos.
— Eu também — assentiu Sergio. Embora ele fosse filho único e herdeiro da empresa Manufaturadora Morelli, com sede em Milão, estava ciente de que a firma da família não estava mais tão bem quanto já fora. Quando herdou o negócio, Sergio suspeitou que talvez não valesse a pena ser herdado. Se queria ter sucesso na vida, teria que criar o seu próprio. O que significava nada de casamento. Não por um longo tempo, ao menos.
E, assim, o Clube dos Solteiros nascera e, naquela noite, as regras e objetivos dos três foram estipulados com grande entusiasmo.

O Último Desafio

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


O conde Rafael Revaldi costumava viver o momento. 

Contudo, após enganar a morte, ele pensa no futuro. 
Rafael precisa de um herdeiro. 
Para isso, terá de enfrentar seu maior desafio: reconquistar a ex-esposa. 
Lottie não imaginava que voltaria ao castelo que, um dia, chamou de lar. E a química com seu ex-marido ainda existe... assim como as cicatrizes emocionais. 
Será que Lottie arriscará novamente o seu coração?

Capítulo Um

Foi a cicatriz que fez Lottie parar à porta. Um ferimento fino e arroxeado começava na sobrancelha, pulava o olho, antes de continuar ao longo da maçã do rosto do homem à sua frente. A visão lhe causou um aperto no peito.
— Rafael?
Silêncio se estendeu, eles se entreolhavam através da porta do escritório.
— Charlotte.
— Como... como você está?
— Ainda vivo. — Ele levantou-se e parou contra a extremidade da mesa, a voz fria, sem emoção. — Como você pode ver.
Lottie engoliu em seco. Com a coluna reta, ele estava com as mãos em suas laterais, os dedos ancorando-o à mesa.
— Eu lamentei muito... ao saber sobre o acidente.
— Obrigado. — A resposta em tom seco era claramente designada a impedir quaisquer demonstrações de sentimentos.
Não que ela pretendesse mostrar algum, é claro. Sabia que não estava lá para demonstrar qualquer tipo de preocupação, ou para expressar compaixão. Rafael não era o tipo de homem que tolerava tais emoções. Muito menos dela.
Lottie observou quando ele saiu de trás da mesa e andou na sua direção, alto e rígido, num terno cinza sóbrio, agigantando-se sobre ela ao se aproximar. Por um segundo, eles permaneceram lá, como ímãs se repelindo, até que Rafael inclinou-se para encostar no rosto dela uma, duas, três vezes. Lottie fechou os olhos ao sentir o toque, ao sentir a respiração dele em sua pele.
Ele recolheu a mão, deixando-a olhar para seus ferimentos. Havia arranhões de vários comprimentos e profundidades no rosto bonito, e uma mancha roxa numa das faces. A cicatriz, Lottie notou agora, parecia causada por um chicote. Aquilo não ajudou, em absoluto.
— Então... seu rosto...? — Lottie sabia que ele detestaria falar sobre aquilo, mas ela precisava ser tranquilizada. — Presumo que os ferimentos são superficiais?
— Você presume corretamente.
— E o resto do seu corpo? — O olhar enervante de Rafael a fez corar. Ela pigarreou. — Quero dizer, que outros ferimentos você tem?
— Tudo em consonância com alguém que despencou de uma altura de mais de 3,5 quilômetros.
— Com certeza. — Lottie fez uma careta pela sua pergunta tola. Quantas pessoas tinham caído de uma altura dessas e sobrevivido para contar a história? De qualquer forma, ela já sabia da extensão dos ferimentos dele; estivera tudo no artigo de jornal: pulmão perfurado, ombro deslocado, três costelas quebradas. — Você descobriu... o que deu errado? Por que seu paraquedas não abriu?
— Azar, destino...