quarta-feira, 11 de outubro de 2017

União de Corações

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
O nascer do amor!

Alexis Grayson sabe como se cuidar… Sobrevivera assim! 
E continuaria sobrevivendo, mesmo grávida e sozinha. 
Mas Connor Madsen não a deixará desamparada. Alexis precisa de um lugar para morar até o nascimento do bebê. 
Connor está em busca de uma esposa temporária. Um casamento de conveniência seria a solução ideal para ambos! 
Contudo, quando Alexis passa a conhecer melhor o corajoso, honrado e sexy cowboy que havia se tornado seu marido, percebe que cometera o maior erro de sua vida! 
Afinal, tudo o que Alexis deseja é ser a esposa definitiva de Connor…

Capítulo Um

— Senhorita? Acorde. Está me ouvindo?
Primeiro, Alex ouviu uma voz profunda e, pouco a pouco, começou a recuperar a visão.
— Oh, graças a Deus. Sente-se bem?
Confusa, Alex olhou para ver de onde vinha a voz. Esforçando-se para ajustar o foco da visão, deparou-se com os olhos castanhos mais bonitos que já havia visto. Eram impressionantes, escuros e com pontos dourados, grandes e rodeados de sobrancelhas espessas.
Disse para si mesma que os homens não deviam ter olhos tão bonitos, antes de perceber que o dono deles a segurava nos braços.
— Oh, céus!
O estranho a amparou por um braço e pelas costas para ajudá-la a levantar-se.
— Devagar. Você desmaiou.
De verdade? Não percebi. Estava inconsciente, pensou Alex em responder. Porém, conteve-se ao ver preocupação sincera no olhar daquele homem.
Ele se certificou de que Alex podia se manter em pé antes de soltá-la, mas, por via das dúvidas, achou melhor ficar ali perto, para o caso de ela ter uma recaída.
— Desculpe-me — disse ela, espalmando a calça e evitando encará-lo. Apesar de só tê-lo visto um segundo, conseguiu gravar sua imagem na mente. Não só aqueles olhos hipnotizantes, mas também o cabelo escuro, os lábios e a figura altiva vestida com um terno cinzento.
Um homem com aquela aparência não tinha lugar no seu mundo, pensou Alex, envergonhada, os olhos pregados no chão como se fosse algum tipo de punição eterna. Fixou o olhar nos sapatos dele... reluzentes, de couro castanho, sem nem resquício de pó ou terra. O calçado típico de um homem de negócios.
— Não precisa se desculpar. Tem certeza de que está bem?
Ela se agachou para apanhar a bolsa. Era a segunda vez que tentava: da primeira, sentiu o mundo girar a mil por hora, e sua visão nublou-se. Precisou apoiar-se no banco para não cair. Horrorizada, viu que havia entornado todo o suco de maçã, que escorria lentamente pelos vãos da calçada irregular. Apanhou a garrafa do chão e olhou ao redor, procurando uma cesta de lixo.
— Sim, estou bem — respondeu, finalmente elevando o olhar ao rosto de seu interlocutor. Surpreendeu-se ao vê-lo realmente preocupado. Ninguém se preocupava com ela havia muito tempo. E ali estava um estranho, cuja expressão facial confirmava a veracidade de seu sentimento. — Ainda não o agradeci por ter me segurado.
— Você ficou branca como a neve.
Alex conferiu rapidamente o cenário ao seu redor. As pessoas que teriam testemunhado o acontecido já tinham ido embora, e o resto do mundo seguia seu curso normal; ninguém reparava neles. Ela era só mais um rosto dentre a multidão. Simples assim. Mas aquele homem... o desconhecido notou que ela não estava bem e havia se aproximado para ajudar.
— Eu estou bem. Obrigada pela sua ajuda. Só preciso me sentar por alguns minutos — disse ela, em tom de despedida.
Demonstrando compreensão, o estranho afastou-se para o lado, dando passagem a ela, e, quando Alex se sentou, repetiu o movimento.
— Precisa de um médico?
Alex riu. Claro que precisava. No entanto, um médico não podia curar o seu problema.
— Não.
Era uma resposta definitiva e, pela expressão que ele fez, ficou claro que havia entendido a mensagem. No entanto, sentiu-se culpada por ter sido tão brusca.
— Mas agradeço mais uma vez, senhor...

Como Domar um Sheik

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Nascidos no deserto e destinados ao trono!

Paixão ou dever?
Ele a notou em um salão lotado. 
E, naquele momento, o sheik Shaheen Aal Shalan a desejou. Com poucas palavras, conseguiu levar a bela misteriosa para a cama, onde ela despertou paixões que haviam sido renegadas por tempo demais. 
Então, Shaheen descobre a identidade de sua amante: ela era Johara, sua amiga de infância, uma verdadeira miragem que ele não conseguia parar de admirar. Porém, a tradição exige que a noiva de Shaheen seja escolhida pelo trono. Se quebrasse a regra, os resultados seriam catastróficos. Contudo, como poderia virar as costas para a mulher que carrega seu herdeiro?

Capítulo Um

Johara Nazaryan fora encontrar o único homem que amaria na vida.
Antes que ele se casasse com outra.
Seu coração explodia em uma mistura de ansiedade, temor e desânimo, conforme seus olhos examinavam a multidão de ilustres e ricos convidados da festa em homenagem a ele.
Ainda não havia sinal de Shaheen Aal Shalaan.
Ela suspirou e encolheu-se ainda mais no canto onde estava, esperando continuar não chamando a atenção. Embora estivesse grata pelo tempo extra que tinha para se acalmar, ela também o amaldiçoava por lhe dar mais chances de ficar preocupada.
Ela ainda não acreditava que havia decidido vê-lo depois de vinte anos.
Desde que começara a viajar sozinha, ela saboreara cada notícia e tivera rápidos vislumbres dele sempre que estava perto de onde ele se encontrava. Mas, desta vez, ela estava determinada a encarar Shaheen e dizer: “Há quanto tempo...” Shaheen. Para o mundo, ele era um príncipe do abastado reino do deserto de Zohayd, o mais novo dos três filhos do rei Atef Aal Shalaan com a falecida rainha Salwa. Era também um homem de negócios que, nos últimos seis anos, se tornara um dos nomes mais poderosos da construção e do transporte.
Para Johara, ele seria sempre o garoto de 14 anos que salvara sua vida há vinte anos.
Na época, ela estava com 6 anos, em seu primeiro dia em Zohayd, onde fora viver com sua família no palácio real. Seu pai, armênio-americano, havia sido nomeado o primeiro assistente do joalheiro real, Nazeeh Salah. Fora o “tio” Nazeeh, mentor de seu pai, quem sugerira o nome dela, joia em árabe.
Durante a entrevista de seu pai com o rei, ela escorregara no terraço e acabara caindo da balaustrada, ficando pendurada no peitoril. Todos ouviram seus gritos e foram correndo. Incapaz de alcançá-la, seu pai lhe jogara uma corda com um laço para que ela o amarrasse na cintura. Enquanto tentava prender-se, alguém lá embaixo gritara para que ela pulasse. Com o coração em pânico, ela olhara para baixo.
E então o vira.
Ele parecia estar muito distante para conseguir pegá-la. Porém, mesmo com seus pais gritando para que se segurasse, ela se soltara e despencara nove metros, simplesmente sabendo que ele a pegaria.
Tão rápido, preciso e poderoso quanto o falcão em seu nome, ele a pegara. Ele mergulhara, agarrara-a em pleno ar e a acolhera no refúgio de seus braços.
Johara ainda analisava aqueles momentos perigosos de tempos em tempos. Ela sabia que poderia ter amarrado a corda. Porém, escolhera confiar sua segurança àquela criatura magnífica que a encarara com olhos castanhos e ardentes radiando força e confiança.
Daquele dia em diante, ela soube. Ela seria sempre dele. E não só porque ele a salvara. A cada dia que passava, a certeza de que ele era a pessoa mais incrível que já conhecera se solidificava, conforme ele se tornara o melhor amigo de seu irmão mais velho, Aram, e muito mais do que isso para ela.
Mas, à medida que crescia, Johara foi percebendo que seu sonho de ser dele algum dia era impossível.
Shaheen era um príncipe. Ela era filha de um criado.

Todos os Sonhos Dele

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

O despertar do amor!

A bela Katie Davis cresceu com os Kowalski e sempre foi considerada “um dos rapazes”.
Porém, seus sentimentos por Josh Kowalski não são nada fraternais. E ele também parece estar começando a enxergar a mulher que Katie se tornou. 
Ela esperou muitos anos para que Joshy a notasse, mas talvez seja tarde demais. 
Entregar seu coração para um homem que quer deixar a cidade o mais rápido possível é um jeito fácil de se decepcionar. 
Contudo, Josh continua inventando motivos para ficar… E ele logo perceberá que tudo o que precisa para realizar seus sonhos é ficar ao lado de Katie.

Capítulo Um

A vida de Josh Kowalski poderia ser resumida em poucas palavras: 30 anos de comichões que não conseguia coçar.
Ansiava sair de Whitford, Maine, e da Northern Star Lodge. Ansiava por aventuras, viagens e um trabalho que tivesse escolhido, em vez de um que lhe escolheram antes mesmo de ele ter nascido. Ansiava por encontrar a mulher que o faria desejar abandonar todas as outras até que a morte os separasse. 
Não havia pó medicamentoso que curasse aquele tipo de comichão. Tudo o que ele podia fazer era dar tempo ao tempo, e isso se tornava cada vez mais difícil a cada ano que passava.
Naquele ano, porém, as coisas pareciam estar melhorando. Josh pegou uma embalagem com seis cervejas na geladeira e fechou a porta com o quadril, já que segurava um saco com quitutes roubados na outra mão. Quebrar a perna em julho foi complicado. Mas a volta dos irmãos, para ajudar na hospedaria, dando-lhe a chance de deixá-los saber que se ressentia do fato de ter sido largado para trás com toda a responsabilidade, só porque era o mais novo, foi sua grande oportunidade.
— Você vai sair?
Josh quase deixou cair as cervejas. Com seus chinelos de camurça, Rosie se movia em silêncio ao redor da hospedaria.
— Sim. Falta meia hora para o pontapé inicial.
Rose Davis era uma espécie de governanta na hospedaria desde que ele se entendia por gente, mas, após a morte da mãe deles, quando ele era um menino de apenas 5 anos de idade, ela se tornou bem mais do que isso. Era o mais próximo de uma mãe que ele poderia ter. 
O que significava que, aos 30 anos de idade, ele ainda vivia com a mãe. Não era de admirar que tivesse dificuldade de reprimir o desejo de encontrar uma mulher para passar o resto da vida.
— Se você... — Um acesso de tosse a fez interromper as palavras e Josh franziu o cenho. Whitford fora assolada por uma onda de frio tempos atrás e Rose acabou pegando uma pneumonia. Recuperou-se muito bem, mas ele não estava gostando do som daquela tosse. — Se você encontrar com a Katie, diga a ela que eu mandei um oi.
— Talvez eu devesse ficar em casa.
Rose zombou e acenou com a mão.
— Vou me encolher embaixo de um cobertor com o meu tricô e assistir a Mentes Criminosas. A última coisa que quero é ouvir você gritando e xingando diante da televisão na outra sala.
— Você teve pneumonia, Rosie. Se não se cuidar, vai acabar tendo uma recaída.
— É o meu pão de banana nesse saco?— Está tentando mudar de assunto.
— Você está roubando meu pão de banana.
— Você me disse que queria perder alguns quilos, então estou fazendo isso para o seu bem. — Foi flagrado, mas não fraquejou quando ela o fitou com uma sobrancelha erguida. — Mesmo sendo perfeita do jeito que é, eu só quero que você seja feliz. Comer este pão de banana não a fará feliz, mas fará meus amigos, incluindo sua filha, muito, muito felizes.
Rose riu, mas logo em seguida foi acometida por outro acesso de tosse. Josh não gostou, mas logo passou e ela tratou de afastar a preocupação que por certo viu no rosto dele.
— Você se julga muito espertinho, Joshua Kowalski, mas conheço suas manhas desde que era um garotinho de 4 anos de idade e fazia xixi nos fundos do banheiro, para eu ter sempre algo para limpar e seus pais não me mandarem embora. Você fazia isso por minha causa também.
— Está vendo?

Série Família Kowalski
5- Tudo o que Ele Deseja
6- All He Ever Dreamed
6.5 Alone With You
7- Um amor inesperado - a revisar
8- Taken with You
9- Falling for Max
*inglês não publicado 

Inocente Traidora

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Por que Kerry cometeu aquele desatino se amava o marido mais do que tudo no mundo?

Certo dia, em Veneza, Kerry despertou de um sono profundo. Aturdida, viu Alex, seu marido, de pé na porta do quarto, o olhar emitindo labaredas de ódio.
Sentou-se na cama e, cheia de horror, descobriu que havia um estranho dormindo ao seu lado, totalmente nu!
Que acontecera naquela festa? Ela não se lembrava de nada... Kerry precisava dizer a Alex que não se deixasse enganar pelas aparências. 

Mas, como convencer um homem perdidamente apaixonado pela esposa de que traição não é pecado?

Capítulo Um

O avião brilhava sob o fraco sol de inverno.
Uma pequena multidão caminhava, apressada, pela pista coberta de gelo.
Nicky desvencilhou-se das mãos que o prendiam e correu na direção da mãe.
— Fiquei com saudade — o menino confidenciou, enterrando a cabeça no ombro dela para esconder as lágrimas. Afinal, já era um homenzinho e não devia chorar na frente dos outros.
Kerry o tomou nos braços, enlaçando-o com força, como se assim pudesse evitar novas separações.
Nicky ficara um mês inteiro com o pai. Kerry consultara o calendário todos os dias, e contara cada hora, cada minuto, ansiosa por rever o filhinho de três anos. A casa jamais lhe parecera tão vazia e silenciosa. Tudo na mais perfeita ordem, nenhum brinquedo fora de lugar. A prolongada ausência do garotinho povoara seus dias de solidão e tristeza.
Ao recolocar Nicky no chão, Kerry finalmente percebeu a presença de dois homens de terno, parados a poucos passos. A “escolta”...
Um deles adiantou-se e repreendeu-a com polida frieza.
— Não era necessário vir ao aeroporto, signora. Nós teríamos levado seu filho, como de costume.
Havia uma insolência proposital na forma com que aqueles olhos escuros fitavam o corpo de Kerry. Ela percebeu, sentindo a pele queimar sob a ostensiva carícia daquele olhar. Sabia que em hipótese alguma poderia fraquejar diante dos “guarda-costas” de Alex. Mas não pôde evitá-lo.
Para eles, ela não passava de uma ex-esposa desprezada pelo patrão. Mais ou menos como uma carta fora do baralho. Assim, julgavam apropriado tratá-la com hostilidade e até uma certa rudeza. Além disso, ela não disporia de meios para queixar-se a Alex Veranchetti, pois lhe era negado o direito de sequer telefonar para ele.
Kerry fez um esforço para impor-se. Ergueu o queixo em desafio e retrucou:
— Eu quis vir ao aeroporto.
— O sr. Veranchetti prefere que deixemos o filho dele são e salvo na porta de casa, signora.
— Posso perfeitamente conduzi-lo em segurança — ela rebateu em tom cortante. Virou as costas, fugindo de um confronto desagradável na frente de estranhos.
— Somos responsáveis pelo garoto até a chegada dele em casa.
Kerry sentiu a mão segurar-lhe o ombro, detendo-a.
Não podia acreditar que aquilo lhe estivesse de fato acontecendo, que pudesse ser molestada daquela forma por um “capanga” do ex-marido.
Tudo bem, Alex era pai de Nicky, mas ela o concebera, dera-o à luz e o criava!
Aqueles homens estavam estragando seu reencontro com o filho. Consciente do olhar assustado e ansioso do menino, tentou manter a calma, para não piorar a situação.— Uma vez que ele está comigo, eu sou a responsável pela sua segurança — ponderou, esboçando um sorriso forçado. — Senhores, hão de convir que esta discussão é ridícula. Só porque resolvi apanhar Nicky aqui, em vez de esperá-lo em casa...
Os dois desataram uma enxurrada de palavras em italiano, parecendo não chegar a um acordo. Enquanto isso, continuavam a segui-la, levando a bagagem e vigiando-a de perto.
Kerry suspirou. Os últimos quatro anos foram muito duros para ela, e não podia permitir que as coisas permanecessem daquele jeito pelo resto de sua vida. O pior de tudo era a perseguição de Alex. Jamais desistiria de lhe arrancar o filho dos braços. Levava-o por períodos cada vez mais longos, atormentava-a através dos tribunais, com um processo atrás do outro, na tentativa de conseguir a posse de Nicky. A assistente social visitava-a com frequência e, embora manifestasse solidariedade, jamais escondera sua opinião, segundo a qual não deveria antagonizar-se com alguém tão poderoso quanto o sr. Veranchetti.
— O patrão não vai gostar nada disso!

Despertar de Emoções

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Quase menina, quase mulher, Kelly enfeitiçou o coração de Ryan.

A visão de Kelly na piscina, fitando-o desafiadora, provocou em Ryan uma estranha inquietação. 
Aquela garota impulsiva teria consciência do poder que exercia sobre ele? 
Com um simples olhar, ela era capaz de acender-lhe emoções que há muito julgava esquecido. Mas ele não queria cair nas armadilhas do amor. Kelly Cormack, com seu adorável sorriso, significava um perigo que teria de evitar a qualquer custo!

Capítulo Um

— Você realmente esperava que Rhea fosse indicada como a melhor atriz do Festival de Cannes? — Lauren James Indagou, arqueando as sobrancelhas.
Stella Martin sorriu com o ar de superioridade das grandes estrelas:
— Mas é claro que sim, querida. Não vejo motivo para tanta surpresa. Afinal, Crepúsculo Dourado foi o melhor filme que ela fez. Na verdade, Rhea esteve magnífica.
— Sem dúvida, mas talvez sua deslumbrante interpretação não tenha sido o único motivo pelo qual foi contemplada com o prêmio.
— Como assim, Lauren? O que está insinuando?
A outra mulher sorriu maliciosa:
— Ora, você ainda não percebeu? Todo o meio artístico sabia do envolvimento de Rhea com um dos juízes de Cannes. Parece que estavam seriamente apaixonados.
— De qualquer forma, Rhea não poderia ter influenciado o júri inteiro. E para ser franca, esse suposto "romance" bem pode ter sido uma fofoca inventada por pessoas invejosas, não acha?
A resposta atingiu Lauren em cheio. Sem sequer ter sido cogitada para o prêmio, era óbvio que se sentia despeitada, em relação à Rhea Cormack...
Mesmo que para Rhea nada disso importasse mais, já que morrera quatro meses atrás, num acidente de carro.
— Você não gostava dela, não é? — Stella continuou, após sorver um gole de seu martini.
— Pessoalmente, não. Mas sempre a respeitei como profissional.
— Então respeite também sua memória — Stella rebateu, num tom seco.
Lauren arregalou os olhos:
— Não estou entendendo, querida. Pelo que me consta, você também não morria de amores por Rhea Cormack.
— Realmente, não. Pode-se afirmar muitas coisas da vida de Rhea, menos que ela tenha sido uma pessoa querida. Acho que teve bem poucos amigos, já que seu gênio era terrível. Isso sem contar que costumava falar exatamente o que pensava; o que raramente é boa política. Não era uma pessoa muito agradável de conviver. Eu mesma fui desacatada por ela duas vezes e quase me esqueci de que era uma dama... — Stella fez uma pausa, os olhos fixos no vazio, como se relembrasse os fatos marcantes de sua convivência com aquela que havia sido uma das maiores atrizes do cinema contemporâneo. — Bem, ela transformou minha vida num verdadeiro inferno, quando trabalhamos juntas...
— Vocês fizeram A Raposa, não?
— Sim, e foi um trabalho maravilhoso, embora eu e Rhea discutíssemos o tempo todo. Nunca senti inveja dela, sabe? Ao contrário, apesar de tudo, eu a admirava.
— Claro, pois você também é uma grande estrela, querida. Não tinha por que invejá-la. Além do mais, ela sempre foi condescendente com você.
— Condescendente! — Stella riu. — Rhea jamais foi condescendente com ninguém... 45pt'>— O patrão não vai gostar nada disso! — exclamou o mais velho dos dois, dirigindo-se a ela pela primeira vez.
Do modo como falava, parecia que Alex era um Deus. Ainda se fosse o demônio, ela até concordaria...

Verão Abrasador

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Louco de desejo, Kevin Branigan envolve Erin O’Connor num abraço arrebatador, vencido por seu apelo sensual e irresistível.

Não deve possuí-la, porém, conclui amargurado, um solitário convicto como ele não poderia fazer-lhe a felicidade completa. Além disso, não quer prejudicar sua promissora carreira com um romance de verão.
Mas como continuar negando a violenta paixão que o arrasta para ela, se a própria Erin o provoca o tempo todo?


Capítulo Um

Erin O’Connor fitou o rosto do belo moreno de olhos azuis e arriscou:
— Você só pode ser o irmão mais velho de Matt: Kevin Branigan!
O anfitrião da festa riu, admirando os cabelos da convidada, que refletiam a luz das velas. Então, revidou:
— E você só pode ser o anjo que ajuda meu irmão caçula a sobreviver à faculdade de medicina: Erin O’Connor!
— Nem tanto! Apenas procuro facilitar a vida dele e a de Nancy — replicou ela, sentindo a mão se esquecer ao contato com a do chefe do clã Branigan.
Naquela festa de reveillon, que acontecia no fino Restaurante Santé, em Plymouth, Erin ficou conhecendo toda a família de seu amigo Matthew Branigan, a quem considerava um irmão.
Ela trabalhava num hospital de Boston e dividia um apartamento com Matthew e outra amiga, Nancy Reed, ambos estudantes do terceiro ano da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard.
Matthew tinha cinco irmãos, todos homens: Jody, de vinte e oito anos, que era advogado e comparecera desacompanhado à festa; Ryan, de trinta e um anos, que estava com a namorada Jane “Sky” Schuyler, Sean e Andrew, gêmeos idênticos, já casados e pais, e Kevin, o mais velho, de trinta e sete anos.
Logo de início, Erin notou que eles se pareciam muito entre si. Eram altos e elegantes e, trajando ternos de cores sóbrias, transmitiam forte impressão de serem uma família unida. Com queixos fortes e angulosos, os rapazes, descendentes de irlandeses, exibiam ainda grossos cabelos castanho- escuros e olhos azuis ou castanho-claros.
Mas, sem saber por que, Erin achou Kevin mais bonito que os outros. Talvez por ser o mais velho e ter um semblante autoritário. Maduro e experiente ele era; sem dúvida! Afinal, criara os irmãos, depois da morte de seus pais, ocorrida havia vinte anos. Também administrava a fazenda da família, na cidadezinha de Millbrook, próxima dali. Já considerado um solteirão, ele fora à festa acompanhado de uma morena esnobe de corpo escultural chamada Cláudia.
Sem poder evitar, Erin comparou-se à mulher e percebeu que, fisicamente, estava em desvantagem. Embora tivesse todas as curvas nos lugares certos, era bem mais magra que a outra.
Mas, em compensação, tinha um rosto de traços delicados e harmoniosos, cuja característica mais marcante eram os grandes olhos castanhos. Além deles, os fartos cabelos castanho-avermelhados muito brilhantes também chamavam a atenção. Como era enfermeira obstetra, usava-os presos a maior parte do tempo, mas, em ocasiões especiais como aquela, fazia questão de soltá-los sobre os ombros.
As horas foram se passando, e ela foi se sentindo cada vez mais como uma pessoa da família. Nas conversas, o assunto predominante foi mesmo a medicina, já que Sean, um bombeiro, e Ryan, um ex-policial, eram também técnicos em atendimento médico de emergência.
Quando foi anunciada a meia-noite, Erin ergueu-se na ponta dos pés seis vezes a fim de aumentar sua estatura de um metro e sessenta e cinco para poder dar um beijo em cada um dos Branigan.
— Estou cumprimentando em ordem cronológica para não me confundir! — explicou ao amigo Matt, enquanto se voltava para Jody.
Depois de dar cinco beijos e abraços rápidos, foi para o canto do salão, onde estava o Branigan que faltava.
Assim que viu Erin se aproximar, Kevin deu as costas à acompanhante e segurou a taça de champanhe de lado.
— Pensei que nunca fosse chegar aqui! — exclamou, animado. — Conseguiu distinguir um Branigan do outro?
— Consegui!

Ardil de Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Com o coração disparado, a escritora Marlee McGarrett reencontra Simon Bienville. 

Um ano depois da separação, ele ainda desperta seus desejos mais íntimos.
Juntos, eles formaram uma das melhores duplas de roteiristas de Hollywood... até que as pressões tornaram-se insuportáveis. Então Simon partiu, jurando nunca mais voltar.
Incapaz de esquecê-lo, Marlee põe em prática um audacioso plano para reconquistá-lo. Mas para isso será preciso seduzi-lo...

Capítulo Um

Marlee McGarret entrou apressada no edifício Carmichael, da Faculdade Estadual de Bishop, no interior do Oklahoma. Faltavam vinte minutos para as duas da tarde e os corredores que levavam à ala dos anfiteatros estavam desertos, fazendo ecoar seus passos. 
Enquanto caminhava pelo piso gasto e danificado, lembrou-se da época em que era estudante, e esforçou-se para controlar a insegurança.
Diante das portas duplas do Anfiteatro C, analisou a própria imagem refletida no vidro verde. Cedendo à vaidade, acomodou a pasta de couro sob o braço que já sustentava a bolsa e, com a mão livre, ajeitou alguns anéis rebeldes do cabelo encaracolado castanho-escuro, que ia até os ombros. Em seguida, descontraiu os lábios e tentou disfarçar a apreensão que seus olhos, também castanhos, revelavam.
Distraída, cogitou se não devia ter marcado um encontro com o homem que, naquele momento, estava dando uma aula lá dentro, em vez de decidir abordá-lo de maneira tão brusca. Mas logo considerou que dar a Simon Bienville a mínima chance de preparar um contra-ataque seria suicídio. 
Enfim, convencida de que pegá-lo de surpresa seria sua melhor arma, pôs a mão na maçaneta de metal e empurrou a porta.
Assim que avistou a silhueta máscula no fundo da sala, discorrendo sobre Tennessee Wiliams, sentiu as pernas bambearem. Embora já tivesse assistido a aulas como aquela antes, ainda dessa vez ficou fascinada pela voz grave e o vocabulário brilhante do insinuante orador, esquecendo-se por um momento do motivo que a levara até ali. 
Sem perceber, avançou alguns passos na direção dele, até parar sob uma luz.
O movimento despertou a atenção de Simon, que, sem interromper o ritmo de sua exposição, olhou em sua direção. Cerca de cem estudantes registravam cada palavra que dizia, assim como ela própria fizera uma vez. No entanto, o fato de a recém-chegada não ter se preocupado em ocupar um assento pareceu intrigá-lo, e ele voltou a erguer o rosto, dessa vez com a testa levemente franzida.
As luzes do teto do anfiteatro, que se projetavam sobre seus abundantes cabelos loiros, produziram minúsculos reflexos nas lentes redondas de seus óculos. 
Ele estava vestido informalmente, com uma calça jeans preta e um suéter de lã cinza. E sua aparência aos trinta e um anos, bem vividos, era a de um homem maduro e no auge da inteligência, cuja vivacidade transparecia nos olhos azul-cobalto.
Simon erguera as sobrancelhas, um tanto curioso por vê-la parada no último e mais elevado patamar do anfiteatro. Finalmente, reconhecendo-a, esboçou um sorriso.
Marlee, que não o via há um ano e estava ansiosa pelo reencontro, decepcionou-se, pois esperava deixá-lo boquiaberto. Tivera a intenção de fazê-lo atrapalhar-se e gaguejar, antes de dispensar os alunos. Concluíra que se o abordasse de surpresa, quando ele estivesse com a língua cansada, teria alguns minutos para persuadi-lo de que precisava de sua ajuda.
Mas Simon não caíra na cilada. Parecendo esquecer totalmente a aula, ele ergueu as mãos e, com os dedos indicadores formando uma cruz, recuou. Exagerava, usando a expressão de alguém que estivesse enfrentando uma entidade demoníaca, ou um vampiro.
Os alunos, vendo a encenação do professor, que dera uns passos incertos para trás, voltaram-se para descobrir qual era a causa de sua reação. Risos e comentários tomaram conta da grande sala.
Enraivecida, humilhada e constrangida, Marlee cerrou os punhos e estreitou o olhar, contraindo o queixo numa discreta manifestação de desprezo. Simon Bienville era mesmo vulgar, concluiu, desolada.
— Para trás, para trás!



quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Doce Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Encantada pelo chefe!

Hebe mal pôde acreditar que foi para a cama com seu sensual chefe, mas Nick Cavendish só precisava de alguém com quem passar a noite do aniversário da morte de seu filho. 
Na manhã seguinte, ele tentou descartá-la como fizera com todas as outras amantes. 
Contudo, livrar-se de Hebe não seria tão fácil. Afinal, ela está sentindo enjoos matinais… Nick fica feliz por ter uma segunda chance de ser pai. 
Porém, Hebe está com o coração partido. 
Ela não quer se casar apenas por obrigação. Será que Nick conseguirá convencê-la de que realmente deseja um futuro a seu lado?

Capítulo Um

Nick acordou sozinho.
O que era estranho, porque ele tinha certeza de que não estava só quando adormeceu em um sono profundo algumas horas antes.
Algo a ver com uma deusa...?
Hebe, a deusa da juventude.
Alta, magra, com cabelos loiro-prateado lisos e comprido, e um par de olhos castanhos tão claros que pareciam dourados. Estranhos olhos magnéticos que brilhavam numa profusão de segredos.
Não que Nick estivesse interessado em desvendar tais segredos. Hebe era apenas uma distração, um modo de colocar o passado e todo o sofrimento do dia anterior. Nick queria esquecer e se divertir, e a presença de Hebe Johnson lhe proporcionava isso. Durante algumas horas, pelo menos. Mas onde estava ela? Lá fora ainda estava escuro e os lençóis amassados ao lado de Nick ainda estavam quentes. Portanto Hebe não podia ter saído há muito tempo.
Ele fez uma careta diante da ideia de ela ter, simplesmente, desaparecido noite adentro. Isso era privilégio dele, Nick! Vinho, jantar e a mulher na cama, sem jamais se envolver, e muito menos permitir que elas lhe invadissem a privacidade.
Claro que era um pouco mais difícil de fazê-lo quando a cama que compartilhavam era a dele!
Porque Hebe não morava sozinha, lembrou-se Nick. Algo a ver com uma companheira de quarto. Por isso, depois do jantar ele voltou com ela para seu apartamento sobre a galeria para uma bebida e outras coisas, quebrando, assim, uma regra inflexível.
Na verdade eram duas regras. Nick deu um risinho nervoso ao se lembrar de que Hebe na verdade trabalhava para ele, dois andares abaixo, na Galeria Cavendish, situada no andar térreo.
Mas em tempo de desespero é preciso tomar medidas desesperadas, e por isso Nick levou Hebe para o próprio apartamento, precisando se perder na beleza macia daquele corpo magnífico. E foi o que ele fez. E se flagrou fascinado e encantado, e o fato de Hebe não ser uma das mulheres sofisticadas que geralmente ocupavam um espaço em sua vida, acrescentava mais excitação à noite. Ao ponto de a dor que Nick sentia ter sido anestesiada, se não completamente apagada.
Ele deu um gemido e junto veio a lembrança do que os acontecimentos da noite anterior significaram para Nick. Levantando-se para se sentar na cama, precisando se afastar do local daquele sexo fogoso e colocando-se de pé para dar as costas àqueles lençóis desarrumados, ele foi para o banheiro.
Só para dar um pulo repentino ao perceber que não estava só.
Hebe, a deusa, estava desligando a luz ao voltar da cozinha com um copo de água na mão. Ela cobria a nudez apenas com o cabelo loiro-prateado que lhe chegava até a cintura.
Ele sentiu a excitação retornando ao observar aquele corpo dourado com pernas longas e sedosas, cintura e quadris cheios de curvas, seios firmes e apontados para o alto e os mamilos rosados.
Como se implorassem para serem beijados. Novamente.
Nick a percebera na galeria há vários meses, com uma beleza que era impossível ignorar. Mas ele não falara muito com Hebe até ontem.
E agora a desejava. Novamente.
— O que você está fazendo?— perguntou ele ao atravessar o quarto em silêncio para se juntar a Hebe, iluminado apenas um abajur de mesa.
Ela ficou sem fôlego só de avistá-lo. Não sabia ao certo como acabara na cama de Nick Cavendish. Nos braços dele.
Hebe se sentira cativada por Nick desde que o vira pela primeira vez. Apaixonou-se, ou melhor, se perdeu em luxúria, reconheceu ela ao se lembrar facilmente de cada beijo e carícia da noite anterior, totalmente entregue desde o primeiro momento em que Nick a envolveu nos braços e a tocou.
Ou talvez ela tenha se entregado bem antes disso...



Tempestade de Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Uma esposa temporária?

Hannah Stewart fica surpresa quando seu chefe exige que ela o acompanhe em uma importante viagem de negócios… até Luca Moretti apresentá-la como sua noiva! 

Ele não permitirá que nada, nem mesmo sua adorada vida de solteiro, fique no caminho de seu sucesso. 
Por isso, expandir temporariamente as funções de Hannah era a solução perfeita. 
Contudo, ele não esperava que o charme da assistente testaria tanto seu notório autocontrole. 
A paixão proibida que existe entre eles é intensa demais para ser ignorada. Mas o que acontecerá quando a viagem terminar?

Capítulo Um

Luca Moretti precisava de uma esposa. Não uma de verdade — Deus o livrasse disso! — mas de uma temporária, responsável e discreta. Só para o final de semana.
— Senhor Moretti? — Hannah Stewart, sua assistente, bateu antes de entrar na sala com vista para a Lombard Street. — Trouxe os documentos para o senhor assinar.
Luca observou a assistente aproximar-se com uma pilha de documentos, o cabelo castanho-claro puxado para trás, o rosto calmo, saia-lápis preta, sapatos de salto baixo e blusa branca de seda simples. Nunca prestara atenção à assistente, exceto à rapidez com que digitava e à sua discrição face a ocasionais telefonemas pessoais. Observou o cabelo castanho comum e o rosto meio sardento e bonito, mas sem nada de especial. Quanto ao corpo...
Luca percorreu com o olhar o corpo esbelto. Nada de curvas sensuais, nada de tirar o fôlego — apenas passável.
Poderia...?
Ela deixou os papéis sobre a mesa e recuou, mas não antes de ele sentir o perfume floral suave. Com a caneta-tinteiro, assinou os documentos.
— Precisa de mais alguma coisa, sr. Moretti? — perguntou, após a última assinatura.
— Não, obrigado. — Entregou os papéis e Hannah caminhou para a porta, a saia roçando em suas pernas ao caminhar. Luca a observou, franziu os olhos e teve uma ideia. — Espere.
Obediente como sempre, Hannah girou para fitá-lo, erguendo as sobrancelhas claras. Durante os últimos três anos, havia demonstrado eficiência e disposição para o trabalho. Ele percebia certa ambição e força de vontade por trás da fachada “disposta a agradar”, e o final de semana exigiria essas duas qualidades. Precisava convencê-la a aceitar a proposta.
— Sim, sr. Moretti.
Luca reclinou na poltrona enquanto tamborilava sobre a mesa. Não gostava de mentiras. Orgulhava-se de sua honestidade, embora muitos o tivessem decepcionado e tentado derrubá-lo. Porém, esse final de semana era diferente. Representava tudo para ele, e Hannah Stewart não passava de um detalhe para atingir seu objetivo. Um importantíssimo detalhe.
— Tenho uma reunião importante no fim de semana.
— Eu sei, em Santa Nicola. A passagem está junto com seu passaporte, e a limusine vai buscá-lo amanhã de manhã, às 9h, no seu apartamento. O voo sai de Heathrow ao meio-dia.
— Certo. — Ele desconhecia os detalhes, mas esperava que Hannah o informasse. Ela era mesmo supereficiente. — Acontece que vou precisar de ajuda.
As sobrancelhas de Hannah ergueram-se mais um pouco, mas o rosto permaneceu impassível.
— Refere-se à ajuda administrativa?
Luca hesitou. Não tinha tempo para explicar suas intenções, e suspeitava que ela não aceitaria sua proposta.
— Isso mesmo. — Notou a surpresa, embora Hannah tentasse disfarçar.
— Do que exatamente precisa?
De uma esposa temporária e submissa.
— Preciso que me acompanhe a Santa Nicola. — Nunca solicitara sua companhia em viagens; preferia viajar e trabalhar sozinho. Desde a infância, era uma criatura solitária. Quando se está sozinho, não é preciso ficar em guarda, com receio que o outro tente lhe passar a perna. Não há expectativas, a não ser as depositadas em si mesmo.
O contrato de Hanna estipulava “horas extras e compromissos”



Teia de Atração

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Inimiga ou amante?

Dare James está furioso. Uma mulher conseguiu colocar as garras em seu avô! 

Dominado pela raiva, ele retorna à propriedade da família pronto para resolver o problema… apenas para se ver completamente encantado pela garota que planejava despejar. 
Carly Evans fica horrorizada ao descobrir o que Dare pensa. Afinal, ela é médica, não uma interesseira. 
Tudo o que Carly quer é apagar o sorriso pretensioso do rosto de Dare. 
Porém, antes que percebesse, ela estava presa a uma inescapável teia de atração. E, de repente, desafiar esse poderoso bilionário era a última coisa que Carlly desejava fazer.

Capítulo Um

Costumava-se dizer que Dare James era um homem que tinha tudo, e na maioria dos dias ele não ousaria discordar. Abençoado com a boa aparência de rapaz travesso e a força e a compleição atlética que qualquer astro do esporte invejaria, ele gostava de carros caros, mulheres caras e de casas ao redor de todo o mundo.
Era um bilionário que se fizera sozinho aos 30 anos, e agora, graças ao trabalho árduo, garra e determinação, tinha tudo que um homem podia querer.
O que não tinha era a habilidade para lidar com tolos, especialmente tolos pomposos que achavam que o mercado de ações podia ficar em alta ou em baixa, desde que a própria riqueza deles não fosse afetada.
Dare apoiou os pés em sua mesa e recostou-se na cadeira.
— Não me importo se ele acha que devemos nos desfazer das ações — disse ao seu diretor financeiro, ao telefone. — Estou lhe dizendo para mantê-las. Se ele quiser questionar meu julgamento outra vez, pode fazer seus negócios em outro lugar.
Encerrando a ligação, verificou o assunto seguinte com que tinha de lidar.
— Problemas?
Dare olhou na direção da porta de seu escritório e viu sua mãe na soleira. Ela pegara um voo da Carolina do Norte para Londres na noite anterior, parando para pernoitar no apartamento dele antes de rumar para Southampton para visitar uma velha amiga.
Ele sorriu e tirou os pés da mesa.
— O que está fazendo acordada tão cedo, mãe? Ainda deveria estar dormindo.
A mãe adiantou-se pelo escritório e sentou-se num dos sofás da área de estar.
— Eu precisava conversar com você antes de partir, hoje.
Dare consultou o relógio. Os negócios sempre vinham primeiro, exceto quando se tratava de sua mãe.
— É claro. O que é que está havendo?
Se ela queria Mark, o motorista dele, emprestado para levá-la para Southampton, ele já providenciara isso.
— Recebi um e-mail do meu pai há um mês.
Dare franziu o cenho, duvidando de que a ouvira direito.
— Eu sei. — Ela arqueou as sobrancelhas. — Foi uma surpresa para mim também.
Dare não soube ao certo o que o deixou mais perplexo: o fato de que ela recebera um e-mail ou o de que levara tanto tempo para lhe falar a respeito.
— O que ele quer?
— Quer me ver.
Ela torceu as mãos de maneira inconsciente no colo, e Dare sentiu um nó no estômago. Quando um homem que expulsara a filha de casa por ter se casado com alguém que ele não aprovava entrava em contato com ela trinta e três anos depois, algo estava acontecendo. E Dare duvidava de que fosse algo bom.
— Problema dele — disse, sem preâmbulo.
— Ele me convidou a ir até a sua casa para almoçar.
A casa era Rothmeyer House, uma grande mansão de pedra situada em 51 hectares de exuberante área campestre inglesa.
Dare produziu um som desdenhoso no fundo da garganta.
— Com certeza, você não está pensando nisso — aconselhou. Porque não imaginava por que a mãe pensaria. Depois da maneira como o velho a magoara, era a última coisa que ele merecia. E a última coisa que sua mãe deveria pensar em fazer.
Infelizmente, podia ver que não apenas ela estava levando o convite em consideração, mas que queria ir.
— O homem não fez nada por você — lembrou-a — e, agora, quer vê-la? — Dare sabia que soava indignado por parte dela. E realmente estava. — Ele está com segundas intenções. Você sabe disso, certo? Ou ele está precisando de dinheiro ou está morrendo.
— Dare!



Contrato de Risco

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Chase queria o corpo perfeito de Jéssica apenas para ter um filho.


“Mãe de aluguel” – Jéssica sentiu os olhos claros e brilhantes se encherem de lágrimas ao descobrir o preço que teria de pagar por aquele gesto desesperado. 
O que começara como um acordo frio e objetivo, transformara-se num tormento de paixão e desejo. Aquele homem fascinante e arredio entrara em sua vida e a conquistara, tocando-a como ninguém mais o fizera, arrebatando-a para muito além da razão. 
O contrato porém era claro: Chase Hamilton não queria envolvimentos... Jéssica soube então que seu tempo se esgotara; teria de partir deixando para trás a filha que não conhecia e o grande amor de sua vida.

Capítulo Um

Jéssica Brandon não conseguia desviar os olhos claros e límpidos do anel de diamantes que Helmut Geissl trazia no dedo mínimo da mão esquerda. O brilhante era um sinal ostensivo e reluzente que proclamava seu sucesso e riqueza, e parecia combinar perfeitamente com a decoração contemporânea em tons berrantes do luxuoso escritório do poderoso marchand.
Naquele instante, nem mesmo as cores, as formas, a atmosfera dos quadros que tingiam as paredes, coisas que lhe eram tão caras, tiveram o poder de acalmá-la. Seu futuro e o de Jamie dependiam daquele homem que lhe sorria gentil, como se tivesse todo o tempo do mundo, sem se dar conta da enorme angústia que lhe corroía por dentro.
— Você tem muito talento, Jéssica. Um tanto simplório para algumas das minhas galerias, mas tem talento sem dúvida.
— E o que isso significa, sr. Geissl? O senhor conseguiria vender minhas pinturas por um preço suficiente que me permitisse sustentar a mim e a meu filho? É tudo que preciso saber.
O homem recostou-se na cadeira com um sorriso benevolente, admirando a belíssima mulher à sua frente. O olhar inocente e franco fazia-o lembrar a ingenuidade de uma criança, mas ela possuía a força e a segurança da mulher feita de trinta anos.
Vestia-se com simplicidade, embora seu porte revelasse uma elegância inata. A blusa leve de algodão realçava-lhe o busto, e o jeans justo modelava as pernas bem-feitas. O cabelo loiro e curto emoldurava-lhe o rosto com suavidade, realçando o tom acetinado de sua pele; apenas a boca carnuda sugeria uma leve sensualidade, escondida atrás da fachada serena e discreta.
Paciente, Jéssica aguardava uma resposta, pouco se importando com o ar de interesse que via nos olhos escuros. Depois de alguns segundos ele voltou a falar.
— Não tenho a menor ideia da maneira como você vive, ou do que espera da vida — ele começou, objetivo.
– Eu vivo de maneira muito simples, e, para ser franca, o que espero da vida atualmente é poder sobreviver.
O sorriso dele se tornou quase paternal.
— Eu creio que entendo sua situação delicada. Deixe-me ser igualmente franco, Jéssica. Você tem talento, como já disse, mas seu problema mais imediato não é a qualidade, e sim a quantidade. Tenho duas de suas obras em minhas paredes; ainda não foram vendidas, mas tem havido interesse nelas, o que é encorajador. O problema é que o mercado não conhece você o suficiente.
— Você faria uma exposição se eu lhe trouxesse mais quadros?
— Depois que você os pintar, é claro. Entenda o que quero dizer, Jéssica. Para fazer sucesso comercial nesse ramo, um artista precisa ser criativo. Você é muito nova ainda, eu sei, e apenas seu mais recente trabalho tem uma qualidade que eu poderia considerar aceitável. As duas telas que tenho comigo podem significar de dois a três mil dólares para você depois de vendidas, mas isso pode levar ainda uns seis meses.
— Não posso esperar tanto.
— Olhe, minha cara, se você quer fazer disso um meio de vida, tem de se desdobrar, e isso significa pintar vinte e cinco ou trinta telas. Talvez até mais que isso, para que eu possa escolher as melhores. É assim que se começa a carreira, pois de outro modo teremos de fazer um trabalho de boca-a-boca.
— Mas isso levaria quase um ano de trabalho...



quarta-feira, 4 de outubro de 2017

As Razões de Cupido

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Um cenário de sonho para um amor de mentira

O luar refletia no interior do quarto, formando uma penumbra suave. 

Kim, deitada na imensa cama de casal. Virou o rosto e visualizou o contorno dos ombros largos de Ryan Bentley. Seu coração começou a bater mais forte. Ele acordou e inclinou-se sobre ela...
Kim entrou em pânico: todos pensavam que fossem marido e mulher... 

Mas somente os dois sabiam que estavam representando uma farsa, que começava a se tornar um suplício para Kim, principalmente porque já desejava demais Ryan!

Capítulo Um

O som de passos no corredor fez com que os dedos de Kim congelassem sobre o teclado do computador. Bem que Tony a avisara para usar uma das salas do último andar; ele garantira que o vigia nunca começava a ronda antes das oito, e até que chegasse ao último andar, ela teria tempo de sobra. 

De qualquer forma, Tony se enganara, pois ainda faltavam vinte minutos para as oito horas.
Uma rápida olhada para o vídeo confirmou que faltava pouco para terminar. Ela digitou rapidamente o último comando, enviou os novos dados para o computador central com um simples pressionar de uma tecla e desligou o terminal, deslizando da cadeira e escondendo-se atrás da mesa no momento em que a porta se abriu. Esperava que o vigia desse uma olhada rápida no escritório interno e fosse embora. Ele só a descobriria ali se espiasse atrás da mesa, o que era pouco provável.
O homem caminhou com passos decididos pela sala. Kim conteve o impulso de sair correndo enquanto ele examinava a outra sala; com a porta aberta, ele perceberia o movimento e então tudo estaria perdido.
O homem não parecia ter pressa. Tony dissera que ele era do tipo consciencioso, mas Kim refletiu que se ele demorasse o mesmo tempo para examinar cada sala, a ronda duraria a noite inteira.
Kim começou a sentir um princípio de câimbra numa das pernas, dobradas sob o peso do corpo. Agarrou-se à mesa para mudar de posição, mas teve a infelicidade de bater com o joelho no suporte da mesa, provocando um baque surdo. 

Prendeu a respiração durante alguns segundos e ficou imóvel, consciente de que o homem voltara até a porta que ligava as duas salas e espiava, atento. Rezou para que ele atribuísse o ruído à acomodação natural dos elementos dentro do edifício. Mas quando ele falou, o coração de Kim deu um salto, ao mesmo tempo que ela sentia-se como se lhe tivessem jogado um balde de água fria.
— Saia já daí — rosnou ele.
Com o coração pesado, ela esgueirou-se para fora de seu esconderijo. Arregalou os olhos azuis ao deparar-se com o homem que a fitava de cenho franzido, a poucos metros de distância. Não era o vigia!
Era um homem alto e bem-apessoado, aparentando trinta e poucos anos; o rosto moreno anguloso, as feições incrivelmente másculas; usava um terno cinza impecável e parecia um executivo.
— Você não é da Unitec — grunhiu ele. — Quem é você?
Kim sacudiu os ombros, formulando mentalmente um pedido de desculpas ao irmão. Não havia mais como se safar; a única saída era contar a verdade. Seu desafiante parecia tudo, menos compreensivo, mas ainda restava a Kim a esperança de que ele perdoasse tudo, se ela fosse franca.
— Meu nome é Kimberley Anderson — começou ela. — Meu irmão, Tony Anderson, trabalha aqui, no departamento de contabilidade.
O homem ergueu ligeiramente uma sobrancelha.
— Não acha que é um pouco tarde para estar procurando por ele? O expediente encerrou há mais de uma hora.
Kim enrubesceu.
— Eu sei. É que vim aqui para... ajudá-lo.
— Ah, sim? E posso saber em quê?
Ela engoliu em seco, sem saber exatamente por onde começar.
— É uma história um pouco longa.
O homem estreitou os olhos cinzentos, frios como aço, e estudou as feições delicadas de Kim, emolduradas pela curva graciosa dos cabelos loiros. Em seguida, perscrutou de alto a baixo a figura esguia, antes de voltar a concentrar-se no rosto ruborizado.
— Longa ou não, é melhor começar a contá-la. Venha cá.



Marido Comprado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Apenas um contrato de casamento... Seria o começo de uma grande paixão?

"Quer se casar comigo, doutor?" Laila não imaginava que tivesse coragem de pedir um quase desconhecido em casamento. 

Precisava urgente de um marino. E Rob Stevens era o ideal: com dividas para pagar, concordaria com sua proposta. 
Mas o que não esperava era se apaixonar perdidamente por ele. 
Nos braços daquele homem, experimentara as mais desconhecidas emoções. 
O passado estava entre eles, mas Laila estava decidida a fazê-lo esquecer, nem que para isso tivesse de propor um novo contrato a Rob.

Capítulo Um

''Provavelmente não é nada. Estou me preocupando à toa", Laila McCoy procurou convencer a si mesma, olhando para a irmã caçula, deitada na cama do quarto de hóspedes.
Sabia que as crianças normalmente tinham tendência a comer demais e depois reclamavam de dor de barriga. E Mandy havia comido um bocado de pizza. A menina, na verdade, praticamente devorara sozinha uma pizza de linguiça calabresa e cebolas, e depois tomara um enorme milk shake de chocolate.
Mesmo assim, Laila estava preocupada. 
Mandy era responsabilidade dela até que sua mãe voltasse de viagem, no dia seguinte. "Eu deveria tê-la impedido de comer tudo", pensou. O que fazer, se ela piorar? O que direi a mamãe? Ela não vai ficar nem um pouco contente ao deparar com a filha caçula doente, refletiu Laila, consciente de que aquela era uma maneira bastante branda de imaginar a reação da mãe.
Ninguém gostava de lidar com doenças. Jéssica Peters, então, recusava-se até mesmo a ficar na cabeceira de uma das filhas e refrescar-lhe a testa numa noite febril. Era mais de seu feitio deixar o problema ao encargo de um dos empregados e sair para jantar fora.
Ficar responsável por uma pré-adolescente durante uma semana inteira não fora uma tarefa fácil. No entanto, Laila adorara cada minuto passado na companhia da irmã. 
Levara alguns dias até quebrar a barreira emocional imposta por Mandy, mas mesmo assim não houvera um momento de monotonia entre ambas. Enquanto trocava de roupa para ir se deitar, Laila sentiu tristeza ao constatar que a semana terminara e que no dia seguinte Mandy iria embora.
Apagou as luzes do quarto e afastou as cortinas, olhando do vigésimo andar a cidade iluminada. 
Os restaurantes pitorescos, que funcionavam em barcos ancorados no rio, brilhavam sobre as águas escuras do Mississipi, aos pés do Gateway Arch. Eram onze horas da noite e, lá embaixo, a animação que vinha dos barcos parecia tão palpável quanto as ondas que quebravam nas margens.
— Você está ficando velha — Laila murmurou para si própria. Em outros tempos estaria lá embaixo, dançando e aproveitando a noite ao lado de Greg... — Não comece a pensar em Greg — ordenou-se em voz alta.
Mas era difícil não se lembrar dele, já que, se as coisas tivessem sido diferentes, eles estariam se casando no sábado seguinte.
"Mandy! Concentre seu pensamento em Mandy", pensou.
Vestiu então um quimono de seda e foi, na ponta dos pés, até o quarto de hóspedes. Mandy dormia, embora os cobertores amarfanhados sugerissem que não estava tendo um sono muito tranquilo.
Repouso é um ótimo tratamento e, com sorte, no dia seguinte a menina já estaria curada.
De manhã, Mandy parecia mais quieta que o habitual. Comia um prato de cereais com leite, sem o menor entusiasmo.
Laila entrou na sala e, após pousar um beijo nos cabelos negros da irmã, sentou-se à sua frente.
— Parece que você está mais brincando com a comida do que propriamente comendo — comentou.
Louise, a empregada, abriu a porta de vaivém da cozinha a tempo de ouvir o comentário.
— Tem toda razão, srta. McCoy — afirmou, enchendo de café a xícara de Laila. — Ela não comeu mais do que um passarinho.
Mandy fez uma careta em direção à mulher.
— Seu estômago ainda dói? — perguntou Laila.
Mandy meneou a cabeça negativamente, sem levantar os olhos.
— Prefere comer outra coisa? Tenho certeza de que Louise não se importaria em lhe preparar uns ovos ou descascar uma fruta....



quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Tudo o que Ele Deseja

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Família Kowalski
Uma segunda chance para amar.

Ryan Kowalski preferiu deixar Whitford a ver Lauren casando-se com outro.
Contudo, agora que voltou para ajudar os irmãos a renovar uma propriedade da família, Ryan logo é forçado a encarar o passado quando encontra um vândalo… e descobre que o rapaz é o filho de Lauren. 
Com um ex-marido amargurado e um adolescente rebelde para cuidar, ela já possui problemas demais.
A última coisa de que precisa é ter Ryan novamente em sua vida.
Porém, Lauren não consegue negar que a química entre os dois está mais poderosa do que nunca. Mas será que beijos apaixonados irão conseguir curar as feridas de seus corações e abrir caminho para o verdadeiro amor?

Capítulo Um

Como se não bastasse o fato de as agitadas manhãs de segundas-feiras por si só serem irritantes, Lauren Carpenter em vez de passar rímel nos cílios, acabou se atrapalhando e aplicando a máscara diretamente no globo ocular. Xingando e piscando, tateou à procura de um lenço de papel.
Não entendia por que perdia tempo se maquiando. Ao longo de todos aqueles anos trabalhando como a única funcionária do escritório do único agente de seguros no vilarejo, viu as comunicações evoluírem de visitas ao escritório, para telefonemas e faxes e, mais tarde, para e-mails. Passavam-se dias inteiros sem ninguém, além de seu chefe, aparecer lá.
Era um hábito, decidiu limpando o olho e tentando uma segunda vez. Há muito deixara de se incomodar com o que as pessoas pensavam ao seu respeito, mas gostava de se olhar no espelho e se sentir bonita. Havia um limite, porém, e ela sorriu enquanto calçava os sapatos de couro desgastado, que pareciam mais velhos que Nick. Afinal, seus pés costumavam ficar embaixo da mesa.
Pensando em Nick, olhou para o relógio e suspirou. Batalha matutina começando em três... dois...
— Manhêêê! — O berro a fez estremecer.
Já havia pedido para ele não gritar daquele modo, quando estivesse na outra extremidade da casa, mais vezes do que lhe pediu para não a chamar de mãe. Mãe a fazia lembrar de vestidos de chita, aventais e manteiga batida. E também a fazia se sentir velha, e ser mãe de um garoto de 16 anos era um lembrete mais do que suficiente, obrigada.
Lauren deixou o quarto e seguiu pelo corredor, deliberadamente não olhando para o acidente de trem que era o quarto do filho, e colocando os brincos de pérola nas orelhas, enquanto caminhava.
— Não precisa berrar, Nick.
— Se eu não berrar, você não me ouve.
O garoto estava na cozinha, vasculhando a mochila sobre a mesa, enquanto uma tigela cheia de cereal, na bancada, se transformava em mingau.
— Está planejando tomar seu café da manhã?
Dando de ombros, Nick tirou uma bola de papel amassada da mochila.
— Estou. Você precisa assinar isto.
— O que é isto? — Ela levou a tigela de cereais para a mesa e pegou o papel. — Coma. O ônibus deve chegar dentro de cinco minutos.
Quando o filho manteve a cabeça baixa e enfiou uma colherada de cereal na boca, Lauren sentiu um frio na barriga. Fosse o que fosse o conteúdo no papel, não era boa coisa.
Fisicamente, Nick se parecia com Dean, o ex-marido dela. O cabelo do filho era mais escuro que o tom louro do seu e os olhos eram de um castanho mais claro. O garoto não apenas havia herdado a boa aparência do pai, mas os problemas de comportamento na escola também.
Tratava-se de uma notificação de castigo, por não ter feito o dever de casa.
— Nick, você está só há três semanas na escola e já está pisando na bola?
— Não gosto do professor — murmurou o adolescente com a boca cheia de cereal.
— Você não tem que gostar do professor. Tem que fazer o dever de casa.
Nick deu de ombros e o “não estou nem aí” não proferido foi a gota d’água que faltava naquela manhã de segunda-feira.
— Sei qual é o formulário que eu não vou assinar: o das aulas de direção.
— Mas mãe...
5- Tudo o que Ele Deseja 
6- All He Ever Dreamed 
6.5 Alone With You 
7- Love a Little Sideways
8- Taken with You
9- Falling for Max

Palacio da Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Desejo Implacável!

Depois de um trágico acidente, Danilo Raphael deixou a culpa dominá-lo e se manteve recluso. 
Porém, ao ver a bela Tess Jones em apuros, ele não consegue controlar o instinto protetor e oferece refúgio em seu palazzo. 
Tess pode ser inexperiente, mas sabe o que deseja. E mesmo Danilo sendo o homem mais sensual que já vira, ele é o oposto do que Tess sempre sonhou. 
Contudo, a paixão entre eles é muito forte para ser ignorada. 
E não demora em Tess se entregar de corpo e alma. 
Mas ela sabe que esse romance é passageiro… A menos que Danilo abra mão do passado em nome de um futuro a seu lado.

Capítulo Um

Tess encostou a testa quente contra a geladeira e lutou para injetar um sorriso na voz rouca.
— Estou bem — mentiu. — Estou me sentindo mil vezes melhor.
— Você é uma péssima mentirosa — retrucou Fiona.
Tess endireitou-se e levou a mão ao peito, respondendo à afeição na voz da amiga com um sorriso frágil.
— Não, eu sou uma ótima mentirosa.
Ontem mesmo ela havia conseguido soar sincera ao dizer para a assistente pessoal da mãe que sentia muito por não poder comparecer à abertura oficial do centro comunitário que a mãe dela iria inaugurar. A gripe tem seus pontos positivos, embora ela não estivesse mentindo agora, Tess estava mesmo sentindo-se melhor, mesmo que cem vezes melhor do que completamente destruída ainda fosse bem ruim.
— Eu queria ter passado aí a caminho de casa, mas tive que trabalhar até tarde. Você não é a única com gripe, metade do escritório está em casa doente. É um pesadelo. Mas amanhã com certeza passarei aí depois de deixar Sally e as meninas na estação. Você está precisando de alguma coisa?
— Você não precisa...
— Eu estarei aí.
Tess esfregou um lenço de papel no nariz vermelho. Ela estava cansada demais para discutir.
— Bem, não me culpe se você pegar essa coisa também — resmungou ela.
— Eu nunca fico gripada.
— Acho que você está pedindo para ficar doente — murmurou Tess ao descansar depois de dar dois passos, deixando-se cair sobre a bancada de madeira. Era loucura, mas os joelhos dela ainda estavam tremendo por causa do esforço de caminhar do quarto para a cozinha.
— Enquanto isso, não se esqueça de tomar muito líquido... — Tess percebeu a ansiedade no tom de voz da amiga ao acrescentar: — Você trocou todas as fechaduras?
— Eu fiz tudo que a polícia sugeriu.
O que significava que ela havia se transformado em uma prisioneira dentro da própria casa.
Ela olhou para as trancas extras que haviam sido colocadas na porta da frente.
— Eles deveriam ter prendido esse doente nojento.
— Eles cogitaram a possibilidade de uma ordem de restrição...
A confissão deixou Fiona espantada.
— Então por que...? — Um murmúrio de compreensão seguiu-se. — Oh, claro, sua mãe...
Tess não disse nada; tampouco era preciso. Fiona era uma das poucas pessoas que a compreendiam. Ela estava lá quando Tess, aos 10 anos, se tornara a garota propaganda da cruzada da mãe dela contra o bullying nas escolas. E Fiona também estava lá quando a mãe usara uma foto dela chorando no funeral do pai como parte de uma campanha para vencer a eleição de um conselho local.
— Ela só quer o meu bem — disse Tess, incapaz de conter a reação involuntária de defender um parente. Era verdade que Beth Tracey, que voltara a usar o nome de solteira depois de enviuvar, tinha as melhores das intenções e um talento nato para a autopromoção, mas não era a si mesma que ela promovia, e sim suas boas causas.
— É verdade que ela vai se candidatar a prefeita independentemente?
— Foi o que eu ouvir dizer também. — Para a sorte de Tess, sua mãe ambiciosa finalmente havia aceitado que a filha única não era um trunfo político, embora isso não a impedisse de tentar.
— Não há garantias de que a corte vá me conceder a ordem de restrição, se eu optasse por ela — continuou Tess. — Ele aparenta ser muito... Bem...

Dívida da Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

“Você me deve uma lua de mel.”

O casamento de Addie Farrell com o magnata Malachi King durou exatamente um dia.
Assim que descobriu que seu noivo não a amava, ela foi embora.
Cinco anos depois, para manter sua instituição de caridade, Addie terá de encarar seu sensual marido e a perigosa atração que existe entre eles.
Malachi sentiu-se humilhado quando ela o deixou, e vê no pedido de ajuda de Addie a oportunidade perfeita para se vingar. 
Ele dará todo o dinheiro de que Addie precisa. Em troca, Malachi finalmente conseguirá a noite de núpcias que tanto deseja!

Capítulo Um

Ela deveria sentir-se contente. Boa publicidade era do que sobreviviam as instituições de caridade feito a dela. Só que isso era mais do que sobreviver, Addie Farrell pensou com um sorrisinho de satisfação, quando olhou para o jornal.
 Fazia apenas cinco anos que tinham aberto suas portas para oferecer música para as crianças carentes da cidade, mas do jeito que as coisas estavam indo, poderiam abrir um segundo centro em breve.
Addie franziu a testa. O artigo era cem por cento elogiosos, até mesmo o fotógrafo foi lisonjeiro. Então, por que se sentia tão vazia? Seu sorriso se desvaneceu.
Provavelmente porque os cachos avermelhados e brilhantes, que balançavam sobre seus ombros, e o excitamento que fazia seus olhos brilharem denunciavam uma Addie diferente, uma Addie que tinha sido, muito tempo atrás, por alguns poucos meses abençoados.
A Addie que ainda poderia ser; se Malachi King não tivesse se apossado de seu coração para depois desprezá-lo como se fosse brinde de fim de ano.
Não comece com isso! Advertiu a si mesma. O artigo era sobre seu trabalho duro e determinação. Não tinha nada a ver com seu ex-marido traidor. Ou com seu casamento imprudente e condenado. Aquilo tudo tinha ficado para trás.
Seu presente, ou seu futuro, estava a um mundo de distância do lugar sombrio para onde deslizara depois de Malachi ter partido seu coração. E Addie sobrevivera a coisas piores do que o abandono dele.
Seu corpo ficou tenso ao se lembrar do acidente de carro que estilhaçara seus sonhos de ser pianista profissional. Fora devastador, mas não desistira e agora tinha o melhor trabalho do mundo: levar música a crianças cujas vidas eram um combate constante com a pobreza e negligência.
Addie suspirou. Só poderia continuar com seu trabalho se ela se empenhasse em cuidar de sua instituição.
Abrindo seu notebook, começou a verificar seus e-mails. Vinte minutos depois, apanhou uma pilha de envelopes da bandeja sobre a mesa. Ao correr os olhos pelo que estava no topo, sentiu sua respiração falhar e seu coração se acelerou. Como que hipnotizada, encarou o logotipo impresso em relevo na parte da frente do envelope.
King Industries. Cujo dono era seu muito rico, muito lindo e definitivamente ex-marido, Malachi.
Era como se Addie pudesse escutar o sangue correndo por suas veias e, por um momento, cogitou picá-lo em mil pedaços e atirá-los pela janela, para serem levados pela brisa morna de Miami. Em vez disso, abriu o envelope e leu a carta.
Foi preciso que fizesse três tentativas para que seu cérebro pudesse conectar as palavras que lia aos seus significados. Não que a carta estivesse mal escrita. Na verdade, bem o contrário. Era polida e sucinta, e informava-lhe que, depois de cinco anos de patrocínio, a King Industries retiraria o apoio financeiro do Miami Music Project.
Com o coração acelerado, Addie varreu a carta com os olhos à procura da assinatura no canto inferior da página. Abraçando-se, sentiu seu peito se contrair ao ler o nome de seu marido.
A fúria correu por seus ossos, como espasmos elétricos. Que tipo de piada cruel era aquela?
Malachi não a procurava há cinco anos. Cinco anos! Nenhum telefonema, e-mail, mensagem.
Nada.
Aquela era a primeira vez que ele a contatava desde o dia do casamento deles, e era uma carta-padrão, comunicando-lhe que estava cortando o patrocínio para sua instituição de caridade!
Era desprezível!