terça-feira, 25 de agosto de 2015

Segredos Revelados

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Ele descobrira seu refúgio... E seu segredo...

Isabella Williams reconheceria aqueles sapatos caríssimos e andar arrogante em qualquer lugar. Depois de meses reclusa, fora finalmente encontrada por Antonio Rossi! Ao vê-lo, o desejo que considerava enterrado voltou a queimar em seu peito, juntamente com o gosto amargo do remorso pelos erros que cometera. 
Entretanto, Bella precisava considerar as necessidades de outra pessoa além das suas. Ainda que estivesse preparada para enfrentar a ira de Antonio, tremia ao pensar como ele reagiria ao descobrir o segredo que carrega...

Capítulo Um

Isabella Williams ouviu o barulho do que, sem dúvida, devia ser um carro esporte. Levantou a cabeça. Aquele movimento rápido a fez cambalear. Deu um passo para trás e segurou a bandeja com força. Tentou recuperar o equilíbrio.
O barulho do carro desapareceu num piscar de olhos. Isabella respirou fundo, relaxou os músculos e enxugou o suor com a mão. Sua imaginação estava lhe pregando peças, era isso. Por que ficar preocupada?
Um conversível passou ao seu lado e não pôde evitar pensar... Nele. Era absurdo que Antonio Rossi pudesse estar naquela área de Roma ou à sua procura. Revirou os olhos. Só tinham partilhado a cama durante alguns dias, na primavera. Foram dias maravilhosos, mas um tipo como ele já devia ter esquecido. Antonio Rossi era um sonho para qualquer mulher e, certamente, teria encontrado uma substituta para ela no dia seguinte.
Isabella sentiu uma pontada de dor no peito. Pestanejou rapidamente e afugentou as lágrimas.
Os olhos ardiam. Olhou para o relógio e calculou quantas horas faltavam para acabar o turno.
Muitas, ainda... Tudo o que queria era se deitar, esconder-se debaixo do cobertor e isolar-se do mundo, mas aquele desejo ficaria insatisfeito. Precisava de cada centavo para sobreviver.
— Isabella, os clientes estão esperando — avisou o chefe, num tom resmungão.
Ela balançou a cabeça, como se desculpando. Estava muito cansada para responder com o sarcasmo costumeiro. Dirigiu-se para uma das mesinhas da varanda do pequeno café. Tinha de agüentar, tal qual fazia todos os dias. Era simples. Só tinha de pôr um pé à frente do outro, passo a passo.
Quando chegou à mesa do casal, sentia-se como se tivesse acabado de disputar uma maratona.
O homem beijou sua mulher quase com adoração. Isabella sentiu inveja. Mordeu o lábio.
Fazia tanto tempo que ninguém a beijava daquela maneira, que já quase nem se lembrava como era sentir-se desejada e idolatrada.
Uma onda de lembranças amargas a inundou. Não poderia voltar a ter esse tipo de amor. Não voltaria a ser o centro das atenções para Antonio e ele já não seria o seu mundo. Sentia falta dos seus beijos possessivos, da sede com que se procuraram naquela época. No entanto, por mais que pensasse nele, sabia que nunca a aceitaria novamente, menos ainda quando descobrisse a verdade.
As pernas começaram a tremer. O peso do arrependimento era grande. Cerrou os dentes e usou o pouco autocontrole que restava. Aqueles dias loucos e românticos tinham chegado ao fim.
Não valia a pena continuar pensando nisso.

Início da Vida

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Um herdeiro inesperado.

Roman Petrelli sabe o quanto a vida é preciosa. Apesar de ser o último representante da linhagem dos Petrelli, não pode produzir um herdeiro. Por isso, se surpreende ao saber que Isabel conseguira dar à luz um filho seu. Para Izzy, a noite que passaram juntos; fora completamente incomum e espontânea, e a deixara com algo mais do que lembranças calorosas. 
Sua filhinha é a família com a qual sempre sonhara. Quando Roman exige fazer parte da vida da menina, Izzy teme que ele tente controlá-la. Mas Roman não perderá a chance de conviver com sua herdeira, mesmo que tenha que utilizar todo o seu poder de sedução para alcançar esse objetivo.

Capítulo Um

Londres, junho de 2010
Izzy tropeçou quando o salto do sapato ficou preso num paralelepípedo. Torceu o tornozelo.
Não se machucou, mas sentiu dores nos pés, o que não era de estranhar, pois estava caminhando há horas.
Olhou para o relógio e franziu o cenho ao recordar aquela confusa seqüência de acontecimentos. Passava do meio-dia quando se despediu do advogado da sua mãe e do diretor da funerária, as duas únicas pessoas que a tinham acompanhado.
A sua mãe, Ruth Carter, fora uma mulher famosa no mundo acadêmico, escritora de sucesso graças a um livro de auto-ajuda que quebrou todos os recordes de vendas. Ou seja, os direitos autorais fizeram de Izzy uma mulher rica.
Teve de controlar uma onda de riso que se anunciou. Ou talvez fosse de choro. Balançando a cabeça, disse a si mesma que as suas lágrimas estavam congeladas sob o peso frio que lhe oprimia o peito.
A famosa psicóloga Ruth Carter poderia ter tido um funeral grandioso, mas tinha princípios muito estritos em relação a eles: nada de orações, flores, cânticos, nem mesmo lágrimas.
A sua única filha e único familiar, vivo, Izzy, respeitou os desejos da mãe e não chorou. Nem mesmo quando encontrou seu corpo e o bilhete que havia deixado. Durante a investigação policial, elogiaram sua serenidade, mas a verdade é que Izzy se manteve ausente. E, naquele momento, identificou o peso que lhe oprimia o peito como raiva contida. Por isso estava caminhado havia horas: temia que, se parasse a raiva a consumisse.
Não estava zangada com a sua mãe por escolher quando e como morrer. Sofria de uma doença terminal que roubava sua independência e Izzy a compreendia.
Izzy afrouxou a pressão com que apertava o envelope em seu bolso e levou uma das mãos ao rosto. Surpreendeu-se por sentir a pele molhada, e só quando olhou para o pavimento, percebeu que havia chovido.
Nem sabia onde estava! Na realidade, também não sabia quem era.
Tinha um pai biológico, que deveria ter recebido uma carta semelhante a que levava consigo, entregue pelo advogado; não era a filha desconhecida de um doador anônimo de esperma.
O pobre homem era só um jovem de 18 anos quando foi escolhido para ser seu pai. Era a escolha ideal, segundo sua mãe. Quando ela o seduziu, já passava dos 40 anos e resolveu atender a urgência de seu relógio biológico.
Por que tinha mentido para ela? Por que só agora, depois de morta, revelou a verdade à filha, em vez de deixá-la em paz?
Izzy endireitou os ombros, dizendo a si mesma que não podia se deixar levar pela fraqueza.
Olhou ao redor, ouvindo música e vozes animadas. Sem pensar, seguiu aqueles sons e entrou no lugar de onde eles vinham.
Era um pub, quente, abafado e bem cheio. Izzy desabotoou o casaco, percebeu que tinha sede e abriu caminho até o balcão. Todas as mesas estavam ocupadas por grupos, exceto uma, que atraiu o seu olhar como se nela houvesse um ímã invisível.
E havia mesmo. Era o homem mais bonito que já tinha visto na sua vida. O dia horrível que vinha tendo se apagou subitamente enquanto o olhava, paralisada, ignorando que ela própria atraía todas as atenções. A fragilidade que sentira alguns minutos antes se transformou em energia, ao mesmo tempo em que um formigueiro se formava em seu estômago. O homem deixou o copo sobre a mesa e devolveu-lhe o olhar, afastando uma madeixa de cabelo preto da testa.
Izzy estremeceu como se ele a tivesse tocado e levou a mão ao ventre.
Era belo como uma estátua grega: maçãs do rosto marcadas, nariz aquilino, lábios esculpidos que podiam resultar tanto sensuais quanto cruéis. Izzy pensou que seria impossível cansar de olhar para um rosto como aquele.

Dona do Coração

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Feita para ele.

Olivia Tate estava cansada da vida fútil da alta sociedade e das imposições de sua mãe. Pena que ela só chegou a essa conclusão quando estava no altar, prestes a dizer "aceito". Mas antes de embarcar em um casamento infeliz, Liv decide fugir. Desamparada e sem dinheiro, ela quer deixar seus antigos costumes para trás. Mesmo que seja trabalhando como empregada de um militar exigente. 

O tenente Cade Grant é rude, sensual e tem um coração de pedra. Mas Liv consegue driblar as barreiras desta alma ferida com sua inocência, despertando nele um desejo avassalador. Agora Cade está disposto a ensinar tudo o que ela precisa saber... entre os lençóis.

Capítulo Um

Ele estava entediado, não conseguia ficar sentado por muito tempo. A rede de televisão perguntara se poderia realizar a entrevista na cozinha de Featherstone Hall, assim ele pareceria mais humano e acessível. Achando que publicidade ajudaria a alavancar seu projeto, ele concordara, e agora estava sob os holofotes das câmeras enquanto uma menina com unhas sujas batia a claquete em seu rosto.
— Já chega — disse ele, levantando-se.
— Mas, coronel Grant... Cade — obviamente achou que ao chamá-lo pelo primeiro nome ele se acalmaria, mas fracassou —, você não terminou de entrevistar as candidatas a... empregada do herói.
— Você se refere àquelas patetas.
— Não apareceu mais ninguém... então, para evitar que a entrevista fosse um fracasso, providenciei candidatas.
— Patetas de sua equipe? É, sei. — Ele empurrou a cadeira. — Agora podem arrumar suas malas e ir para casa, a entrevista foi cancelada.
Ele levantou-se sabendo que seu tamanho era intimidante. Deveria saber que era um erro deixar qualquer um invadir sua vida. Só permitira desta vez porque tinha esperanças de que a cobertura da televisão promovesse seu projeto de transformar Featherstone Hall em um centro de reabilitação para soldados, um serviço que estava determinado a expandir por todo o país. A repórter só tinha interesse em histórias de heroísmo com muito sangue. Ele se retraíra com aquilo. Quando ela disse que acrescentar aquele tipo de coisa fazia milagres com a audiência, teve vontade de dizer que tinha sorte por não ser homem, do contrário a convidaria a se retirar. Sabia que não podia culpá-la e rangia os dentes enquanto esperava a equipe de filmagem empacotar o equipamento. Ele deveria ficar feliz por ela não saber da realidade por trás de imagens na televisão.
Assim que o último deles se retirou, começou a limpar tudo e, quando empilhou as xícaras sujas em uma pia já cheia de louças, toda a pilha tombou. Praguejou alto ao se cortar nos cacos de vidro. Saiu à procura de curativos. Como a casa podia ter se transformado num caos enquanto estivera fora? A primeira empregada que contratara era difícil e intransigente, na verdade o tipo de pessoa comparável a ele. Ele deveria saber que ser faixa preta em caratê e ter mais barba do que ele não garantiria a ela um status de deusa do lar, e como resposta ao insulto, ela se demitira um dia depois, dizendo que era impossível conviver com ele.
Agora não havia uma única resposta ao anúncio para uma substituta. A repórter disse que sua reputação amedrontara todos, ele e sua aparência, ele imaginou, julgando o modo como a equipe de filmagem olhara suas cicatrizes. Suspeitou que gostariam de ter filmado mais de perto para chocar os telespectadores. Passando a mão pela barba, se olhou no espelho, não podia culpá-los. Ao ouvir uma batida na porta piorou ainda mais. Ele já devia saber que alguém da equipe de filmagem esqueceria algo.
— Sim? — Ele escancarou a porta e foi forçado a baixar o olhar para avistar uma pequena infeliz desgrenhada na sua entrada vestindo uma roupa extravagante.
— Posso entrar? — perguntou.
Ele percebeu tudo com um só olhar. Algo dentro dele ficou balançado o que exigiu firmeza e mais um lembrete de que as aparências enganavam. A menina era jovem com cabelo cor de mel, encharcado e emoldurando um rosto em forma de coração. Usava uma tiara precariamente pendurada em sua cabeça e sapatos prateados arruinados, o que parecia ser um vestido de noiva e um véu rasgado e imundo de lama... e agora podia ver que estava chorando, se de dor ou alívio, não podia saber. Uma coisa ele sabia, o vestido não era uma fantasia.

Amante Seduzida

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Noivas Desafiadoras






Um mês com o russo implacável...

Kat Marshall sacrificou até o último centavo pelas irmãs mais novas. Agora, sua situação financeira é um desastre, e ela precisa de ajuda. Kat sempre guardara seus sonhos para si, mas com a oferta de Mikhail Kusnirovich ela poderia transformar todos em realidade. Ele não era bilionário por acaso. 

Para Mikhail, cada coisa tinha um preço, inclusive levar Kat para a cama. Entretanto, ela é praticamente impossível de seduzir. Por fim, Mikhail propõe um acordo: pagaria todas as dívidas dela. Em troca, Kat passaria um mês em seu iate, mais exatamente na cama dele...

Capítulo Um

Mikhail Kusnirovich, magnata russo do petróleo e temido homem de negócios, relaxou o corpo longo na cadeira de couro do escritório e olhou para seu melhor amigo, Luka Volkov, incrédulo.
— É assim que você quer passar sua despedida de solteiro? Fazendo trilhas? É sério?
— Bom, a festa já aconteceu, e preciso dizer que foi um pouco demais para mim — confessou Luka, cujo rosto normalmente bem-humorado mostrou desagrado com a lembrança. De altura mediana e bastante robusto, Luka era professor universitário e autor aclamado de um livro recente de física quântica.
— A culpa é do seu futuro cunhado — lembrou Mikhail, seco, pensando nas dançarinas eróticas contratadas por Peter Gregory para a ocasião, tão distantes da personalidade tímida do seu amigo que a chegada de um grupo de terroristas no meio da comemoração teria sido mais bem-vinda.
— Peter teve a melhor das intenções — afirmou Luka, saindo imediatamente em defesa do insuportável banqueiro.
Mikhail ergueu as sobrancelhas e seu rosto moreno e esguio assumiu uma expressão sombria.
— Mesmo que eu tenha dito que você não iria gostar?
Luka enrubesceu.
— Ele tenta, apenas não sabe como fazer, é isso.
Mikhail não disse nada, porque pensava com amargura em como Luka havia mudado desde que ficara noivo de Suzie Gregory. Apesar de os dois homens terem pouco em comum, exceto a ascendência russa, eram amigos desde que se conheceram na Universidade de Cambridge. Naquela época, Luka não teria problema algum em dizer que um homem grosso, chato e fanfarrão como Peter Gregory não merecia um minuto do seu tempo. Mas agora, Luka botava panos quentes e era subserviente às vontades da noiva. Mikhail cerrou os perfeitos dentes brancos, insatisfeito. Ele nunca se casaria. Como o macho alfa que era, jamais iria mudar sua personalidade para agradar a uma mulher. Só pensar nisso já dava arrepios em alguém criado por um homem cujo ditado favorito era “um frango não é um pássaro e uma mulher não é uma pessoa”. O falecido Leonid Kusnirovich adorava repetir aquilo para irritar a refinada babá inglesa que contratara para cuidar do filho. Sexista, brutal e sempre insensível, Leonid horrorizara-se com o jeito delicado da babá, temendo que ela transformasse seu filho em um fraco. Mas, aos 30 anos, não havia um pingo de fraqueza nos 1,90m bem distribuídos de Mikhail, nem no seu desejo desmedido por sucesso ou no seu apetite por um amplo e variado cardápio de mulheres.

Série Noivas Desafiadoras
1- Amante Seduzida
2- O Direito do Sheik - Distribuição em setembro
3- Imagem Real - Distribuição em setembro
4- Desafiando o Destino - Distribuição em setembro

Ilusões Perdidas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Jana voltou para Miles sem ilusões e sem ternura, com o coração repleto da mágoa de ter sido cruelmente traída por ele. 


A diferença é que agora não esperava mais nada desse homem; nem amor, nem ódio! Viveriam apenas de aparências, para mostrar ao mundo que seu casamento era um sucesso, quando na verdade era um fracasso. 
Havia ainda uma coisa que não morrera completamente entre eles, uma emoção incontrolável e insaciável, capaz de levá-los à loucura cada vez que se tocavam: o desejo! Mais forte que o ódio, mais intenso do que tinha sido antes, esse desejo os fazia vibrar como nunca e os empurrava inexoravelmente para os braços um do outro!

Capítulo Um

— Você o quê?! — explodiu Allen Montgomery.
O rosto de Allen, que já era normalmente rosado, agora estava púrpura. Ele se ergueu de sua cadeira de executivo como um autômato, curvan­do-se ameaçadoramente para a mulher do outro lado da mesa.
— Você me ouviu — respondeu Jana Parrish, com toda a calma. Alta e muito elegante, ela era o protótipo da mulher bem-sucedida nos negócios. Com desenvoltura, jogou os ombros para trás e pros­seguiu: — Estou me demitindo, Allen. A partir das cinco horas da tarde não estarei mais aqui. Sinto muito não poder cumprir o aviso prévio.
Allen Montgomery, um homem de estatura média e bastante atraente, estava agora completa­mente confuso. Passou a mão pela testa franzida, ajeitou os cabelos bem penteados e deu a volta na mesa, postando-se a centímetros de Jana.
— Alguém a deixou zangada? Por acaso algum dos homens do escritório tentou cortejá-la? Se foi isso, diga-me! Eu…
— Não foi nada disso, Allen.
Pela primeira vez a voz de Jana soou trêmula. Ela sacudiu a cabeça, agitando os sedosos cabelos castanhos. A claridade do inverno que entrava pela janela emoldurava-lhe o rosto com um aro colorido. Estendeu um papel a Allen.
— É uma carta de Dorothy Parrish. Ela pre­cisa de mim.
Os olhos cor de avelã de Allen fixaram-se, intrigados, no rosto de Jana. Era como se ele quisesse ler seus pensamentos. Depois de alguns minutos de silêncio, tomou o papel de suas mãos e leu.
— Não compreendo — murmurou, depois.
— Aqui ela diz que precisa de você com urgência e pede que vá a Charleston, imediatamente. Mas por quê, Jana? Você não pode simplesmente largar tudo e sair correndo por causa de uma velha.
Os lábios delicados e róseos de Jana curva­ram-se, num sorriso.
— Não chamaria Dorothy de velha se a conhe­cesse. Mas, voltando à sua pergunta, não sei por que ela mandou me chamar. Só sei que não o teria feito se não fosse muito importante.
— Então você vai mesmo embora?
Jana fez que sim com um gesto de cabeça, mordendo o lábio inferior.
— Dorothy foi muito boa comigo num período difícil da minha vida. Esta é a primeira vez em que ela me pede alguma coisa. Não tenho outra escolha a não ser atendê-la.
Allen voltou a examinar a carta.
— Como foi que ela conseguiu seu endereço? Você me disse que os Parrish não sabiam onde você estava.
— Exceto Caroline. No Natal mandei um presente para Dorothy através dela, e na ocasião lhe dei o meu endereço, pedindo que o mantivesse em segredo para o resto da família.
— Belo segredo! — resmungou Allen.
— Caroline não teria traído minha confiança se não fosse por um bom motivo — retrucou Jana, com convicção. — Apesar de tudo, ela ainda é a melhor amiga que tenho no mundo.
Allen colocou a carta sobre a mesa.
— Não pode ir embora, Jana. Isso deve ser alguma brincadeira de mau gosto. Além disso, e nós?
— Não existe esse “nós”, Allen, e você sabe muito bem disso.
— Estou apaixonado por você e quero que nos casemos! — explodiu ele. — Como pode dizer que não existe “nós”?

Chamas de Verão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Donovan conseguia despertar em Marian um desejo alucinado

Dois corações e um amor quase impossível.
Uma grande humilhação marcou a vida de Marian Bradley: seu marido morrera nos braços de uma prostituta! E agora o destino teimava em magoá-la ainda mais, pois sua empresa, a Petróleo Bradley, estava falindo.
Desesperada ela recorreu ao governo de Oklahoma, que enviou o engenheiro Donovan Powers para ajudá-la. 

A atração entre Marian e Donovan foi instantânea, mas sua desilusão com os homens não lhe permitia aceitar a paixão que a estava queimando por dentro.
Poderia uma mulher de 35 anos amar um homem mais novo? Os beijos de Donovan diziam desesperadamente que sim, prometendo a Marian o paraíso…

Capítulo Um

— Ladrões?! — Marian Bradley, pareceu engasgar com a palavra.
Donovan Powers ficou observando aquela mulher, sentada muito empertigada atrás da mesa de imitação de nogueira. De repente, ela inclinou-se para a frente, pondo-se a tamborilar ner­vosamente os dedos, de unhas curtas e sem esmalte, sobre o tampo de fórmica.
— Meu rapaz — ela falou, com a voz já controlada —, caso não saiba, John Wayne está morto. Isto aqui não é um filme de cowboy, e nem estou com ânimo para brincadeiras. Não teria solicitado um especialista em máquinas, se não estivesse profundamente preocupada com os problemas que vêm ocorren­do na minha companhia.
Era irônico ser chamado de “meu rapaz” por uma mulher que não parecia ser mais que dois ou três anos mais velha, pensou Donovan, divertido. Fazia-o sentir-se como um garoto de ginásio, em vez de um homem de trinta anos. Mas talvez fosse esse o efei­to que ela esperava conseguir, uma última estocada que lhe per­mitisse conservar a dignidade, embora estivesse necessitando de sua ajuda. Marian Bradley dava-lhe a impressão de ser a espécie de pessoa que odiava a idéia de não conseguir resolver seus pró­prios problemas.
A determinação e decisão estavam presentes no contorno firme e reto de seu maxilar, enquanto empurrava a cadeira giratória para trás e começava a atravessar, de um lado a outro, o estreito escritório, com passadas agitadas mas decididas. A firmeza do queixo contrastava com a delicadeza de suas feições e porte. Não era o que se poderia chamar de uma mulher bonita, no conceito comum de beleza, porém havia um certo encanto naquele rosto bronzeado, onde brilhavam olhos azuis. Obviamente, ela passava grande parte do tempo ao ar livre; o mesmo sol que lhe dourara as faces colocara reflexos de luz em seus cabelos castanhos, caídos em ondas pelos ombros. Uma mulher muito charmosa… e forte, decidiu Donovan, com aprovação.
E Marian Bradley teria que ser realmente forte, se quisesse salvar seu negócio, pensou ele, observando o escritório. Com exceção de um pequeno lavabo, a matriz da Companhia de Pe­tróleo Bradley estava instalada num único aposento, acanhado e em desordem. Nas paredes revestidas de painéis de madeira, esburacados por percevejos e pregos, havia restos de fita adesiva com as quais tinham sido pregadas fotos aéreas e mapas de regiões do Leste do Estado de Oklahoma.
O interior escuro recebia luz apenas de uma das duas estreitas janelas situadas atrás da escrivaninha; a outra estava quase com­pletamente obstruída pelo aparelho de ar condicionado, que ron­cava e gotejava, produzindo uma corrente de ar morno. Um calendário, mostrando uma reprodução de arte celta, estava pendurado num gancho, perto do pôster de um gatinho agarrado num galho de árvore, com a inscrição: “Agarre firme!”. Donovan ficou a pensar há quanto tempo Marian estaria se agarrando em seu empreendimento, tentando não cair.
Era claramente visível que a companhia nunca fora próspera, apesar dos mapas indicando uma intensa atividade exploratória em vários poços. Mas se algum deles tivesse compensado o esforço e o investimento, com certeza a firma teria se transferido para escritórios melhores e mais espaçosos, livres dos odores de peixe frito e gordura que subiam do andar inferior, ocupado por uma espécie de lanchonete.

Pacto de Felicidade

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







Holly iluminava os sonhos de Grady como uma estrela fugidia.

Grady abraçou Holly, nâo contendo mais a paixão que quase o enlouquecia. Precisava vencer-lhe a resistência, fazê-la de novo provar o doce sabor dos sonhos e restituir-lhe a esperança no futuro. No entanto, mesmo com os olhos nublados de desejo, Holly fugiu de suas carícias... Por quê? perguntou-se ele desesperado. 

Que tormentos essa mulher fascinante trazia na alma, impedindo-a de amar e ser feliz? Que passado cruel negava-lhe a confiança no futuro, obrigando-a a manter-se distante de quem lhe despertava emoções mais fortes?

Capítulo Um

A casa erguia-se solitária no meio de um amplo terreno abandonado onde o mato atingia mais de um metro de altu­ra. A pintura branca, gasta pela contínua exposição ao tem­po, descascava em toda a extensão das paredes, e a porta de tela, solta das dobradiças, encontrava-se caída na varanda.
A madeira envelhecida dos batentes das janelas revelava restos de tinta verde e, de frente para a rua, um vidro quebrado brilhava como uma teia de aranha prateada sob o sol de fim de tarde.
Apesar do mato, era possível distinguir uma calçada de ci­mento em torno da residência, com plantas crescendo pelas rachaduras e revelando os vários meses de total negligência. Apenas as quatro grandes árvores que se alinhavam no fun­do do terreno salvavam-se da atmosfera de destruição e des­caso que permeava todo o local.
Holly Simpson apertou as mãos úmidas e respirou fundo. Em seguida, desceu do caminhão, tentando disfarçar uma profunda decepção. Por um breve instante, uma onda de pâ­nico quase a dominou, mas ela conseguiu controlar-se ape­sar de estar vendo sua última esperança evaporar-se diante dos olhos.
— É aqui, mamãe? É esta a casa que a sua avó lhe deixou?
Ela forçou um sorriso e virou-se para o filho de nove anos.
Trevor, apoiado na janela do velho caminhão, examinava com ar de surpresa a casa abandonada.
— É querido.
— Você disse que era bonita e que nós íamos gostar mui­to. — Havia um tom de acusação na voz dele.
— Ela era bonita, mas fazia muito tempo que eu não vi­nha aqui — Holly respondeu; sem saber como conseguia man­ter o sorriso nos lábios. — Nós vamos reformá-la.
Agitada por uma nova sensação de medo, Holly desviou o olhar. Não queria que os filhos percebessem como ela es­tava abalada. Tinha contado tanto com aquela casa e, no fim, tudo acabara se mostrando como mais uma tentativa inútil. Agora se encontrava realmente num beco sem saída.
Três fi­lhos pequenos, uns poucos milhares de dólares que haviam sobrado do seguro, nenhum emprego e tudo que possuía pa­ra recomeçar a vida era uma casa caindo aos pedaços.
Holly respirou fundo mais uma vez e encarou outro as­pecto da fria realidade: se as coisas piorassem muito, teria de vender o caminhão. Tornou a fitar as crianças e viu Ryan apertando-se ao lado do irmão para também apoiar-se na ja­nela e observar a casa.
— É bem feia, não é, mamãe? Parece mal-assombrada! Vai ver tem uma bruxa morando lá.
Holly segurou a maçaneta da porta e lançou um olhar de repreensão ao filho de oito anos.
— Chega Ryan. Você vai deixar Megan assustada com essas bobagens.
Ele olhou para a irmãzinha e sorriu.
— Não, mamãe, ela ainda está dormindo.
— Ótimo, então desçam do caminhão. Eu vou pegá-la. — Os meninos saíram do veículo e Holly sacudiu gentilmen­te a filha. — Meg querida; chegamos. — A menina espreguiçou-se e Holly a levantou nos braços. Depois tirou um chaveiro do bolso da calça e o entregou a Trevor. — Vá à frente e abra a porta, está bem? Ryan, você poderia apa­nhar minha bolsa? — Tentando mostrar-se forte, ela ajei­tou Megan no colo e encaminhou-se à velha residência de sua avó. Rezava fervorosamente para que o interior não estives­se tão ruim quanto à aparência externa fazia supor.
Seus fi­lhos precisavam de um lugar para morar!

Um Amor Fora de Moda

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Confusão em dose tripla…

Wyatt Gilley tinha uma vida atarefada cuidando dos filhos gêmeos. Casar-se de novo estava fora de questão. Mesmo assim, queria uma companhia feminina. Principalmente se fosse a de uma mulher como a adorável Traci Temple. Mas Wyatt tinha consciência de que nada poderia oferecer a ela, exceto confusão.
E confusão era o que havia de sobra, fosse por causa dos beijos que roubara dela, fosse pelas travessuras de seus impossíveis “anjinhos”…
Desde que Traci se mudara para Oklahoma, sua vida corria conforme o planejado, a não ser por seu envolvimento com os três Gilley.
Os gêmeos eram terríveis e o pai tão charmoso quanto perigoso. Logo Traci estava temendo perder o controle - e o coração - por um homem a quem jamais poderia chamar de seu.

Capítulo Um

Wyatt Gilley empunhou o papel que um oficial de justiça acabara de lhe entregar e o sacudiu na frente de seus dois filhos.
— Muito bem, mocinhos, sabem o que é isto? Uma intimação do juiz! A srta. Temple está me processando. — A expressão dos meninos permaneceu inalterada, ambos olhando candidamente para ele. Wyatt respirou fundo e encarou o mais velho dos gêmeos, identificado por uma pequena cicatriz na sobrancelha esquerda.
— Alex, o que tem a me dizer a respeito? Quero saber a verdade!
Os olhos azuis brilharam no rostinho sardento. Alex ergueu ligeiramente a sobrancelha ruiva e fez um muxoxo.
— Essa mulher é maluca. Não aconteceu nada.
— Maluca a ponto de nos processar por nada! — Wyatt es­bravejou.
Alex deu de ombros.
— Acho que sim.
Wyatt suspirou. Talvez a tal srta. Traci Temple estivesse en­ganada, mas maluca? Dificilmente. Lembrou-se do porte gracioso dela, dos cabelos loiros emoldurando a face delicada, os fantás­ticos olhos verdes. A conversa que haviam tido não fora nada agradável.
— Boa parte do meu material de construção desapareceu e seus filhos foram vistos algumas vezes rondando a loja — dissera ela, com firmeza. — Tenho certeza de que foram eles.
Claro que ele retrucara que serem vistos no local do crime — a velha sorveteria desativada — não era prova de que os meninos fossem efetivamente os ladrões. O ar de inocência dos gêmeos, naquele momento, o havia convencido de que estava certo. Traci Temple, porém, o encarara com aqueles implacáveis olhos verdes que o deixavam sem fôlego e o acusara de cego, dizendo que ele não queria enxergar a realidade.
Ao pensar nisso agora, Wyatt amassou o papel na mão. Tinha a desagradável sensação de que a atraente srta. Temple estava certa a respeito dos garotos.
Automaticamente assumiu a habitual postura militar. Endirei­tou as costas, ergueu os ombros, encolheu a barriga e juntou os calcanhares. Decidido, virou-se para o filho mais jovem, seis mi­nutos mais jovem, para ser exato. Se Alex sempre fora o domi­nador entre os dois, duro como aço, só dando o braço a torcer quando não havia mais remédio, Max, ao contrário, era gentil, doce, parecendo muito mais um garotinho do que um endemoniado moleque de dez anos de idade. Wyatt o encarou e o viu engolir em seco.
— A verdade agora, meu rapaz — disse, e os olhos azuis do pai, idênticos aos do filho, pareceram transpassá-lo. — Não olhe para seu irmão!— Wyatt acrescentou, ao notar que Max pedia um mudo socorro a Alex. — Olhe para mim!
Max obedeceu, com uma inequívoca expressão de culpa. Wyatt segurou-lhe os punhos, aproximando ameaçadoramente o rosto, consciente de que amedrontava o garoto. Odiava agir assim, prin­cipalmente depois da noite em que Alex, beligerante, havia lhe gritado que eles eram seus filhos, não seus soldados, mas que alternativa lhe restava? Reprimiu o remorso. Ele era o pai. E como pai, precisava assumir seu papel, às vezes sendo rude, mas era pelo bem dos meninos.
Sua voz assumiu um frio tom de comando.
— Permissão para falar, meu jovem. Agora!
Tomando coragem. Max respirou fundo.
— A gente pensou que era lixo! Estava tudo largado lá fora, apodrecendo, e você não queria nos dar aquelas tábuas da garagem se a gente não dissesse pra que era, e era um segredo, então a gente pegou a pilha do lado da loja, achando que era lixo! Juro, pai!
Alex fitou acusadoramente o irmão e cruzou os braços, desa­fiante, mas Wyatt o ignorou, continuando a questionar Max.
— Então, achando que era lixo, vocês pegaram o material de construção da srta. Temple. Todas as tábuas? Uma pilha de tá­buas?
O queixo de Max tremeu e lágrimas surgiram em seus olhos.
— Pe… pegamos, senhor. — Era sintomático que tivesse cha­mado o pai de "senhor".
Wyatt largou os punhos do menino e afastou-se um pouco, colocando as mãos na cintura.
— Será que os dois cavalheiros já ouviram falar em roubo? — Viu os garotos estremecerem, mas não se comoveu. — Vamos ver se entendi direito. Meus adoráveis herdeiros se apro­priaram de uma pilha de madeira que se encontrava ao lado da velha sorveteria, provavelmente as serraram e usaram naquela ruína do fundo do quintal a que chamam de clube? Será que acertei?

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

A Conquista do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série A Conquista


Um magnata que construiu um império com as próprias mãos retorna a Vista Del Mar para assumir o controle dos negócios de uma família que o humilhou no passado... E conquistar a mulher que sempre foi dona de seu coração!

O nascer da esperança.
“Estou grávida.” Com essas palavras, Emma Worth mudou a vida de Chase Larson para sempre. 
Sendo ele mesmo fruto de um caso extraconjugal, o milionário jurou que nenhum herdeiro seu teria um destino tão cruel. 
Apenas uma coisa o impedia de tornar Emma em sua esposa: a guerra entre as suas famílias. 
Ela nunca achou que uma noite com Chase os uniria para sempre. 
Agora, tudo o que mais deseja é criar seu filho ao lado do homem a quem ama. Mas, para isso, Chase precisará superar o fato de terem nascido inimigos...

Capítulo Um

Ela estava lá.
Chase estava parado nas sombras do pórtico, do lado de fora do salão de festas do Vista del Mar Tenis Club. O espaço brilhava com pessoas e joias. No meio de todo aquele brilho, estava Emma, a mulher com quem ele tinha passado uma única noite incrível e... então perdido.
Enquanto a música tocava ao fundo, vozes aumentavam e abaixavam de volume e risadas soavam no ar. Ostensivamente, a festa celebrava a venda iminente das Indústrias Worth para o irmão de criação e melhor amigo de Chase, Rafe Cameron. Mas velhos rancores e segredos passados moviam-se sob a superfície. Como administrador de investimentos de seu irmão e um daqueles envolvidos em negociar a compra de Worth, aquela noite marcava o começo de uma transição traiçoeira.
Chase estudou Emma enquanto bebia um uísque 30 anos que seu irmão proporcionara para aqueles não interessados no champanhe servido à vontade. O uísque escocês descia suavemente pela garganta. Era quase tão sedoso quanto a pele de Emma, revelada hoje em um vestido prateado agarrado às curvas que ele daria quase qualquer coisa para descobrir novamente.
O vestido lembrava o estilo grego, um dos ombros desnudos, o corpete justo até os quadris e uma saia que abria até abaixo dos joelhos. Ainda em estilo grego, ela usava sandálias com saltos finos e tirinhas que circulavam os tornozelos delgados. Com cabelos loiros presos em um coque elegante, parecia uma deusa. Uma jogadora.
Ele estreitou os olhos. O que levava à pergunta: o que ela estava fazendo lá? Uma vez que todos os convidados estavam conectados, de um jeito ou de outro, às Empresas Cameron ou às Indústrias Worth, Emma também devia estar.
Talvez ele devesse aproximar-se e descobrir. E talvez pudesse lhe perguntar por que ela desaparecera daquela forma, deixando-o arrasado em Nova York, em uma busca inútil pela misteriosa Emma sem sobrenome. Antes que Chase pudesse fazer isso, Ronald Worth, o futuro ex-dono das Indústrias Worth, juntou-se a Emma e colocou uma mão possessiva no ombro desnudo dela.
Os lábios de Chase se comprimiram em uma linha fina. Certamente, ela não era amante do inimigo de Rafe. Não poderia estar compartilhando uma cama com um cretino de mais de 60 anos. Todavia, considerando o jeito como o homem abaixava a cabeça e sussurrava um comentário no ouvido dela e o modo afetuoso como Emma se inclinou e beijou-lhe o rosto, aquilo era precisamente o que parecia. Desgraçado!
— Nem pense nisso.
Chase olhou para trás ao som da voz de Rafe, os cabelos loiros de seu irmão entregando sua localização no escuro.
— No quê?
— A princesa. Vejo que você não tira os olhos dela, e estou lhe dizendo: nem pense nisso. Aquela garota vai devorá-lo e jogá-lo fora pelo simples prazer de fazer isso.
Chase ficou em silêncio, uma tática que aprendera durante aqueles primeiros anos difíceis, quando tinha ido morar com seu pai. Ele virou-se para olhar seu irmão de criação, cuidando para esconder a raiva interior.
— Você a conhece?
— Emma Worth, também conhecida como Filha de Satã.
Chase arqueou uma sobrancelha, alívio substituindo sua raiva. Então ela não era amante de Ronald Worth, mas filha dele.
— Suponho que Worth está no papel de Satã?
Rafe sorriu, sem humor.
— O que eu posso dizer?


Série A Conquista
1- A Conquista do Amor
2- A Conquista do Desejo
3- A Conquista Do Coração
4- A Conquista Dos Sentimentos 
5- A conquista da confiança - a revisar
6- A conquista do poder - idem

A Conquista do Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série A Conquista


O despertar de uma paixão!

Após a morte de sua esposa, o astro da música Ward Miller decidiu se afastar dos palcos e se isolar do mundo. 
Até a bela Ana Rodriguez convencê-lo a comparecer a um evento de caridade. Mesmo sendo por uma boa causa, tê-la ao seu lado era a lufada de vida que Ward tanto precisava! 
Ana jurou jamais se apaixonar por uma celebridade. 
O tipo “fã alucinada” definitivamente não fazia parte de seu estilo. Mas isso não impediria Ward de seduzi-la. Ana havia despertado um desejo que ele imaginou ter perdido para sempre. 
Determinado a conquistá-la, bastou um beijo para conseguir acender a paixão em uma mulher inocente, fazendo-a implorar mais e mais por suas carícias.

Capítulo Um

A última coisa de que Ana Rodriguez precisava na sua vida era outro astro convencido. Apenas uma semana atrás, dera as costas à sua carreira bem-sucedida como figurinista em Hollywood por precisamente tal motivo. De modo que quando a melhor amiga, Emma Worth, sugerira que se candidatasse ao trabalho de diretora de uma instituição de caridade em sua cidade natal de Vista del Mar, Ana ficara muito animada.
Um novo começo era justamente o que ela precisava. Longe do drama de Hollywood. Longe de astros que faziam da sua vida um inferno, apenas porque se recusava a relacionar-se com eles.
Desde então, descobrira que estaria trabalhando com Ward Miller, uma estrela musical que brilhava mais do que qualquer um que ela conhecera em Hollywood. Na experiência dela, quanto maior o nome, maior o ego. Só que, agora, em vez de simplesmente vestir o megalomaníaco, tinha de dar atenção a todas as suas necessidades, escutar as opiniões dele, aceitar seus conselhos e, de modo geral, garantir que estivesse muito feliz sendo a celebridade da instituição de caridade Hannah’s Hope.
Passou o olhar crítico pelo humilde escritório da instituição, cujo intuito era primariamente oferecer “aconselhamento e recursos para indivíduos em desvantagem.” O que era uma forma sofisticada de dizer “Nós ajudamos os pobres.” De modo geral, Ana não gostava muito da forma sofisticada de dizer as coisas.
— Está remoendo — uma voz amigável zombou.
Ana olhou sobre o ombro para Christi Cox, sua diretora assistente.
— Não estou remoendo. Estou ponderando.
O que era uma forma sofisticada de dizer “remoendo.” Ana descruzou os braços para brincar com o trio de argolas douradas do seu brinco.
A mobília da recepção do escritório era bonita, contudo estritamente funcional. A sala de conferência, os gabinetes e a cozinha conseguiam ser ainda menos sofisticados. Ela enviara Omar, o terceiro funcionário da Hannah’s Hope, até o mercado para comprar café. Mas duvidava que mesmo a melhor das marcas fosse impressionar Miller.
Ela arrumara a sala da frente o melhor que pôde, com algumas almofadas, uma luminária de pé e um tapete colorido, todos os itens que ela tinha em casa. Refletiam o seu estilo eclético e acrescentavam um toque de conforto ao aposento, mas nenhuma elegância.
Resumindo, as instalações da Hannah’s Hope pareciam ser exatamente o que eram. Cinquenta por cento sala de reuniões, cinquenta por cento sala de aulas e cem por cento a última esperança para os seus clientes. Zero por cento de espaço para pajear celebridades mimadas.
Ela não conseguia se livrar da impressão de que Miller entraria ali e viraria o nariz para tudo o que haviam feito. Contudo, por trás disso, havia um receio mais profundo. Que ele chegasse ali, tivesse uma conversa com ela e percebesse que Ana não passava de uma fraude que não possuía a capacidade necessária para fazer a Hannah’s Hope realmente decolar.
Se havia alguém capaz de enxergar através dela era Miller. Não era apenas um deus da música, era também lendário pelo seu trabalho de caridade a favor da Cara Miller Foundation, uma organização fundada por ele após a morte da esposa. Ele doara e angariara incontáveis milhões.


Série A Conquista
1- A Conquista do Amor
2- A Conquista do Desejo
3- A Conquista Do Coração
4- A Conquista Dos Sentimentos 
5- A conquista da confiança - a revisar
6- A conquista do poder - idem

A Conquista Do Coração

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série A Conquista






“Como ousa manter meu filho em segredo?”

Descobrir que sua ex-namorada estava por trás da propaganda negativa contra sua empresa já era ruim. 
Ficar sabendo que ela deu à luz a um filho seu em segredo era péssimo. 
O guru das relações públicas Max Preston não aceitaria as desculpas de Gillian Mitchell. 
Ela teria de se casar com ele. Caso contrário, Max usaria toda a sua influência para ganhar a guarda da criança. 
Depois de uma conturbada cerimônia em Las Vegas, o desejo de Max por Gillian se torna ainda maior. Mas ele sabe que pensar nesse casamento como algo mais do que uma conveniência significaria entrar em um território que nem mesmo um homem poderoso como ele estava preparado para explorar.

Capítulo Um

Dessa vez, ela havia ido longe demais.
Max Preston ergueu os olhos do jornal aberto diante de si para o mar brilhante além da janela e tomou sua decisão. Dessa vez, ele não ia dar a ela a oportunidade de ignorar seus telefonemas. De ignorá-lo.
Sua cadeira arranhou o piso de parquete do restaurante do Tênis Club quando ele levantou-se da mesa.
Deixando uma gorjeta para a garçonete e sua omelete intocada, ele deu um último gole do café e partiu.
E pensar que este era seu primeiro sábado de folga em meses.
Ele não soubera o que ia fazer essa manhã. Agora sabia.
Uma busca em seu celular, enquanto andava para seu carro, mostrou o endereço dela. Jogando o jornal para o qual ela trabalhava sobre o banco de passageiro, ele entrou atrás do volante e dirigiu o Maserati para fora do estacionamento do clube.
A primeira vez que vira a foto de Gillian Mitchell no Seaside Gazette e percebera que ela estava ali, em Vista del Mar, ele experimentara uma onda inesperada de prazer e triunfo, como quando encontrava alguma coisa que não soubera que tinha sumido. Uma nota de cem dólares no bolso de seu casaco... só que melhor.
Todavia, após a leitura do primeiro parágrafo do artigo de Gillian, tais sentimentos desapareceram.
Desde aquele momento, Max vinha tentando ver a presença dela lá e seus artigos com distanciamento profissional.
Claramente, ela não estava fazendo o mesmo. Os ataques dela às Empresas Cameron e, em particular, ao chefe de Max, Rafe Cameron, poderiam, para o leitor desinformado, parecer objetivos, mas eles eram pessoais e dirigidos a Max. Ele tinha certeza disso.
No assento ao seu lado, o editorial de Gillian estava virado para cima. No primeiro sinal fechado, ele virou o jornal, de modo que não visse o artigo injusto que constituía a opinião dela.
Seu celular tocou.
— Max falando — disse ele ao microfone do carro.
— Você viu o artigo? — Rafe não desperdiçava palavras.
— Eu estou lidando com isso. — Como chefe do departamento de Relações Públicas das Empresas Cameron, era trabalho de Max acalmar a tempestade, certificar-se de que o povo de Vista Del Mar visse a tomada de poder de Rafe das Indústrias Worth, uma fábrica de microchip e uma das maiores empregadoras na cidade, sob a melhor luz possível.
E Gillian, aparentemente, estava fazendo tudo que estivesse em seu poder para alcançar o resultado oposto.
— Isso é difamação?
— Quase. Estou a caminho para encontrá-la. Eu a informarei quão seriamente nós estamos levando isso. Que nossos advogados irão examinar este artigo, assim como cada palavra que ela escreveu até hoje e todas as palavras que ela irá escrever no futuro que estiverem relacionadas a este assunto.
— Ótimo. — Rafe desligou.
Certa vez, Max tivera grande respeito pela obstinação de Gillian. Mas quando ela começara a tornar o chefe dele o alvo de sua campanha, tal obstinação pareceu mais intransigência e vingança por mágoas passadas.
Porque ela e Max tinham uma história.
Pelo que ele recordava, a história havia sido boa. E acabara de maneira sincera. Depois de seis meses de relacionamento, quando ela, casualmente, falara as palavras filhos e casamento, numa conversa, ele soubera que precisava acabar aquilo. Pois casamento e filhos não tinham estado nos seus planos. Ainda não estavam. E até aquele momento, Max não pensara que tal realidade estivesse nos planos de Gillian.
Então, ele terminara com ela.


Série A Conquista
1- A Conquista do Amor
2- A Conquista do Desejo
3- A Conquista Do Coração
4- A Conquista Dos Sentimentos 
5- A conquista da confiança - a revisar
6- A conquista do poder - idem

A Conquista dos Sentimentos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série A Conquista






“Em que tipo de encrenca eu me meti?”

Margaret Cole recebeu uma proposta de seu novo chefe, William Tanner. 
Ela fingiria ser sua noiva para que William pudesse receber uma herança. 
Em contrapartida, Margaret teria condições de proteger sua família. 
Ela era exatamente o que William precisava: linda, sensual, solteira... e completamente apaixonada por ele. 
Para o plano dar certo, Will só precisava manter tudo o mais profissional possível. Mas logo descobriria que esta seria uma tarefa quase impossível!

Capítulo Um

William Tanner estava tão estonteantemente lindo quanto da primeira vez em que ela pusera os olhos nele. E aqueles lábios.
Margaret Cole adentrou o escritório de William sem conseguir desviar o olhar da boca do seu novo chefe. Ele se apresentou como o novo diretor financeiro da Cameron Enterprises, a empresa que comparara a Worth Industries.
Ela ouvira falar que William era neozelandês. Por um instante, tentou imaginar se o passado colonial inglês do seu país de origem não teria algo a ver com o seu modo um tanto formal de falar.
Ah, Deus, ali estava ela concentrada novamente naqueles lábios. O que não era de surpreender. A mesma boca se apossara da dela com um beijo que lhe incendiara os sentidos, e fizera os dedos dos seus pés de curvarem, apenas seis semanas atrás.
Ainda agora, Margaret podia se lembrar da pressão da sua boca sobre a dela, do modo como o sangue de repente fervera e correra pelas veias. A sensação mais excitante e inebriante do que qualquer coisa que já experimentara.
Na ocasião, Margaret quisera mais, e queria mais agora; contudo, homens como William Tanner eram praticamente proibidos para uma garota igual a ela. Ainda mais um homem que, provavelmente, pagava mais para aparar os seus curtos cabelos castanho-escuros do que Margaret gastava no seu próprio cabelo em um ano.
Não que William parecesse ser vaidoso. Longe disso. Com sua elegância casual, ele na certa jamais pensara duas vezes no custo, jamais tivera de fazê-lo. Nem no preço do terno feito sob medida que lhe delineava a largura dos ombros, e que agora estava aberto, revelando o abdômen liso e os quadris esbeltos.
Mesmo com os saltos altos que ela estava usando, que a deixavam com mais de um metro e setenta e cinco de altura, ele ainda era cerca de quinze centímetros mais alto do que ela.
Maggie se viu assentindo e murmurando em resposta ao convite do Sr. Tanner para sentar-se. Precisava mesmo recuperar o autocontrole, mas não estava conseguindo. Cada célula do seu corpo vibrava em estado de alerta.
Será que ele a reconhecera por trás da elaborada máscara que usara? Maggie sem dúvida o reconhecia, embora, naquela noite, não fizesse ideia de quem ele era, até depois do beijo que superara qualquer fantasia sua.
No segundo em que William chegou àquele baile do dia dos namorados da empresa Maggie sentiu a sua presença como algo tangível. Ele adentrou sozinho o salão, detendo-se à soleira, sua fantasia escura justa, a capa a rodeá-lo. Os olhos dela foram instantaneamente atraídos para ele. Vestido como Zorro, William combinava à perfeição com a sua dama espanhola, e ele não demorou muito a encontrá-la e tomá-la nos braços, puxando-a para a pista de dança.
Maggie e ele dançaram juntos até a meia-noite, e William a beijou assim que começou a contagem regressiva para que tirassem as máscaras. Contudo, naquele instante, alguém lhe chamou o nome, fazendo-o interromper o beijo, e Maggie descobriu quem exatamente ele era.
Seu comportamento naquela noite foi completamente atípico. Nem em um milhão de anos Maggie teria acreditado ser capaz de sentir tamanha atração imediata por um homem que jamais vira antes.
Ante a lembrança, uma onda de ardor a percorreu. Que de súbito se deteve quando ela se deu conta de que William aguardava uma resposta para algo que dissera.
Ela pigarreou, nervosa, e fixou o olhar em algum ponto além da orelha dele.
— Sinto muito, será que pode repetir?
William sorriu. Foi pouco mais do que a curvatura suave dos lábios, e a temperatura interna de Maggie subiu mais alguns graus.
Isto é insanidade


Série A Conquista
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2- A Conquista do Desejo
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Meu Amor é Você

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Um grande amor pode resistir ao tempo, à separação?

Kathryn e Wade sempre tiveram uma grande afinidade, que aumentava a cada ano que passava. 
Uma afinidade que se transformou em amor…
Kathryn, porém, por ser mais velha que Wade e não conseguir enfrentar a oposição da família decidiu romper o namoro e ir embora da cidade.
Cinco anos se passaram… E, depois de um casamento frustrado, Kathryn voltou. Ao rever Wade, teve certeza de que seus sentimentos por ele não haviam mudado. Como conseguiria viver ali, tão perto desse homem, se ainda o amava com loucura?

Capítulo Um

Quando o avião começou a circundar o vale ensolarado de Salt Lake, Kathryn Lavvson agarrou o braço da poltrona, tensa. Sua irmã Alice estaria es­perando no aeroporto para levá-la a Afton, uma pequena aldeia em Wyoming, onde as duas nasceram e foram criadas.
Após a morte da mãe, Kathryn fora morar com Alice, que, na época, já estava casada com Clyde Matheson, viúvo e dono de um depósito de material em Afton. Clyde tinha um filho do primeiro casamento e, mais tarde, outros dois nasceram. Viviam todos bastante felizes numa modesta casa que Alice insistira ser também a residência da irmã.
Quando Kathryn chegou à idade de freqüentar o curso su­perior, usou a pequena herança que obtivera com a venda da casa de seus pais para cursar a Universidade de Boulder, no Colorado. Durante esse tempo visitava Afton a cada oportu­nidade que surgia. Mas, quando mudou para a Universidade de San Diego, na Califórnia, e casou-se com Philip, as visitas cessaram. 
Na verdade, não voltara a Afton por cinco anos. E não tinha muita certeza de estar agindo acertadamente agora. Cedera às insistências de Alice, que achava que ela precisava relaxar na companhia da família, depois do divórcio.
Alice tornara-se extremamente protetora da irmã desde o aborto que esta sofrera e a subseqüente separação de Philip. E, tendo Kathryn rompido com todos os laços que a prendiam à família do ex-marido e pedido demissão da Universidade da Califórnia, onde lecionava, Alice resolveu não deixá-la sozinha. Praticamente exigiu que Kathryn passasse um mês em sua casa antes de fazer qualquer decisão acerca do futuro.

Um Homem Enigmático

ROMANCE CONTEMPORÂNEO








Conseguir uma entrevista com o bilionário Alexei Drakos não seria nada fácil. 


Principalmente porque ele odeia a mídia. Mas Eleanor Markham é habilidosa e não desistiria jamais. Talvez se ela o encontrasse em seu território, na bela ilha de Kyrkiros, o faria se abrir. Ao ver Eleanor, Alexei fica furioso por ela ter invadido seu refúgio, e decide bani-la. Mas ela despertara nele um desejo há muito adormecido. Havia apenas uma solução: Alexei concederia uma entrevista exclusiva. Em troca, Eleanor proporcionaria a ele algumas noites de intenso prazer.

Capítulo Um

Mesmo antes da Idade do Bronze, os minoicos procuraram refúgio naquela ilha, em uma parte remota do mar Egeu, após sua fuga de Creta. Agora ela pertencia a Alexei Drakos, que costumava desfrutar de toda a paz que ela proporcionava. Mas não naquele dia.
Alexei observou a vista do escritório, no kastro, o castelo que recuperara para sua utilização. Sentia-se inquieto, quase atormentado, por algo desconhecido. Não queria admitir que sentia solidão.
Um barco atracou no cais da ilha vizinha. Alexei sabia que vinha carregado de turistas. Muitos deles iriam visitar a sua ilha no dia seguinte, fogueiras arderiam nas praias, para celebrar a festa de São João, e os visitantes viriam assistir ao festival anual.
O ponto culminante da festa seria o famoso Baile do Touro. Sua origem remontava à Antiguidade, ao tempo dos minoicos. Apesar da invasão que a festa significava, valia a pena sacrificar a sua privacidade durante um dia por ano. Os ilhéus, que antes viviam da pesca em Kyrkiros, passaram a se beneficiar bastante desde que Alexei decidira celebrar o festival. Os turistas pagavam para entrar, comiam lá, compravam o artesanato local e provavam as azeitonas, o mel e o vinho das suas vinhas. Uma vez de volta a suas casas, tinham a possibilidade de adquirir esses mesmos produtos locais, graças à página de internet que Alexei criara para esse fim.
De repente, cansado da sua própria companhia, Alexei saiu do escritório e desceu as escadas antigas e sinuosas até chegar à cozinha moderna, situada no andar de baixo do kastro.
— Devia ter me avisado, kyrie — repreendeu a governanta enquanto lhe servia um café. — Eu poderia ter levado para o senhor.
Alexei meneou a cabeça, apanhando um dos bolos que ela lhe oferecia.
— Não. Obrigado, Sofia. Sei que hoje você está muito ocupada.
A mulher sorriu com carinho.
— Nunca estou ocupada demais para meu kyrie. Já está quase tudo pronto para amanhã. Angela e as filhas dela fizeram roupas maravilhosas para os dançarinos.
— Como sempre — acrescentou Alexei, olhando para as outras mulheres e esboçando um sorriso.
Todos os anos elas confeccionavam as roupas tradicionais para os dançarinos, baseadas em desenhos copiados dos quadros antigos que foram encontrados no kastro.
Sofia sorriu ao ver o filho entrar na cozinha.
— Está tudo pronto, Yannis? — perguntou Alexei ao rapaz.
— Sim — confirmou o jovem, assentindo com entusiasmo. — Quer verificar, kyrie?
— Sim, farei isso. — Alexei acabou de beber o café.
Bancas coloridas haviam sido instaladas perto da praia. Mais acima, na plataforma natural da colina, ficava o terraço. Era lá que os artistas iam dançar, perto das mesas dispostas sob uma pérgula, para que os turistas ficassem protegidos do sol. Alexei cumprimentou os homens que ali trabalhavam:
— Está tudo perfeito — elogiou.
Após verificar que todos os cartazes informativos estavam no devido lugar, Alexei voltou para o seu escritório no kastro, usando o elevador moderno que mandara instalar. O celular tocou, e ele sorriu ao ver quem era.
— Alô! — Alexei atendeu.
— Querido! — Talia Kazan cumprimentou. — Estou cansada e sedenta. Acabei de chegar ao cais.
— O quê? — respondeu, atônito. — Fique aí, irei buscá-la.
Alexei apertou outro botão do elevador, para voltar a descer. Assim que as portas se abriram, ele saiu correndo do kastro e foi para o cais principal. Lá, à sua espera, encontrou Talia, com um sorriso luminoso, de braços abertos.
— Surpresa!

Noites Quentes

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Profissional de dia... Selvagem de noite!

Um ensaio de moda produzido em uma paradisíaca ilha tropical seria o passaporte para Abby Weiss se consagrar como estilista das celebridades. E a parte mais interessante era ter Judd Calloway, seu melhor amigo, como fotógrafo. Nada poderia ser mais divertido do que trabalhar com ele... 

A não ser uma noite quente e apaixonante ao seu lado!


Capítulo Um

A guru do estilo Abby Weiss surpreendeu o mundo fashion com seu impressionante ensaio de moda na Finesse, a revista feminina mais lida da Austrália. As ilhas Whitsunday foram o fabuloso palco onde Weiss demonstrou seu talento. A artista, graças ao seu emblemática trabalho, assegurou o cargo de diretora na publicação.
Não percam de vista esta brilhante promessa da indústria da moda.

Abby conseguia imaginar as manchetes dos jornais.
Não pensava em outra coisa desde o telefonema de Mark Pyman, CEO da Finesse, anunciando que ela tinha conseguido o lucrativo ensaio para a edição de verão da revista. Pensou nisso durante toda a viagem até o exclusivo hotel em Sapphire Island.
O que tinha visto daquele lugar até o momento despertava a sua imaginação, e sabia que com alguma criatividade e muito trabalho, aquele editorial de moda poderia ser a sua melhor chance para atingir o ansiado cargo de diretora da publicação.
Aquela era a sua oportunidade para alcançar o sucesso.
Dirigiu-se ao bar junto à piscina do hotel com um orgulho renovado, ficando encantada com a abundância de plantas tropicais e orquídeas exóticas, e emocionou-se ainda mais quando encontrou vários cenários para as fotos.
Sapphire Island era o local ideal para exibir as criações dos estilistas mais celebrados da Austrália. Como seria de se esperar, Mark tinha contratado várias modelos, o que facilitaria muito o seu trabalho.
Quando atuava com profissionais e via os resultados, ficava sempre orgulhosa por fazer parte da impiedosa indústria da moda. Ainda não tinha visto o fotógrafo, mas sabia que Mark só contratava os melhores.
Ao pensar em fotógrafos, questionou-se sobre em que parte o mundo Judd estaria se escondendo. Não tinham se falado nos últimos três meses, algo estranho devido à íntima amizade. Tão íntima quanto podia ser por telefone e internet...
Tampouco tinha recebido algum dos seus postais de uma só linha. Sorriu ao pensar o que ele diria se soubesse que estava fazendo um mural com todos eles para enfeitar a parede de seu escritório. Certamente algo engenhoso com a intenção de lhe diminuir o entusiasmo, ao mais puro estilo Judd Calloway.
Algumas coisas nunca mudam, pensou. Também gostaria que mudassem.
Felizmente, ela superara o pequeno erro da noite do baile de formatura e eles conseguiram manter uma grande amizade.
Nada como a negação para aguentar os últimos oito anos sendo sua melhor amiga e confidente.
— É impressionante o que o oceano pode trazer para a terra hoje em dia.
Abby deu um salto e virou-se.

— Não pode ser!

A Eterna Rival

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







Rico e bonito, Peter atraía a atenção das mulheres. 


Mas Corinne tinha certeza de que o noivo a amava e que nada, nem mesmo uma mulher exuberante como Edith, poderia ameaçar seu amor. Mas foi o destino que destruiu seus sonhos. Numa tarde sombria, inesperadamente, Peter morreu. Estava tudo acabado! 
Sem forças para enfrentar a realidade, Corinne deixou Londres e foi para o interior esquecer Peter, Edith e toda a tragédia que quase lhe tirou a vontade de viver. Foi lá que encontrou Joe Hamblyn, um homem maravilhoso, capaz de fazê-la renascer para o mundo e para o amor. Mas essa paixão tinha o sabor do castigo. Como num jogo sinistro, Corinne se viu invertendo a posição com a antiga rival. Joe era noivo de Edith!

Capítulo Um

Corinne já não estava de muito bom humor quando entrou no bar New Inn. Seu carro tinha enguiçado a um quilômetro dali e ela fora obrigada a andar esse trecho com suas sandálias de salto alto. Além disso, a mala pesada havia deixado seu ombro doído de tanto fazer força.
O dono do bar conversava com outro homem e nem prestou atenção à sua chegada. Não demorou muito para Corinne perceber que os dois falavam sobre ela.
— Dizem que a filha de Howard Paxton vai voltar para cá — o dono do bar comentava. — O que você acha disso?
— Nada. Ela não teve sorte mesmo, perdeu uma boa colocação. Afinal, era secretária e algo mais de um milionário que morreu num acidente de avião!
— É uma história bem picante, não é? Os jornais fizeram o maior sensacionalismo desse caso. Mas você deve ter melhores informações...
— Não. Os Paxton são gente muito boa. Só espero que a filha mimada não comece a criar problemas para eles.
Corinne ficou furiosa. Como dois estranhos se atreviam a falar daquele jeito, como se tivesse cometido um pecado? Que direito tinham de julgar alguém que nem conheciam? Não havia justificativa para a insinuação maliciosa: "secretária e algo mais"! Aquilo era injusto, imperdoável!
Colocou a mala no chão e caminhou de queixo erguido em direção aos dois homens.
— Por favor, podem me informar onde há um telefone público? — perguntou com educação. — Meu carro está enguiçado e preciso ir para casa.
— Há um telefone naquele corredor, à esquerda — o dono do bar explicou.
— Obrigada. A propósito, meu nome é Corinne Paxton.
O dono do bar franziu a testa e começou a enxugar os copos sobre o balcão. O outro homem ergueu a cabeça e olhou-a de alto a baixo com cinismo.
Os olhos dele eram verdes e tinham um brilho intenso e perturbador. Seus traços eram fortes e o cabelo loiro caía sobre a testa.
Nenhum dos dois pediu desculpas pelos comentários que tinham acabado de fazer e, não gostando do jeito que a olhavam, Corinne virou-se com desdém.
Seria difícil para ela acostumar-se a uma vida parada, depois de ter vivido numa cidade enorme. Mas, até alguns minutos atrás, achava que gostaria de tentar essa experiência.

Com Açúcar, Com Afeto

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





O tempero do amor… 
Era isso que faltava na vida de Gina!

“Você é uma princesa encantada dos contos de fada.”
Era assim que Connor Munroe descrevia Gina Calvino, uma mulher forte, decidida, que se recusava a vender a receita especialíssima do molho de tomate que sua empresa, agora falida, fabricava, não importando o quanto pudesse lucrar.
Connor sabia que beijos somente não derrubariam a obstinação de Gina, mas com certeza faria com que ela descobrisse as delícias de amar!

Capítulo Um

Era a época do festival na pequena cidade de Allegro, Arkansas. Por todo lado que se olhava viam-se miniaturas de elefantes, cada um deles com uma vesti­menta diferente.
Gina Calvino e sua tia-avó Earline embrulhavam os pequenos animais em papel celofane antes de levá-los à feira. Durante todo o correr do ano, Earline cortava e costurava roupas para miniaturas de bonecas. Sua especialidade porém eram os elefantes, uma ver­dadeira artista. E, como todo e bom artista, Earline era tempera­mental. Quando ia se aproximando a época da festa e da feira, mais temperamental ela se tornava.
— Eu detesto isso — Earline resmungou.
Sessenta anos, pequena, redonda e agitada com vivos olhos pretos e cabelos cacheados brancos.
— Piora a cada ano… parece um circo. O festival mudou muito. E a cidade está morrendo aos poucos. Tudo o que é bom tem seu final. Sou realista.
Gina balançava a cabeça discordando, ciente de que ela não acreditava no que dizia.
— O festival vai existir sempre, nunca acabará. E a cidade também.
— Nada dura para sempre — Earline protestou. — O que dizer de um festival do tomate? Quase ninguém mais cultiva tomates. Todos os jovens deixam Allegro à procura de outras oportunidades e trabalhos. Algum dia essa cidade vai simples­mente evaporar da face da terra.
— E exatamente por essa razão que temos o festival. Ele nos mantém em contato e preserva nossa comunidade.
— Há uma época certa para cada coisa. O festival já não é mais o mesmo, cresceu muito e quase perdeu sua característica. Finita la comedia.
— O festival é um sucesso — Gina contradisse.
— Sim, um sucesso. O trabalho, a multidão, a bagunça, o tráfego e a poeira. Argh! Sem falar na invasão de estranhos por toda a cidade.
— Mas estamos na época de visitas. É quando as pessoas voltam para rever umas às outras.
Uma sombra cobriu os olhos de Earline.
— Certo. Mas ninguém vem nos ver.
Gina abaixou a cabeça, evitando o olhar da tia. O que restara de sua família estava tão distante e dividido que com certeza nem mais se lembravam de Allegro. Somente Earline e Gina haviam permanecido.
— Você deveria se casar, constituir uma família — disse de repente. — Nossa linhagem está se acabando assim como a cidade.
Gina nada retrucou.
— Você já chorou e se lamentou o bastante. E mais que tempo de retomar a vida normalmente.
— Estou levando minha vida num ritmo normal. E época do festival e tenho mil coisas para fazer.
— Bah! — Earline olhava a sobrinha-neta dos pés à cabeça com olhos críticos. — Vai passar o dia todo com essas roupas?
Gina usava jeans velhos e desbotados e uma enorme camiseta vermelha com os dizeres: “Festival do Tomate de Allegro-99 Gloriosos Anos!” Calçava um par de tênis, sem meias.
Seu único enfeite era o antigo relógio com a cara do Mickey Mouse que sempre usava, e claro, o anel de noivado com um brilhante minúsculo. Nunca tirava o anel.
— Talvez tenha de salvar algum gato do meio do gira-gira, ou mexer na cozinha. Por que me arrumar?
— Para dar a alguém a chance de ver que moça bonita você é.
— Não estou participando de nenhum concurso de beleza. Tenho trabalho me esperando.
— E um pecado alguém viver no passado como você faz. Já se passou muito tempo. Não está certo.
Gina mordeu o lábio, pensativa. Lembranças lhe tomaram a mente.
Loren, seu noivo, morrera há cinco anos. Amara-o com todas as forças, e também fora muito amada. Iriam se casar no mês de setembro, e continuariam a morar em Allegro. Loren seria o técnico do time de futebol do colégio em Milledgeville, e Gina abriria uma pequena loja de antiguidades com a qual sonhava há tempos. Também gerenciaria um negócio simples de especiarias que herdara do pai, nas horas vagas.
No verão anterior ao casamento, Loren estava trabalhando para a companhia elétrica, na área de manutenção do equipamento. Em uma noite de tempestade, em agosto, fora designado para reparar um cabo entre Allegro e Milledgeville.
Vieram lhe trazer a notícia em meio à escuridão e à chuva. Loren estava morto. Loren, aquele que seria seu marido em três semanas.
Durante três semanas ela o chorou. Na manhã do dia que de­veria ser o casamento de ambos, saiu do quarto, pálida, mas sor­ridente, quase parecida consigo mesma. A cidade se admirou com sua fortaleza.
O sorriso de Gina fora para Loren. Ao sair do quarto naquele dia, caminhara sob o som de uma marcha nupcial. Sentia-se como se estivesse fazendo as promessas matrimoniais para sempre. Seria fiel à memória daquele homem único.